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bock jogador
Apresentacao Orima Cantanhede Ano 1988
barulho do modem 33kbps
TVI-ALCOOLISMO NA JUVENTUDE
download hino da "super fm" mp3
parodia sobre sedentarismo (tabagismo)
programa do aleixo o jogo de cartas
broas droga
caes maltratodos oque fazer?

Remexer em arquivos

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Há coisa de uma dúzia de anos, ia dando os primeiros passos pela Internet. Não a título individual, mas numa grande amálgama de tipos que almejavam ser escritores, que o faziam nas horas vagas ou que não tinham qualquer jeito para a coisa. A amálgama também era geográfica, já que a coisa se repartia democraticamente entre Portugal e Brasil. Como qualquer projeto do início da expansão Internet, teve algum impacto num meio que ainda era pequeno, durou coisa de ano e meio e juntou duas ou três dezenas de pessoas, que não tinham outra forma de mostrar aquilo que escreviam ao mundo, a não ser que tivessem conhecimentos de html e fizessem o seu próprio site. De quem lá escrevia e que eu não conhecia pessoalmente, apenas voltei a ouvir falar em dois nomes, um no obituário de um jornal e um outro que volta e meia me aparece quando ando pela net.

Quando a imprensa se dedicava a escrever sobre o site, era o meu nome que vinha à liça. Não seria certamente por ter mais talento que os outros, mas possivelmente porque o que lá constava talvez condensasse o espírito da coisa. Reencontrei este velho recorte do Expresso, escrito em 1997, na secção de Internet do Paulo Querido. De entre as pessoas que conheço, há inúmeras pessoas cujo blogue é mais lido, que têm profissões mais mediáticas ou cujo nome mais facilmente pode ser associado a alguma coisa. Mas, que diabo, não são todos que com 17 ou 18 anos teriam o seu momento de orgulhozinho ao folhear páginas do jornal, e de vez em quando darem de caras com o seu nome lá escarrapachado quando menos esperavam. Nem que fosse com boutades de quinta categoria sobre nomes da literatura portuguesa.

Quintas virtuais

Há largos anos, um dos jogos que serviu de sequela da saga Sim City na área das simulações foi, a par de outras originais criações como o Sim Ant ou o Sim Life, o Simfarm, destinado a possibilitar ao jogador a posse de uma quinta. O jogo pagou na altura a fatura do conceito que lhe era associado, pois na área da simulação - e recorde-se que no início da segunda metade da década de 90 apareceram títulos como o Pizza Tycoon, o Colonization ou o Warcraft - convenhamos que a gestão de uma quinta não seria a mais emocionante forma de rentabilizar os 486 da época.

Eu, que na altura ainda me dediquei a plantar extensos laranjais, a cuidar de impressionantes manadas ou a roer as unhas perante o avanço dos tornados nas minhas propriedades, recordo por estes dias o tom de escárnio de terceiros sobre este velho título da Electronic Arts. A razão é simples: a popularidade do Farm Ville no Facebook. Em bom rigor, o conceito está lá todo: é necessário gerir bem a nossa propriedade, não cometer falhas a tratar a nossa propriedade, dependendo também dos vizinhos. O lado online das quintas virtuais de hoje dá uma ajuda ao sucesso, mas apetece dizer que o Simfarm não era um jogo mau ou chato, simplesmente saiu demasiado antes do tempo.

Viver do tráfico



Talvez seja do meu feitio mais recatado, mas se eu fosse um criminoso a última coisa que andaria a fazer fosse andar a contar a todo o mundo as minhas pantominices. Não só porque soaria a fanfarronice a mais, mas também porque aumentaria as probabilidades de estas virem a ser descobertas. Ao contrário do que sucede no videoclipe de cima, intitulado "100% Street" de um grupo intitulado Força Suprema. Aqui não parece haver grande lugar para esse tipo de mariquices: são mostrados carros de alta cilindrada, bailarinas africanas cuja estética não as diferencia por aí além do que vem nos vídeos da América, sendo perfeitamente explicitado que traficar é profissão. Se há outros que traficam às escondidas - veja-se o tráfico de influências nos casos de corrupção, por exemplo - outros clamam aos sete ventos que fazem disso profissão. Não fosse alguém pensar que haveria quem se dedicasse ao trabalho por conta de outrém com descontos para a Segurança Social. Não era preciso ser um génio para perceber que esta estória haveria de ter, mais dia menos dia, um epílogo. Os Força Suprema foram hoje detidos pela PJ por suspeita de roubo com arma, ofensas à integridade física, posse de arma ilegal e tráfico de droga. Do que não podem ser suspeitos é de andarem a enganar quem os ouvia.

