A dívida
Confirmou-se ontem o que já se ia antecipando sobre a dívida pública portuguesa. De acordo com as agências de rating - neste caso a Standard & Poor's - , há um risco progressivo de incumprimento na dívida pública. O que provocou uma queda superior a 5% na Bolsa. Eu de Economia e mercados financeiros sei pouco, mas o suficiente para saber que as variações em cotações baseiam-se acima de tudo em rumores e notícias do que nos factos concretos - vem nos livros que se deve comprar no rumor e vender no facto - , o que pode levar com que a dívida perca força nos mercados internacionais e se torne mais apetecível daqui a umas semanas. O mesmo que as velhas recomendações do "comprar, manter ou vender" dos bancos sobre este ou aquele título, o que provocam subidas ou descidas das respetivas cotações, que até podem beneficiar quem lança essas recomendações. O facto de hoje ter sido o dia mais movimentado de sempre no PSI-20 prova que nada disto parece ser inocente.
Em promoção
Que surjam críticas veementes à Igreja Católica em relação ao escândalo de pedofilia, não espanta ninguém e a própria instituição terá de ter costas largas para isso, se não quiser danificar mais a própria imagem. O que custa mais aceitar é a paródia sob a forma de promoção publicitária que o LIDL traz à liça em relação às promoções para a próxima quinta-feira: dois livros dos dois mais recentes papas, promovidos lado a lado com toda uma vasta colecção de roupa para a criançada. Será coincidência? Talvez, mas o leitor atento de promoções de supermercado - somos muitos, bem sei - não deixa de se interrogar sobre o que uns fazem junto aos outros.
Googladas
leide zul
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letra da parodia da musica faz um milagre em mim com o tema valores e cidadania
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instituição do natal
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A política e as All-Stars
É costume ouvirmos falar da necessidade de atrair os mais jovens para a política, até para que se faça a renovação da classe. Por norma, os jovens que aparecem surgem vindos do dirigismo estudantil ou das juventudes partidárias, pelo que já não são completos desconhecidos. Urge então pegar em cidadãos comuns abaixo dos 30 e fazer deles políticos. Devo dizer que descobri na Internet alguém que reúne algumas características que poderiam ser úteis numa atividade política. Não sei qual é o seu nome, mas conheço o nickname: Katyzinha6, uma adolescente de um subúrbio portuense que se tornou conhecida há algumas semanas por ter posto um vídeo no Youtube sobre as suas considerações sobre moda e valores.
Apesar de alguns excessos de linguagem, devo dizer que está lá o talento necessário que, devidamente trabalhado, pode permitir uma carreira na política. Há convicção na forma como diz que não se deve usar All-Stars com exemplos concretos e estabelecendo paralelo com ténis Adidas - troque-se sapatilhas All-Stars e Adidas por subida ou manutenção da carga fiscal - , há a criação de uma espécie de diálogo com o espetador - fundamental num período em que a empatia que se cria com quem está em casa é primordial -, há a organização do discurso quase como que por capítulos - sai bem do tema All-Stars para a questão de como seria o homem dos seus sonhos em matéria de indumentária, como se colocasse uma pedra na Justiça e passasse para a Educação - , é eloquente na forma como defende de forma aguerrida aquilo em que acredita - na parte em que diz qualquer coisa como "Sim, mas tu és bimba!" e eu respondo "Bimba é a tua mãe!" - , pisca o olho ao pensamento mais conservador da sociedade portuguesa - ao criticar abertamente o fio dental pelas mulheres e as calças demasiado justas no escroto pelos homens - e, por último, dá um toque de sofisticação com o uso de um adereço importante quando se quer dar credibilidade ao que se diz: nem mais nem menos do que uma caneta na mão.
Quanto a mim, com a inclusão de algum substracto no discurso, acredito que haveria ali matéria-prima para trabalhar devidamente. Enquanto isso não acontece, só posso dizer que faço bem em comprar Adidas em vez de All-Stars.
