O baú das canções: "O telefone chora"


Quando Márcio José mostrou ao mundo a canção "O telefone chora", fez com que surgisse um dos maiores ícones da canção popular do lado de lá do Atlântico. O pai que telefona à socapa à filha que nunca viu, a filha que não sabe que fala com o pai, a mãe que nem quer ouvir falar do pai da criança é um verdadeiro caldeirão dramático, a que se junta uma melodia e uma voz infantil que parecem vindas de um conto de fadas mas que são a moldura para este quadro de drama paterno. Ainda assim, a mensagem ainda é de esperança: um homem que vence os medos e contrariedades para falar com a filha em condições adversas é uma lição de vida que não deve ser menosprezada.

Canonização

Desconheço quais os reais motivos que levam a Igreja Católica a tornar alguém um santo, o que me suscita a dúvida sobre se o real motivo da canonização de D. Nunes Álvares Pereira se prendeu com a forte religiosidade que era seu apanágio ou pelo milagre que salvou da cegueira uma cozinheira de Vila Franca de Xira vítima de óleo de fritar peixe - pelas regras da Igreja, inclino-me para a primeira hipótese, mas dado tratar-se de um português, seria obviamente mais provável a segunda.

Canonizações à parte, D. Nuno Álvares Pereira é das mais interessantes figuras da História de Portugal. Alguém que ajudou a que este país caísse nas mãos dos espanhóis na sequência da instabilidade vivida entre 1383 e 85 contornando o pormenor de ser um filho varão de um rei a tomar conta do trono, que ajudou à vitória em Aljubarrota quando os espanhóis eram cinco vezes mais e que ainda andou mais alguns anos a escovar de vez quem queria tornar Portugal mais uma província espanhola é alguém que devia ser considerado um santo pelo povo português há já vários séculos. À canonização do último domingo chama-se a Igreja ir de encontro à verdade histórica.

Seis meses


A mudança de emprego que ocorreu há seis meses atrás motivou poucos posts aqui no blogue. Aliàs, o trabalho é algo que motiva sempre pouca atenção por entre as linhas do LdM, o que sucede em boa parte dos blogues que conheço. Para além dessa saudável separação, também a cautela que estes meses impuseram da minha parte justificaram poucos comentários, o que sucedia, aliás, até em conversas com outras pessoas , para quem as respostas ás perguntas sobre a mudança laboral eram quase sempre um "Vai andando", um "Assim-assim" ou "Um gajo ainda está no início". Afinal de contas, a prudência e a humildade, em particular quando é um processo que ainda vai no começo, são coisas que vale a pena sempre ter na cabeça, quanto mais não fosse para precaver a eventualidade das coisas correrem mal e quem me conhece sabe que a opção que tomei - sair de um contrato a efectivo para mudar de emprego em plena crise económica - acartava obviamente uma razoável dose de risco. Sabemos que há hoje certos conceitos associados ao mundo do trabalho que vão perdendo força com o tempo, mas ainda assim, por estes dias, lá consigui uma pequena conquista: ao fim de seis meses de trabalho estou novamente efectivo.

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Sensação de déjà vu

Comecei a gostar de basquetebol, algures em inícios dos anos 90, por duas grandes razões: as emissões dos jogos da NBA que começavam a ser transmitidas na RTP2 pela mítica dupla João Coutinho / Carlos Barroca e também pelo que se passava pelo campeonato luso. Por essa altura, estávamos a meio da época áurea do Benfica no basquetebol, em que 11 anos significaram 10 títulos de campeão nacional, e os benfiquistas podiam experimentar a sensação de domínio avassalador numa modalidade, coisa que já não acontecia no futebol.

Com o fim das carreiras dos jogadores emblemáticos e de um certo desvario na gestão do clube, as referências na modalidade foram-se perdendo e os títulos não regressaram à luz. Sem saber ainda o desfecho da presente época, salta à vista um dado: uma fase regular apenas com vitórias, algo nunca visto por cá. Alguns anos volvidos após o dream team de Carlos Lisboa, Mike Plowden ou Jean-Jacques, há razões para prestar mais atenção a João Santos, Ben Reed ou Elvis Evora e acreditar no regresso a tempos áureos para o basquetebol benfiquista.

