O último post sobre o Euro 2008
Havia necessidade de ajustar contas com o bom futebol nas grandes competições de selecções. Depois de ver a Grécia ganhar o Euro 2004 e a Itália disputar uma final de um Mundial com a França, o futebol enquanto espectáculo precisava de um novo alento, dado ontem pela vitória da Espanha no Europeu. Foram uma equipa bem organizada, embora sem excessivos subterfúgios tácticos, mas cujo futebol, ainda que sem o brilhantismo da Holanda nalguns jogos, era agradável de se ver, nunca esquecendo a extraordinária regularidade ao longo das seis partidas. Sem qualquer tipo de intenção de querer dar a esta vitória uma dimensão ibérica - afinal de contas, um Europeu ainda é uma competição de futebol disputado pelas melhores selecções do Velho Continente e não um palco de lutas diplomáticas - acabou por ganhar a melhor selecção da prova. E basta recordar o último europeu, disputado em terras lusas, para perceber que isso nem sempre acontece.
Googladas
cheiro mal axilas axe
Tostão e a lei sêca nos estádios de futebol
leis de saida da franca de filhos nascido aqui
hi5 soraya ferreira pombal
tv fechada cabo digital gato imune
hi5 20 outubro
primeira lei de piropó
peça jose cid mau
orlando costa+dina
cavaco silva marquise predio lisboa
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Golo por golo, dente por dente
Mantenho que foram cumpridos os mínimos no Euro 2008. Ficar entre as oito melhores selecções da prova não é um motivo de orgulho mas também não envergonha. Calhou-nos uma equipa que talvez não tenha tantos nomes sonantes como a nossa, mas melhor organizada que soube jogar no erro do adversário, nomeadamente numa certa incapacidade lusa em lances de bola parada e não vale a pena atribuir em exclusivo as culpas ao guarda-redes. Os alemães foram bem mais metódicos e, enquanto os nossos representantes tratavam do seu futuro profissional, fizeram o trabalho de casa estudando as falhas do adversário.
Foi também o último jogo de Scolari. Por muitos erros que o homem tenha cometido, foi aquele que conseguiu melhores resultados até agora. Por isso, os portugueses devem estar-lhe gratos. Quem também deverá estar-lhe grato é Gilberto Madaíl, que teve em Scolari uma espécie de de muro que tapava os "podres" da Federação Portuguesa de Futebol. Agora, começarão a vir ao de cima os problemas que foram sendo camuflados nos últimos anos. A começar pelas nossas selecções jovens, que nada conseguiram de relevante desde a qualificação para os Jogos Olímpicos de 2004. Scolari pouco ou nada fez em matéria de planeamento do futuro da Selecção Nacional, embora, em bom rigor, ninguém lho terá exigido. O resultado está à vista, com a renovação da nossa selecção a ser praticamente entregue aos jogadores que o Sporting vai colocando nas equipas séniores e não por qualquer trabalho ao nível da FPF.
Da minha parte, até posso dizer que a derrota calhou no dia menos mau. Duas horas antes do jogo tive que ir arranjar um dente, o que me deixou com mazelas na gengiva e as sempre irritantes dores que vêm por arrasto, que acabam inevitavelmente por me melindrar um pouco mais do que o golo que a Alemanha marcou a mais do que nós. É que daqui a dois anos há mais uma grande competição internacional de futebol, seria bem mais chato que as minhas dores continuassem até lá...
Foi também o último jogo de Scolari. Por muitos erros que o homem tenha cometido, foi aquele que conseguiu melhores resultados até agora. Por isso, os portugueses devem estar-lhe gratos. Quem também deverá estar-lhe grato é Gilberto Madaíl, que teve em Scolari uma espécie de de muro que tapava os "podres" da Federação Portuguesa de Futebol. Agora, começarão a vir ao de cima os problemas que foram sendo camuflados nos últimos anos. A começar pelas nossas selecções jovens, que nada conseguiram de relevante desde a qualificação para os Jogos Olímpicos de 2004. Scolari pouco ou nada fez em matéria de planeamento do futuro da Selecção Nacional, embora, em bom rigor, ninguém lho terá exigido. O resultado está à vista, com a renovação da nossa selecção a ser praticamente entregue aos jogadores que o Sporting vai colocando nas equipas séniores e não por qualquer trabalho ao nível da FPF.