Cinco anos
Na história da Internet, há inequivocamente sites que vão marcando, não só pela sua utilidade mas trazerem consigo uma mudança no conceito da Internet. Se fizéssemos uma espécie de top dos sites que mais marcaram a Internet, seria mais ou menos consensual a presença do Youtube (a par, por exemplo, do Yahoo, do Google, das redes sociais, das ferramentas para produção de blogues ou da Amazon). Também aqui, para além da óbvia utilidade - por ali encontram-se coisas que muito dificilmente se encontrariam nos circuitos normais, como na televisão ou nas lojas que vendem DVD - também existe uma espécie de mudança de paradigma, pois qualquer um de nós pode sair do anonimato e, graças a uma ideia interessante, tornar-se uma vedeta depois de colocar um vídeo no Youtube. Tecnicamente, não será o melhor dos sites da especialidade - é compará-lo, por exemplo, com o Dailymotion, e perceber que há muitos pontos em que este último fica a ganhar - mas é um facto que foi o mais e eficaz a percorrer o caminho e marcar a tendência. O Youtube assinala hoje cinco anos.
Opiniões sobre cinema
Uma das mais originais propostas que tenho visto recentemente no mundo dos blogues lusos é o Senhor do Adeus, em que os dois autores (um deles é o Filipe Melo, que realizou o "Mundo Catita" o "I'll see you in my dreams) convidam o célebre João Serra - também conhecido como o senhor que acena às pessoas em determinados pontos em Lisboa - para dar uma opinião sobre os filmes em cartaz. Não sendo propriamente um primor em termos de resultado final, até porque quem dá o parecer sobre o filme não é propriamente um especialista na matéria, a ideia de trazer à liça aquilo que uma figura mais pitoresca do cenário lisboeta tem para dizer sobre cinema tem uma certa carga poética, quanto mais não seja por se tratar de alguém que mais facilmente associaríamos a uma personagem cinematográfica do que a uma pessoa do mundo real.
Mudanças na aprovação de comentários
O facto de este blogue andar recentemente a servir de plataforma publicitária para viagra, sites de pornografia e redes de pirataria graças à atividade de spammers nas caixas de comentários fez-me alterar algumas configurações à aprovação de comentários para mensagens mais antigas. Embora sabendo que quem visita o blogue regularmente não tem quaisquer responsabilidade na situação, aqui deixo um "Desculpem qualquer coisinha!" por qualquer inconveniente causado.
Competências
Vem nos livros que qualquer currículo deve sempre ter um cunho pessoal. Para além da formação, experiência, conhecimentos de línguas ou informática, vale a pena falar das características que nos diferenciam. Nos currículos de modelo europeu, essa possibilidade costuma existir nas competências sociais e de organização. Onde, por norma, todos os candidatos lá vão exibindo os pergaminhos do costume - notáveis a trabalhar em equipa, a personificação do dinamismo e uma capacidade de trabalho que até daria para uma jornada de 14 horas - e até são convidados a mostrá-lo, através das suas próprias experiências, onde surgem inevitavelmente os antigos dirigentes em associações estudantis ou afins, os animadores de tempos livros ou quem esteve no estrangeiro ao abrigo do programa Erasmus.
O segredo está em mostrar-se originalidade sem cair na aldrabice. Sempre achei, no período em que andava afincadamente à procura de novo emprego, há dois ou três anos, que até este blogue em que escrevo poderia dar boas indicações a quem pegasse no currículo. Apesar de não ser um estudioso do mundo dos currículos - não obstante achar que há sempre ali um momento em que o candidato mete invariavelmente a pata na poça e cai no erro de dizer o que não deve - , muito poucas foram as vezes em que uma competência em particular me chamou a atenção. Hoje, fui abençoado com mais uma competência mencionada num currículo que chegou ao meu emprego : o candidato (ou candidata) vangloriava-se de saber fazer bem malas de viagem. Assim, sem tirar nem pôr. Fico sem saber se tal exemplo surgiu como um disparate, se a pessoa em causa é bastante organizada com aquilo que é seu ou se faz muitas viagens. Ainda assim, uma certeza: quem nele pegou não ficou indiferente e é mais fácil lembrarmo-nos de alguém que é bom a fazer malas de viagem do que o enésimo candidato que se auto-proclama como o campeão da competência, a fazer lembrar velha máxima da publicidade de que o importante é ser-se reconhecido. A mim, suscitaria no mínimo a curiosidade conhecer quem se lembrou de dizer tal coisa, quanto mais não seja por ser algo que não gosto particularmente de fazer.
