Deixar a música tocar



Se há canções de "tresandam" ao tempo em que foram lançadas, então as que Barry White deu a conhecer ao mundo na década de 70 fazem parte do grupo. O groove a rebentar, as orquestras a acompanhar grandes vozes, a indumentária num equilíbrio razoável entre a exuberância e o bom-gosto, uma combinação que serviu de inspiração a muito do que se faz hoje em dia (estou a lembrar-me de Jamiroquai, por exemplo). Barry White é um daqueles revivalismos saudáveis, afinal de contas eu nem era nascido quando muitas das suas canções foram lançadas.

Responsabilidades

O drama que motivou a cegueira a seis doentes no Hospital de Santa Maria motivou uma reacção relativamente célere da instituição. Ainda que sem conseguir resolver o problema fundamental - leia-se, a cegueira provocada pela administração de um fármaco errado -, é de saudar a forma como aquele hospital soube desde o início trazer para si as responsabilidades pelo sucedido, por terem tentado procurar uma solução e por tentarem ressarcir, dentro do que é possível, quem ficou afetado devido a uma falha dos profissionais responsáveis pela dosagem dos medicamentos. Num país avesso à assunção de responsabilidades pelas instituições públicas e onde processos semelhantes andam anos pelos tribunais e de recurso em recurso, resta esperar que tal faça escola por cá.

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Em cada esquina

Tal como em tempos passados, que não são motivo de orgulho para o país, o Benfica tem sabido ser esta época uma espécie de referência para os seus adeptos numa altura em que estes não terão muito para se orgulhar. Num cenário de crise económica, de desemprego elevado, de um anúncio de sacrifícios no famoso PEC cujo impacto a curto-médio prazo não será dos mais animadores, de intriga política que está acima do interesse do país, o cidadão comum olha para a equipa de futebol do Benfica e tem ali a receita de que o país precisa: um treinador que tenta tirar o máximo partido de recursos, jogadores com talento que usam em prol da equipa, uma massa adepta galvanizada e mobilizada. Ontem, bastava ver as reacções dos adeptos entrevistados na televisão, para se perceber que se instalou a ideia de que este ano o campeão será mesmo o Benfica. Aqui, não há grandes diferenças com o resto do país, sempre a passear-se entre o oito e o oitenta, até porque há um ano atrás andávamos a dizer mal da equipa e do respetivo treinador vindo de Espanha. Água na fervura é fundamental e, recorrendo ao velho clichê, ainda faltam seis finais para disputas, com Porto e Sporting pelo meio. Urge recordar o pensamento do treinador que devolveu o título que fugia há 11 anos e cuja prudência e clarividência aprendi a admirar. Face a estes ânimos exaltados e a festas extemporâneas de conquistas de títulos, o que era preciso no meio desta festa benfiquista era um Trapattoni em cada esquina.

Seis passos

Há uns dias, numa das minhas aulas de Inglês, recordei a teoria segundo a qual só precisaríamos de estabelecer uma ligação ao longo de seis passos a qualquer outra pessoa no mundo. Trocando por miúdos, se eu quisesse chegar ao mais ávido bebedor de cachaça no Rio Grande do Sul ou ao esquimó com o terceiro maior bigode, teria apenas de percorrer seis passos até lá chegar: começaria por algum imigrante brasileiro (no caso do bebedor de cachaça) que conhecesse, que por sua vez teria família numa zona qualquer do Brasil, sendo que uma dessas pessoas de família tem amigos no Rio Grande do Sul e por adiante.

Quando ouvi pela primeira vez a teoria, comecei logo a congeminar se, através deste método, conseguiria estabelecer algum tipo de ligação com figuras como o Papa, Barack Obama, Maradona ou a Paris Hilton, só para citar alguns exemplos. E , para todas as figuras famosas, não só chegaria lá, como nem necessitaria de seis passos, o que, por exemplo, colocaria quem me conhece em posição de lá chegar. O facto de ter estudado Comunicação e de, por inerência, ter ex-colegas que hoje são jornalistas ajuda a estabelecer essa ligação. Hoje, com as redes sociais, conseguimos, de certo modo, recriar o que aqui é proposto - começando nos nossos amigos, indo aos amigos dos amigos e assim sucessivamente - mas é interessante que tal teoria tenha sucedido na década de 60, quando a Internet parecia coisa de visionários.

