"Blast your mind", a mais recente música dos Blasted Mechanism.
Depois admirem-se de vê-los em Glastonbury e afins...
"Blast your mind", a mais recente música dos Blasted Mechanism.
Vergar ao vizinho do lado
A derrota contra a Espanha acabou por ser o desenrolar dos velhos clichês dos últimos anos: Cristiano Ronaldo a jogar sozinho e desligado da equipa, pouca capacidade de Carlos Queiroz na escolha das melhores substituições, o escalonamento de uma equipa pouco dada ao risco mesmo estando em desvantagem, a aposta em Pepe - que vem de uma prolongada lesão - para jogar contra um meio-campo de elite como é o Espanhol e, por último, a lavagem de roupa suja a quente quando o resultado não é o desejado, como fez Cristiano Ronaldo ao remeter as desculpas para o selecionador. No meio de tudo isto, uma verdade: tal como tinha escrito ontem, o resultado final acabou por ser o esperado e o favorito venceu e esta participação portuguesa acaba por encaixar nos mínimos que se pediriam, o que dá azo às velhas discussões do copo meio cheio ou meio vazio. Se é certo que não será esta a competição internacional que nos trará grandes recordações no futuro - seja por bons ou maus motivos - talvez sirva de alento que se ganharam jogadores importantes para o futuro, como Eduardo e Fábio Coentrão.
Ainda sobre Cristiano Ronaldo, a sua participação neste Mundial e as declarações aos jornalistas em que assume aquela velha tradição de sacudir a água do capote - não esqueçamos que ele é o capitão da Seleção - , talvez não seja descabido recordar o que escrevi há dois meses sobre qual a sua real utilidade na equipa de todos nós. Parecia que estava a adivinhar...
Ainda sobre Cristiano Ronaldo, a sua participação neste Mundial e as declarações aos jornalistas em que assume aquela velha tradição de sacudir a água do capote - não esqueçamos que ele é o capitão da Seleção - , talvez não seja descabido recordar o que escrevi há dois meses sobre qual a sua real utilidade na equipa de todos nós. Parecia que estava a adivinhar...
O fim do 24 Horas
Apesar de ser mais adepto do jornalismo do tipo convencional, não tenho grandes pruridos em relação à chamada imprensa sensacionalista. Quem desde há muitos anos se habituou a ler o "Tal & Qual" - e por inerência a recordar com saudades notícias como a declaração de ordenado mínimo ao fisco por Manuel Damásio, os repórteres vestidos de mecânico que queriam almoçar no Tavares Rico ou o "convite" para um Governo de Cavaco Silva a algumas figuras da nossa praça feito pelo imitador Canto e Castro - cria uma espécie de afinidade com esta imprensa quase sempre a pisar o risco e disposta a quase tudo para denunciar o que vulgarmente se chamam "as barracas" e alimentar uma certa sociologia de café e de táxi. Ao longo dos anos, o 24 Horas foi tomando o lugar do "Tal & Qual" enquanto referência deste tipo de imprensa, necessitando obviamente de puxar mais pelos galões e pela imaginação, por se tratar de uma publicação diária.
O mundo dos jornais assiste à confirmação do que já se ia falando: o 24 Horas vai acabar. É certo que não perdemos uma publicação de referência no mundo jornalístico português ou um grande formador de opinião, mas não deixa de causar uma certa pena deixar de ver nos quiosques aquelas letras garrafais com títulos sugestivos e a jorrar polémica em cada palavra. Um certo Portugal, que não será certamente aquele com maior nível de esclarecimento sobre Política ou Economia, deixa parcialmente de estar representado nos jornais diários. E não é exagerado dizer que o mundo dos nossos diários fica um pouco mais pobre.
O mundo dos jornais assiste à confirmação do que já se ia falando: o 24 Horas vai acabar. É certo que não perdemos uma publicação de referência no mundo jornalístico português ou um grande formador de opinião, mas não deixa de causar uma certa pena deixar de ver nos quiosques aquelas letras garrafais com títulos sugestivos e a jorrar polémica em cada palavra. Um certo Portugal, que não será certamente aquele com maior nível de esclarecimento sobre Política ou Economia, deixa parcialmente de estar representado nos jornais diários. E não é exagerado dizer que o mundo dos nossos diários fica um pouco mais pobre.
