Há uns posts atrás, aludi ao facto de os críticos das transmissões de futebol na RTP não fazerem o mesmo em relação ao Preço Certo em Euros. Sou, no entanto, obrigado a voltar um pouco atrás na minha tese com uma rábula na última edição do programa, envolvendo o participante José. O vídeo com que vos presenteio revela todo um cocktail de emoções ao longo da sua participação no programa: os 100 pontos certinhos na roda e a efusiva demonstração de alegria, o drama inerente à decisão de qual o valor da montra de prémios e a evocação dos santos e o fim do sonho quando percebe que falhou o grande prémio por menos de 1000, não se coibindo de cerrar os punhos em direcção à bancada quando vê o prémio a esfumar-se. Por momentos, nem as larachas de Fernando Mendes conseguem ser as protagonistas deste programa.
O clichê
Há por aí muito homem ligado à moda que gosta de proferir certos clichês ligados à beleza, nomeadamente aquele que estabelece que todas as mulheres têm a sua beleza e a sua sensualidade, independentemente da roupa que envergam ou de corresponderem ou não aos padrões associados à beleza. Não sei em que mundo esta rapaziada vive, mas, para proferirem estas declarações, desconfio que nunca tenham visto uma mulher com uma camisa de ganga.
Um mundo de oportunidades
O fenómeno Hi5 teve o condão de romper as fronteiras do próprio site e espalhar-se por outros pontos da Internet. Há gente que se dedica a fazer skins para perfis, há blogues dedicados às fotografias mais ousadas e são feitos widgets propositadamente para o site. Todavia, se eu algum dia pegasse no fenómeno para criar um blogue ou um site pegaria certamente em algo bem mais prosaico mas mais interessante: as piores frases de engate do Hi5.
Matt Harding
No último Eixo do Mal fiquei a conhecer mais uma das personagens do mundo da Internet, gente comum que só precisou de uma boa ideia e de saber usar convenientemente a rede para se tornar conhecida. É o caso de Matt Harding, um americano de 31 anos, que decidiu um dia fazer uma volta ao Mundo durante seis meses e filmar todos os sítios por onde passou. Até aqui, nada de mais, muitos de nós conhecemos alguém que dedicou alguns meses a viajar incessantemente e aproveitou para gravar (eu só conheço uma pessoa que o fez, um antigo colega de faculdade que até fez um belo vídeo), mas o carácter inovador de tudo isto é que decidiu filmar-se a si próprio a dançar nos mais diversos pontos, nos 39 países onde esteve. Resulta daqui um vídeo - com quase 11 milhões de visitas e quase 30 mil comentários - que, pela ideia que lhe está inerente, tanto pode ser visto como algo de idiota como de genial. Inclino-me mais para a segunda hipótese.
O site Where The Hell Is Matt? está disponível aqui.
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Googladas
verdura chamada nabo com fotos
não sou considerado elegível para o hi5
Lena D'Água e as drogas
vestuaria pós-moderno ano 1950
espirito apareceu
tribos consumidoras de drogas
herois ucranianos da antiguidade
matar com superbock
vinho verde meu portugal
sao onze contra onze depois a alemanha ganha sempre
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Saudades de um bom filme de terror do lado de lá do Atlântico
"À meia-noite levarei sua alma", filme de José Mojica Marins, datado de 1963
Se há tanta preocupação em criar uma espécie de livre-trânsito cultural entre os países lusófonos - o que é uma das razões invocadas, por exemplo, para o Acordo Ortográfico - ou uma quase unanimidade sobre a música feita, por exemplo no Brasil, é difícil de desvender as razões do desconhecimento sobre muito do cinema brasileiro de culto em terras lusas, nomeadamente esse ícone do cinema de terror chamado Zé do Caixão.
Hesitei entre fazer um post com este vídeo ou com o vídeo, recentemente adicionado, de publicidade corporativa da empresa onde trabalho. Escolhi este vídeo do Zé do Caixão, por me parecer mais bem intencionado e com melhores condições técnicas.
