O exemplo do azeite

No meio de tão intensa discussão sobre ajuda externa, de que forma aqui chegámos e de que modo o aguentaremos as medidas que o FMI tem em carteira, tem-se discutido pouco o que é fundamental: qual a forma de o país de forma sustentada conseguir crescer de forma a fazer face aos grandes problemas (desemprego, dinheiro para as pensões, endividamento) ? Parece haver um fenómeno meio underground - por se falar pouco nele - um pouco por todo o país, que tanto resulta de uma pequena mudança de paradigma no tecido empresarial, como curiosamente por uma certa asfixia económica dentro de portas que obriga os empresários a abrir-se aos mercados externos. Esse fenómeno chama-se aumento das exportações, que deixaram de ser têxteis baratos ou o turismo para ingleses de classe média baixa, mas cada vez mais com produtos com valor acrescentado - saliente-se o que se tem feito nas energias renováveis. Nesse sentido, vão existindo notícias que são umas pequenas luzes ao fundo do túnel, como o facto de o aumento das exportações do azeite no último ano ter sido de 37% e de o país ter tido um saldo positivo em matéria de importações e exportações.

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