Da minha parte, até posso dizer que a derrota calhou no dia menos mau. Duas horas antes do jogo tive que ir arranjar um dente, o que me deixou com mazelas na gengiva e as sempre irritantes dores que vêm por arrasto, que acabam inevitavelmente por me melindrar um pouco mais do que o golo que a Alemanha marcou a mais do que nós. É que daqui a dois anos há mais uma grande competição internacional de futebol, seria bem mais chato que as minhas dores continuassem até lá...
Uma temporada de Natação
Termino por estes dias a minha primeira temporada de Natação, isto se descontar umas distantes dúzias de aulas há 20 anos atrás nas piscinas da nossa companhia de aviação. Feito o balanço destes nove meses e quase 70 aulas, a primeira coisa que me apraz dizer é que andei a enganar involuntariamente todas as pessoas que me questionavam sobre as minhas competências para nadar. O que é facto é que eu julgava que sabia desenrascar-me - referindo-me à minha capacidade para dar umas braçadas no crawl - mas bastaram umas aulas a sério para me convencer do contrário: nadar crawl de cabeça de fora de água e sem necessidade de fazer respirações não é propriamente nadar, é um disparate hidrodinâmico. Hoje, sem poder dizer linearmente «Eh pá, sou um gajo que, para além de fazer umas belas omoletes, vê lá tu que até sei nadar!», domino os princípios de duas técnicas - costas e crawl - e ainda vou a meio-caminho de uma aprendizagem dos malfadados bruços. Sobre a obtenção dos tão propalados efeitos benéficos para a saúde desta modalidade, devo dizer que estes são mais visíveis à medida que se vão sucedendo e intensificando os treinos, podendo apenas afiançar que que em situações como os 20 metros-atrás-do-autocarro-que-está-quase-a-fugir fico bem menos cansado do que no passado e que, mesmo algumas horas depois dos treinos, sou percorrido pela sensação de bem-estar que é apanágio de andar a fazer exercício debaixo de água, sentimento que deverá ser partilhado pela aula de hidroginástica que ocorre sempre duas piscinas ao lado da minha. Para a próxima temporada, o objectivo é fazer da minha pessoa um mini-aspirante-a-nadador, ou seja, ficar a saber todas as técnicas.
Ando estranhamente viciado nesta música
"Rise Up" de Yves Larock, que até foi lançada no ano passado, mas que me terá passado ao lado. Os ritmos que entram no ouvido sem pedir licença ou um ajustar de contas com as emissões da Rádio Orbital que deveria ter ouvido no passado.
Os mínimos
Faço parte do pequeno grupo de portugueses - julgo que seremos uns 12 ao todo, força rapazes! - que nunca colocaram uma bandeira nacional na janela, na varanda ou no estendal. Nem mesmo durante os torneios futebolísticos internacionais me vi tentado a tal acto. A razão é simples: o não confundir todo um país e a carga simbólica de uma bandeira com uma competição futebolística. Ir festejar para o Marquês de Pombal em carrinhas de caixa aberta aproveitando para abanar os veículos alheios está muito bem, andar a içar bandeiras a torto e a direito é que já não terá tanta lógica.
Talvez por este acto de alguma prudência patriótica, devo dizer que não há razões para euforia por aquilo que fez a selecção nacional de futebol até agora no Euro 2008. Portugal ganhou à Turquia e à República Checa e jogou bem nos dois jogos (esqueçam o jogo a feijões com a Suiça!). Mas, em bom rigor, eram vitórias relativamente previsíveis, tendo em conta a maior qualidade dos nossos jogadores e também a sua prestação enquanto equipa. Ou seja, até agora, a selecção cumpriu o seu papel e está nos quartos-de-final, que seriam uma espécie de serviços mínimos na competição. Assim tipo um 3 ou um Satisfaz no 9º ano, é o mínimo exigível, mas sem deslumbrar. Ficar entre os oito melhores da Europa é o mínimo expectável, mas, caso a coisa não vá além daí, fica um ligeiro amargo de bocas embora não existam razões para queimar bandeiras e chamar chulos aos futebolistas nacionais. A nossa selecção é boa, mas também há por aí quem saiba jogar à bola.