Serviço púdico
O facto de a RTP ter conseguido os direitos das transmissões televisivas para a Primeira Liga em 2009/10 tem suscitado uma série de críticas. Essencialmente por duas razões: pelo facto de haver um elevado investimento por parte de uma empresa pública em contenção de despesas e também pelo facto de o futebol não ser considerado exactamente serviço público.
Não sei quais os valores envolvidos e se são ou não razoáveis para as contas da RTP, mas sei que o futebol é algo que dá sempre bastantes audiências e, por inerência, bons contratos publicitários. Mas o cerne da questão prende-se com a existência ou não de um real serviço público nesta situação. Quanto a isto, há que recordar uma série de questões: em primeiro lugar, antes de aparecer a Sport TV a RTP durante alguns anos teve o exclusivo das transmissões do campeonato nacional e ainda hoje mantém o exclusivo de um jogo semanal da Liga dos Campeões e ainda ninguém se lembrou disso; em segundo lugar, do que se fala é de duas horas semanais relativas a um desafio de futebol (8% ou 9% da emissão do dia em causa e pouco mais de 1% de toda a programação semanal da RTP1); em terceiro lugar, não se está a inflacionar a atenção que neste país se presta ao futebol, o que provoca essa sensação não são os jogos propriamente ditos, mas antes os debates dedicados ao tema (que existem independentemente de a RTP transmitir os jogos ou não) e a forma pouco rigorosa do ponto de vista jornalístico com que se relatam as incidências dos três grandes ou da selecção nacional aquando dos grandes torneios internacionais; por último, é de enaltecer que há situações bem mais flagrantes de incumprimento do serviço público na RTP, basta recordar coisas como as telenovelas série B que passam na 1 a seguir ao Jornal da Tarde, o Preço Certo em Euros ou o Só Visto, que juntos ocupam seis ou sete vezes mais espaço televisivo do que o malfadado jogo semanal da Liga Sagres.
Não sei quais os valores envolvidos e se são ou não razoáveis para as contas da RTP, mas sei que o futebol é algo que dá sempre bastantes audiências e, por inerência, bons contratos publicitários. Mas o cerne da questão prende-se com a existência ou não de um real serviço público nesta situação. Quanto a isto, há que recordar uma série de questões: em primeiro lugar, antes de aparecer a Sport TV a RTP durante alguns anos teve o exclusivo das transmissões do campeonato nacional e ainda hoje mantém o exclusivo de um jogo semanal da Liga dos Campeões e ainda ninguém se lembrou disso; em segundo lugar, do que se fala é de duas horas semanais relativas a um desafio de futebol (8% ou 9% da emissão do dia em causa e pouco mais de 1% de toda a programação semanal da RTP1); em terceiro lugar, não se está a inflacionar a atenção que neste país se presta ao futebol, o que provoca essa sensação não são os jogos propriamente ditos, mas antes os debates dedicados ao tema (que existem independentemente de a RTP transmitir os jogos ou não) e a forma pouco rigorosa do ponto de vista jornalístico com que se relatam as incidências dos três grandes ou da selecção nacional aquando dos grandes torneios internacionais; por último, é de enaltecer que há situações bem mais flagrantes de incumprimento do serviço público na RTP, basta recordar coisas como as telenovelas série B que passam na 1 a seguir ao Jornal da Tarde, o Preço Certo em Euros ou o Só Visto, que juntos ocupam seis ou sete vezes mais espaço televisivo do que o malfadado jogo semanal da Liga Sagres.
