Paragem de actividades


Durante as próximas duas semanas, este blogue e eu próprio estaremos de férias. Quando regressar às lides bloguísticas, terei chegado aos 30 anos, o Benfica terá contratado Jorge Jesus como treinador, terei uma tez um pouco mais morena do que a minha habitual palidez citadina e obviamente terei matado saudades da minha casa de férias favorita. Até lá!

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Espírito europeu

Em início de campanha para as Europeias, apenas me apraz dizer que este é o acto eleitoral é o mais complicado para os partidos. Não por serem eleições mais ou menos importantes do que qualquer uma das outras, mas para aquilo a que se destinam. Ao contrário dos outros órgãos de soberania, o Parlamento Europeu é o órgão que menos interesse suscita junto dos cidadãos, um pouco como sucede com a Europa de uma forma geral.

Um pouco como sucede com os restantes parceiros europeus, Portugal tem uma relação estranha com a Europa. Quanto aos outros 26 países desconheço razões sociológicas, mas as nossas são relativamente perceptíveis. É difícil chegar a um país com tantos séculos de história passar a mensagem de uma identidade europeia, quando ainda há pouco mais de 30 anos andava a tentar segurar colónias que detinha há séculos. Aliás, essas mesmas colónias sempre significaram muito mais em matéria de expansão de fronteiras do que qualquer território europeu. Olhando também para a história, não é difícil reconhecer que as relações com países europeias foram quase sempre marcadas pelo conflito. Não desencadeámos nenhuma guerra mundial, mas os conflitos pela independência com a Espanha ou as invasões napoleónicas não são a melhor das memórias históricas.

A questão da identidade europeia remete um pouco para a identidade nacional até há um século atrás neste país, de que o célebre episódio do Rei D. Carlos e os pescadores na Póvoa de Varzim será um curioso exemplo. Estas coisas não se constroem em meia dúzia de anos. Basta pensar que, entre o período da ditadura e o fim de um colonialismo de séculos e a adesão à CEE passaram apenas 12 anos. Ou seja, não é fácil para a consciência colectiva de um país deixar de apontar baterias para África para passar a fazê-lo para a Europa. Ainda para mais, para um país tão periférico a nível geográfico como Portugal, mais difícil a coisa se tornava. Antes da adesão, em 1986, o espírito europeu consistia na imigração para a França ou Alemanha. Nos últimos anos, a abolição de fronteiras e o Erasmus deu uma ajudinha na construção de uma consciência europeia junto de uma parcela relativamente reduzida da população. Convenhamos que não é muito. Resta-nos esperar umas décadas para que a maioria da população se considere, em primeiro lugar, europeia e só depois portuguesa. Até lá, continuaremos a olhar para tudo isto de um modo desconfiado. A prová-lo, a provável abstenção acima de 60% nas eleições para o Parlamento Europeu.

Os rambos do supermercado

Hoje, no supermercado, tive a percepção de que há um elemento de distinção entre a masculinidade mais barrasca e o seu oposto. Esse momento surge precisamente no momento em que é necessário colocar as compras em sacos de plástico. Se esse momento fôr numa superfície comercial de categoria, resta esperar que o funcionário da caixa faça de forma competente o seu trabalho, mas se o consumidor estiver num daqueles supermercados em que não só os funcionários não oferecem sacos, como também não põem as compras dentros dos ditos cujos e com um pouco de sorte não nos insultam enquanto brincam com o piercing na língua, então aí virá ou não ao de cima a sua sensibilidade para acomodar compras. Das duas uma: ou se põe com mariquices e trata de separar convenientemente por sacos a fruta fresca, os produtos de limpeza e os congelados para evitar que algo de mau aconteça ou então assume uma atitude à Rambo do supermercado e trata de pôr indiferenciadamente no mesmo saco produtos de limpeza, postas de salmão, papel higiénico e lasanhas congeladas.