Talvez por este acto de alguma prudência patriótica, devo dizer que não há razões para euforia por aquilo que fez a selecção nacional de futebol até agora no Euro 2008. Portugal ganhou à Turquia e à República Checa e jogou bem nos dois jogos (esqueçam o jogo a feijões com a Suiça!). Mas, em bom rigor, eram vitórias relativamente previsíveis, tendo em conta a maior qualidade dos nossos jogadores e também a sua prestação enquanto equipa. Ou seja, até agora, a selecção cumpriu o seu papel e está nos quartos-de-final, que seriam uma espécie de serviços mínimos na competição. Assim tipo um 3 ou um Satisfaz no 9º ano, é o mínimo exigível, mas sem deslumbrar. Ficar entre os oito melhores da Europa é o mínimo expectável, mas, caso a coisa não vá além daí, fica um ligeiro amargo de bocas embora não existam razões para queimar bandeiras e chamar chulos aos futebolistas nacionais. A nossa selecção é boa, mas também há por aí quem saiba jogar à bola.
Já é um princípio...
De acordo com as notícias, a FPF já terá assegurado que o próximo seleccionador nacional de futebol será alguém que fale português. Pode parecer uma informação um pouco vaga, mas, pelo menos, ficamos a saber que o futuro seleccionador não será o Joe Berardo.
Pequeno apontamento sobre segurança
Bares, cafés e casas de alterne, onde se possa dançar, vão ter a vida dificultada por causa do decreto-lei hoje publicado, diz a Associação de Discotecas Nacional (ADN).
Bares, cafés e casas de alterne ?! Sabia que a fama dos nossos espaços de diversão nocturna não gozam da melhor das famas, mas pôr tudo ao mesmo nível parece-me um pouco estranho. Então, há legalmente bares de alterne? Tu queres ver que vai começar a aparecer um nicho de mercado, ainda por cima legal, para jovens empresários?!
Enfim, surgiu ontem uma pequena polémica devido a novas regras que entrarão brevemente em vigor, dado que estabelecimentos para mais de 100 pessoas terão de ter novas regras de segurança, nomeadamente ao nível da vigilância e da detecção de armas. Quer acabar-se com tiroteios em discotecas, sejam eles motivados por mulheres ou negócios obscuros, ou seja, uma das coisas que nos aproximavam dos Estados Unidos e que dava visibilidade ao negócio da noite em Portugal. Ouvi alguém dizer (acho que da ARESP) que seria mau para o sector, dado aumentar os custos num sector que já vive com dificuldades. Não sei o que esta gente quer - mas suspeito que seja um qualquer apoio do Estado para financiar a coisa - mas há aqui qualquer coisa que não bate certo: um sector que cobra dois ou três euros por uma imperial e cinco euros por uma bebida branca, sem falar no consumo obrigatório, certamente não terá grandes dificuldades financeiras, e, em segundo lugar, não me parece que dali surjam grandes contribuições para o erário público, dada a total inexistência de facturas, o que configura prováveis receitas não declaradas ao fisco. Por isso, é bom que o dinheiro com que os clientes encham os bolsos a estes gatun... empresários sirva um pouco para o seu (dos clientes ou do caro leitor, caso não seja empresário da noite, bem entendido) benefício.
E, já que se fala em seguranças em discotecas, seria também bom falar-se em segurança de outros edifícios. Há umas semanas atrás, na mesma manhã tive de ir comprar umas belas facas bem afiadas e depois deslocar-me ao edifício-sede de uma companhia de seguros, podendo aqui afiançar que entrei facilmente nesse edifício com um bom conjunto de facas prontas a dar umas "chinadas" - que saudades tinha eu desta expressão tão suburbana... - no primeiro mediador de seguros que me aparecesse à frente ou, com um pouco de sorte, nalgum membro da Administração, na eventualidade de ter sido enganado pelas cláusulas do contrato de seguro ou de eu ter uma personalidade problemática, ou pior ainda, as duas coisas. E quer-me parecer que os seguros de trabalho não cobrem facadas dadas por transeuntes no local de trabalho. Ainda por cima compradas numa loja dum tipo que é marreco, que, pela sua condição, dificilmente teria direito a algum tipo de protecção dessas mesmas seguradoras...
Bares, cafés e casas de alterne ?! Sabia que a fama dos nossos espaços de diversão nocturna não gozam da melhor das famas, mas pôr tudo ao mesmo nível parece-me um pouco estranho. Então, há legalmente bares de alterne? Tu queres ver que vai começar a aparecer um nicho de mercado, ainda por cima legal, para jovens empresários?!