O espectáculo televisivo
Os cidadãos mais conhecedores da programação dos canais de TV por cabo certamente já se terão deparado com os torneios de Poker transmitidos pela Eurosport. Sem desprimor para quem assiste a tal espectáculo televisionado, parece-me tudo demasiado glamouroso. Quem já olhou para semelhantes mesas de Poker acha que nada ali tem correspondência com o mundo real dos casinos: fazem falta chineses, reformados a desgraçar as pensões, mulheres divorciadas viciadas em tabaco, homens de meia-idade ímpios devoradores de whisky, putos de 20 anos com a mania que sabem jogar, jovens vestidos com roupa de marca a esbanjar a mesada dos pais e, obviamente, há a ausência de uma dimensão humana, ou seja o ar de desespero e consternação daqueles que viram centenas de euros voar num espaço de minutos.
O stôr Jorge
Cruzei-me há pouco na rua com o meu antigo professor de Educação Visual e de Trabalhos Oficinais (variante Madeiras) no terceiro ciclo do Ensino Básico - Jorge de seu nome - embora não tenha falado com ele. Em poucos segundos, vieram-me imediatamente à memória uma série de ideias soltas. Em primeiro lugar, alguma satisfação da minha parte por saber que aquele homem ainda está vivo e com relativo bom aspecto, dada a sua conhecida vida de boémia e excessos - como bom artista que se preze - cujo aspecto nalgumas manhãs facilmente denunciava (chegava a pedir aspirinas a alunos de 12 anos para curar a ressaca da noite anterior). À parte disso, durante os minutos subsequente lá me chegaram em catadupa outras memórias de episódios passados nas suas aulas: as agressões físicas que ele protagonizava sobre alguns alunos (houvesse na altura telemóveis e o Youtube e aquele homem ainda ia preso e alguns alunos teriam direito a serem considerados umas vítimas de um sistema de ensino injusto e desumano...), os insultos dirigidos a alguns alunos ou à turma em geral incluindo o uso de palavrões, a destruição perpetuada nas suas aulas de Madeiras por alunos um pouco mais exaltados (eu incluído, devo dizer que eu e a carpintaria nunca nos demos muito bem) , o facto de ir jogar snooker com alguns alunos depois do horário escolar ou, a título meramente pessoal, o facto de aquele senhor me ter dado uma negativa a Educação Visual, salvo erro, no final do 7º ano. Embora merecido, tal acarretou um óbvio amargo de boca: uma negativa a Matemática ou a Fisico-Química é geradora de respeito e solidariedade inter pares, mas ter tal resultado a Educação Visual é quase um motivo de humilhação, mesmo para quem é incapaz sequer de desenhar a cara do rato Mickey.
Ainda ontem vi o Valdo na rua, parece que agora ando a cruzar-me com referências do passado.
Sobre este tema, vale também a pena ler A parábola do macaco (os docentes referidos não são os mesmos)
Ainda ontem vi o Valdo na rua, parece que agora ando a cruzar-me com referências do passado.
Sobre este tema, vale também a pena ler A parábola do macaco (os docentes referidos não são os mesmos)
Em homenagem aos emigrantes
Está quase a chegar o mês de Agosto, altura do ano em que muitos emigrantes portugueses regressam ao seu país para um período de férias. Por isso mesmo, este blogue faz serviço público e disponibiliza, na barra direita, um vídeo evocativo destinado a todos quantos tiveram de partir em busca de melhores condições de vida. Um vídeo, oriundo da velha escola série B da publicidade institucional portuguesa, gentilmente cedido pelo blogue Velhos Anúncios (só não agradeço ao respectivo autor, porque seria um pouco estranho estar aqui a proferir elogios a mim próprio) e cuja explicação pode ser obtida aqui.