O segredo está em mostrar-se originalidade sem cair na aldrabice. Sempre achei, no período em que andava afincadamente à procura de novo emprego, há dois ou três anos, que até este blogue em que escrevo poderia dar boas indicações a quem pegasse no currículo. Apesar de não ser um estudioso do mundo dos currículos - não obstante achar que há sempre ali um momento em que o candidato mete invariavelmente a pata na poça e cai no erro de dizer o que não deve - , muito poucas foram as vezes em que uma competência em particular me chamou a atenção. Hoje, fui abençoado com mais uma competência mencionada num currículo que chegou ao meu emprego : o candidato (ou candidata) vangloriava-se de saber fazer bem malas de viagem. Assim, sem tirar nem pôr. Fico sem saber se tal exemplo surgiu como um disparate, se a pessoa em causa é bastante organizada com aquilo que é seu ou se faz muitas viagens. Ainda assim, uma certeza: quem nele pegou não ficou indiferente e é mais fácil lembrarmo-nos de alguém que é bom a fazer malas de viagem do que o enésimo candidato que se auto-proclama como o campeão da competência, a fazer lembrar velha máxima da publicidade de que o importante é ser-se reconhecido. A mim, suscitaria no mínimo a curiosidade conhecer quem se lembrou de dizer tal coisa, quanto mais não seja por ser algo que não gosto particularmente de fazer.
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lei do marinheiro murphy
Sindrome Charles Bronson
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Natureza
Construímos aviões que levam centenas de pessoas, que voam praticamente sem intervenção humana, que encurtam as distâncias. Sentimos que somos capazes de contornar a limitação que a Natureza nos impôs de não sermos capazes de, por nós próprios, sermos capazes de voar. Até nos aparecerem como aqueles que hoje se vivem, quando a improbabilidade de uma tal erupção num vulcão na Islândia limitou as hipóteses de voar no espaço europeu. Percebemos então que, por muitos avanços que surjam, ainda vamos estando dependentes na Natureza até para coisas que damos por adquiridas. O caos que se vive nos aeroportos e o transtorno que é causado à vida de dezenas de milhares de pessoas é quase um banho de humildade a que a espécie humana é sujeita face aos caprichos das natureza.
Função utilitária
Terei sido em tempos um pouco rude relativamente a toda a estética em torno das canções que giram na Rádio Orbital. Após várias horas de audições no ginásio, passei a encontrar ali uma outra função de dimensão essencialmente utilitária, uma espécie de boost para a dura tarefa de remar por rios imaginários ou a pedalar sem sair do sítio. Experimentem dedicar-se a tais atividades a ouvir qualquer outra rádio e talvez percebam que os resultados finais dificilmente serão os mesmos - até mesmo a Mix, que anda lá perto, não consegue o mesmo nível. A minha solução para um país onde se diz que há pouca produtividade no trabalho, demasiado sedentarismo e (até vou mais longe) demasiado endividamento externo é simples: rádio Orbital em cada esquina!