Suplantar
Conforme tinha escrito aqui no LdM antes do Mundial, seria necessário Portugal passar da fase de grupos para fazer os mínimos do Mundial. A fase de grupos terminou como começou, com um Portugal com demasiado medo do adversário e a jogar para o pontinho, o que poderia não ter sido suficiente, não fosse ter sabido fazer um grande jogo contra a Coreia do Norte.
Para seguir em frente, seria fundamental ter uma seleção em grande forma - convenhamos que a Coreia do Norte, pese embora o excelente resultado, não é o melhor barómetro para avaliar o estado da nossa equipa, e um adversário acessível. Infelizmente, em bom rigor não temos nem uma coisa nem outra. Portugal, enquanto equipa, é inferior à Espanha. Pese embora termos os nossos argumentos, é um facto que Hugo Almeida não é Villa, Pedro Mendes não é Xavi e Bruno Alves não é Puyol. Seria fundamental uma grande dose de motivação que permitisse à equipa suplantar as suas limitações e que fosse acrescentada alguma dose de riso e convenhamos que nisso Carlos Queiroz não é o melhor treinador do Mundo. Sendo que os Oitavos de Final têm corrido sob o signo da previsibilidade em matéria de vencedores - ainda que num ou noutro caso por números mais gordos do que o esperado - , talvez estejamos amanhã a lamentar a nossa sorte. Se assim não acontecer, estarei aqui a tirar o chapéu aos nossos jogadores: é sinal que fomos capazes de nos suplantarmos a nós próprios.
Para seguir em frente, seria fundamental ter uma seleção em grande forma - convenhamos que a Coreia do Norte, pese embora o excelente resultado, não é o melhor barómetro para avaliar o estado da nossa equipa, e um adversário acessível. Infelizmente, em bom rigor não temos nem uma coisa nem outra. Portugal, enquanto equipa, é inferior à Espanha. Pese embora termos os nossos argumentos, é um facto que Hugo Almeida não é Villa, Pedro Mendes não é Xavi e Bruno Alves não é Puyol. Seria fundamental uma grande dose de motivação que permitisse à equipa suplantar as suas limitações e que fosse acrescentada alguma dose de riso e convenhamos que nisso Carlos Queiroz não é o melhor treinador do Mundo. Sendo que os Oitavos de Final têm corrido sob o signo da previsibilidade em matéria de vencedores - ainda que num ou noutro caso por números mais gordos do que o esperado - , talvez estejamos amanhã a lamentar a nossa sorte. Se assim não acontecer, estarei aqui a tirar o chapéu aos nossos jogadores: é sinal que fomos capazes de nos suplantarmos a nós próprios.
A final extemporânea
Os jogos de hoje do Mundial mostraram o que já se sabia: que Argentina e Alemanha são as equipas que jogam melhor futebol neste momento. A Argentina transpira sangue na guelra, talento e momentos de magia individual, ao passo que a Mannschaft é um compêndio de jogo coletivo, com jogadores sistematicamente a passar a bola entre si e a desmarcarem-se para a corrente não se perder, de forma quase mecânica e com a eficiência da engenharia alemã. Se os primeiros trazem artífices de primeira linha, capazes de desequilibrar de um momento para o outro sob o escrutínio atento de Maradona, os segundos funcionam quase como que componentes de uma linha de montagem, que apetece dizer que até poderiam ser substituídos por outros no banco que a diferença nem se faria sentir - sejamos francos, quantas vezes ouvimos falar de Miroslav Klose sem ser nas grandes competições de futebol?
O capricho do calendário fez com que se encontrassem, não na final, mas nos quartos-de-final. Um final amargo para uma destas equipas que, quanto mais não seja pela exibição de hoje, mereceria ficar mais 15 dias na prova. E deixem-me pôr um pouco de revivalismo nisto: para quem tem como primeiras recordações de finais de futebol precisamente as finais entre Argentina e Alemanha e o respetivo confronto de estilos, nada como um tira-teimas com 20 anos de atraso para saber afinal qual é o melhor estilo de futebol.
O capricho do calendário fez com que se encontrassem, não na final, mas nos quartos-de-final. Um final amargo para uma destas equipas que, quanto mais não seja pela exibição de hoje, mereceria ficar mais 15 dias na prova. E deixem-me pôr um pouco de revivalismo nisto: para quem tem como primeiras recordações de finais de futebol precisamente as finais entre Argentina e Alemanha e o respetivo confronto de estilos, nada como um tira-teimas com 20 anos de atraso para saber afinal qual é o melhor estilo de futebol.
