Sem querer parecer conservador, torço um pouco o nariz aos jogos on-line. Salvo duas excepções, nunca me aventurei nestes meandros que juntam gente de todo o mundo que partilham o gosto por um jogo comum. Esses jogos são o genial Hattrick - ao qual resisti heroicamente em me juntar durante alguns meses, acabando por ceder há coisa de três anos e meio e mantendo em funcionamento a minha equipa desde então - e, dentro dos jogos com gráficos e personagens mais complexos, o Second Life, jogo que instalei há uns quatro ou cinco meses e ao qual dedico quase religiosamente uma hora por mês.
Sem qualquer demérito para o jogo, não me parece muito diferente, na essência, de algo que existe há mais de uma década na Internet - leia-se, os chat rooms - com a diferença de as salas de conversação serem substituídas por espaços virtuais e onde o que antes se conhecia como um mero nickname é substituído por um boneco escolhido por cada um, subsistindo sempre a dúvida sobre se aquele avatar tem ou não alguma coisa a ver com a pessoa que está por detrás. E as interrogações que me assaltam nessa hora mensal que dedico ao jogo têm, para mim, o tamanho do mundo: será que o fulano que vai para as festas virtuais forni.., perdão, fazer amor com outros avatares é realmente um garanhão no mundo real ou terá problemas na abordagem ao sexo oposto? será que o avatar de uma mulher que aparece deslumbrante naqueles meios virtuais é criado por uma jovem que passa horas a experimentar roupas e adereços ou , em contrapartida, é criado por uma senhora que veste camisas de ganga?
Este é o meu avatar no Second Life. Uma espécie de Shrek versão humana, com alguns traços de boneco anime e com problemas de obesidade mórbida. Para a criação desta coisa assistem duas razões: em primeiro lugar, não quis ter qualquer tipo de trabalho em criar um boneco igual a mim (já não basta o original?) e, em segundo lugar, é quase uma paródia ao espírito do jogo e ao que que por lá vejo, com bonecos que parecem ter vindo directamente do Fashion TV, até porque tenho sempre uma certa tendência para não levar muito a sério o que por lá se passa. Exemplos: pôr este boneco a dançar numa festa ou pô-lo a correr todo nu na praia, o que acho que não se enquadrará muito no espírito original do jogo. A última hora que dediquei ao jogo foi há uns dias, com a companhia de um amigo que fez um avatar vindo directamente do leque de personagens estranhas no Star Wars, sendo que ainda andámos a praticar bullying sobre um artista que por lá andava e lançar o pânico numa pista de dança duma discoteca trendy, simplesmente colocando lá os avatares a dançar. Deveria haver um Second Life só para figuras esquisitas e comportamentos socialmente intoleráveis, a esse era capaz de dedicar uma hora por semana.
A star quality

Algumas das críticas que se ouvem à candidatura de Barack Obama prendem-se com o facto de este supostamente incorporar mais star quality do que propriamente sentido de Estado. Após se saber que Sarah Palin será candidata a vice-presidente pelo Partido Republicano às eleições nos EUA, fica-me na ideia que os rivais dos Democratas talvez tenham caído na mesma tentação.
Um dos dados relevantes sobre Sarah Palin prende-se com o facto de ser acérrima defensora da vida, ao ser totalmente contra o aborto, mas também grande defensora do direito dos norte-americanos a terem a sua arma pessoal, sendo inclusivamente sócia da associação representativa desta rapaziada. Gostaria que alguém me explicasse como se pode ser simultaneamente defensor da da vida humana e defensor do direito de um qualquer cidadão dispôr livremente de uma arma e poder resolver qualquer discussão de café com dois balázios no seu interlocutor ou vingar-se do ambiente escolar ao dizimar dezenas de colegas no seu estabelecimento de ensino.
Coisas do Marketing: Vida Positiva
Como empresa petrolífera que é, a Galp vai registando avultadas receitas que são, em boa parte, alimentadas à custa de uma certa carrodependência que está a aumentar, com todo o sedentarismo que essa mesma dependência dos automóveis acarreta. Não deixa, por isso, de ser curioso ver a mesma Galp realizar a campanha Vida Positiva, destinada a promover junto dos portugueses uma alimentação saudável e... exercício físico.
O Faroeste
Ressalvando a possibilidade de até existir um aumento de criminalidade em Portugal, acho que a imagem que ultimamente tem sido dada de um país transformado num extenso faroeste me parece um pouco empolada pelos meios de comunicação social, habituados que estão a um mês de Agosto sem notícias relevantes enquanto as figuras que protagonizam as notícias vão a banhos e há sempre vagas de incêndios a assolar o país. Como este ano esses incêndios não têm ocorrido ou não têm a dimensão de espectáculo do passado, as atenções viraram-se para crimes - à excepção do BES de Campolide - relativamente comuns na história da criminalidade nacional e aqui falo enquanto alguém que já teve muitas páginas do 24 Horas e do Correio da Manhã nas mãos.
Acredito também que os meios de comunicação social parecem estar a usar a criminalidade como forma de lançar sementes para os seus próprios frutos. Senão vejamos:
1) o alarde que tem sido criado com fenómenos como o carjacking, o homejacking ou os assaltos violentos a estabelecimentos tem sido tanto e tão aprofundado que qualquer cidadão - mesmo aquele que nunca roubou nada na vida, nem um chupa-chupa a uma criança - se torna imediatamente um especialista na melhor forma de se lançar na criminalidade, se a vida der para o torto ou desejar aumentar os seus rendimentos.
2) ao prestar um serviço semelhante à já extinta e saudosa Tele-Escola, os nossos media estão a lançar sementes e a dar informações preciosas - nomeadamente que os funcionários dos bancos nada devem fazer quando têm uma arma à frente, que as bombas de gasolina têm mais dinheiro a determinadas horas do dia ou que um detido por homejacking tinha facturado 500 mil euros com os roubos - para que cada um de nós possa lançar-se no fenómeno do crime com alguma dose de precaução e prudência.
3) ao haver cada vez mais crimes, graças a toda esta informação preciosa, os meios de comunicação conseguem ter cada vez mais matéria-prima para encher noticiários e jornais e assim aumentar o interesse dos cidadãos no fenómeno, com a consequente subida de audiências e vendas de jornais.
Fora de paródias, acredito que de todo este circo gerado pelas notícias, a que se juntam as mudanças nos códigos de Processo Penal e Penal - cujas idiossincrasias também são devidamente publicitadas nas notícias, nomeadamente o benefício que trazem para quem é apanhado em flagrante - acabam por ter um efeito potenciador do sentimento de insegurança junto das pessoas, mesmo que esse sentimento não se concretize em situações concretas. E tentar mudar esse sentimento é uma responsabilidade dos governantes, ainda que com leis que até beneficiam os infractores é sempre difícil "virar o bico ao prego".
Acredito também que os meios de comunicação social parecem estar a usar a criminalidade como forma de lançar sementes para os seus próprios frutos. Senão vejamos:
1) o alarde que tem sido criado com fenómenos como o carjacking, o homejacking ou os assaltos violentos a estabelecimentos tem sido tanto e tão aprofundado que qualquer cidadão - mesmo aquele que nunca roubou nada na vida, nem um chupa-chupa a uma criança - se torna imediatamente um especialista na melhor forma de se lançar na criminalidade, se a vida der para o torto ou desejar aumentar os seus rendimentos.
2) ao prestar um serviço semelhante à já extinta e saudosa Tele-Escola, os nossos media estão a lançar sementes e a dar informações preciosas - nomeadamente que os funcionários dos bancos nada devem fazer quando têm uma arma à frente, que as bombas de gasolina têm mais dinheiro a determinadas horas do dia ou que um detido por homejacking tinha facturado 500 mil euros com os roubos - para que cada um de nós possa lançar-se no fenómeno do crime com alguma dose de precaução e prudência.