Ícones




Há coisa de três semanas, que comecei a entreter-me com uma página no Facebook dedicada aos fenómenos da canção cantada em português, dando utilidade a um arquivo com inequívoco valor e a sólidos conhecimentos na matéria. Quem me tem como amigo no Facebook terá recebido um ou dois pedidos para se tornar fã. Alguns aceitaram o repto, outros nem por isso. Mas daqui reforço o pedido, sob pena de virem a sofrer consequências, como o aparecimento de uma borbulha na testa, de um dia ficarem sem água enquanto tomam banho ou de chegarem dois minutos atrasados ao autocarro que apanham para ir trabalhar. Fica o aviso.

Levados ao engano



Embora reforçando o velho clichê do "Homem - Bola - Cerveja", esta acção promocional da Heineken, em que leva 1000 adeptos de futebol - neste caso do AC Milan - ao engano a uma ópera, enquanto a equipa joga para a Liga dos Campeões, não deixa de ser uma bem planeada jogada de Marketing.

O muro da vergonha do bom-gosto

O percurso de uma época de saldos não é um fenómeno especialmente difícil de compreender: começa assim de mansinho, com descontos de 20%, para aproveitar a vontade daquelas que duas semanas antes rondam a loja para comprar quando os preços descem, e o desconto vai subindo à medida que as semanas passam, acabando nuns assustadores 70% para escoar o stock. No entanto, como nada disto se trata de uma ciência exata, este raciocínio acaba por não se aplicar integralmente a tudo aquilo que uma coloca a preços reduzidos.

Veja-se o caso da H&M, marca que não sendo o topo do bom gosto, acaba por ter maioritariamente roupas que qualquer pessoa com um gosto mais ou menos normal não teria grandes problemas em usar. Por estes dias, vai-se vendo a pujança da roupa Primavera-Verão, depois de terem sido escoadas as peças colocadas em saldos durante dois meses. Todas? Não: a um cantinho lá restam os sobreviventes dos último saldos. Calças vermelhas, camisas de manga comprida às flores, camisas de manga curta de amarelos berrantes, t-shirts com frases cujo sentido é difícil de compreender nem com a ajuda de alucinogéneos. Uma espécie de muro da vergonha do bom-gosto e a prova de que nem tudo são rosas no mundo da roupa, que nem descontos de 80% ajudam a escoar.

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Embuste

A Taça de Liga, quando inicialmente concebida, tinha um propósito mais ou menos definido: colocar as 32 melhores equipas do país em confronto, proporcionando a visita dos clubes maiores aos mais pequenos e, por inerência, boas receitas de bilheteira e até uma ou outra surpresa. Ao fim de um ano, o propósito inicial foi alterado: salvaguardaram-se as equipas maiores, para que estas entrassem em campo já com duas fases de grupos decorridos. O mesmo que criar uma Liga dos Campeões em que Real Madrid ou Manchester United só entrassem nos quartos-de-final. O motivo é fácil de explicar: quem dava o nome à competição queria que ao fim chegassem os grandes do futebol português, para salvaguardar o investimento, fazendo com que a maioria das equipas que entram na prova sejam pouco mais do que figurantes. Apesar de hoje ter visto o Benfica a ser vencedor segundo ano consecutivo - ainda por cima ante o Porto e com o contra de terem deixado um touro à solta em campo, acho que o chamam de Bruno Alves - , não consigo deixar de achar que a prova que hoje termina cheira a embuste competitivo.

Shutter Island


O que mais surpreende em "Shutter Island" é, para além da forma como são abordadas questões psicológicas como o trauma, a forma como o espetador se confronta com a evolução de todas as personagens e o seu papel na malfadada ilha, numa troca sucessiva de papel entre o bom e o mau da fita. Definitivamente, um excelente argumento, construído de forma a baralhar os dados que vamos tendo como adquiridos ao longo do filme.

