"Então e o Jazz, tem preocupação estética por trás?!"



Há alguns anos, em noites de paródia e tertúlia no Bairro Alto, havia uns fulanos que gostavam de começar a discutir o que era a Arte. Quem viu a peça de teatro (que curiosamente até tinha o nome de) "Arte" é capaz de perceber no que as discussões redundavam. Era trocar as personagens de António Feio e José Pedro Gomes por alguns dos convivas presentes e a discussão acabava por cair mais ou menos no mesmo, pegando quase sempre nos exemplos mais extremos - como o do ponto vermelho num fundo branco, por exemplo - para discutir se A ou B poderiam ser ou não Arte. Eu que, à época, até trabalhava numa das mais importantes instituições museológicas portuguesas, remetia-me invariavelmente ao silêncio, não só porque a abordagem é de tal modo subjectiva - provando que o primeiro objectivo do artista, ao suscitar a dúvida, é conseguido - mas porque me pareciam discussões à partida condenadas ao fracasso.

Para os próximos tempos, irei recordar essas discussões, com um pequeno snack feito pela rapaziada que produz o Bruno Aleixo. Enquanto não chega o programa definitivo, vamo-nos entretendo com discussões como as sete artes existentes. Pela primeira amostra - onde obviamente Bruno Aleixo assume o lugar de céptico e exprime posições bem vincadas face ao Jazz, aos gaiteiros e à música erudita - dá para perceber que esta dicotomia em torno da Arte é um terreno bastante propício para a comédia.

2 comentários:

David Lopes disse...

Eu espero não ter aquele blog sozinho!!!
Toca a inventar por lá!

David Lopes disse...

Já li o mail.
O pessoal fixe aguarda por ti.