3) ao haver cada vez mais crimes, graças a toda esta informação preciosa, os meios de comunicação conseguem ter cada vez mais matéria-prima para encher noticiários e jornais e assim aumentar o interesse dos cidadãos no fenómeno, com a consequente subida de audiências e vendas de jornais.
Fora de paródias, acredito que de todo este circo gerado pelas notícias, a que se juntam as mudanças nos códigos de Processo Penal e Penal - cujas idiossincrasias também são devidamente publicitadas nas notícias, nomeadamente o benefício que trazem para quem é apanhado em flagrante - acabam por ter um efeito potenciador do sentimento de insegurança junto das pessoas, mesmo que esse sentimento não se concretize em situações concretas. E tentar mudar esse sentimento é uma responsabilidade dos governantes, ainda que com leis que até beneficiam os infractores é sempre difícil "virar o bico ao prego".
Carlos Paião
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Dentro da lista de artistas portugueses que já vi ao vivo, curiosamente, está lá o nome de Carlos Paião, que tive a sorte de ver numa festa de Natal para os filhos dos funcionários do Técnico - um vizinho que lá trabalhava não teve pejo em me adicionar à sua prole por uma tarde para que eu pudesse assistir ao espectáculo - em Dezembro de 1987.
Carlos Paião foi um dos mais interessantes compositores portugueses e, tal como António Variações, deixa sempre um amargo de boca lembrar o quanto iria dar à música portuguesa se a morte não os tivesse levado tão cedo. Não só enquanto compositor para outros artistas como Cândida Branca Flôr, mas nas suas próprias canções, Carlos Paião cultivou um estilo peculiar, com canções bem escritas, sem pretensiosismos mas também sem cair na vulgaridade, aliadas a uma musicalidade que colava as músicas ao vivo. Como o tempo é sempre um bom teste para avaliar a qualidade de uma canção, o legado de Paião não foi traído com o passar dos anos, já que muitos dos seus temas se mantêm na memória musical de várias gerações de portugueses. Carlos Paião morreu faz hoje 20 anos.
Carlos Paião foi um dos mais interessantes compositores portugueses e, tal como António Variações, deixa sempre um amargo de boca lembrar o quanto iria dar à música portuguesa se a morte não os tivesse levado tão cedo. Não só enquanto compositor para outros artistas como Cândida Branca Flôr, mas nas suas próprias canções, Carlos Paião cultivou um estilo peculiar, com canções bem escritas, sem pretensiosismos mas também sem cair na vulgaridade, aliadas a uma musicalidade que colava as músicas ao vivo. Como o tempo é sempre um bom teste para avaliar a qualidade de uma canção, o legado de Paião não foi traído com o passar dos anos, já que muitos dos seus temas se mantêm na memória musical de várias gerações de portugueses. Carlos Paião morreu faz hoje 20 anos.
A hipérbole
Dias depois do casamento de há três semanas, um amigo com quem falei telefonicamente nessa noite só me dizia: «Eh pá, estiveste p'raí meia-hora ao telefone!». Não me dei ao trabalho, na altura, de confirmar se essa informação era ou não verdade, mas, hoje, ao utilizar o site da Uzo, lá me lembrei de ver quanto tempo estive ao telefone nessa noite: no total, estive ao telefone pouco mais de 15 minutos (parece mentira, mas é verdade), tendo gasto 3 ou 4 euros entre chamadas e SMS. Quanto à tal conversa que, alegadamente, tinha durado meia-hora, a sua duração foi de 7 minutos e 5 segundos, um pouco menos de 25% do que os citados 30 minutos. Tratou-se, portanto de um exagero, e estes números são a prova de que o pouco tempo que gasto habitualmente em conversas via telemóvel não sobe especialmente, mesmo quando a taxa de alcoolemia - essa sim - dispara. A hipérbole é uma figura de estilo que aprecio particularmente, mas convém ser usada de forma prudente.
Trabalhos forcados
Independentemente de se gostar ou não de tourada (inclino-me mais para a segunda tese), é imperioso reconhecer que as disputas mais taco-a-taco são inevitavelmente as que envolvem forcados. Ironicamente, aqueles que não recorrem a outros meios que não a sua própria força (apesar de haver alguma batota pelo meio, pois são oito contra um) são os que mais se sujeitam a levar com um corno do bicho em sítios menos simpáticos, quando na prática o touro teria mais razões para se virar contra outros protagonistas que passam pela arena. Foi o que sucedeu nesta noite pouco afortunada para este grupo de forcados, em que seis necessitaram de tratamento e dois foram até encaminhados para o hospital. Ele há dias complicados...
Googladas
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O Mamede que há em nós

Se é certo que ficou um ligeiro amargo de boca ao comparar as elevadas expectativas com que a comitiva portuguesa aos Jogos Olímpicos com os resultados efectivos, é bom recordar que este fenómeno das expectativas não cumpridas não é de todo novo por cá. Em tempos bem mais gloriosos do atletismo português, Fernando Mamede era um nome que vinha constantemente à baila como putativo vencedor de medalhas mas que nunca alcançou feitos dignos de realce nas provas que realmente ficam para a História. De eterno vencedor de meetings, nos quais chegou a bater recordes mundiais, a personificador da desilusão nos grandes momentos bastava um simples passo. Quando se fala numa certa incapacidade do desporto português em resistir à pressão, o seu nome vem invariavelmente à baila. Assim sendo, e de uma forma bastante peculiar, pode bem ser considerado uma das figuras do desporto nacional.
Original
Encontrar títulos originais em blogues não é tarefa fácil, já que estes não abundam (e o título deste blogue é exemplo disso), mas lá vão aparecendo uma vez por outra. É o caso do curioso nome dado ao blogue "Na Guiné, só comi arroz".
A história pode repetir-se
No tão propalado casamento onde estive há quase 15 dias, e ainda eu estava um pouco sóbrio, tive oportunidade de recordar com três ou quatro rapazolas que não via há uns anos valentes os tempos em que se praticava a total e descarada troca de jogos para PC, sendo que entre os computadores de todos nós passaram muitos jogos que íamos emprestando uns aos outros. Estava-se em meados do anos 90, existiam lojas dedicadas ao aluguer de jogos (respect Moscavide underground), praticamente ninguém usava a Internet, os CD-Rom graváveis eram um fenómeno que ainda não tinha começado e a indústria dos jogos era um pouco mais criativa do que actualmente, embora sem os mesmos meios técnicos. De tanto jogo trocado, um em especial ficou-me na memória: Sensible World of Soccer época 1995-96 que, apesar de me ter chegado às mãos dois ou três meses antes da sua entrada no mercado, tinha a particularidade de ser... em alemão. Sem saber uma palavra da língua de Goethe, nunca mais me esqueci de palavras como Mannschaft ou Keine Jobangebote. E, mesmo passados tantos anos, confesso que mantenho a curiosidade em saber qual o percurso que aqueles 5 Mb fizeram até chegar ao meu computador.
Com a chegada de outros suportes, da Internet e com o esmorecimento natural face aos jogos de computador, esses circuitos que se iam construindo foram-se desvanecendo, embora a sua memória (como comprovei há duas semanas atrás) continue presente. Hoje, quem se dedica à pirataria de jogos já não tem necessidade de passar tardes em casa de amigos e vizinhos para gravar os jogos que quer ou de andar a fazer listas dos títulos disponíveis para a troca - quem quer, só precisa de ir aos sítios certos na Internet. Se a história (mesmo a mais idiota, como a da pirataria) fosse um processo linear, dir-se-ia que a Internet se iria manter e até reforçar o seu papel enquanto veículo deste tipo de esquemas, mas ao ler cada vez mais notícias de que as autoridades noutros países (como acontece na Grã-Bretanha), e até por cá, estão a apertar a malha a quem recorre a certos downloads ilegais, dá-me ideia de que as velhas redes de trocas, que tanto sucesso fizeram nos anos 90, poderão voltar à ribalta.