Karoglan, Dino ou Quim Machado
A noite futebolística de ontem mexeu com o meu revivalismo futebolístico. Vi o Benfica a impor-se perante o Sporting de forma convincente, como se tal fosse absolutamente normal e o Sporting fosse um adversário como os outros, e dando um passo importante rumo ao título e, para além disso, assisti ao ressurgir de um antigo monstro sagrado do futebol luso. Não qualquer um dos outros grandes, mas sim do Desportivo de Chaves. Durante anos, foi o pequeno reduto dos gauleses no meio dos romanos - leia-se, a única equipa do interior, no meio de uma desequilibrada distribuição geográfica das equipas - e obrigava os adversários a deslocações muitas vezes complicadas. Ontem, após vários anos de menos fulgor competitivo e de presenças na Liga de Honra, logrou aquilo que não havia conseguido enquanto disputava o escalão maior: a presença na final da Taça de Portugal, havendo inclusivamente a hipótese de ser um dos representantes lusos na Liga Europa da próxima temporada. Quem se lembra da camisola do Chaves vestida por alguns mitos do futebol luso dos anos 90 - Karoglan, Dino ou Quim Machado, sem esquecer a batuta de José Romão - não pode deixar de achar que este feito só peca por chegar mais de uma década atrasado.
Dimensão humana
Estou em crer que o escândalo de pedofilia na Igreja Católica acabará progressivamente por ter mais revelações e ficaremos a saber mais dentro de semanas do que sabemos hoje, face ao efeito bola de neve que estas situações acarretam. Ainda assim, esta situação demonstra que a Igreja Católica, apesar do seu carácter espiritual, possui uma dimensão humana bastante forte, sobretudo nos aspetos mais negativos: o pulsar das tentações da carne, o aproveitamento das fragilidades de pessoas mais frágeis, a organização quase tribal que faz com que os superiores tentem proteger os seus subordinados dos ataques vindos de fora. Afinal de contas, defeitos que qualquer ser humano é capaz de demonstrar.
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lei de sósia
"respeitar o próximo 30 maneiras diferentes"
luis pereira sousa chuckie egg
quero apanhar uvas
letra benfica campeão helder rei kuduro
lei ferradura
hi5 badalhocas freamunde
FRANGO MOSCAVIDE
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Mal seria se o Chat Roulette não motivasse uns bons vídeos no Youtube
No primeiro vídeo, um jovem faz um videoclip recorrendo apenas ao Chatroulette. No segundo, dois mariolas assumem diversas personagens que interagem (dentro do possível) com o lado de lá da câmara.
Modelo de negócio
Hoje, na Feira da Ladra - onde já não ia há 2 ou 3 meses - estavam dispersos por várias bancas alguns caixotes com pequenas embalagens de produtos de limpeza para a casa e roupa. Sendo que falamos da Feira da Ladra, não podemos conceber que seja o produto mais fora do comum que se venda ali, mas tal fenómeno suscitava obviamente a curiosidade. A explicação para tal situação, pelo que me foi explicado, é simples: os dois produtos contidos nas caixas destinavam-se a promoções em superfícies comerciais, mas os vendedores conseguiram comprar tais caixotes a quem tratava dessas promoções, tratando de as vender a seguir na Feira da Ladra. Percebemos a vitalidade desta peculiar feira lisboeta quando nos apercebemos das constantes novidades em matéria de modelo de negócio.
"A minha é melhor que a tua!"
Se, por vezes, me interrogo sobre se as diversas iniciativas que tomo na Internet, sejam blogues ou páginas e grupos no Facebook, serão a melhor forma de aproveitar todas as potencialidades que a rede nos dá, acabo convencido que outros poderão ter os mesmos dilemas quando me deparo, por exemplo, com o verdadeiro arsenal de vídeos sobre máquinas de lavar loiça que circulam no Youtube. Uma câmara de vídeo e uma máquina de lavar são os únicos requisitos técnicos necessários, a que acresce a necessidade de se esgrimir argumentos nas caixas de comentários nos mais diversos vídeos. A alguém que filma a sua Indesit não basta dizer que é boa e lava bem, terá que ter bem presentes os argumentos técnicos para esgrimir nestas discussões que têm tudo para dar polémica: a disputa entre o dono de uma Míele com o dono de uma marca recente - uma LG, vá - pode até assumir contornos filosóficos. Já agora, o vídeo mais visto é o impressionante sprint final de uma máquina Bosch. As boas marcas continuam sempre a ser boas marcas.