Cinco anos de processo Casa Pia

A efeméride do dia de hoje parece ter sido os cinco anos do início do julgamento do caso Casa Pia. Mesmo tendo em conta que é um processo complexo, não deixa de causar estranheza a respetiva demora. Seja como fôr, há um pequeno mérito neste processo, que é o facto de ele próprio conseguir condensar os velhos clichês habitualmente associados à nossa Justiça: circo mediático que motiva a assunção por parte da opinião pública de que todos são culpados ainda antes do julgamento, os ricos conseguem pagar os melhores advogados que conseguem protelar o andar do processo até à exaustão, os ricos e poderosos ficam de fora desta história por estarem acima das leis. O final de toda esta embrulhada acabará por ditar se, afinal, ainda há uma réstia de esperança no sistema judicial ou se, afinal, aquele que é o elo mais fraco em tudo isto - leia-se, o próprio Carlos Silvino, abusador de crianças também ele abusado enquanto aluno - acabará por ser o único culpado nisto tudo, concluindo-se que andou a alimentar uma rede de pedofilia mas sem os pedófilos.

O dilema musical

Ouvir a Rádio Orbital enquanto se está no ginásio tem um significativo benefício do ponto de vista anímico de quem ali está a praticar desporto, mas é ao mesmo tempo um poço de dúvidas e incertezas sobre os limites da música. Se não oferecem dúvidas de maior as canções techno que vão fazendo os tops durante umas semanas para suavemente saírem de cena, suscita evidentemente uma maior apreensão o naipe de canções conhecidas devidamente embaladas por fortes ritmos com o intuito de as tornar músicas para as pistas de dança, mesmo que nós nunca tivéssemos descoberto tal dimensão nas versões originais. Tudo isto feito por estranhos artistas dos quais nunca ouvimos falar e que tanto podem ter remisturado as canções num 7º andar em Santo António dos Cavaleiros como num conceituado estúdio em Londres. Ouvir a playlist da Orbital - que, se a memória não me engana, em tempos foi e não sei se ainda se situa num apartamento em Sacavém - e encontrar grande parte da história da música - começando, por exemplo, nos Eurythmics e acabando na Katy Perry, passando por Caetano Veloso - sob tal fundo musical remete para a conclusão de que nem o Pop não vai morrer, até porque o Techno precisa dele...

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karaoke fernando mendes
parodias com tema arroz em ritmo pagode
a resposta vem sempre quando tamos na casa de banho lei de murphy
capilé ou groselha
disco de piadas anos 70 JUCA CHAVES
onde nasceu tina karol
jogos de arranjar dentes
roulotes baratas chao guarda
chico anti melgas

O lastro

Jorge Ferreira, ontem falecido de doença prolongada, estava há alguns anos afastado da ribalta política, depois de sair do CDS para fundar o PND. No entanto, nos últimos três anos, escreveu o Tomar Partido, um blogue com algum relevo no panorama dos blogues em Portugal, tanto quanto me apercebi. Até aqui nada de especialmente relevante, não fosse o caso de este blogue ser atualizado até dois dias antes do falecimento do seu autor. Um tipo atenta nestes pormenores e não deixa de reparar que a blogosfera portuguesa, com meia dúzia de anos, começa já a ter um certo lastro histórico.

O baú das canções "Recordar é viver"



"Recordar é viver", sucesso maior na canção ligeira portuguesa, vergonhosamente decalcado de "L'eté Indien" de Joe Dassin, conseguiu catapultar para o sucesso um artista que, caso contrário, estaria condenado a ser conhecido por outras virtudes que não a música. Ainda assim, há mérito nesta canção e na sua letra, invadida por figuras de estilo de vária ordem, nomeadamente à associação entre os mais nobres sentimentos humanos e as estações do ano, sem deixar de lado o carácter meio fantasioso da coisa expresso por dias do ano que tecnicamente não existe. À parte desse facto, há nesta canção um glamour dos anos 70, blazers aos quadrados e a luzes a piscar em salas de espetáculo e programas de televisão. Eu, que em tempos, fui um fiel seguidor desta canção em karaokes, acho que esta música cola na perfeição com o ambiente do espaço onde costumava ir, que pouco ou nada tinha mudado desde essa década. Ainda hoje esta música é devidamente recordada, a expressão existe no léxico comum e também foi usada na publicidade. No fundo, esta canção prova existir algum engenho para copiar algo que já existia vindo lá de fora, um pouco à semelhança do Vinho Verde ou das canções do Marco Paulo. Às vezes, o crime compensa.