Com a chegada de outros suportes, da Internet e com o esmorecimento natural face aos jogos de computador, esses circuitos que se iam construindo foram-se desvanecendo, embora a sua memória (como comprovei há duas semanas atrás) continue presente. Hoje, quem se dedica à pirataria de jogos já não tem necessidade de passar tardes em casa de amigos e vizinhos para gravar os jogos que quer ou de andar a fazer listas dos títulos disponíveis para a troca - quem quer, só precisa de ir aos sítios certos na Internet. Se a história (mesmo a mais idiota, como a da pirataria) fosse um processo linear, dir-se-ia que a Internet se iria manter e até reforçar o seu papel enquanto veículo deste tipo de esquemas, mas ao ler cada vez mais notícias de que as autoridades noutros países (como acontece na Grã-Bretanha), e até por cá, estão a apertar a malha a quem recorre a certos downloads ilegais, dá-me ideia de que as velhas redes de trocas, que tanto sucesso fizeram nos anos 90, poderão voltar à ribalta.
Ideias
Quem tem blogues saberá certamente o gosto que dá quando vemos referências a coisas que que fazemos em blogues ou sítios. Comigo passa-se precisamente isso, quando vejo links para o LdM ou referências a coisas que por aqui vou escrevendo. É certo que no início de actividades esse entusiasmo é maior, mas ainda hoje gosto de saber que este blogue é adicionado noutras paragens, sobretudo onde eu próprio sou visitante.
Vem isto a propósito de dois bloggers, ambos meus amigos, terem colocado nos seus blogues secções com um intuito semelhante ao que faço aqui nas Googladas: no Junqueira Antiga são dadas a conhecer as pesquisas que lá vão parar mas sob o patrocínio deste blogue, com a simpática categoria de Murphy ; no 100 cedilhas? a secção Não temos cá disso mas seja benvindo à mesma foi uma proposta que fiz ao autor, após constatar que ali eram geradas algumas visitas com intuitos ou tanto ou quanto duvidosos.
Vem isto a propósito de dois bloggers, ambos meus amigos, terem colocado nos seus blogues secções com um intuito semelhante ao que faço aqui nas Googladas: no Junqueira Antiga são dadas a conhecer as pesquisas que lá vão parar mas sob o patrocínio deste blogue, com a simpática categoria de Murphy ; no 100 cedilhas? a secção Não temos cá disso mas seja benvindo à mesma foi uma proposta que fiz ao autor, após constatar que ali eram geradas algumas visitas com intuitos ou tanto ou quanto duvidosos.
Dois comentários sobre a tragédia no aeroporto de Barajas:
Em primeiro lugar, o que esta tragédia que vitimou 150 pessoas poderia tornar-se no caso de o aeroporto de Barajas se situasse no centro de cidade, como acontece com o aeroporto em Lisboa, e o avião rumasse a um qualquer aglomerado de prédios na sua periferia. Acidentes de origem técnica, como o de hoje, tanto poderiam ter acontecido em Madrid como em qualquer outro local do mundo. A localização de um aeroporto nada pode fazer para o impedir. O que se pode e deve fazer é criar condições para que os efeitos de acidentes trágicos como os de hoje possam ter um impacto mais reduzido. E por onde andam os arautos da opção Portela + 1 quando acontecem estas coisas?
Em segundo lugar, é assinalável que as tragédias provocadas por falhas técnicas em aviões se verifiquem, de forma mais frequente, nas chamadas companhias low cost. Parece quase uma piada de mau gosto remeter para o que escrevi há três posts atrás sobre o atendimento no LIDL, mas a lógica dos custos inerentes ao preço de um produto é a mesma. E, no caso dos aviões, até posso falar com algum conhecimento de causa, pelas inúmeras estórias que fui ouvindo de um familiar que trabalhou durante décadas na manutenção da nossa companhia de aviação, que tanto presta serviços às companhias de referência como a estas companhias de baixos preços, com a diferença de que os primeiros vendem bilhetes a triplo do preço que os segundos - quase faz lembrar as deslocações ao mecânico do automóvel e as opções que cada um toma em termos de arranjo, em função do orçamento disponível. Por exemplo, ainda hoje, um piloto da TAP se questionava na SIC Notícias sobre como é possível uma companhia aérea prestar um serviço fiável quando cobra 40 euros por uma viagem entre Lisboa e Londres.
Em segundo lugar, é assinalável que as tragédias provocadas por falhas técnicas em aviões se verifiquem, de forma mais frequente, nas chamadas companhias low cost. Parece quase uma piada de mau gosto remeter para o que escrevi há três posts atrás sobre o atendimento no LIDL, mas a lógica dos custos inerentes ao preço de um produto é a mesma. E, no caso dos aviões, até posso falar com algum conhecimento de causa, pelas inúmeras estórias que fui ouvindo de um familiar que trabalhou durante décadas na manutenção da nossa companhia de aviação, que tanto presta serviços às companhias de referência como a estas companhias de baixos preços, com a diferença de que os primeiros vendem bilhetes a triplo do preço que os segundos - quase faz lembrar as deslocações ao mecânico do automóvel e as opções que cada um toma em termos de arranjo, em função do orçamento disponível. Por exemplo, ainda hoje, um piloto da TAP se questionava na SIC Notícias sobre como é possível uma companhia aérea prestar um serviço fiável quando cobra 40 euros por uma viagem entre Lisboa e Londres.
Comentários que valem posts #4
Se a ASAE fosse um partido tinham o meu voto. É a unica coisa que funciona em Portugal.
Hugo, no Arrastão.
Hugo, no Arrastão.
A ler
Criei na barra direita do blogue uma pequena funcionalidade que permite fazer uma pequena triagem de posts recentemente escritos noutros blogues e que acho que valem a pena serem lidos, numa inequívoca acção de serviço público. Obviamente, que esta barra só surtirá o devido efeito se devidamente actualizada à medida que fôr encontrando posts com interesse, substituindo os que lá estão e assim sucessivamente.
Antes que digam «Eh pá, bela ideia que este indivíduo/fulano teve!», devo dizer que, apesar de a ideia ser boa, foi integral e descaradamente roubada de algo que já existe no blogue Entre as brumas da memória.
Antes que digam «Eh pá, bela ideia que este indivíduo/fulano teve!», devo dizer que, apesar de a ideia ser boa, foi integral e descaradamente roubada de algo que já existe no blogue Entre as brumas da memória.
A LIDL moment, please...
Há uns dias no LIDL, quando chegou a altura de pagar, acumulava-se uma fila de algumas 10 pessoas. O facto de ser a hora de almoço, de estarmos no mês de Agosto e de terem colocado uma novata na única caixa a funcionar ajudava a tal cenário, que imediatamente motivou uma série de queixas por parte de alguns dos presentes, enquanto uma funcionária que fazia a reposição não ia para uma das outras caixas para ajudar a resolver a situação.
É comum ouvir reclamações nos estabelecimentos hard discount sobre o tempo de espera nas caixas. E, de cada vez que as ouço, ocorre-me a ideia de que ao povo português faltam alguns conhecimentos sobre factores de produção e a teoria dos almoços grátis do João César das Neves: então esta malta paga garrafões de cinco litros de água a 50 cêntimos, pacotes de caju a 1 euro e 1 kg de lasanha a menos de cinco euros e está à espera do quê? De terem 20 caixas de pagamento disponíveis e todas ocupadas por sorridentes e expeditos funcionários?