Respeitar o próximo
Há uns dias, fui abordado numa daquelas bancas promocionais do Continente, no sentido de provar algo que pessoalmente me causa algum prurido, refiro-me a águas com sabores. A água em causa tinha sabor a ginseng e ginko biloba e, pela explicação que me foi dada pelo profissional da coisa, destina-se a quem pratica actividades mais puxadas. Acreditei na explicação, tal como teria acreditado se me dissesse que se destinava a acompanhar a leitura de autores existencialistas. Após provar tal mixórdia, lá fui explicando que, para mim, água só se fôr mesmo sem sabores, mas o excessivo voluntarismo do promotor lá o fez questionar-me sobre o que achei da dita cuja. E sim, lá lhe disse que achava aquilo refrescante. Umas horas depois, telefona-me uma jovem do outbound da Zon, nitidamente lendo o script destinado a questionar-me se conhecia os serviços de Internet e telefone da empresa. Gera-se depois um diálogo de dois ou três minutos, no qual explico diplomaticamente que já fui cliente de Internet da mesma Zon (pela então Netcabo) e que deixei de ser porque o serviço não era propriamente o melhor e porque encontrei um outro melhor e mais barato.
Estas duas abordagens foram feitas pelos profissionais associados à nova vaga de profissões, uma espécie de vendedores dos novos tempos - chame-se promotor, outbound, assistente de marketing ou o que quiserem, não deixa de ser venda - às quais normalmente fugimos como o diabo foge da cruz. Ainda assim, consigo muitas vezes fugir dos lugares comuns que remetem para a má educação perante estes profissionais e perceber que, se estão a ser um pouco inconvenientes, é porque alguém os manda sê-lo. E porque ninguém sabe o dia de amanhã, quem sabe se um dia não sou eu que estarei no lugar deles.
Estas duas abordagens foram feitas pelos profissionais associados à nova vaga de profissões, uma espécie de vendedores dos novos tempos - chame-se promotor, outbound, assistente de marketing ou o que quiserem, não deixa de ser venda - às quais normalmente fugimos como o diabo foge da cruz. Ainda assim, consigo muitas vezes fugir dos lugares comuns que remetem para a má educação perante estes profissionais e perceber que, se estão a ser um pouco inconvenientes, é porque alguém os manda sê-lo. E porque ninguém sabe o dia de amanhã, quem sabe se um dia não sou eu que estarei no lugar deles.
Saldos na Pull and Bear
No sentido dos ponteiros do relógio: t-shirt retro alusiva à selecção francesa de futebol por 3.99€, uma outra alusiva à selecção da extinta União Soviética (embora sem qualquer intuito político) pelos mesmos 3.99€, uns ténis cinzentos por 9.99€ e a memória do mauzão J.R. do Dallas por 7.99€. Tudo somado dá uns inacreditáveis 26,95€.
Edição póstuma
Há alguns dias atrás, escrevi um post bastante sucinto, em que ironizava com o facto da firewall do meu trabalho não permitir o acesso ao myspace de um artista, classificando-o como conteúdo para adultos. Embora não seja um defensor de alterações ao que já está escrito, optei por apagar o post em causa. Por duas razões: em primeiro lugar, porque esta ironização perante o desempenho de um software poderia ser vista como chacota com as canções e o músico propriamente ditos e também porque tal implicou transpôr para o blogue questões relacionadas directamente com o meu trabalho e eu gosto pouco dessas confusões blogue-trabalho. Esta foi a segunda vez que tomei tal atitude neste blogue - a primeira vez que apaguei um post foi há mais de um ano, mais ou menos pelas mesmas razões. Fica o esclarecimento.
Novas oportunidades
Dediquei a última hora e meia a pesquisar anúncios de empregos na Internet e a responder a alguns deles. Apesar de me debruçar amiúde sobre estes anúncios, confesso que não tenho a mesma prática que alguém que esteja efectivamente desempregado, que o fará certamente com maior insistência. Por isso, lá me vou surpreendendo com algumas evidências. A começar pela questão das línguas, já que as quatro velhas conhecidas - inglês, francês, espanhol (ou castelhano) e alemão - há muito perderam o monopólio, para cederem espaço ao dinamarquês, polaco, holandês ou finlandês. E não é para nenhum cargo do outro mundo, isto é pedido para um normal call-center. Outro dado curioso tem a ver precisamente com os call-centers, actividade que deixa de ser monopólio de zonas lisboetas que são também conhecidas por albergarem estes serviços - Picoas, Estefânia, Cais do Sodré ou Cabo Ruivo - para lançar sementes por outros pontos do país, como Castelo Branco, Caldas da Rainha e Coimbra, ou, se não quisermos ir tão longe, para São Julião do Tojal ou Cacém. Há que lançar as sementes por todo o país, bem entendido.