Para ti, Vata!

Por estranho que pareça, a eliminatória ganha hoje pelo Benfica ao Marselha pareceu não ser muito diferente daquela que se passou há duas décadas: o árbitro a querer entrar na história do jogo, o golo ao cair do pano marcado por um herói improvável que protagonizou daqueles momentos do futebol que não lembravam ao diabo (a rábula da camisola é rara nos tempos de hoje, tal como golos marcados com a mão) e o Benfica a sair vitorioso, no meio de tantas peripécias. A fazer lembrar aqueles filmes de acção que sabemos que terão um final feliz. vitória de hoje tem uma dedicatória especial e vai direitinha para um cidadão angolano a residir na Indonésia: Vata, que chegamos hoje à conclusão que não passou de um actor numa espécie de argumento já feito. Vicissitudes do futebol.

Fim de festa

Em tempos, símbolo dos videoclubes à americana em Portugal, o Blockbuster vai encerrando por estes dias a sua atividade em Portugal. Passar por estes dias por uma destas lojas, que em tempos foram quase centros comerciais do aluguer de VHS e DVD, é um espetáculo semelhante a um fim de festa já relativamente confrangedor - prateleiras semi-vazias, vendas do que vai restando do stock recorrendo a descontos apelativos, empregados com o fim de carreira na empresa anunciado para breve. O que foi em tempos responsável pelo fim dos pequenos clubes de vídeo de bairro nas cidades por onde passou, o Blockbuster acaba também por pagar a fatura das novas formas (legais ou ilegais) de acesso aos filmes. E quando uma multinacional como a Blockbuster abandona o país por falta de rentabilidade do negócio, percebe-se facilmente que é uma questão de tempo até o negócio dos clubes de vídeo acabar por ser pouco mais que uma recordação.

No Vietname

Não será conhecido pelo mestre da tática do futebol luso, pela capacidade de mentalização, pelas boutades que enchiam páginas dos jornais ou pelos títulos que por cá conquistou. Também poucos se recordam que também foi em tempos presidente da junta de freguesia de Matosinhos. Ainda assim, Henrique Calisto consegue ser, a seguir a Mourinho, ser o treinador português com mais sucesso no estrangeiro, como atestam os sucessos conseguidos no Vietname. Um daqueles casos de sucesso fora de portas que pareciam improváveis há uma década atrás. O reconhecimento chegou ontem pela forma institucional, com o reconhecimento devido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que lhe entregou uma Comenda da Ordem de Mérito.

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Mais liberal

Do que ouvi e li a propósito do congresso do PSD e dos candidatos à liderança, o que me pareceu fazer mais sentido foi a análise do Daniel Oliveira sobre Pedro Passos Coelho. Num partido social e ideologicamente tão híbrido como o PSD - igualmente capaz de produzir um Pacheco Pereira como um Valentim Loureiro - nem sempre é fácil encontrar um fio condutor que estabeleça grandes diferenças em relação ao PS. Sobretudo faz sentido questionar em que é que o PSD pode ser alternativa ao PS, dado que parte das medidas tomadas nos últimos anos pelo Governo poderiam perfeitamente ser tomadas se o PSD fosse Governo. Pedro Passos Coelho propõe o caminho de um PSD mais liberal em matéria económica, algo que parecer fugir ao nosso liberalismo de faz de conta, em que as empresas vivem sempre coladas ao Estado e aos políticos para seu próprio benefício - basta atentar na presença de antigos governantes ou figuras importantes de políticos na alta finança ou nas grandes empresas. Num cenário de fraco crescimento económico, que será obviamente mais evidente com o avanço do PEC, faz sentido uma discussão com um mínimo de teor ideológico sobre a forma como pôr o país a avançar.