Sendo os supermercados para mim o que o Starbucks é para a classe média norte-americana - o sítio de passagem entre o momento em que se sai do trabalho e se chega a casa - certamente que já me tinha ocorrido esta ideia, mas não com a profundidade tal com que me dediquei ao assunto depois de vir do Minipreço com caixas de flocos e uma embalagem de Omo no mesmo saco. Nisto faço parte dos tais rambos do supemercado: não há que dramatizar perante o perigo que podem representar flocos de milho com uma pitada de branqueadores activos.

Os sinais do Facebook

Inicialmente, escrevi num tom pouco abonatório em relação ao Facebook. Aos poucos fui-me redimindo do que escrevi. A intenção de querer fazer do espaço uma espécie de mix de blogue, fórum e rede social parecia-me demasiado ambiciosa, da mesma maneira que moralizar o mundo das redes sociais me parecia um contra-senso, mas fui reconhecendo méritos à coisa. Dentro das rotinas que a pessoa vai acumulando no mundo da Internet de forma mais ou menos diária - actualizar e ver blogues, ver os e-mails, saber as notícias do Benfica - também o Facebook acaba por consumir alguns minutos, seja a saber o que os nossos amigos têm para dizer sobre isto ou aquilo, os resultados das quizzes ou por concluirmos coisas fantásticas sobre nós próprios, como saber que o Casal da Eira é o vinho que mais se adapta à nossa personalidade ou que, a ser um ditador, seria o Salazar.

Diariamente , vemos ali pessoas a actualizar diariamente os perfis, sabemos de manhã o que fizeram no dia anterior como será o seu dia e ficamos a conhecer o que acham dos mais diversificados assuntos da actualidade, mas tudo isto assente paradoxo que é o de não vermos pessoalmente essas mesmas pessoas durante semanas ou meses. Há uma sensação de proximidade, mas meramente virtual. O Facebook é um bom arquétipo desse isolamento, daí a sua popularidade. Visto por aí, não é um sinal muito positivo.

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fotos de mulher com grilo grande
paródia sobre o oxigenio
hi5 porcas caboverdianas
festa olivais domingo 10 de maio 612 anos
colocação de lixo em Portugal-legislação
chá de guine com arruda faz abortar
ser assaldo na rua
animosidade?
legislação sobre empilhadores a gás

Eurofestival

À hora do Festival da Eurovisão de ontem estava a iniciar dois amigos nos sabores do sushi e a convencê-los que é dos melhores pitéus que é possível comer por um preço mais ou menos aceitável. No entanto, como já terei aqui escrito no passado, o concurso suscita sempre alguma curiosidade para saber quem ganhou e as músicas que ficaram nos lugares seguintes.



Como sucede quase sempre, a música que venceu suscita alguma estranheza: um cantor originário da Bielorrússia canta uma música que remete bem mais para o seu país de origem do que propriamente para a Noruega. Algo que me parece tão razoável como um português representar a França a cantar fado. A segunda música nada tem de exótico e parece-me bem mais interessante: a canção "Is it true" da islandesa Jóhanna Guðrún Jónsdóttir. Uma música tem tudo para ultrapassar as fronteiras festivaleiras e singrar nas RFM's dessa Europa fora. Música com 3 minutos e poucos, uma digna representante da beleza escandinava, uma boa melodia e uma letra a dar para o lamechas. Arranje-se um nome artístico mais memorizável e está criado mais um nome para a musica pop.


Quanto a Portugal, depois do 13º lugar no ano passado este ano uma 15ªa posição. Parece finalmente ter-se encontrado a fórmula para não deixar o país mal visto no certame. Depois de anos a tentar competir com as mesmas armas que a generalidade dos países, com letras parcial ou totalmente em inglês e músicas sem qualquer traço distintivo, finalmente chegou-se à conclusão que mostrar à Europa o património musical da pátria é a melhor forma de cativar votos, puxando para a "World Music" mais festivaleira. Parece ser difícil destronar a concorrência: suecas de dois metros, canções devidamente promovidas por editoras, combinação de votos entre países escandinavos ou de Leste fazem parte de um conjunto de barreiras que dificilmente permitem a Portugal augurar grandes posições. Ainda assim, o país não sai envergonhado, a canção vai à final e Portugal sempre pode dizer que mostrou o seu património musical num festival dominado pelo Eurodance ou por sucessos pop.