Googladas - especial grelo (2)
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Melody Club
Aqui, cabe muita coisa: glam rock, boas batidas, fórmulas pop, rock nórdico (a fazer lembrar, por exemplo, os Mew), alguma androginia e um pouco de Festival da Eurovisão. Definitivamente, o mundo em geral e a nação portuguesa em particular deveriam prestar mais atenção aos Melody Club.
Prioridades
Num país onde há instituições culturais - a começar pelos museus nacionais - com problemas flagrantes, seja a nível orçamental ou de recursos humanos, é sempre relevante pensar as prioridades ao nível cultural. Sobretudo se essas políticas culturais não quiserem ser o espelho do país - endividado e com falta de dinheiro, mas com vontade de fazer boa figura - , não é exequível pensar em grandes acontecimentos e grandes projectos sem garantir à partida um bom funcionamento das instituições que guardam e dão a conhecer o património nacional - esse sim prioritário - para só depois pensar em albergar sucursais de museus russos. Estes grandes empreendimentos parecem sempre mal esclarecidos, como sucede com o negócio em torno da colecção Berardo, que mais parece um aproveitamento dos recursos do Estado para a valorização de uma colecção pessoal. Por isso mesmo, a notícia de que o Museu Hermitage, afinal, não terá um pólo em Portugal não deixa de ser, dadas as circunstâncias, uma boa notícia.
Tostas XL
Em tempos, palco de um ritual que envolvia um balde de 5 litros de sangria, mas apenas para grupos grandes ou gente mais corajosa, na Ericeira mora uma casa que serve as maiores tostas que já pude provar, com os mais diversos sabores e devidamente aconchegados em pão de Mafra. Ao ponto de as filas à porta fazerem já parte do cenário. O factor preço e a qualidade ajuda a explicar. Este local desmistifica, ainda assim, alguns mitos pois prova que , embora possamos pensar o contrário, o fast-food não é exactamente a mesma coisa em todo o lado.
Discutir o nuclear
No momento pré-silly season, surgiu um tema novo na agenda, precisamente a energia nuclear, depois de Vítor Constâncio ter defendido uma discussão sobre o tema. Eu, como alguém que está longe de ser um entendido na matéria, também acho que esta é uma questão relevante para o país. E, como questão relevante e com forte carácter técnico, seria razoável que fosse entregue aos especialistas e não a políticos habituados a saberem e terem opinião sobre tudo ou a figuras que representam lóbis nebulosos. E, aproveitando a boleia, estabelecer um paralelo com as restantes fontes de energia e discutir os prós e contras destas em relação ao nuclear, esclarecendo o que é verdade ou mito. Porque isto de ouvir sistematicamente ouvir falar em Tchernobyl sempre que se fala em centrais nucleares é capaz de contribuir para um debate inquinado à nascença.
O regresso de Queiroz
Neste post, escrito há uns meses atrás, falava numa certa falta de memória em Portugal em relação a Carlos Queiroz pelo mérito das mudanças que impôs ao nível dos jogadores portugueses, que permitiu o surgimento de grandes nomes na nossa selecção e, por inerência, a presença assídua em grandes campeonatos internacionais de selecções.