Nervos de aço



Diz a sabedoria popular - e se o diz, é porque há sempre um fundo de verdade - que o fruto que é proibido é sempre o mais apetecido. Aplicado à vida do dia-a-dia, tal significa que qualquer proibição a que sejamos sujeitos acaba muitas vezes por nos aproximar daquilo que nos proíbem em vez de nos afastar. Por essa razão, a chamada psicologia invertida acaba por ter sempre em conta esses conceitos de proibição: um pai que demonstre um à-vontade excessivo para com o filho se este começar a fumar pode ter boas hipóteses de conseguir afastá-lo do tabaco. Isto a propósito da psicologia invertida de Sílvio Santos, figura conhecida da televisão brasileira, para promover a série Oz, recorrendo aos velhos clichês associados a programas violentos para afastar as pessoas do ecrã. Não tenho números para comprovar, mas não tenho dúvidas que os números das audiências na estreia da série tenham sido simpáticos e que este repto lançado pelo apresentador em muito tenham contribuído para isso.

20 anos depois

As meias-finais da Taça dos Campeões 1989/90 são talvez das memórias mais sólidas que tenho dos tempos em que o Benfica era um grande clube não só em Portugal como por essa Europa fora. Umas meias-finais disputadas com o Marselha - na altura, um gigante do futebol europeu, com Didier Deschamps, Papin, Waddle e Francescoli - e que, depois de uma primeira-mão em que o Benfica não foi cilindrado por mera sorte, foram ganhas à custa de um golo à beira do fim marcado com a mão, por um avançado angolano de seu nome Vata, que, não tivesse sido este momento com um mito de batota e heroísmo, teria ficado numa obscura galeria de avançados que envergaram a camisola do Benfica sem terem feito história. Para a história ficou a imagem do desespero dos jogadores do Marselha perante a validação do golo, a estupefação imediata de alguns jogadores benfiquistas, o Estádio da Luz cheio a explodir de alegria, um Bernard Tapie a ter de engolir a promessa feita aos jornalistas de que poderia ser chamado de Bernardette se o Marselha não passasse à final. Sei que nesse Verão tive as primeiras discussões futebolísticas internacionais com os meus primos de França - não se discutia se o Benfica era ou não melhor que Sporting e Porto, mas seria forçoso argumentar que o Benfica era superior ao Marselha, como atestava a eliminatória recentemente ganha, na qual um golo marcado com a mão não passava de um pormenor.


20 anos passaram e nenhum dos clubes se pode orgulhar das últimas duas décadas, dada a travessia no deserto pelos quais ambos passaram, pese embora no Marselha as coisas tivessem sido mais feias, com a segunda divisão pelo caminho. Há alguns meses tive oportunidade de ver uma entrevista no TVI24 ao artista que vai sendo falado por estes dias. Se hoje é evidente que houve intenção óbvia de colocar a bola com a mão na baliza por parte do jogador, não é menos verdade que há ainda uma pessoa no mundo que continua a desmentir que ali tenha sido feita falta: o próprio Vata, cuja recusa em admitir a infração das regras é um misto de amor ao clube onde praticou tal tropelia com a vontade de perpetuar a carga quase sobrenatural ao momento. Para este reencontro europeu com o Marselha, não precisamos de magos africanos disfarçados de jogadores de futebol e afins: a passagem à próxima eliminatória é suficiente. Este evidente momento de aldrabice futebolística precisa de um tira-teimas, nem que seja com 20 anos de atraso.

Leis modernaças

Um referendo realizado no último fim-de-semana inviabilizou a possibilidade de os animais poderem ter advogados. Os números da reprovação chegaram a 70%. A título pessoal, não deixo de ficar satisfeito com esta situação. Isto porque pode inviabilizar a chegada de tal legislação modernaça a Portugal - já me imaginava perante a ameaça a ter de responder em tribunal aos advogados de defesa da família, indiciado por homicídio qualificado cada vez que espetasse mortalmente com um mata-moscas no lombo de uma melga numa noite de Verão.

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Aproximar os mundos

Ao passar pelo local, recordei-me da polémica em torno da plantação de um campo de girassóis em Campolide. Polémica provavelmente gerada por quem teria algum tipo de interesse no terreno - a poucas centenas de metros de hotéis e grandes edifícios de escritórios - para construção. O espaço, Quinta do Zé Pinto de seu nome, é mais do que um campo de girassóis: por ali há plantação de legumes e cereais, alguns animais e até espantalhos, simulação possível da vida do campo no local.