Fim da sinusite

Um dos blogues a que mais tempo dedicava de leitura - o Sinusite Crónica - acaba por estes dias as suas actividades. Reunindo uma espécie de "dream team" da blogosfera, foi por lá que li alguma da melhor prosa on-line - nem vamos mais longe, basta conferir as recentes crónicas sobre a arte lusa de produzir curriculum vitae ou ou a obsessão com os "fins-de-semana fora".Sinto-me obviamente como aquelas crianças que ficaram a saber que terminaram as emissões de uma das suas séries de desenhos animados favoritas.

Coincidências do catrino

Nada me proíbe de, no momento em que é inaugurado um novo pavilhão de modalidades do Porto, ir para a porta desse pavilhão vestido à Benfica com um megafone e gritar impropérios contra as mães dos adeptos portistas, tal como não vai contra a lei eu entrar na Festa do Avante com um cartaz a dizer "Morte aos comunas!" ou entrar em plena tourada no Campo Pequeno cheio com um megafone a chamar "bando de assassinos!" perante a multidão. Sem contar com as consequências que tais gestos poderiam acarretar, é també evidente fazê-lo seria uma imprudência e uma provocação desnecessárias. Sem contestar a decisão em causa, parece-me que é mais uma provocação do género que estará por detrás da inauguração do Largo António Oliveira Salazar em Santa Comba Dão no próximo sábado, precisamente... 25 de Abril.

Nem viril nem burguês

Telefonema a meio da tarde do empreiteiro responsável pelas obras no apartamento por cima do meu: "Olhe que afinal a coisa estava pior do que pensávamos! Deve ter caído algum estuque na sua casa-de-banho!". Ao chegar a casa, a informação confirma-se com o cenário de uma casa-de-banho em estádio pós-apocalíptico, com parte do tecto aberto, pedaços de cimento, terra, aranhas, cotonetes espalhadas pelo sítio da nossa casa onde seria suposto haver mais limpeza. Ao tentar minorar o prejuízo causado por este pequeno sopro no castelo de cartas que são as canalizações da casa da minha vizinha de 90 anos, só me ocorre elogiar o extraordinário trabalho que é desenvolvido por programas do género "Querido, mudei a casa!", onde se consegue fazer programas cujo ponto de partida são pinturas, estuque, poeira no ar ou mudanças de canos sem que tal seja associado a nada de negativo ou de particularmente trabalhoso. No fundo, o mérito destes programas é mudar o conceito: do carácter viril da coisa passa-se para um certo lado burguês no tão português conceito da "obra". A minha noite de hoje nada teve de viril nem tão pouco de burguês: foi limpar o estuque e deixar as produções televisivas e as considerações filosóficas para outro dia.

Castigo

Os tempos de crise dão sempre um impulso à imaginação dos artistas. Com a degradação das condições da vida, cresce a necessidade de erguer a voz perante as injustiças e há maior disponibilidade do público para as ouvir - o que em português corrente se chama "juntar a fome à vontade de comer". A canção "Sem eira nem beira" dos Xutos & Pontapés acaba por ser uma consequência do momento e o Primeiro-Ministro torna-se um alvo óbvio. Quanto a mim, reconheço que a situação no país não está fácil e que José Sócrates acaba inevitavelmente por ser o rosto da crise em que mergulhámos, mas - que diabo! - um tipo ver-lhe dedicada uma canção de protesto feita pelos Xutos & Pontapés é um daqueles castigos que ninguém merece.

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Contorcionista

Não tenho por hábito desejar ser outra pessoa e pensar em coisas como "Gostaria de ser fulano X ou Y", mas hoje, após acordar com dores de costas após um daqueles mau-jeitos tramados enquanto dormia e ter de arranjar formas meio bizarras de espalhar Ozonol pelas minhas costas, estaria certamente a mentir se dissesse que não queria, nem que fosse por um dia, ser um contorcionista chinês.