O Cops à portuguesa
Jan Delay
Cheguei a Jan Delay há pouco tempo, graças à banda sonora do grande Soul Kitchen. O som que faz não é exatamente algo de extraordinariamente novo - há canções que fazem lembrar o que os Jamiroquai já fazem - mas, do que andei a investigar, a sua popularidade não ultrapassa as fronteiras da Alemanha. O facto de cantar em alemão - que até nem soa particularmente mal no género de música que faz - e o de haver algum gap qualitativo entre os hits - em particular o grande "Disko", cujo vídeo só pode ser visto no Youtube) e o resto da obra não ajuda a esse reconhecimento. Daqui vai o meu contributo.
Les bleus
A triste presença da selecção francesa no Mundial 2010 não deixa de ser um bom exemplo do que pior pode haver no futebol moderno: uma selecção recheada de egos que se recusa a funcionar como um conjunto, jogadores que auferem salários milionários a desperdiçar oportunidades que 99% da população mundial (pelo menos a que gosta de futebol) não enjeitaria, um treinador que mais parece um personagem tragicómico, chegando inclusivamente a ser cancelado um treino e a ser expulso um jogador do seio do grupo. O resultado é uma selecção a ser enxovalhada numa prova onde se vêm selecções sem um único jogador conhecido na alta-roda do futebol a darem provas de humildade e de suplantarem as dificuldades, cientes de que estão numa competição única nas suas vidas e que podem entrar para a história futebolística dos seus países. Assim sendo, qualquer linchamento público da selecção francesa - que, recorde-se, começou já a perder variados contratos publicitários, em virtude da degradação da sua imagem à qual as marcas já não se querem vincular - parece-me terá a sua carga de justiça.
Googladas
miopia em marketing da ferrero rocher
como enriqueceu joe berardo
parodia com o tema anfetaminas
asiáticas têm o grelo na posição transversal?
luciana abreu festival barraca
Maria del mar Colas, Cepsa Proas
arquitecto quebra bilhas amostra
chuckie egg zx spectrum
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Sem espanto
Quem tem seguido ao Mundial não estará certamente a abrir a boca de espanto com os jogos, sobretudo os da primeira jornada: as equipas a jogarem com demasiado medo e afins, resultados de 1-0 e afins, poucos artistas e jogadas para mais tarde recordar, nenhuma equipa fora do lote de favoritos a surpreender o mundo futebolístico. Se a seleção portuguesa de hoje fosse a que vimos em nos tempos de António Oliveira (pré-Artur Jorge) ou Humberto Coelho, Portugal estaria nas bocas do mundo durante os dias pelo extraordinário futebol demonstrado, mesmo que tivéssemos empatado na mesma. Custa mesmo dizer que, entre os jogos que vi (ainda não vi a Espanha a jogar e mal vi a Argentina) talvez só me tenham chamado a atenção em termos de emoção a Eslovénia contra os Estados Unidos ou a Dinamarca contra os Camarões, o que convenhamos que não é muito. Em suma, este Mundial esperava-se que trouxesse verdadeiramente para a ribalta o futebol africano, o que está longe de ter acontecido até agora, mas tem compensado com seleções da América do Sul a estarem em melhor nível do que as europeias. Assim sendo, as coisas lá se vão conjugando para que o campeão deste ano venha daquelas paragens.
José Saramago
A grandeza da obra de José Saramago andou sempre acompanhada da polémica envolvendo a pessoa em si, não só por algumas opções que tomou - sair de Portugal para ir viver para Espanha, a colagem a algumas posições pouco justificáveis do PCP como o apoio ao regime de Cuba do qual se acabou por retirar há alguns anos atrás, as críticas sistemáticas à Igreja Católica - como por outras em que foi envolvido por terceiros - leia-se, a polémica envolvendo "O Evangelho Segundo Jesus Cristo". Toda esta poeira que o próprio ajudou a criar - leia-se, as declarações num misto de provocação e golpe de marketing, aquando da publicação do livro "Caim", fez com que, num gesto muito português, se andasse a misturar as coisas e se criticasse aquilo que era mais importante, neste caso as obras por ele assinadas. A morte de Saramago irá fazer com que a polémica envolvendo o homem acabe por se apagar com o tempo, fazendo com que para a história fique o seu legado literário, que, pese embora algumas críticas - como a forma pouco linear da escrita - lhe permitirá ficar entre os grandes nomes da Literatura feita em Portugal.