Sofá azul
Foste-te embora por estes dias, sofá azul. Trocado por um outro, mais bonito, mais confortável e melhor enquadrado na minha sala do que tu. Nada que não estivesses à espera, até porque nunca to escondi. A nossa relação, aliás, sempre se pautou pela sinceridade e contra os falsos amiguismos: desde o dia em que te fui buscar a um armazém da Moviflor à beira da estrada que sabias que para cá vieste por seres a opção mais barata e eu nunca to escondi. Tu também nunca me proporcionaste o conforto que eu sempre quis. Ainda assim, nunca faltámos ao respeito um outro: nunca te tratei mal e tu nunca me causaste danos irreparáveis à coluna vertebral.
Por isso mesmo, não tenho problemas em admitir que passámos alguns bons tempos juntos. Foi sentado em ti que vibrei com o regresso do Benfica à vitória em campeonatos nacionais, que vibrei com os momentos da selecção nacional no Euro 2004 e tive o banho da desilusão na Final, que assisti a momentos como a queda de Santana Lopes ou o aparecimento de um tal de Barack Obama, que tive algumas animadas tertúlias com um copo de vinho do Porto na mão, que mostrei os meus dotes de jogador na Playstation ou que cheguei a dormir vencido pelo cansaço após noites de regabofe. Por tudo isso, deixei-te noutras mãos, de pessoas que certamente não te acharão o melhor sofá do mundo, mas que te deixarão viver com dignidade. Até sempre, sofá azul.
Por isso mesmo, não tenho problemas em admitir que passámos alguns bons tempos juntos. Foi sentado em ti que vibrei com o regresso do Benfica à vitória em campeonatos nacionais, que vibrei com os momentos da selecção nacional no Euro 2004 e tive o banho da desilusão na Final, que assisti a momentos como a queda de Santana Lopes ou o aparecimento de um tal de Barack Obama, que tive algumas animadas tertúlias com um copo de vinho do Porto na mão, que mostrei os meus dotes de jogador na Playstation ou que cheguei a dormir vencido pelo cansaço após noites de regabofe. Por tudo isso, deixei-te noutras mãos, de pessoas que certamente não te acharão o melhor sofá do mundo, mas que te deixarão viver com dignidade. Até sempre, sofá azul.
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origem de lavar a roupa suja em publico
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"gestao sem lacunas" nada
salários de directores de museus, legislação 2010
falhanço delta q
ana zanati nua
receita açorda de marisco filipa vacondeus
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O pequeno flop
Se é um sinal de vitalidade da chamada sociedade civil a existência das mais diversas campanhas de solidariedade, não é menos verdade é que vale sempre a pena ver aquilo a que as entidades promotoras se propõem fazer. Recentemente, o Continente promoveu uma campanha de ajuda à reconstrução da Madeira, com o envolvimento da Cruz Vermelha Portuguesa e a RTP, que não deixa de ser um pequeno flop: a intervenção daquela grande superfície limita-se a pedir às pessoas que arredondem o valor das compras sendo o remanescente entregue para a campanha. Custos, serão certamente poucos, sendo que o envolvimento pouco mais é do que logístico. A imagem da empresa que a promove fica associada a uma causa nobre, mesmo com poucos custos. Publicidade mais eficiente era difícil.
Contra-corrente
Enquanto pululam os grupos no Facebook contra o acordo ortográfico com dezenas de milhares de pessoas no total, dou por mim no meio de milhar e meio de pessoas (muitos deles galegos) que se mostram favoráveis. Como contra-ponto às centenas de grupos de defesa dos animais e afins, centena e meia de pessoas ironiza sobre esses mesmos grupos e eu sou possivelmente o único português na lista de membros. Perante listas infindáveis de grupos dedicados a grupos e classes profissionais, acabei por me juntar a um outro dedicado a pessoas com dificuldade a responder a terceiros sobre qual é a sua profissão. É, no mínimo, intrigante a forma como surge a organização quase em estilo de contra-corrente e o facto de tal acontecer numa rede social é uma deliciosa ironia.