Futebol à escala planetária

Sou um leigo confesso em matéria de jogos online. Excetuando o Hattrick, que jogo há quatro anos, e meia dúzia de aparições fugazes no Second Life (com o avatar mais ridículo que já terei visto na vida), pouco ou nada me aventurei neste mundo. Sei que há um grande culto à volta de jogos de tiros, que o World of Warcraft é um mundo à parte e um fenómeno sociológico, que há negócios lucrativos paralelamente a alguns destes jogos e pouco mais.

Há algumas semanas, testei o modo online do Fifa na PS3, não a versão óbvia - jogar contra outro utilizador - mas uma versão que nos permite controlar apenas um jogador num desafio de futebol. Basicamente, esta funcionalidade possibilita-nos entrar num desafio de futebol com mais 19 jogadores (não é possível controlar o guarda-redes), em que cada um desses jogadores tem o controlo de um dos jogadores em campo. Um tipo senta-se no sofá a controlar o médio interior-direito e joga na mesma equipa que um defesa-esquerdo na Polónia ou um ponta-de-lança na África do Sul. A experiência é digna de ser vivida, mas rapidamente a curiosidade dá lugar à sensação de caos: o conceito de tática existe apenas no papel, os tipos mais calejados que controlam os avançados querem fintar meia equipa contrária, os foras-de-jogo são às dúzias e é raro uma equipa acabar com 11. Tudo isto faz com que acabe por me aventurar pouco nestas disputas virtuais nas quatro linhas à escala planetária. Seja como fôr, há um dado interessante a reter em tudo isto, que é o facto de este tipo de jogos ser uma espécie de substituto virtual dessa velha instituição que são os jogos de futebol na rua, com pedras a servir de baliza, com o mais desajeitado como guarda-redes ou o remate em jeito para não partir o vidro da casa ou automóvel mais próximo.

Com uma lágrima de saudosismo futebolístico a escorrer pela face

Após uma qualificação a dar para o fraco, com a equipa das Quinas a tentar salvar a honra do convento nos últimos jogos e a beneficiar de resultados teoricamente menos prováveis, somos confrontados com um play-off ganho contra uma seleção que existe há menos de duas décadas, num batatal ao nível de uma 2ª B ou Liga de Honra, perante um público que quis reviver tempos de guerras civis adaptados aos relvados de futebol. Depois de anos de qualificações relativamente tranquilas, esta saga fez lembrar os tempos de calculadora na mão e de épicos fenómenos como os milagres de Estugarda e penáltis inventados contra a URSS, que possibilitaram ao futebol português estar na ribalta do futebol internacional na década de 80. Os saudosistas do futebol de há 20 ou 30 anos, com três estrangeiros por equipa, o Benfica com camisolas da FNAC ou plantéis em que dois terços dos jogadores se apresentavam de bigode certamente terão celebrado a vitória de hoje com uma lágrima de saudade a escorrer pela face.

Fora do contexto



Se não me suscita grande estranheza ter CD's de bandas sonoras com músicas que já existiam antes de serem usadas nos filmes - como o Matrix, o Corvo ou a Cidade de Deus -, já aqueles com músicas criadas propositadamente para o filme acabam fazer menos sentido. Partindo do princípio que há músicas que se associam a certos contextos - como techno manhoso em ginásios ou Manowar em concentrações de motards - é um facto que ouvir bandas sonoras criadas para um filme fora desse mesmo contexto tira boa parte da carga emocional própria música. Esta ideia ocorreu-me no último fim-de-semana, ao ver pela primeira "Blood Simple", primeira película dos irmãos Cohen e este tema, que é possível ouvir umas três ou quatro vezes ao longo do filme. Esta excelente música tem obviamente um grande peso no contexto do filme, facto que origina a questão sobre que sentido terá ouvi-la, por exemplo, enquanto se descascam batatas ou no mp3 a caminho do emprego.