O triunfo dos anti-heróis



Susan Boyle estaria completamente nos antípodas do que seria um concorrente para um concurso de talentos na TV - 47 anos, sem atributos físicos, um estilo meio trapalhão, desempregada, solteira com um gato como companhia - o que motivou uma imediata reacção de escárnio assim que pisou o palco do Britain's Got Talent. Bastaram alguns minutos e uma actuação impressionante para virar o jogo e, num ápice, deixar de ser uma mera desconhecida para se tornar uma vedeta. Acreditamos que o mundo ainda tem salvação quando vemos os anti-heróis a triunfar desta forma.

Fazer História

Lembro-me mais facilmente de resultados futebolísticos do que estatísticas de crescimento económico em Portugal, mas tenho relativamente presente o último de recessão técnica - 2003 - como o ano em que, em simultâneo com a necessidade de consolidação orçamental que por cá se fazia, se assistia a um período de recessão, o que obviamente não ajudava a vida a pessoas como eu, que na altura tentavam encontrar emprego ou então algo mais que o trabalho com que se ia remediando a vida. 10 anos antes também o país viveu em recessão e vieram à baila casos de grandes reestruturações e despedimentos em algumas empresas até então intocáveis, como era o caso da TAP. Recessões consideradas como relativamente normais e previsíveis por economistas, pois incluem-se em ciclos cujo saldo final (mais anos de crescimento do que de recessão) acaba por ser positivo.

Tenho andado arredado de números concretos sobre a dimensão da recessão, mas o Banco de Portugal apresentou uma contracção de 3,5%. A maior desde os tempos do PREC, em que cidadãos precavidos inundavam as dispensas de enlatados com receio de fim de stocks e em período de nacionalização de bancos. Para se ter uma ordem de grandeza, na década em que vivemos Portugal nunca assistiu a um crescimento superior a 2%. Um tipo olha para Vítor Constâncio e ouve uma coisa destas e a única coisa optimista que apraz pensar é que, ao menos, estamos assistir a um momento histórico, pelas piores razões é certo, para recordar dentro de anos.

Resquícios

Há casos de pessoas que não gostam de viver em novos prédios e urbanizações por não apreciarem viver em locais sem história uma história por detrás. Recordo-me dessa tese quando me confronto com o passado da casa onde resido, construída bem antes de eu próprio ter nascido: cartas enviadas para alguém que viveu no espaço que hoje é meu mas que morreu há mais de 15 anos, cartas para o casal que mais recentemente começou a construir uma vida a dois nestas quatro paredes que hoje me dão guarida e que deixaram obviamente a sua marca. Entretanto, o meu próprio lastro vai sendo espalhado pela casa e já se mistura com outras vivências. Eis senão quando, em plena revista a um armário de casa-de-banho, em vésperas de obras, me deparo com um verdadeiro arsenal digno de registo: medicamentos com prazo expirado há quatro anos, tampões, shampôs de tal modo antigos cujo logotipo mudou entretanto, sabão azul e branco a criar crostas ou medicamentos para enxaqueca. Quando resquícios da nossa vida se mistura com outras que ocuparam o nosso espaço e com outros que não se sabe ao certo de onde vieram, sabe sempre bem dizer que é bom morar numa casa sem cheiro a fresco.