Parece mais ou menos consensual que os meios rurais e citadinos andam um pouco desligados neste país, sendo que a excepção parece ser os cidadãos dos meios rurais que vêm para as grandes cidades à procura de trabalho. Sem querer fazer análises como as dos livros de Eça de Queiroz entre estes dois mundos, não deixa de ser verdade que um olha para o outro de forma pouco simpática: no meio rural, aqueles que vêm da cidade são uns tenrinhos e umas flores de estufa que não sabem de onde vem o leite que bebem, ao passo que na cidade vai-se criando a ideia do campónio bruto e pouco instruído. Enquanto alguém que, embora sempre tendo vivido na grande urbe lisboeta tem raízes rurais - o que permitiu coisas pouco exequíveis para quem apenas conhece o lado citadino da coisa, como assistir a matanças do porco, beber leite saído poucos minutos antes das tetas de vacas a babarem-se enquanto comem palha ou apanhar batatas - tenho de dizer que são positivas quaisquer medidas para que haja um conhecimento mínimo de uma atividade cujo resultado final é o alimento que levamos à boca. Para evitar situações meio paradoxais, como o de sermos fervorosos adeptos de comer saladas ao almoço porque é saudável, sem que ao menos saibamos como é que estas nos foram parar ao prato.

É costume dizer que um ciclo que termina equivale sempre a um novo ciclo que começa

Chuva da grossa

Pese embora as ondas de indignação face ao Inverno que atravessamos - com base na audição conversas ouvidas em autocarros ou elevadores e pelo que leio em redes sociais ou blogues - devo dizer que a chuva, frio e vento que a estação tem trazido não me causa tal reacção. Para os mais distraídos ou esquecidos, esta estação pouco mais é do que um regresso a tempos em que havia realmente estações do ano e não andávamos de manga curta em Fevereiro. Tempos em que se podia falar em quatro estações do ano e em que, ao invés de os cidadãos se queixarem da chatice que a chuva implicava no seu quotidiano, era elogiada a água que caía dos céus pelos seus benefícios na lavoura - chamo particular atenção para o cultivo da couve e dos benefícios que obtém com a queda da chuva - e também para garantir que nos meses seguintes teríamos ao menos água para tomar banho e lavar as ruas. Não foi há muitos anos - se a memória não me falha, foi em 2005 - que em Lisboa chegou a cortar-se na lavagem de ruas, por uma questão de melhor gestão de recursos. Sendo assim, que continue a chover forte e feio pelas aldeias e cidades deste país, é o meu desejo.

Nada a dizer

Quem lê este blogue sabe que costumo aqui mandar uns bitaites sobre temas mais ou menos prementes da atualidade. Por essa ordem de razões, deveria também ter abordado o caso Face Oculta. A razão para não o ter feito e não o vir a fazer é simples: ignorância e confusão. O que começaram por ser escutas relativas a um sucateiro têm feito um percurso extraordinário, passando pela REN, Tagus Park, Portugal Telecom, TVI, PS, Associação Nacional de Farmácias, metendo ao barulho um self made man da sucata, ao lado com comissários políticos do PS, Luís Figo, jornalistas do Sol ou comissões parlamentares com audições sui generis. Não gosto de falar pelos meus concidadãos, mas algo me diz que muitas pessoas terão uma perceção sobre este caso bastante semelhante à minha. Até para encontrar culpados fica difícil. Como desejo, fica o clichê do costume: que a Justiça faça o seu trabalho e os culpados sejam encontrados.

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latapy parte a perna ao jokonovic
MANDINGA PARA DESEJAR ABORTO
bruxaria para interromper gravidez
CAUSAS QUE RECORREM LEIS QUE BENEFICIAM PESSOAS COM EPILEPSIA
feiticeiros ja deu conta de aborta?
espadarte e omega 3
uma pessoa excelente?
ESTA COMPROVADO QUE carlos paiao FOI ENTERRADO VIVO