Enfim, surgiu ontem uma pequena polémica devido a novas regras que entrarão brevemente em vigor, dado que estabelecimentos para mais de 100 pessoas terão de ter novas regras de segurança, nomeadamente ao nível da vigilância e da detecção de armas. Quer acabar-se com tiroteios em discotecas, sejam eles motivados por mulheres ou negócios obscuros, ou seja, uma das coisas que nos aproximavam dos Estados Unidos e que dava visibilidade ao negócio da noite em Portugal. Ouvi alguém dizer (acho que da ARESP) que seria mau para o sector, dado aumentar os custos num sector que já vive com dificuldades. Não sei o que esta gente quer - mas suspeito que seja um qualquer apoio do Estado para financiar a coisa - mas há aqui qualquer coisa que não bate certo: um sector que cobra dois ou três euros por uma imperial e cinco euros por uma bebida branca, sem falar no consumo obrigatório, certamente não terá grandes dificuldades financeiras, e, em segundo lugar, não me parece que dali surjam grandes contribuições para o erário público, dada a total inexistência de facturas, o que configura prováveis receitas não declaradas ao fisco. Por isso, é bom que o dinheiro com que os clientes encham os bolsos a estes gatun... empresários sirva um pouco para o seu (dos clientes ou do caro leitor, caso não seja empresário da noite, bem entendido) benefício.
E, já que se fala em seguranças em discotecas, seria também bom falar-se em segurança de outros edifícios. Há umas semanas atrás, na mesma manhã tive de ir comprar umas belas facas bem afiadas e depois deslocar-me ao edifício-sede de uma companhia de seguros, podendo aqui afiançar que entrei facilmente nesse edifício com um bom conjunto de facas prontas a dar umas "chinadas" - que saudades tinha eu desta expressão tão suburbana... - no primeiro mediador de seguros que me aparecesse à frente ou, com um pouco de sorte, nalgum membro da Administração, na eventualidade de ter sido enganado pelas cláusulas do contrato de seguro ou de eu ter uma personalidade problemática, ou pior ainda, as duas coisas. E quer-me parecer que os seguros de trabalho não cobrem facadas dadas por transeuntes no local de trabalho. Ainda por cima compradas numa loja dum tipo que é marreco, que, pela sua condição, dificilmente teria direito a algum tipo de protecção dessas mesmas seguradoras...
Googladas
pc avariado fotos casal fotos caseiras
jogo circulo amigos centro euros passa
como trabalhar tipos de habitação na educação infantil com temas animados
EMPREGOS NO ALCANTARA PARA TRABALHAR DE SEGUNDA A SEXTA SEM EXPERIENCIA COM URGENCIA PARA JUNHO 2008
""josé matoso" fado "quero ser como sou"
patrão norma que coibe a violência domestica
Juristas e a lei seca nos estádios de futebol
como conseguir dinheiro para festa
conserto de redware
jogos para puxar pelo raciocínio dos mais pequenos
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Morrer à beira do Tejo
Quando se soube que o Olivais e Moscavide iria disputar a subida à Liga de Honra com o Sporting da Covilhã, houve quem me questionasse sobre qual o clube pelo qual iria torcer. A questão parecia-me um pouco tola, mas com alguma dose de pertinência. Afinal de contas, apesar de ser sabido que torço pelo clube que se situa simultaneamente em Lisboa e na sua periferia, tenho família na Covilhã, cidade pela qual nutro alguma simpatia, sentimento eventualmente extensível ao seu principal clube de futebol.No entanto, não havia aqui qualquer espaço para ambiguidades futebolísticas. Queria que ganhassem os de Moscavide. E hoje fui ver o jogo decisivo, sabendo de antemão que só uma vitória serviria para garantir a subida à Liga de Honra. E o que é facto é que ganharam o jogo, mas por 2-1, o que daria um empate na eliminatória, em virtude da vitória dos visitantes na primeira mão, por 1-0. 1-0, 1-1, 2-1, foi esta a marcha do marcador. Pelo meio, as provocações e alguns insultos, duas semi-invasões de campo a comemorar golos de parte a parte e a necessária intervenção da polícia para evitar males maiores.