Gelson
Um cabo-verdiano que foi viver ainda criança para a Suiça, primo de um jogador de futebol português conhecido (o médio Manuel Fernandes, do Valêncio), torna-se o protagonista do dia de hoje, ao marcar um golo carregado de carambolas, cambalhotas e a sorte que sorri quando menos se esperaria. Junte-se a isto o facto de este mesmo golo ter sido contra a Espanha e ter sido suficiente para vencer o jogo. Acredito que esta proeza de Gelson Fernandes foi a forma de o país ter sido, de alguma forma, lembrado pelos deuses do futebol após o fraco jogo de ontem.
Tavares
Qualquer pessoa com algum conhecimento enciclopédico não desconhece as desventuras de Tomás Taveira, tornado herói de um certo Portugal marialva graças à gravações caseiras que introduziram no vernáculo português algumas expressões. Junte-se a isto as estórias que foram surgindo a propósito do assunto - existe até um mito urbano segundo o qual também existe um vídeo semelhante com figuras públicas da altura, nomeadamente uma conhecida apresentadora que na altura nem 15 anos teria... - e é claro que a própria credibilidade enquanto profissional e homem de bem ficou inequivocamente abalada. Diga-se que o facto de ter contribuído para o centro comercial das Amoreiras e estádios de futebol de interesse estético duvidoso não ajudou a reabilitar totalmente a imagem. 20 anos depois, surge a homenagem, sob forma de um remake do episódio das polémicas cassetes, com uma produção nacional com o sugestivo nome "Tavares, o Arquitecto Quebra-Bilhas". Arrisco dizer que se tal episódio tivesse ocorrido nos Estados Unidos, várias películas dos mais variados géneros cinematográficos versariam ao assunto. Tomás Taveira não teve tanta sorte e teve de esperar duas décadas, também aqui má-sina a de se ser português.
Vuvuzelas
Uma das coisas que dá cor a um jogo de futebol, sobretudo para quem está no estádio, é o som. Falo dos sons mais próximos de nós - os nomes chamados à equipa de arbitragem, aos nossos jogadores e aos adversários, os palpites dos treinadores de bancadas - ou a aqueles que se ouvem no estádio e que sabemos que são provocados por muitas vozes, seja os cânticos das claques ou as reações do público quando começa o jogo, quando há golos ou um jogador é expulso.
Esta simples tese, que qualquer pessoa que gosta de futebol corrobora, está seriamente colocada em causa com essa praga chamada Vuvuzela, uma invenção da África do Sul e que a FIFA tem protegido por se tratar de uma tradição do país que acolhe a competição. O que se ouve do lado de cá é um irritante zumbido provocado por uma minoria de espetadores no estádio e que consegue estragar o espetáculo à maioria dos presentes no estádio e às dezenas de milhões de pessoas que assistem em casa ao jogo, zumbido esse que associamos mais facilmente ao Marquês de Pombal em hora de ponta do que a uma partida de futebol. Até agora, desde jornalistas a treinadores e jogadores, a única reação é de crítica à permissividade em relação ao seu uso. E é legítimo questionarmo-nos como é que numa competição onde foram gastos rios de dinheiro em estádios e infraestruturas, a imagem final acaba por ficar manchada porque a FIFA demora em perceber o efeito nefasto destas irritantes cornetas.
Esta simples tese, que qualquer pessoa que gosta de futebol corrobora, está seriamente colocada em causa com essa praga chamada Vuvuzela, uma invenção da África do Sul e que a FIFA tem protegido por se tratar de uma tradição do país que acolhe a competição. O que se ouve do lado de cá é um irritante zumbido provocado por uma minoria de espetadores no estádio e que consegue estragar o espetáculo à maioria dos presentes no estádio e às dezenas de milhões de pessoas que assistem em casa ao jogo, zumbido esse que associamos mais facilmente ao Marquês de Pombal em hora de ponta do que a uma partida de futebol. Até agora, desde jornalistas a treinadores e jogadores, a única reação é de crítica à permissividade em relação ao seu uso. E é legítimo questionarmo-nos como é que numa competição onde foram gastos rios de dinheiro em estádios e infraestruturas, a imagem final acaba por ficar manchada porque a FIFA demora em perceber o efeito nefasto destas irritantes cornetas.
Mundial
Este interregno de 15 dias apanhou o dia em que este blogue cumpre 4 anos de existência. Nos dias em que começava a escrevinhar por aqui, começava mais um Mundial de futebol, momento sempre memorável para quem gosta do desporto-rei para além do interesse clubístico.