É comum ouvir reclamações nos estabelecimentos hard discount sobre o tempo de espera nas caixas. E, de cada vez que as ouço, ocorre-me a ideia de que ao povo português faltam alguns conhecimentos sobre factores de produção e a teoria dos almoços grátis do João César das Neves: então esta malta paga garrafões de cinco litros de água a 50 cêntimos, pacotes de caju a 1 euro e 1 kg de lasanha a menos de cinco euros e está à espera do quê? De terem 20 caixas de pagamento disponíveis e todas ocupadas por sorridentes e expeditos funcionários?
Vai nessa!
Nestes Jogos Olímpicos, três figuras em particular chamaram-me a atenção, sem prejuízo de existirem outros atletas com relevância: o jamaicano Usain Bolt e a sua vitória nos 100 metros que tanto teve de arrasadora como de bizarra para quem a viu (o homem , já no fim, parecia estar a dar um passeio domingueiro enquanto os adversários corriam desalmadamente para apanhar o autocarro), Michael Phelps e a sua entrada para a lista dos grandes atletas de sempre com os sucessivos recordes e as oito medalhas de ouro na Natação (apesar de o próprio atleta ser uma espécie de Aquaman, graças à sua fisionomia altamente favorável para a prática da competição) e Vanessa Fernandes.
Falo de Vanessa Fernandes, não só por ter conseguido a única medalha portuguesa até agora - colocando o nosso país ao nível do Vietname e de Trinidade e Tobago em matéria de medalhas, embora com uma posição um pouco superior aos países que só conquistaram o bronze, como o Togo e o Tajiquistão (tomem lá que é para baixarem a bola!) - mas pela forma humilde como assumiu o segundo lugar. Antes da prova de triatlo os nossos Media, ainda embuídos do espírito do Euro 2008, ajudavam à criação de uma euforia extemporânea que já a dava como vencedora do ouro, nem que ela fizesse o ciclismo montada num monociclo, a corrida ao pé-coxinho e a natação com dois pesos de 10 kg atados aos pés. Para além disso, foi a própria a pôr o dedo na ferida em relação à participação portuguesa nos Jogos Olímpicos: acusou atletas de não terem o necessário brio e profissionalismo que se exige quando se representa o país nestas competições, acusações que costumam ser aplicadas em exclusivo aos futebolistas, alguns atletas, com declarações que tanto terão de sinceras como de infelizes - como aquele artista que disse de manhã é bom para estar na cama ou atletas a assumirem que não são talhados para os Jogos Olímpicos - tenham tratado de lhe dar alguma razão. Não é sensato pedir aos atletas portugueses que ganhem medalhas quando entram em competições para as quais se sabe que as possibilidades de ganhar são meramente académicas, mas não é errado pedir algum pudor nas declarações públicas que fazem. E nisso, Obikwelu portou-se à maneira: depois de ter dado grandes alegrias ao desporto nacional, pediu desculpas aos portugueses por não se ter qualificado para a final. Logo ele, que de sangue, é o menos português de todos.
Falo de Vanessa Fernandes, não só por ter conseguido a única medalha portuguesa até agora - colocando o nosso país ao nível do Vietname e de Trinidade e Tobago em matéria de medalhas, embora com uma posição um pouco superior aos países que só conquistaram o bronze, como o Togo e o Tajiquistão (tomem lá que é para baixarem a bola!) - mas pela forma humilde como assumiu o segundo lugar. Antes da prova de triatlo os nossos Media, ainda embuídos do espírito do Euro 2008, ajudavam à criação de uma euforia extemporânea que já a dava como vencedora do ouro, nem que ela fizesse o ciclismo montada num monociclo, a corrida ao pé-coxinho e a natação com dois pesos de 10 kg atados aos pés. Para além disso, foi a própria a pôr o dedo na ferida em relação à participação portuguesa nos Jogos Olímpicos: acusou atletas de não terem o necessário brio e profissionalismo que se exige quando se representa o país nestas competições, acusações que costumam ser aplicadas em exclusivo aos futebolistas, alguns atletas, com declarações que tanto terão de sinceras como de infelizes - como aquele artista que disse de manhã é bom para estar na cama ou atletas a assumirem que não são talhados para os Jogos Olímpicos - tenham tratado de lhe dar alguma razão. Não é sensato pedir aos atletas portugueses que ganhem medalhas quando entram em competições para as quais se sabe que as possibilidades de ganhar são meramente académicas, mas não é errado pedir algum pudor nas declarações públicas que fazem. E nisso, Obikwelu portou-se à maneira: depois de ter dado grandes alegrias ao desporto nacional, pediu desculpas aos portugueses por não se ter qualificado para a final. Logo ele, que de sangue, é o menos português de todos.
"Estou sim, o meu nome é José Sócrates e estou a ligar da PT"
Não é segredo para ninguém que um dos sectores emergentes da economia é o dos call-centers, que tem permitido às empresas aligeirarem despesas e responsabilidades face aos "seus" funcionários quando recorrem às agências de trabalho temporário. E, se por um lado, estes novos empregos têm o lado positivo de permitir a estudantes ganhar uma independência financeira razoável enquando andam na Universidade ou de possibilitar um segundo emprego a trabalhadores numa situação difícil num dado momento, têm o seu lado menos glamouroso quando servem de refugo e reflectem a falta de sintonia entre oferta e procura no mercado de trabalho - em particular junto da população licenciada - pelo que acaba por ser um mal menor ao desemprego quando um licenciado não vê outra alternativa senão promover ofertas de triple play ou resolver problemas no funcionamento da rede de telemóvel, mesmo que seja mal pago e que tenha capacidades para muito mais do que isso.
Hoje, o Primeiro-Ministro assinalou o seu regresso de férias com a cerimónia relativa à abertura, dentro de um ano, de um call-center da Portugal Telecom em Santo Tirso, dizendo que é aberto todo um novo mundo de possibilidades em termos profissionais para mais de 1000 trabalhadores. Mais do que propaganda política, trata-se de uma verdadeira paródia à situação em que o país vive, quando um Primeiro-Ministro vem tecer rasgados elogios a mais um destes "do mal o menos" e descobrir nele uma espécie de panaceia para o problema do desemprego e do trabalho precário. Quem passou tantos anos a estudar ou quem fez sacrifícios para que o filho tirasse um curso superior para hoje estar nesta espécie de mundo laboral à parte, certamente que percebe que é o próprio José Sócrates que vive num mundo à parte. Quanto a mim, e já que é na Portugal Telecom de que se fala, confesso que teria alguma graça ver estes arautos do mundo laboral a trabalhar, nem que fosse por uns meses, na venda de planos de preços da PT ou a promover toda a panóplia de funcionalidades do Meo em horários rotativos e sem direito a descanso ao fim-de-semana.
Hoje, o Primeiro-Ministro assinalou o seu regresso de férias com a cerimónia relativa à abertura, dentro de um ano, de um call-center da Portugal Telecom em Santo Tirso, dizendo que é aberto todo um novo mundo de possibilidades em termos profissionais para mais de 1000 trabalhadores. Mais do que propaganda política, trata-se de uma verdadeira paródia à situação em que o país vive, quando um Primeiro-Ministro vem tecer rasgados elogios a mais um destes "do mal o menos" e descobrir nele uma espécie de panaceia para o problema do desemprego e do trabalho precário. Quem passou tantos anos a estudar ou quem fez sacrifícios para que o filho tirasse um curso superior para hoje estar nesta espécie de mundo laboral à parte, certamente que percebe que é o próprio José Sócrates que vive num mundo à parte. Quanto a mim, e já que é na Portugal Telecom de que se fala, confesso que teria alguma graça ver estes arautos do mundo laboral a trabalhar, nem que fosse por uns meses, na venda de planos de preços da PT ou a promover toda a panóplia de funcionalidades do Meo em horários rotativos e sem direito a descanso ao fim-de-semana.