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telefone do bau
http:// paulofcporto.blogspot.com
como fazer uma denuncia anonima em portugal
energia renovavel rato mikei
video ó marine
carqueja com pinga é abortivo
PLASMAS PEQUENOS JUMBO DA MAIA
orthokin elixir bocal
consola antiga de tiro aos pratos

Sérgio Conceição

Nos clubes por onde passou, tanto conseguiu ser ídolo dos adeptos como ser apupado em estádios cheios. Na Seleção, tanto deixava a pele em campo como protagonizava episódios de indisciplina fora do balneário, não se coibindo de criticar os responsáveis pelo seu afastamento anos depois do sucedido. De Sérgio Conceição, não se pode certamente dizer que foi um produto de marketing ou uma figura cinzenta, que andou sempre na corda bamba entre o genial extremo-direito a quem até tiveram de pôr a defesa para não o deixar de fora (lembram-se do Euro 2000?), como alguém que não se esgrimia de lançar críticas a tudo e todos e a fugir do politicamente correto.

Gostar de futebol é também simpatizar com estas figuras que conseguem fugir ao mainstream futebolístico de hoje em dia, em que não há jogadores mas antes intérpretes de jogo, em que o dinheiro consegue deturpar a lógica competitiva inerente à modalidade ou em que as táticas conseguem ajudar a camuflar o génio dos atletas. Sérgio Conceição foi um dos jogadores que imprimiu um certo cunho humano ao jogo, fazendo lembrar que este é um jogo praticado por seres humanos e não por máquinas. É voltar atrás e recordar tempos em que o talento futebolístico vinha acompanhado pelos vícios que acompanham o comum dos mortais: a dependência de álcool ou de drogas, o vício do jogo, o marialvismo ou a tragédia familiar. Coisas que hoje não são tão fáceis de encontrar e são mais dificilmente desculpáveis. A dimensão humana do jogador idolatrado por multidões que facilmente se encontra em Romário, Eric Cantona, Maradona, Paul Gascoigne ou, voltando mais atrás, em George Best ou Garrincha é algo que não se dissocia de Sérgio Conceição, que começou a carreira como um promissor extremo-direito, que esteve nos píncaros do futebol luso durante várias épocas e cujo fim de carreira num pouco conhecido clube grego ocupa um lugar de rodapé nos jornais.

Coisas do Marketing: Delta Q Qosmo



Ao ver os comentários pouco abonatórios sobre o novo anúncio do Delta Q, que circulam aí pela Internet, percebo que o conceito de paródia anda pouco enraizado na cabeça das pessoas. Quando uma marca decide parodiar o anúncio da concorrência - leia-se, Nespresso - colocando em cena estas duas personagens, invertendo os conceitos de masculinidade e glamour no seu próprio anúncio, é sinal que o sentido de humor e a ironia continuam a fazer o seu caminho no mundo da publicidade.

Sebastianismo em Alvalade

Não tenho por hábito comentar cogitações noutros clubes que não o Benfica, mas o que se tem passado no Sporting é sintomático daquilo que se vive atualmente para os lados de Alvalade. Ao longo dos anos, temos ouvido que o Sporting é um clube honrado e sem os vícios dos outros clubes, que não esbanja dinheiro em jogadores e que prefere os jovens da casa, que é um clube extraordinário e que não vive acima das suas posses. Tudo argumentos que, em bom rigor, aliviavam o clube de maiores responsabilidades e que ajudavam a desculpar a falta de títulos de campeão. Até há alguns dias, Paulo Bento era a personificação desse espírito e o célebre losango que apresentava em campo era já a cristalização do estado de espírito em Alvalade: fiel aos princípios, mas sem os craques da concorrência por falta de dinheiro. A saída de Paulo Bento - que, diga-se, fez um excelente trabalho, tendo em conta as condições que lhe foram dadas - atesta o falhanço desta estratégia seguida. Ainda assim, com a revolução a meio da época e com a anunciada contratação de um treinador com currículo inexistente como técnico principal, parece estar a emergir o sebastianismo típico dos momentos difíceis. Tenho a impressão que já vi esta estória muitas vezes no Benfica durante a última década e meia, maioritariamente sem bons resultados.