Até nas análises sociológicas os benfiquistas são melhores que os outros

Eu, pecador, me confesso: fui do FCP. Por um par de meses apenas, mas fui. Lá por 78 ou 79, influenciado por um vizinho mais velho e ofuscado por dois títulos seguidos, entreguei a minha pueril alma ao demónio. O meu pai, num gesto que nunca deixarei de lhe agradecer, fez-me ver a luz: eu queria uma bola, e o meu pai recusou. Porque bolas, disse ele, eram só para meninos do SLB.

O SLB era, de facto, a luz, neste país cinzento, neste "meu remorso de todos nós". Ao contrário do que muita gente apontava, o SLB era o clube menos português de Portugal. Este era provinciano, pessimista, invejoso, segregador, dependente. O SLB era universal, ambicioso, trabalhador, liberal. Enquanto, em terras africanas, se tentava calar os indígenas, no SLB punha-se uma braçadeira de capitão num negro. Quando os portugueses estendiam a mão, esmolando, a um parolo de Santa Comba Dão, os benfiquistas arregaçavam mangas e construíam um estádio.

Sim, o SLB não era como Portugal. Era como nós gostaríamos que Portugal fosse.

O SLB aportuguesou-se. Os dirigentes do SLB passaram a vender ilusões, como políticos, e os benfiquistas passaram a desejá-las, como eleitores. O defeso passou a ser uma campanha eleitoral, e Aimar, Reyes e Suazo, o TGV e os 150 000 empregos.

Via Obrigado, Sá Pinto

Versão 2.0

Parece que pegou moda: cada vez é mais comum estar num local público (principalmente autocarros) e haver alguém com um telemóvel ligado a debitar música. Sinal de que fazem falta dois elementos essenciais às grandes cidades: alguma educação e uns simples headphones. Dir-me-ão que se trata da versão 2.0 dos velhos senhores idosos com um rádio para ouvir o relato. É um facto, mas um relato terá uma melodia melhor que a kizomba ou o hip-hop que por norma vão ecoando nos telemóveis da rapaziada.

Rumo à 3ª divisão

Já não bastava a má época do Benfica e a luta para tentar o mínimo dos mínimos que é o terceiro lugar. Já não bastava a selecção nacional de futebol e a mais que provável ausência do mundial do próximo ano. Já não bastava tudo isto e fico também a saber que o Olivais e Moscavide foi despromovido à terceira divisão nacional. Chamo a atenção para o facto de há 2 anos, os briosos jogadores moscavidenses - nem que fossem emprestados pelo Benfica ou o Sporting, é indiferente - andassem a fazer pela vida na Liga de Honra junto de alguns históricos do futebol luso e a pisar palcos que anos antes albergaram jogos do Euro 2004, de terem estado na época passada a disputar esse regresso - que falharam por uma unha negra, ou seja, nos penáltis. Ao estaleiro montado à porta do estádio, aos salários em atraso, às penhoras aos passes e a toda uma panóplia de tristes incidências junta-se este triste epílogo. Este está a ser indubitavelmente um annus horribilis futebolístico.