Comentários que valem posts #3
Daria até mais uma dica: os anos bissextos ocorrem nos mesmos anos que os jogos olímpicos e os europeus de futebol. Por isso, para tentar saber se ano tal foi ou não bissexto, é só tentar puxar pela cabeça: "então mas foi nesse ano que fomos eliminados com um golo do Poborsky?", "então não foi naquele mesmo ano em que o Carlos Lopes ganhou em Los Angeles?" ou até um "eh pá, 'tou-te a dizer: esse Fevereiro teve 29 dias. Isto é tão certo como a Fernanda Ribeiro ter ganho meses depois à chinesa por uma unha negra!"
Eu próprio, neste post dedicado aos anos bissextos.
Eu próprio, neste post dedicado aos anos bissextos.
Googladas - especial Aborto
SITIOS NO PORTO ONDE SE PODE PROVOCAR UM ABORTO DENTRO DA LEI
aspirina causa aborto
SIMPATIA CASEIRA DE ABORTO
"cerveja preta" aborto
cachaca com aspirina para aborto
camarão na gravidez causa aborto
chas com cachaça para aborto
melhoral provoca aborto?
Até que ponto é considerado aborto?
como fica a cabeça de uma mulher apos aborto
aspirina causa aborto
SIMPATIA CASEIRA DE ABORTO
"cerveja preta" aborto
cachaca com aspirina para aborto
camarão na gravidez causa aborto
chas com cachaça para aborto
melhoral provoca aborto?
Até que ponto é considerado aborto?
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Quem nunca foi enganado por chineses, que atire a primeira pedra
Soube-se há uns dias que a impressionante cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos foi, pelos vistos, palco de gigantescos efeitos especiais concebidos para a sua transmissão televisiva. Ou seja, muito do que causou espanto ao incauto telespectador não terá ocorrido no estádio, tendo antes sido feito por computador ou noutro ponto da China.
Pela minha parte, posso dizer que não me espanta que assim tenha sido. A qualquer um de nós, basta olhar para trás e recordar experiências passadas em lojas chinesas: brinquedos que quase podem matar uma criança por electrocussão, material de limpeza mais propício a gerar colónias de micróbios do que a remover sujidade ou iluminações de Natal capazes de provocar curto-circuitos. Todos nós sabemos que esse material vindo da China destina-se essencialmente a enganar o consumidor após a sua compra. Se é assim com produtos que custam menos de cinco euros, por que raio não haveria de ser assim com uma cerimónia de abertura de Jogos Olímpicos?
Pela minha parte, posso dizer que não me espanta que assim tenha sido. A qualquer um de nós, basta olhar para trás e recordar experiências passadas em lojas chinesas: brinquedos que quase podem matar uma criança por electrocussão, material de limpeza mais propício a gerar colónias de micróbios do que a remover sujidade ou iluminações de Natal capazes de provocar curto-circuitos. Todos nós sabemos que esse material vindo da China destina-se essencialmente a enganar o consumidor após a sua compra. Se é assim com produtos que custam menos de cinco euros, por que raio não haveria de ser assim com uma cerimónia de abertura de Jogos Olímpicos?
Homenagem às pré-épocas
O que há de mais interessante nas pré-épocas não é tanto os treinos das equipas ou os jogos de preparação que aguçam o entusiasmo dos adeptos mas, recorrendo ao clichê, valem o que valem. O mais interessante de tudo isto é a chamada dança das transferências, quem entra e quem sai e, sobretudo, aqueles que podem vir. Ao chamado defeso pode muito bem dar-se o epíteto de fábrica de sonhos, em que vem ao de cima o jogador de CM ou FM que há em nós, em que achamos que à nossa equipa ficaria a matar o ponta-de-lança desconhecido que joga em Singapura ou no Uruguai e que consegue ser o melhor marcador da equipa e ainda ser o passaporte para o título. Sendo assim, é estranho como é que jogadores como Siqporson, Kurniawan ou Mihalcea - cito os dos anos 2000, 2001 e 2002, aqueles em que eu me dedicava ao Championship Manager - nunca se tornaram propriamente conhecidos, para não falar no mediático Tó Madeira e os irmãos Paralta, verdadeiros mitos deste jogo, mas que não passaram disso mesmo.
À falta de notícias propriamente ditas, as pré-épocas vão sendo construídas com base em pressupostos: se o Benfica quer um ponta-de-lança, toca de lançar nomes atrás de nomes, sempre com a premissa de que o clube tem este ou aquele jogador na lista ou de que houve contactos com o respectivo empresário. A "notícia" pode ter a validade de um ou dois dias, mas é suficiente para umas manchetes vistosas e uma ou duas páginas, passando isso o que não faltam é outros nomes para alimentar os sonhos dos adeptos.
O Slide de cima é composto por quase três dezenas de capas do Record, recolhidas entre 2000 e 2005 (disponíveis aqui), sempre com o Benfica como tema, e é a minha homenagem ao alimentar dos sonhos da nação benfiquista. Neles, é possível recordar os sempre eternos putativos reforços, alguns deles até já acabaram a carreira: Leonardo, Sávio, Robinho, Kalou, Ricardo ou Fernando Couto. Obviamente, Rui Costa não faltou, ele que foi tema recorrente das capas dos jornais desportivos para um regresso ao Benfica praticamente desde que foi para a Fiorentina, em meados da década de 90. De todos, foi o único que regressou, mas não em 2001, 2003 ou 2004.
Googladas
bares de alterne em alcantara
ferias no clube albufeira
boneca que fala esquerda e direita
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letra da musica anita de marco paulo
mensagem de auto estima sonora
para quer serve metafora
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filipe carochas dos onda choc
como ter radio orbital no hi5?
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O casamento
Há uns dias atrás insurgi-me contra o facto de ter que ir a um casamento. Expliquei porquê: é algo a que não gosto de ir, sem tecer qualquer juízo de valor sobre as opções de cada um e acreditando que sou convidado com a melhor das intenções. Hoje, sou forçado a reconhecer que fiz aqui fogo de artifício a mais para a situação em causa e admito que não desgostei do certame de ontem, o que não significa que tenha mudado a minha opinião sobre os copos de água e demais festarolas. O post é capaz de ser um pouco longo, mas o blogue serve para isso mesmo.
Fui ao casamento da parte do noivo, um ano mais novo do que eu, que foi meu vizinho do lado durante uns 10 anos e que conheço desde sempre, embora tenha continuado a morar relativamente perto. No entanto, manteve-se a relação nos anos subsequentes, até porque frequentámos dois anos a mesma escola e porque as nossas famílias mantiveram boas relações, ainda que com contactos cada vez mais espaçados no tempo. No entanto, como todas as amizadas que se vão fazendo via família - quantos de nós não conhecemos tanta gente oriunda desse universo um pouco difuso que são "os filhos dos amigos ou colegas de trabalho dos pais"? - vamos ganhando alguma autonomia face à vida social dos nossos pais e porque ingressamos na faculdade e no trabalho e esse tipo de contacto vai-se perdendo com os anos. Resultado: nos últimos 10 anos, ter-nos-emos visto duas ou três vezes, de forma um pouco fugaz, sendo que a última vez teria sido há quase sete anos.