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Sem idolatrar os suportes


Apesar de uma certa tendência da minha parte para a perpetuação da memória (por exemplo, dois terços da minha oferta blogosférica não têm outro objectivo que não esse) e da conservação de coisas cujo único atributo é precisamente o que diz respeito ao tempo que têm, estranhamente nunca idolatrei os chamados suportes: se é certo que comecei a ouvir música essencialmente graças às chamadas k7 audio - escapei por pouco ao vinil e o CD chegou-me às mãos um ou dois anos mais tarde - acredito que nem uma terá ficado para recordação de tempos em que se esperava alguns minutos para ouvir "aquela" música que apetecia no momento (e pensar que hoje basta um clique na lista de mp3) ou em que sucessivas gravações em duplos decks eram sinónimo de perda progressiva de qualidade no trabalho final. E, quando isso acontecia, por muito boa que fosse a cassete, não havia milagres a fazer. A esta falta de apego aos suportes sonoros - que só foram deitados fora depois de devidamente salvaguardado o respectivo conteúdo por outras formas - chama-se preferir a memória do essencial (a música) do que a evocação do suporte. O conteúdo das primeiras k7 - U2, Depeche Mode ou Queen - está bem, obrigado.

Apoio a Durão Barroso

O suposto apoio que o PS poderá dar à recandidatura de Durão Barroso à presidência da Comissão Europeia está obviamente a dividir as hostes. José Sócrates é defensor da recondução de Durão no cargo - quem manda um óbvio "porreiro, pá!" não pode deixar ficar um amigo na mão - com o pretexto de que é prestigiante para Portugal ter um dos seus na presidência da Comissão Europeia. Do lado de parte dos eurodeputados, entre os quais o cabeça-de-lista, a tese de que o PS deve apoiar o candidato da sua família política europeia.

Não possuo conhecimentos suficientes para saber se Durão Barroso foi ou não um bom presidente da Comissão Europeia, mas parece-me evidente que o debate fica inquinado à partida quando um Primeiro-Ministro de um país entende que é vantajoso ter no cargo um português, independentemente dos seus méritos à frente da União Europeia. O discurso provinciano de querer ter um português à força no cargo significa pensar mais no suposto prestígio do país do que propriamente no projecto europeu. Para além disso, significa um tiro no pé em termos eleitorais: para que Durão seja eleito, é necessário que o PPE seja o partido mais votado e, em Portugal, quem pertence a essa família política é precisamente... o PSD. Ainda assim, percebe-se a posição: não tivesse Durão Barroso decidido aceitar o cargo em 2004 e talvez José Sócrates não fosse actualmente o Primeiro-Ministro em Portugal.

O modelo social chinês proposto sob a forma de anúncio na vitrine de um restaurante

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De borla

Sei que Margarida Rebelo Pinto se farta de vender livros e que há muitas pessoas que a atacam porque supostamente não tem qualidade, sendo catalogada como literatura light. Se os livros trazem escarrapachado o imaginário que parece transparecer nas suas entrevistas - como mulheres casadas com vontade de abandonar a família para fugir com o canalizador ou senhoras a atravessar as crises de meia-idade normalmente associadas a homens - então aí já fico com uma ligeira ideia.

O facto é que nunca li nenhum livro de Margarida Rebelo Pinto. Não por qualquer tipo de preconceito intelectual (alguém que pisca ao olho ao brega brasileiro ou à música romântica kitsch já terá perdido esses preconceitos há muito tempo), mas simplesmente porque nunca tive essa oportunidade. Hoje, no Sapo, vinha em destaque o blogue da autora e qual não é o meu espanto quando é anunciado um download gratuito da obra "Sei Lá". O .pdf já mora no meu disco rígido e a ele dedicarei algum tempo quando tal se proporcionar, não sem deixar aqui o meu feedback. Sem querer antecipar conclusões, quem é o tipo que não antecipa o caos ao ler um primeiro parágrafo como este ?

O que mais me chateia é quando perco a ponta — comentou a Luísa na sua voz distante e inexpressiva, de quem está sempre um bocadinho a leste. Mais uma vez tínhamo‑nos juntado as cinco para jantar em casa da Mariana e para variar, entre cada garfada de bolognesi atacávamos o nosso prato preferido: homens.