Dava para perceber que esta música, bem aproveitada, tinha um potencial enorme...

De braços cruzados

Entre os atos de comunicar sem palavras, também a linguagem corporal ocupa um lugar de destaque. Saber comunicar também com o corpo não deixa de ser uma ferramenta importantíssima para passar a mensagem. Quem saiba gesticular enquanto fala ganha aos pontos na capacidade de captar a atenção dos outros, nem que esteja a falar sobre o tempo. No entanto, também a linguagem corporal tem a sua carga semiológica que nos faz tirar conclusões sobre determinados comportamentos. Por exemplo, falar com as mãos nos bolsos, coisa normalmente associada a falta de educação, mas que também dá um ar pouco auto-confiante da pessoa que o faz, para além de transparecer pouca capacidade económica. Mas há também outros exemplos: as palmas das mãos atrás da cabeça dão um ar de descanso e de espírito relaxado, a mão sobre o queixo transmite uma sensação de meditação e até de preocupação, as mãos agarradas atrás das costas dão um certo ar autoritário e de polícia de turno e as mãos na anca são sinónimo de que a pessoa se prepara para uma série de atoardas num tom de voz acima do aceitável.


Se as situações que acima referi são relativamente pacíficas, há uma situação que me parece bastante dúbia: os braços cruzados. A este ato é normalmente associada uma forma de estar ou reagir, que significa nada fazer. No entanto, olhar para uma fotografia de alguém de braços cruzados transmite dessa pessoa um ar de algum dinamismo. Não há agente imobiliário, advogado, empresário de sucesso ou político que não tenha a sua fotografia de braços cruzados. É legítimo questionar se esses braços cruzados significam fazer muito ou pouco, nomeadamente quando entregamos a casa para vender a um tipo da Remax com a sua fotografia de braços cruzados estampada na porta de um automóvel: será a pessoa em casa um feroz animal de vendas ou alguém que se limitará a estar de braços cruzados durante a próxima década em que a casa poderá estar à venda? Respostas não há, mas a dúvida é pertinente.

Há que abandonar o consumo de séries e afins no cabo, para ouvir o pop francês no MCM





Glamour

A pior das revelações sobre Andre Agassi é que afinal este mullet assombroso não passava de uma cabeleira. Entre isto e o consumo de anfetaminas, convenhamos que a segunda situação terá certamente bem mais glamour.

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Chubby Girl
hi5 porcas torres vedras
o efeito de cibalena com cerveja preta
paródias sobre o sistema excretor
natas de cultura.blogspot
acha que a história antes do 25 de Abril se pode repetir
"dar um bacalhau"
eu posso utilizar o cartão my zon card do meu irmão?

Cinco anos de "Eixo do Mal"

Cumpre-sem este fim-de-semana os cinco anos de emissões do "Eixo do Mal" , na SIC Notícias. A título pessoal, devo dizer que este é o programa de análise política do qual mais gosto e que me esforço por ver semanalmente, nem que para isso tenha que pôr o equipamento a gravar para ver mais tarde. Num cenário audiovisual em que o comentário político se faz com um naipe reduzido de figuras maioritariamente com o seu quê de cinzento, não deixa de ser refrescante um programa de debate algures a meio-caminho entre o comentário e a sátira e o debate político, com quatro comentadores com os seus traços distintivos - um conhecido blogger que também é militante do BE, um assumido liberal, um diretor de um suplemento de humor com pinta de canastrão e uma representante da esquerda mais burguesa - e com a bagunça que por vezes se instala e é mais facilmente associável a uma discussão de café do que a um programa político. Em suma: um dos programas pelos quais vale a pena pagar uma assinatura de televisão por cabo.

As transições meteorológicas

Por estes dias em que o Outono vai timidamente fazendo a sua aparição, tanto é possível ver pessoas vestidas de manga curta como outras de casaco e juro que até já vi cachecóis enrolados à volta de alguns pescoços. As estações que estão a meio-caminho entre o calor e o frio acabam por ter estas idiossincrasias e estas indefinições. Não será exagerado dizer que as estações de transição, como a Primavera e o Outono, são uma espécie de adolescência da meteorologia.