A acrescentar a tudo isto, dá-se um dado interessante: o noivo acolhia amiúde festas de aniversário, até chegar aos 13 ou 14 anos, na sua casa, sempre com muitos familiares, vizinhos ou amigos. Ou seja, ao longo dos anos, fui conhecendo uma série de pessoas oriundas desse grupo, mas que, com o fim desses acontecimentos sociais, acabei por lhes perder praticamente o rasto. E esse foi o primeiro dado interessante: rever pessoas que já não via há alguns 15 anos e fazer um óbvio parelelo entre o "antes e o depois" daquelas mesmas pessoas. Miúdos com três ou quatro anos e que hoje já conduzem e fumam, miúdas irrequietas que hoje são mais altas que eu e com condições físicas para enveredar pela carreira de modelo, adolescentes conhecidos pela sua parvoíce e que hoje têm cómodos empregos sentados numa secretária em frente a um monitor, descobrir que um frequentador assíduo de um café moscavidense onde eu em tempos via muitos jogos de futebol afinal era tio do noivo, o tipo que me convenceu a ir para a musculação que hoje está mais gordo do que eu, o indefectível adepto do Benfica aos 35 anos e que aos 50 continua um indefectível adepto do Benfica (embora sem esquecer e citar os tempos do Eriksson e do Chalana) ou quem se dedicava a actividades de pirataria em jogos para PC em meados dos anos 90 foi fazendo um upgrade sucessivo e hoje se dedica a colocar chips em PS2 e, até há um ou dois anos, a fazer box's para os canais pagos da TV Cabo.
À parte de tudo isto, fiquei com a noção de que ainda mantenho algumas qualidades de resistência face ao consumo de álcool - já que a propalada "copofonia" é algo a que me dedico pouco e com uma aconselhável moderação nos últimos tempos - embora tenha de ressalvar que tenha comido a bom comer, o que ajuda a fazer uma "boa almofada" para um consumo alarve e inconsequente de uma meia-dúzia de whisky-cola e o dobro em copos de moscatel, sem esquecer o inevitável vinho tinto e o champanhe. No entanto, esta resistência física não teve a devida correspondência em relação à minha própria disposição e rapidamente a embriaguez tomou o lugar da lucidez no meu cérebro. Ao ponto de, passado pouco tempo, já me ser completamente indiferente estar naquele casamento ou noutro lado qualquer. Não se pode dizer que tenha andado a dançar que nem um louco (nem um pé eu mexi), ou que me tenha dedicado ao Karaoke (que o havia, mas eu nem lhe toquei), mas nas extraordinárias trocas de SMS e nos contactos que decidi efectuar para amigos mais próximos, dando-lhes conta de que a coisa no casamento não corria mal para os meus lados, pelo que pelo meu telemóvel passaram coisas como: estou de tal modo ébrio que me é indiferente estar aqui ou no concerto do Paulo Gonzo em Alferrarede ; que tal irmos a um balcão do BES a falar brasileiro e com chinelos de meter no dedo só para assustar o gajo da caixa? ou um óbvio Estou a comer leitão e a beber whisky-cola enquanto ouço o boys, boys, boys da Sabrina. Também passei largos minutos ao telemóvel, mas já me é um pouco complicado recordar as conversas que tive.
Ao fim de ter estado quase 12 horas naquele festejo, regressei a casa com o dever de missão cumprida. No entanto, já me tinha esquecido no carácter um pouco fértil dos meus sonhos quando me deito após tais excessos. No meio de tanto sonho, basta-me citar este: a minha fotografia estava espalhada por uma série de pontos em Lisboa, devido a um feito qualquer que eu protagonizei (julgo que terá sido uma investigação premiada a nível europeu), o que inclusivamente me valeu um cumprimento do José Mourinho, que entrou pela sala nobre de um local qualquer e me desejou parabéns e me deu um "bacalhau", embora desviando imediatamente o tema de conversa para um «Estes gajos querem lixar a carreira do Larsson!».
Fui ao casamento da parte do noivo, um ano mais novo do que eu, que foi meu vizinho do lado durante uns 10 anos e que conheço desde sempre, embora tenha continuado a morar relativamente perto. No entanto, manteve-se a relação nos anos subsequentes, até porque frequentámos dois anos a mesma escola e porque as nossas famílias mantiveram boas relações, ainda que com contactos cada vez mais espaçados no tempo. No entanto, como todas as amizadas que se vão fazendo via família - quantos de nós não conhecemos tanta gente oriunda desse universo um pouco difuso que são "os filhos dos amigos ou colegas de trabalho dos pais"? - vamos ganhando alguma autonomia face à vida social dos nossos pais e porque ingressamos na faculdade e no trabalho e esse tipo de contacto vai-se perdendo com os anos. Resultado: nos últimos 10 anos, ter-nos-emos visto duas ou três vezes, de forma um pouco fugaz, sendo que a última vez teria sido há quase sete anos.
A acrescentar a tudo isto, dá-se um dado interessante: o noivo acolhia amiúde festas de aniversário, até chegar aos 13 ou 14 anos, na sua casa, sempre com muitos familiares, vizinhos ou amigos. Ou seja, ao longo dos anos, fui conhecendo uma série de pessoas oriundas desse grupo, mas que, com o fim desses acontecimentos sociais, acabei por lhes perder praticamente o rasto. E esse foi o primeiro dado interessante: rever pessoas que já não via há alguns 15 anos e fazer um óbvio parelelo entre o "antes e o depois" daquelas mesmas pessoas. Miúdos com três ou quatro anos e que hoje já conduzem e fumam, miúdas irrequietas que hoje são mais altas que eu e com condições físicas para enveredar pela carreira de modelo, adolescentes conhecidos pela sua parvoíce e que hoje têm cómodos empregos sentados numa secretária em frente a um monitor, descobrir que um frequentador assíduo de um café moscavidense onde eu em tempos via muitos jogos de futebol afinal era tio do noivo, o tipo que me convenceu a ir para a musculação que hoje está mais gordo do que eu, o indefectível adepto do Benfica aos 35 anos e que aos 50 continua um indefectível adepto do Benfica (embora sem esquecer e citar os tempos do Eriksson e do Chalana) ou quem se dedicava a actividades de pirataria em jogos para PC em meados dos anos 90 foi fazendo um upgrade sucessivo e hoje se dedica a colocar chips em PS2 e, até há um ou dois anos, a fazer box's para os canais pagos da TV Cabo.
À parte de tudo isto, fiquei com a noção de que ainda mantenho algumas qualidades de resistência face ao consumo de álcool - já que a propalada "copofonia" é algo a que me dedico pouco e com uma aconselhável moderação nos últimos tempos - embora tenha de ressalvar que tenha comido a bom comer, o que ajuda a fazer uma "boa almofada" para um consumo alarve e inconsequente de uma meia-dúzia de whisky-cola e o dobro em copos de moscatel, sem esquecer o inevitável vinho tinto e o champanhe. No entanto, esta resistência física não teve a devida correspondência em relação à minha própria disposição e rapidamente a embriaguez tomou o lugar da lucidez no meu cérebro. Ao ponto de, passado pouco tempo, já me ser completamente indiferente estar naquele casamento ou noutro lado qualquer. Não se pode dizer que tenha andado a dançar que nem um louco (nem um pé eu mexi), ou que me tenha dedicado ao Karaoke (que o havia, mas eu nem lhe toquei), mas nas extraordinárias trocas de SMS e nos contactos que decidi efectuar para amigos mais próximos, dando-lhes conta de que a coisa no casamento não corria mal para os meus lados, pelo que pelo meu telemóvel passaram coisas como: estou de tal modo ébrio que me é indiferente estar aqui ou no concerto do Paulo Gonzo em Alferrarede ; que tal irmos a um balcão do BES a falar brasileiro e com chinelos de meter no dedo só para assustar o gajo da caixa? ou um óbvio Estou a comer leitão e a beber whisky-cola enquanto ouço o boys, boys, boys da Sabrina. Também passei largos minutos ao telemóvel, mas já me é um pouco complicado recordar as conversas que tive.