Investimento estrangeiro

Um amigo envia-me um SMS dizendo que José Sócrates está no seu local de trabalho. O próprio José Sócrates também inaugurou o local onde trabalho. Estas presenças do Primeiro-Ministro y sus muchachos em empresas estrangeiras em Portugal ajudam a um certo folclore governativo e a desanuviar a imagem que os portugueses têm da Economia dentro de portas, permitem que o Governo elogie a capacidade do país e dos portugueses, que as empresas teriam dezenas de outros países para investir mas que Portugal é que é. Às próprias empresas também dá jeito o impacto mediático que a presença do Primeiro-Ministro confere. E paira sempre a névoa sobre quais foram os investimentos em que o Governo teve realmente interferência na sua fixação em Portugal.

O teu género

Precipitei-me no julgamento ao Facebook. Considerei inicialmente o site algo de excessivamente sério, mas tenho descoberto ali influências oriundas de outros espaços do género. Para além dos testes que tanto têm de populares como de estranhos - como saber que década ou músicos pimbas nós seríamos - tem também as funcionalidades de aproximar pessoas. Para além do já clássico "Conhece estas pessoas?" baseado na presença de determinadas pessoas nas listas dos nossos amigos, há também a interessante possibilidade de sugerir amizades - com um "certamente que você conhece esta pessoa". Arrisco que uma das próximas funcionalidades será um "Acho que esta pessoa faz o teu género".

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O encontro


Independentemente do que se possa achar da nova campanha da Coca-Cola e da forma como se tenta colar a esse conceito tão dúbio é como a felicidade e tenta lançar para o mercado alguma filosofia barata sobre a vida, não deixa de ser verdade que o mais recente anúncio, em que o Sr. José de 102 dá as boas-vindas a um recém-nascido, tem qualquer coisa de genial.

Perceber do assunto

Quem tem por hábito ler o Expresso certamente terá dado várias vezes um olhinho ao Painel de Palpites, onde um conjunto de 11 figuras públicas de vários quadrantes tenta adivinhar o resultado de quatro partidas da jornada que então se realiza todos os fins-de-semana.

Em 11 daquelas individualidades há algumas que, de uma forma ou de outra, se associam ao futebol, seja sob a forma do comentário desportivo, do dirigismo ou de demonstrarem publicamente de forma reiterada a preferência futebolística. Outras terão certamente uma relação mais recatada com os meandros futebolísticos. Julgar-se-ia que seria o primeiro grupo a ter mais representantes nos lugares cimeiros mas somos traídos pela lógica. No top dos comentários certeiros, vemos Rita Ferro, Teresa Caeiro e Nuno Melo. Para além da presença de dois deputados do CDS no pódio, vem também à cabeça o facto de nenhum dos três estar propriamente conotado de caras com o mundo da bola. Associação essa que é salva com o quarto lugar de Manuel Serrão. Em contrapartida, no fim da lista vemos Luís Nazaré (com ligações ao Benfica), Francisco José Viegas (que foi em tempos comentador de bola na televisão defendendo as cores do Porto) , e saltando Francisco Sarsfield Cabral, encontramos Rui Oliveira e Costa, que também se dedica ao comentário desportivo defendendo a facção sportinguista.

Tudo isto me faz lembrar uma sociedade de totoloto e totobola que tive numa empresa onde já trabalhei há uns anos, em que todos os membros podiam preencher uma coluna com previsões de resultados desportivos. Surpresa das surpresas - ou talvez não - quem conseguia ter um maior número de resultados acertados era precisamente quem pouco ou nada ligava ao fenómeno da bola, e que tinha o mérito de acertar nos resultados do Desportivo das Aves ou do Moreirense, mesmo que não soubesse o nome de mais do que de dois jogadores de qualquer um dos "grandes". O mundo do futebol é tramado e todos parecem ter um espírito de treinadores de bancada, mas talvez devêssemos começar a ouvir quem nada percebe do assunto.

O Simplex adequa-se à choldra laboral

A partir do próximo ano será possível passar recibos verdes na Internet. A medida faz parte do Plano Estratégico para a Qualidade no Serviço ao Contribuinte.