Momento Júlio Machado Vaz

Há alguns dias fiz de mini-cicerone a um sujeito que mal conhecia a zona de São Domingos de Benfica e que desejava com muita pressa saber onde era a Pizza Hut da freguesia. A razão fiquei a conhecê-la poucos minutos depois, quando reparei que o próprio trazia uma fotografia da mulher numa das mãos. Conclusão mais ou menos apressada: aquele mesmo homem ia conhecer pessoalmente uma mulher que já conheceria mas não pessoalmente, sendo que a hipótese mais plausível fosse que se conhecessem via Internet, facto que se reflectia numa certa ansiedade e nervosismo do próprio. Dei as indicações de forma concisa e eficaz, mas nestas coisas há que não entrar em euforias: um romance que começa na Pizza Hut de São Domingos de Benfica não é daquelas coisas que possamos pensar que esteja talhado para o sucesso.

1000

Este blogue chega aos 1000 posts. Número redondo e uma boa marca tendo em conta que o LdM ainda não tem 3 anos. Face a estes números, nada como confirmar a velha máxima: quantidade não é sinónimo de qualidade.

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"beijas como uma freira" letra
ouvir musica mp3 mulher casada
luciana abreu toda nua
o vinho tinto pode ficar verde
raquel strada acordo ortográfico
"segurança alimentar"+"restaurante chines"
cerveja preta a ferver provoca aborto
vamos brindar com vinho verde que é do meu portugal
euro dance pimba

Estatuto

Em matéria de bandas das quais gosto e que nunca assisti a concertos, os GNR eram talvez a presença mais estranha nessa lista. Até hoje. Ao fim de uma série de anos a ouvir as canções apenas em CD, dei por mim a assistir a um concerto dos GNR nas improváveis comemorações dos 612 anos da freguesia de Santa Maria dos Olivais. Concertos de borla suscitam sempre , nem que por uns breves segundos, da frase do "Não há almoços grátis": o alinhamento acaba invariavelmente por recair nos êxitos mais ou menos consensuais, estranhas personagens povoam o público e ficamos sempre com a sensação de que estamos a assistir a algo que não vai certamente entrar para a história. Quanto a Rui Reininho, não posso dizer que está melhor ou pior do que no passado - é realmente imperdoável ter esperado tanto tempo por assistir a um concerto da banda - mas não deixa de ser um espectáculo interessante de seguir dentro do próprio espectáculo. O homem mobiliza o público, cria toda uma carga em torno das canções e ninguém parece importar-se com as letras que nunca são cumpridas, passe a redundância, à letra. A isto acho que se chama estatuto.

Ironias aqui do perímetro

Chegar à conclusão de que o tipo com mais ar de bebedolas da zona onde moro tinha logo de ser o tipo da farmácia.

Busto no Emprego .6


Correndo o risco de me repetir, não posso deixar de passar esta situação em claro: o episódio 6 do Busto no Emprego é uma excelente síntese do que é, não só a personagem Bruno Aleixo como de todas as outras figuras, este universo realmente extraordinário criado pela rapaziada da CENA. Vista a frio, a coisa ainda mais non-sense se torna: um busto do Napoleão a trabalhar num call-center recebe a chamada de um médico invisível que foi apanhado bêbedo por um cão com sotaque de Coimbra para que assinasse uma assinatura do MEO para o hospital. A fragilidade psicológica da personagem Busto tanto é explorada por um médico mais agressivo como pelo chico-espertismo do Bruno Aleixo, que, perante a ameaça da polícia, contrapõe com uma dúvida sobre qual o actor brasileiro que o próprio Busto terá visto um dia em Condeixa. Um tipo mergulha num caldeirão de elementos cómicos como este e fica absolutamente desarmado, sendo depois obrigado a questionar-se por que raio os tipos que fazem isto ainda não ganharam o estatuto de heróis da Nação.

Lembram-se do "Dá-me de força!" ?


Há uns dias atrás, pus no Velhos Anúncios um vídeo com uns aninhos em que a Fernanda Serrano, deitada numa cama, dava a cara pelo BPINet. Hoje, quando me logo na minha conta do Youtube, dou por mim com uma espécie de resposta a este inocente vídeo.