Ao fim de ter estado quase 12 horas naquele festejo, regressei a casa com o dever de missão cumprida. No entanto, já me tinha esquecido no carácter um pouco fértil dos meus sonhos quando me deito após tais excessos. No meio de tanto sonho, basta-me citar este: a minha fotografia estava espalhada por uma série de pontos em Lisboa, devido a um feito qualquer que eu protagonizei (julgo que terá sido uma investigação premiada a nível europeu), o que inclusivamente me valeu um cumprimento do José Mourinho, que entrou pela sala nobre de um local qualquer e me desejou parabéns e me deu um "bacalhau", embora desviando imediatamente o tema de conversa para um «Estes gajos querem lixar a carreira do Larsson!».
Comentários que valem posts # 2
«E eu podia ser ser mais rico que o Gates, mais bonito que o Brad Pitt, ter um blog mais influente que o Abrupto e ser mais inteligente que o Albert Einstein. Mas não, tenho que me contar com a realidade e ir fazendo o que posso e sei de acordo com as minhas capacidades e de acordo com as circunstâncias..ás vezes saio-me bem outras nem por isso. Atongir o zénite da perfeição (o supremo Ideal) nunca consegui. É estranho que se ache que é o que deve fazer a Policia Portuguesa. »
Dinis, no Arrastão, a propósito de intervenção da PSP no caso do assalto ao BES de Campolide.
Dinis, no Arrastão, a propósito de intervenção da PSP no caso do assalto ao BES de Campolide.
Comentários que valem posts # 1
«É fantástico quando dizem: "as solteiras que se aproximem!" Soa como um tiro de canhão no meio da infantaria...»
Kat, no post Com tanta gente boa para convidar, porquê eu?!...
Kat, no post Com tanta gente boa para convidar, porquê eu?!...
Comentários que valem posts # 0
De quando em vez, há comentários que vou lendo em blogues alheios e também no meu que merecem ser passados para posts, em vez de figurarem apenas nas caves dos próprios posts, já que nem sempre são lidos. E se há por aí bloggers que gostam de citar blogues alheios (eu também o vou fazendo, embora poucas vezes), o que faz falta é quem cite os comentários. É para isso que esta pequena secção é criada.
Com tanta gente boa para convidar, porquê eu?!...

As coisas não se avizinham fáceis para os próximos dias, nomeadamente para Sábado. Uma coisa chata, muito chata. Não se trata de uma questão de saúde minha ou de alguém próximo, de algum acidente caseiro, de uma problema no trabalho ou de uma qualquer desavença com terceiros. Trata-se, muito simplesmente, de que no próximo Sábado terei que ir a um casamento.
Esta observação pode causar estranheza em alguns leitores, nomeadamente aqueles que eu não conheço pessoalmente, aqueles que privam comigo há menos tempo ou aqueles com quem nunca se proporcionou abordar tal assunto - "Então o gajo não gosta de ir a casamentos, onde se come e bebe à fartazana?!!". Sei que é algo de que toda a gente gosta, mas o facto é que, para mim se trata de uma coisa que me aborrece de morte, não falo tanto do casamento em si - uma cerimónia religiosa como outra qualquer, digam lá o que disseram, ou, caso seja pelo civil, de um acto jurídico como a escritura de uma casa - mas do tão propalado "copo de água". Sim, esse em que todos os homens começam com uma gravata impecavelmente posta, mas que acabam com essa mesma gravata pendurada na testa ou ensopada num copo de vinho, onde se ouvem os sistemáticos êxitos da canção popular portuguesa, em que se faz o célebre comboio ao som do "Apita o Comboio", onde se batem palmas para que os noivos dêm uns chochos a cada 15 minutos, em que se faz uma coisa qualquer esquisita com a liga da noiva para angariar mais uns cobres ou em que, no momento do bailarico, gajos como eu - que não gostam de dançar, só o fazendo quando vão para discotecas com amigos de longa data já devidamente etilizados - acabam o resto do dia a beber de forma absolutamente deprimente como se não houvesse amanhã.
Uma celebração que me proporciona um prazer semelhante ao de um pontapé no escroto, de um prato de chocos com tinta, de esperar quatro horas na urgência de um hospital público ou assistir a um jogo de xadrez via TV é algo mais do que suficiente para um lamúrio por estes lados. Ainda por cima, há algo de profundamente murphyológico em tudo isto, porque quase nunca vou a casamentos em Lisboa - já cheguei a ir propositadamente a França para um casamento e até a ter um casamento em Viseu no dia do meu aniversário - já que quase só vou a casamentos de familiares sempre nas Beiras e que, quando os noivos são da Grande Lisboa - como sucede com o deste fim-de-semana - vão sempre para umas quintas longíquas bem longe da capital, o que inviabiliza da minha parte qualquer tentativa de me ir embora depois do bolo da noiva.
Perante tal estado de espírito, não voltarei a escrever no LdM até ao dia do malfadado casamento. Espero ler mensagens de apoio e de solidariedade na caixa de comentários para me auxiliar nestes dias difíceis. Ou isso ou alguém a dizer que, por acaso, andará pelos lados de Alenquer lá para o fim da tarde de Sábado. Obrigado.
Esta observação pode causar estranheza em alguns leitores, nomeadamente aqueles que eu não conheço pessoalmente, aqueles que privam comigo há menos tempo ou aqueles com quem nunca se proporcionou abordar tal assunto - "Então o gajo não gosta de ir a casamentos, onde se come e bebe à fartazana?!!". Sei que é algo de que toda a gente gosta, mas o facto é que, para mim se trata de uma coisa que me aborrece de morte, não falo tanto do casamento em si - uma cerimónia religiosa como outra qualquer, digam lá o que disseram, ou, caso seja pelo civil, de um acto jurídico como a escritura de uma casa - mas do tão propalado "copo de água". Sim, esse em que todos os homens começam com uma gravata impecavelmente posta, mas que acabam com essa mesma gravata pendurada na testa ou ensopada num copo de vinho, onde se ouvem os sistemáticos êxitos da canção popular portuguesa, em que se faz o célebre comboio ao som do "Apita o Comboio", onde se batem palmas para que os noivos dêm uns chochos a cada 15 minutos, em que se faz uma coisa qualquer esquisita com a liga da noiva para angariar mais uns cobres ou em que, no momento do bailarico, gajos como eu - que não gostam de dançar, só o fazendo quando vão para discotecas com amigos de longa data já devidamente etilizados - acabam o resto do dia a beber de forma absolutamente deprimente como se não houvesse amanhã.
Uma celebração que me proporciona um prazer semelhante ao de um pontapé no escroto, de um prato de chocos com tinta, de esperar quatro horas na urgência de um hospital público ou assistir a um jogo de xadrez via TV é algo mais do que suficiente para um lamúrio por estes lados. Ainda por cima, há algo de profundamente murphyológico em tudo isto, porque quase nunca vou a casamentos em Lisboa - já cheguei a ir propositadamente a França para um casamento e até a ter um casamento em Viseu no dia do meu aniversário - já que quase só vou a casamentos de familiares sempre nas Beiras e que, quando os noivos são da Grande Lisboa - como sucede com o deste fim-de-semana - vão sempre para umas quintas longíquas bem longe da capital, o que inviabiliza da minha parte qualquer tentativa de me ir embora depois do bolo da noiva.