Hoje, a História está perto de se repetir, com a sua nomeação como seleccionador nacional. As circunstâncias são certamente outras: os talentos são muitos e espalham-se pelos campeonatos e equipas de topo mundial, mas as selecções jovens têm vindo a perder capacidade ao longo dos anos, o que poderá pôr em causa o surgimento de alternativas viáveis a alguns dos nossos jogadores. Parece que o futebol nacional está mais dependente da Academia de Jovens de Alcochete do que por um trabalho estruturado iniciado nas selecções jovens. Há 20 anos, o presente não era famoso, mas o futuro parecia bem sorridente. Hoje, passa-se precisamente o contrário e convém não esquecer que um terço da nossa equipa no Euro 2008 tem mais de 30 anos, pelo que é necessário acautelar o futuro.
Não sendo o treinador português com mais pergaminhos ao nível táctico, é seguramente aquele que pode acrescentar qualidade ao trabalho feito nas nossas selecções jovens, indo mais longe do que o trabalho de Scolari, que se dedicou essencialmente aos AA. Deixamos de ter o apoio de Nossa Senhora do Caravaggio, que, por sua vez, tinha substituído os célebres alhos nos bolsos de António Oliveira, para passarmos a um registo diferente, baseado essencialmente no trabalho.
Hoje, a História está perto de se repetir, com a sua nomeação como seleccionador nacional. As circunstâncias são certamente outras: os talentos são muitos e espalham-se pelos campeonatos e equipas de topo mundial, mas as selecções jovens têm vindo a perder capacidade ao longo dos anos, o que poderá pôr em causa o surgimento de alternativas viáveis a alguns dos nossos jogadores. Parece que o futebol nacional está mais dependente da Academia de Jovens de Alcochete do que por um trabalho estruturado iniciado nas selecções jovens. Há 20 anos, o presente não era famoso, mas o futuro parecia bem sorridente. Hoje, passa-se precisamente o contrário e convém não esquecer que um terço da nossa equipa no Euro 2008 tem mais de 30 anos, pelo que é necessário acautelar o futuro.
Não sendo o treinador português com mais pergaminhos ao nível táctico, é seguramente aquele que pode acrescentar qualidade ao trabalho feito nas nossas selecções jovens, indo mais longe do que o trabalho de Scolari, que se dedicou essencialmente aos AA. Deixamos de ter o apoio de Nossa Senhora do Caravaggio, que, por sua vez, tinha substituído os célebres alhos nos bolsos de António Oliveira, para passarmos a um registo diferente, baseado essencialmente no trabalho.
Googladas
Parabola macaco e raposa
trabalhos feitos sobre Feijoada Enlatada
conjugação de cores no vestuario
fotos corpo de leide dai]
desintoxicaçao para drogas de graça
alto do saldanha recentes
ouvir as canções da leide rocha
estatua do falo nos estados unidos
santos populares e luxo
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A lembrança do Orlando
Não sou propriamente um fã de óculos de sol, o que acabou por motivar a ausência de tal objecto na minha face, mesmo nos dias de luz solar mais violenta, durante vários anos. Reconheço-lhes algumas vantagens, nomeadamente a tal utilidade para uma protecção da visão contra raios de solar cada vez mais perigosos, bem como ao nível estético. No entanto, no outro prato da balança pesa um elemento que tem bastante relevo para quem tem necessidade de usar óculos ditos normais, já que a pessoa (a não ser que gaste uns euros consideráveis e tenha óculos de sol graduados) tem as mesmas faculdades de visão do que se não tivesse os seus óculos de sempre, o que acarreta sempre algumas chatices. Este é um factor negativo, mas acrescento um outro: por estes dias, comentava com um amigo que, ao confrontar-me com a imagem da minha pessoa com os óculos de sol comprados há um mês atrás, vinha-me invariavelmente à memória a figura de Orlando Panhões, uma persongem criada pelo Nuno Markl aquando da SIC Comédia. Nada de mais, a não ser que esta foi uma das figuras mais hardcore da comédia nacional, a começar na própria figura. Em baixo, a recuperação desta personagem alguns anos depois, nos Incorrigíveis. Não obstante a piada do sketch, convenhamos que não é a melhor das imagens para nos surgir imediatamente na mente quando pomos uns óculos de sol na cara.