Para este campeonato, parto obviamente com menos esperanças na Seleção Portuguesa comparativamente a 2006: o nosso conjunto de jogadores não será tão bom e alguns daqueles que nos habituámos a ver nos últimos anos na Seleção já não estão ao mesmo nível do passado (caso do Deco, por exemplo), Carlos Queiroz está longe de Scolari em matéria de injetar a dose extra de moral que ajuda a galvanizar equipas, acrescendo a isto a fraca qualidade do jogo coletivo a que fomos assistindo desde a fase de qualificação. Assim sendo, só um otimismo exagerado me faria dizer que Portugal está entre os candidatos ao Caneco. Concebendo que Portugal pode caber na lista da meia dúzia de melhores seleções mundiais, diria que os serviços mínimos seria conseguidos com a passagem aos oitavos-de-final e chegar aos quartos-de-final seria considerada uma boa prestação.
Já que todos alvitram sobre os candidatos à vitória final, também eu o faço. Pela estatística - há já umas décadas que equipas europeias e sul-americanas vão-se revezando na vitória final - apontaria Brasil e Argentina como candidatas, com ligeira vantagem para estes últimos, pelo ataque demolidor e pelo fator Maradona, que deve sempre ser tido em conta nem que este fosse massagista. Juntaria outras duas: a Espanha e a Alemanha. A primeira é campeã europeia e ganha jogos atrás de jogos, ao passo que a Alemanha continua a ser uma máquina de jogar futebol, com movimentações e trocas constantes de bola, como se viu hoje contra Austrália. Imediatamente a seguir na lista, a Itália - nem que seja por ser campeã em título - e a Inglaterra - o facto de Fabio Capello ser o treinador não pode ser posto de parte.
Sendo assim, as próximas semanas serão uma verdadeira injeção de futebol. Com grandes equipas, equipas assim-assim e outras que suscitam a dúvida sobre quais os critérios futebolísticos que foram seguidos para que pudessem estar presentes. No final, haverá jogadores e selecionadores crucificados, outros levados aos píncaros, árbitros que serão vaiados por nações inteiras, jogadores e momentos que ficarão na história da modalidade. É que, apesar dos interesses económicos envolvidos e da pressão mediática da alta competição, o futebol ainda continua a ser jogado por 11 de cada lado e uma bola redonda.
Para este campeonato, parto obviamente com menos esperanças na Seleção Portuguesa comparativamente a 2006: o nosso conjunto de jogadores não será tão bom e alguns daqueles que nos habituámos a ver nos últimos anos na Seleção já não estão ao mesmo nível do passado (caso do Deco, por exemplo), Carlos Queiroz está longe de Scolari em matéria de injetar a dose extra de moral que ajuda a galvanizar equipas, acrescendo a isto a fraca qualidade do jogo coletivo a que fomos assistindo desde a fase de qualificação. Assim sendo, só um otimismo exagerado me faria dizer que Portugal está entre os candidatos ao Caneco. Concebendo que Portugal pode caber na lista da meia dúzia de melhores seleções mundiais, diria que os serviços mínimos seria conseguidos com a passagem aos oitavos-de-final e chegar aos quartos-de-final seria considerada uma boa prestação.
Já que todos alvitram sobre os candidatos à vitória final, também eu o faço. Pela estatística - há já umas décadas que equipas europeias e sul-americanas vão-se revezando na vitória final - apontaria Brasil e Argentina como candidatas, com ligeira vantagem para estes últimos, pelo ataque demolidor e pelo fator Maradona, que deve sempre ser tido em conta nem que este fosse massagista. Juntaria outras duas: a Espanha e a Alemanha. A primeira é campeã europeia e ganha jogos atrás de jogos, ao passo que a Alemanha continua a ser uma máquina de jogar futebol, com movimentações e trocas constantes de bola, como se viu hoje contra Austrália. Imediatamente a seguir na lista, a Itália - nem que seja por ser campeã em título - e a Inglaterra - o facto de Fabio Capello ser o treinador não pode ser posto de parte.
Sendo assim, as próximas semanas serão uma verdadeira injeção de futebol. Com grandes equipas, equipas assim-assim e outras que suscitam a dúvida sobre quais os critérios futebolísticos que foram seguidos para que pudessem estar presentes. No final, haverá jogadores e selecionadores crucificados, outros levados aos píncaros, árbitros que serão vaiados por nações inteiras, jogadores e momentos que ficarão na história da modalidade. É que, apesar dos interesses económicos envolvidos e da pressão mediática da alta competição, o futebol ainda continua a ser jogado por 11 de cada lado e uma bola redonda.