Perante tal estado de espírito, não voltarei a escrever no LdM até ao dia do malfadado casamento. Espero ler mensagens de apoio e de solidariedade na caixa de comentários para me auxiliar nestes dias difíceis. Ou isso ou alguém a dizer que, por acaso, andará pelos lados de Alenquer lá para o fim da tarde de Sábado. Obrigado.
A Ivone é que a sabia toda...
"Ivone Silva e Camilo de Oliveira na célebre rábula "Ai Agostinho, Ai Agostinha", gravado há mais de 20 anos. Passe o seu carácter um tanto ou quanto revisteiro, se eu visse hoje este vídeo pela primeira vez não duvidaria da sua actualidade, o que atesta duas coisas: a qualidade do sketch e o facto de as coisas por cá não terem mudado quanto se pensa.
Chow Mein de camarão

Um portentoso wok, comprado numa loja alimentar chinesa no Martim Moniz, previamente aquecido e besuntado com óleo Fula, uma massa chinesa comprada no mesmo estabelecimento, alho francês, pimento vermelho, cogumelos e o miolo de camarão disponível em qualquer secção de congelados. Por fim, um molho de soja para dar um sabor mais consentâneo com aquilo que é servido nos restaurantes que por aí pululam. Um misto de cozinha chinesa, de cozinha chinesa fortemente ocidentalizada (certamente ninguém está à espera que o comum chinês, que trabalha no campo ou numa fábrica e é pago em tigelas de arroz, ande a comer chop sueys e quejandos) e um pouco de cozinha portuguesa, tudo no mesmo wok e acompanhado por uma portuguesíssima groselha. Se isto não é o encontro de culturas ou a globalização ou pratos chineses confeccionados com higiene, então não sei.
Googladas
Rute Marlene fez mudanças na cara? (*)
grocer whiskey
luciana abreu com 10 anos
"sérgio e verónica", bb portugal, vídeo, 54 segundos
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mal cheito nas axilias como evitar
lacost marcas feira relogio
associação de dança de moscavide
midas prestige em tribunal
moelas ( efeitos beneficos)
(*) Não tenho por hábito responder a estas questões, mas dá-me ideia que sim. E também me parece que não foram propriamente benéficas para a artista em causa, já que lhe deram um pouco ar de senhora com actividade profissional um tanto ou quanto licenciosa e isenta de impostos.
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"Beijas como uma freira"
E, qual cereja em cima do bolo, eis que chega aos escaparates o vídeo de "Beijas como uma freira", canção de Tiago Guillul, certamente a mais "orelhuda" de "IV", disco que tem sido alvo de alguma atenção por parte dos media nacionais e que até faz parte das montras das lojas FNAC. Um teledisco que, estranhamente, me fez lembrar um pouco o que os Ena Pá 2000 faziam no início da década de 90 (nomeadamente o recurso a uma certa iconografia do Portugal Colonial) mas que se mantém fiel ao princípio dos baixos orçamentos compensados com muita imaginação e boa técnica que são apanágio da editora FlorCaveira.
Tendo eu sido alvo de uma acção claramente proselitista do próprio Tiago Cavaco - que já me vendeu boa parte dos discos do catálogo FlorCaveira a preços escandalosamente baixos - , não posso deixar de referir que por aquelas bandas há outros nomes com projectos igualmente interessantes (com o curioso detalhe de existirem músicos de que se desdobram por dois, três ou até quatro projectos): Os Pontos Negros, banda de Queluz que passou entretanto a fazer parte do catálogo da Universal e terá o seu primeiro disco à venda até ao final do ano, tendo até sido alvo de elogios de Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés; Ninivitas, que reúne elementos de todas as bandas da editora e que sai do do roque enrole para ingressar nos terrenos do folclore; Samuel Úria, herdeiro da tradição do melhor roque português e um talentoso compositor e frontman. E, da minha parte, há também o reconhecimento do mérito alheio: num misto de tradição punk (do Do it Yourself) com ética protestante (um maior espírito de iniciativa) inerentes à fundação da editora, é criada uma estrutura de onde saem regularmente discos e são promovidos concertos, sem comprometer a fé dos seus membros e a lógica do low fi.
Tendo eu sido alvo de uma acção claramente proselitista do próprio Tiago Cavaco - que já me vendeu boa parte dos discos do catálogo FlorCaveira a preços escandalosamente baixos - , não posso deixar de referir que por aquelas bandas há outros nomes com projectos igualmente interessantes (com o curioso detalhe de existirem músicos de que se desdobram por dois, três ou até quatro projectos): Os Pontos Negros, banda de Queluz que passou entretanto a fazer parte do catálogo da Universal e terá o seu primeiro disco à venda até ao final do ano, tendo até sido alvo de elogios de Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés; Ninivitas, que reúne elementos de todas as bandas da editora e que sai do do roque enrole para ingressar nos terrenos do folclore; Samuel Úria, herdeiro da tradição do melhor roque português e um talentoso compositor e frontman. E, da minha parte, há também o reconhecimento do mérito alheio: num misto de tradição punk (do Do it Yourself) com ética protestante (um maior espírito de iniciativa) inerentes à fundação da editora, é criada uma estrutura de onde saem regularmente discos e são promovidos concertos, sem comprometer a fé dos seus membros e a lógica do low fi.
73 anos da Emissora Nacional
Fez ontem 73 anos que foi inaugurada a Emissora Nacional, de que este pequeno trecho áudio é testemunho, então com a voz de Fernando Pessa.
Os acasos
Até agora, o meu percurso profissional esteve sempre acompanhado de estranhos desencontros e situações inesperadas e até um pouco recambolescas. Quando me inscrevi no centro de sondagens da minha universidade, a meio do curso superior, no meu primeiro dia trabalhei durante três horas a fazer inquéritos por telefone para receber 1750 escudos (na altura ganhava-se um x por inquérito). Jurei nunca mais repetir a dose, mas um bocadinho de persistência fez-me regressar no dia seguinte (que correu um pouco melhor) e em poucos meses já coordenava equipas que faziam esse mesmo trabalho e dava também formação aos novos elementos. Estive perto de ir trabalhar no local onde jazem, por exemplo, a Amália e o Gago Coutinho, mas, por uma qualquer confusão administrativa, acabei num conhecido museu nacional, o que me foi bastante mais benéfico. Ingressei na empresa onde actualmente estou quando, ao dirigir-me a uma empresa de trabalho temporário para me inscrever, encontrei por acaso uma antiga colega de curso que me falou do emprego onde então estava, tendo depois entregue o meu currículo. Duas semanas depois, uma entrevista bem sucedida fez o resto.
Andava ontem a fazer pesquisas sobre cápsulas Nespresso e dei de caras com o mais extraordinário motor de busca de empregos que vi até hoje. Obviamente, comecei já a dar-lhe uso. E, dado o estranho contexto em que fiz tal descoberta, só espero que o carácter sui generis da minha entrada em novos empregos não tenha desaparecido nos últimos tempos. No fundo, trata-se de ter a estranha expectativa de que cápsulas Nespresso sejam sinónimo de um novo rumo profissional.
Andava ontem a fazer pesquisas sobre cápsulas Nespresso e dei de caras com o mais extraordinário motor de busca de empregos que vi até hoje. Obviamente, comecei já a dar-lhe uso. E, dado o estranho contexto em que fiz tal descoberta, só espero que o carácter sui generis da minha entrada em novos empregos não tenha desaparecido nos últimos tempos. No fundo, trata-se de ter a estranha expectativa de que cápsulas Nespresso sejam sinónimo de um novo rumo profissional.