Os dias de pouca actividade
Os (três ou quatro) visitantes mais assíduos deste blogue certamente que se aperceberam que as últimas semanas foram pouco profícuas em actualizações. Essa situação deveu-se essencialmente ao facto de ter estado de férias nas últimas três semanas. Apesar de ter passado a maior parte desse tempo por Lisboa - o que poderia motivar uma maior disponibilidade para escrever, por ter mais tempo livre - acabei por me desleixar um pouco e colocar este blogue um pouco ao sabor dos serviços mínimos. A partir dos próximos dias, a coisa regressará certamente à normalidade.
Googladas
FOTOS DE BEBES COM ABSTINENCIA DE DROGAS
mensagem leio e apago
mensagem para pessoas que brincam com os sentimentos das pessoas
terao os estados unidos alguma coisa haver com o acidente com as torres gemeas?
lei da atitude
MUNHERES PUTAS
promoções no lidl do euro 2008 e a coca cola
julio cesar minas e armadilhas travesti
conduta etica dos vendedores na compal
Quando é que portugal esteve quase a ganhar o festival da canção?
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Quando é que portugal esteve quase a ganhar o festival da canção?
Quando o macaco salta do seu galho
Há um ou dois dias, estava a ser transmitido na SIC uma espécie de espectáculo em que figuras conhecidas da estação cantavam êxitos musicais. De vez em quando, a estação de Carnaxide e a TVI lá presenteiam os telespectadores com estes mimos, sendo que esta última até leva a coisa um pouco mais longe, envolvendo até o próprio director. Víssemos nós o Nel Monteiro e a Ruth Marlene a apresentar o Jornal da Noite da SIC e o Quim Barreiros a fazer comentário político na TVI e talvez a noção de ridículo fosse mais rapidamente assimilada. A RTP é um pouco mais recatada nestas coisas, mas lá vai caindo na tentação de mostrar o outro lado das suas vedetas, nomeadamente com o "serviço público" do Dança Comigo.
No fundo, estes canais nada têm diferente em relação aos empregos que cada um de nós tem. Eu próprio, apesar de ser pouco frequentador dos eventos da empresa onde trabalho, quando há jantares e outros momentos de diversão combinados entre colegas não tenho por hábito faltar. Estabelecendo o paralelo com a cantoria dos profissionais da televisão, não deixa de ter uma certa piada ir com colegas para um Karaoke e ver o tipo da informática cantar o "Telepatia" da Lara Li com dois microfones na mão ou ver a minha interpretação das "Baleias" rodar pelos computadores do departamento comercial na segunda-feira seguinte. Diferenças entre estes karaokes organizados entre colegas de trabalho e os espectáculos transmitidos pela SIC e TVI, não me parecem existir muitas. E, em bom rigor, os canais televisivos têm todo o direito de as fazer. O interesse televisivo da transmissão de uma festa de empresa é que já me parece um pouco duvidoso.
No fundo, estes canais nada têm diferente em relação aos empregos que cada um de nós tem. Eu próprio, apesar de ser pouco frequentador dos eventos da empresa onde trabalho, quando há jantares e outros momentos de diversão combinados entre colegas não tenho por hábito faltar. Estabelecendo o paralelo com a cantoria dos profissionais da televisão, não deixa de ter uma certa piada ir com colegas para um Karaoke e ver o tipo da informática cantar o "Telepatia" da Lara Li com dois microfones na mão ou ver a minha interpretação das "Baleias" rodar pelos computadores do departamento comercial na segunda-feira seguinte. Diferenças entre estes karaokes organizados entre colegas de trabalho e os espectáculos transmitidos pela SIC e TVI, não me parecem existir muitas. E, em bom rigor, os canais televisivos têm todo o direito de as fazer. O interesse televisivo da transmissão de uma festa de empresa é que já me parece um pouco duvidoso.