Quando sou questionado com o porquê de colocar amiúde vídeos na net, respondo sempre com as reacções que acabam por desencadear (basta ver o Verde Vinho, do Udo Jur... perdão do Paulo Alexandre), mas quando são feitos vídeos a corrigir a gramática dos meus uploads passamos para um nível de erudição de que obviamente não me posso queixar.

O Bloco Central já existe

A hipótese do regresso do Bloco Central, mais de duas décadas depois de Mário Soares e Mota Pinto terem tido a experiência peregrina em Portugal, vai ocupando as manchetes dos jornais. A hipótese parece, à primeira vista, absurda, mas há que ter em conta um dado muito importante: este mesmo Bloco Central que hoje é rejeitado já existe há bastante tempo de uma forma um pouco menos flagrante e mediática. Basta ver a forma como são negociados cargos de topo em empresas públicas ou em altos cargos da Administração Pública para se perceber que a "panelinha" dos interesses junta mais os dois grandes partidos do que os afasta. Quando há acordos tácitos para que o partido do Governo ponha alguém oriundo do maior partido da Oposição para a presidência da Caixa Geral de Depósitos ou da CMVM, quando há figuras que vão oscilando à esquerda e à direita consoante os interesses, quando há silêncio cúmplice de PS e PSD quanto aos grandes ordenados dos titulares de cargos de topo em empresas públicas ou se fazem negociações estabelecendo quotas para cada partido em altos cargos de Justiça, é fácil concluir que o Bloco Central está longe de ser um fantasma e é uma sólida instituição deste país, devidamente instalada há várias décadas.

Vasco Granja (1925-2009)

Deixar uma criança a ver desenhos animados em que caixas de fósforos ou pedaços de plasticina eram os protagonistas seria meio caminho andado para gerar as reacções antagónicas da estupefacção ou do espicaçar a imaginação e a criatividade infantil. A memória dos desenhos animados vindos do lado de lá do Muro de Berlim criou uma espécie de selo de garantia dos "programas do Vasco Granja", talvez o único que conseguiria motivar crianças para este experimentalismo associado à animação, muito embora o seu papel na divulgação cultural tivesse sido bem mais vasto do que isso. Morrendo Vasco Granja, cai também um pouco da memória infantil de parte deste país.

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secar pingo no nariz
simpatias caseiras para saude
feitiço de magia negra para aborto para abortar
mercado negro malas eastpak
Jornais 2006+ASAE
O QUE É A LEI OFF
badalhocas hi5 torres vedras
sinónimo broa droga
lei da situação da coisa

Cair no mundo virtual

Ao fim de quase quatro anos de jogo no simulador futebolístico Hattrick, protagonizo pela primeira vez uma descida de divisão. Não há volta a dar: hoje sinto-me uma espécie de Luís Campos do mundo virtual.

Perfil europeu

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A um mês das eleições europeias, vale sempre a pena descobrir qual a nossa inclinação em matéria de União Europeia, antes de pensar em votar com a cabeça na política caseira. Em EU Profiler, é talhado o nosso perfil nas questões de política europeia e qual a aproximação aos partidos portugueses, com base numa panóplia de questões. A mim deu o resultado que aí consta.

A visita surpresa

Passei um bom dia do trabalhador, obrigado. Ao chegar do trabalho e em período chill out deitado no meu sofá dou com as imagens dos insultos ao Vital Moreira na manifestação da CGTP. Todos sabemos que as manifestações convocadas pela CGTP acabam por ser exemplos bastante relevantes de todo um descontentamento social e que atingem uma maior relevância no momento em que vivemos. Longe de mim defender reacções bem violentas , mas tendo em conta tudo o que Vital Moreira foi no passado - um ex-militante do PCP que acabou no PS - e aquilo que é neste momento - candidato do partido do Governo, num contexto de crise e alguma agitação social - e que poucos ou nenhuns dividendos eleitorais irá retirar da sua presença na manifestação, é legítima a questão: alguém explica o que Vital Moreira foi lá fazer?