Regressar às origens

Com o pequeno aumento a nível geográfico do círculo de pessoas com quem me dou - essencialmente devido a idiossincrasias do emprego onde ingressei há coisa de um ano - de vez em quando ouço estórias de pessoas que vêm de outros países para Portugal com o argumento de que não sentem um sentimento de apego ao países onde nasceram. Eu, que acho Portugal um país a diversos níveis notável - começando na gastronomia, acabando na literatura e passando pela sua música ligeira - olho ainda assim com estranheza para quem diz tal coisa e sugiro um regresso ao sentimento de algum patriotismo - sem cair obviamente em exageros - , que tem desaparecido graças à abertura de fronteiras, aos programas com nomes de pensadores holandeses e aos tratados europeus, como aquele com o nome da nossa capital. A receita seria fácil: qualquer cidadão europeu que diga taxativamente "Não me considero um cidadão de (preencher com o país onde nasceu), mas sim de (preencher com o país onde reside há poucos anos)!" deveria, a título de retaliação moral, ser convidado a passar um ano num país onde se passe fome, onde as condições de higiene seriam consideradas indignas para os padrões ocidentais e as doenças para as quais temos vacinas vitimem milhares de pessoas anualmente. Algo me diz que era ver estas modernices a passar de moda.

"Bem vindo ao passado"



Ao ver pela primeira vez esta interpretação ao vivo de uma das músicas do álbum "Revisitados", não deixei de ficar com aquela sensação com que os apreciadores de vinho ficam quando um dos velhos exemplares da garrafeira lá de casa acaba num jarro a fazer sangria, juntamente com frutas e cubos de gelo. Um tipo ouve mais duas ou três vezes o "Bem vindo ao passado", com NBC e Rui Reininho, e fica fascinado com a forma como hip-hop e GNR se conjugam numa única canção. Quando um tipo como eu, que não gosta do género que aquele senhor frenético canta em cima do palco, dá assim a mão à palmatória significa que a música tem o seu valor.

Para comer

Aborda-me na rua de modo de modo direto, mas sem agressividade, e diz ao que vem: não quer dinheiro e pede-me apenas que o acompanhe ao LIDL mais próximo para comprar algo para jantar no próprio dia e almocar no dia seguinte. A estória do jovem, mais ou menos da minha idade, que me aborda ao cair da noite em Benfica reúne ingredientes suficientes para que o próprio se veja a pedir para comer: enganado por um patrão brasileiro que não fez descontos para a Segurança Social durante os anos em que o empregou, sem familiares a quem pedir ajuda e alternando o muito tempo livre entre o centro de emprego e as igrejas, que pouco ou nada frequentava antes de o azar lhe bater à porta. Estórias destas há aos montes e até as haverá piores, mas ouvi-las na primeira pessoa tem obviamente o efeito de perceber que os nossos pequenos infortúnios do dia-a-dia afinal contam pouco.

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hi5 badalhocas na povoa de varzim
jogos de boneco QUE PARECEM COM PESSOAS virtuais
joker easy come and go
Estereotipos no mundo,e no Brasil
erva do diabo,como consumir
o k é um expert em futebol?
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simpatias caseiras para saber se estou gravida de poucos dias

Subir montanhas imaginárias

Para esta temporada desportiva, optei por abandonar a prática de natação - o que tinha vindo a fazer nos últimos dois anos - pelo cardiofitness. Eu, que andava arredado dos ginásios há alguns anos, ando nas últimas semanas a recordar a vivência característica daqueles espaços e de quem os frequenta. Falo, por exemplo, nas caretas quando se aumenta o peso sobre as costas, as bebidas energéticas e os famosos "batidos" expostos na montra, sem esquecer todo o carácter de virilidade, com alguma dose de basófia à mistura, associado aos frequentadores de ginásios e que é bem atestado nas conversas que se vai ouvindo: não há praticante de musculação que leve pancada numa discussão de rua ou que não marque pontos junto do sexo oposto quando sai em discotecas.

Quando a mim, pensando na minha humilde prática desportiva que quis conservar o mais longe possível de pesos e afins e tendo presente que uma das razões pelas quais deixei a natação tinha a ver com o lado um pouco monótono de passar o tempo a ver azulejos debaixo de água e tetos, convenhamos que passar uma hora a subir montanhas imaginárias ou a praticar o remo enquanto olho para a televisão não foi propriamente o melhor indutor de excitação para a prática de desporto. De qualquer forma, no espaço de um mês de atividades, ainda não contabilizei nem uma ausência. Já é um começo...