O jogo teve de seguir para prolongamento, do qual não resultou qualquer golo. Daí, foi necessário ir para penáltis e lembro-me perfeitamente de ter comentado com o meu interlocutor que, a ir para grandes penalidades, a excessiva juventude dos nossos jogadores seria um ponto negativo a considerar. Dito e feito. Foram os covilhanenses a fazer a festa. Todo o trabalho de uma época vai por água abaixo de forma inglória.
Considerações clubísticas à parte, o modelo da Segunda Divisão B parece mal feito. O facto de haver menos clubes na Liga de Honra não é pretexto para que equipas que vençam as suas séries possam não ser promovidas, o que configura sempre uma injustiça, independentemente das equipas em causa. Dando o exemplo do Olivais e Moscavide, que apenas perdeu um jogo durante toda a temporada e esteve para a 2ª B - Série D como o Porto para a Liga Bwin, é irónico que esta prestação não seja premiada com qualquer promoção. Apesar das más memórias da época 2006/07 na Liga de Honra, não servirá certamente de consolação a perspectiva de mais uma temporada a cilindrar Messinenses e Juventudes de Évora e a rodar jovens promessas do Sporting.
BICAdas nos Santos
Passei ontem pela Bica por ocasião do Santo António. Devo dizer que, após muitos anos de reticências à ideia de ir a estes festejos e de algumas dúvidas sobre a pertinência da minha presença nos mesmos, vou ganhando algum gosto à coisa. Ao ponto de ontem, apenas por três ou quatro vezes ter referido que talvez tivesse sido melhor termos ido para os festejos em Carnide ou Campolide, para fugir àquela confusão. Ainda assim, devo reconhecer que para os lados da Bica, acontece quase um fenómeno sociológico digno de análise, com a subversão dos princípios e dos símbolos dos Santos: a música popular portuguesa é substituída por um jungle mal amanhado na tecnologia caseira que uns dj's colocam no meio das ruas, os manjericos e seu típico cheiro vêm o seu lugar posto em causa por charros cujo cheiro se mistura com sardinhas ou febras assadas com carvão a mais, a população residente dos bairros é substituída por jovens problemáticos e mal vestidos oriundos da linha de Sintra, sem esquecer o cenário pós-apocalíptico que serão aquelas ruas quando já é de manhã. Diria até que há aqui qualquer coisa de pós-moderno nesta nova forma de entender a festa, mas isso obrigaria a um exercício mental um pouco complicado para quem dormiu duas horas na última noite e já dedicou parte do feriado a uma custosa jornada laboral. Para além disso, ainda há um Holanda-França para ver.
Noite de Santo António
Hoje andarei pelos Santos, a beber cerveja sem gás, a comer sandes de entremeada, a ouvir os inevitáveis êxitos da quadra misturados com música brasileira e a aturar gente de má-fama que pulula nestas ocasiões. Já dizia o outro que «No tempo do Vasco Santana, não havia tanto sacana».
Mundo de ilusões
O facto de ter níveis de imaginação um pouco acima do desejável para certas coisas, aliada a uma certa incapacidade para fixar rostos - normalmente só consigo fixar caras depois de as ver um bom número de vezes - produz em mim muitas associações de diferentes pessoas pelas parecenças físicas, que umas vezes são um disparate e outras nem tanto. Se uma certa ausência de competências para fixar rostos - lembro-me mais facilmente da última vez que passei em Mangualde ou do primeiro filme que vi em VHS do que da senhora da caixa que hoje me atendeu no Minipreço - me traz alguns dissabores, como ser forçado a responder negativamente à questão "Então não te lembras de fulano tal, que estava o ano passado nos meus anos?" ou jurar a pés juntos que vi o filho de uma colega na televisão e concluir que não existiam quaisquer semelhanças entre os dois, a sistemática procura por sósias é um exercício que tanto tem de divertido como, por vezes, de confuso. Ainda assim, lá vou conseguindo algumas vitórias, como circular quase diariamente no mesmo autocarro que um sósia do Champalimaud mas que se veste à agricultor, ver actuar num bar perdido algures para os lados de Mafra um tipo igual ao Paulo Gonzo ou ter-me cruzado algumas vezes nas ruas da Moscavide com o conhecido sósia do Mickey Rourke, que reúne o mérito de também "interpretar" o papel de Bruce Willis.
Eu próprio já fui vítima de todas estas associações. Recordo-me de um tipo de um café onde ia regularmente me perguntar por quase todas as pessoas da minha família, para saber se havia alguém parecido comigo, já que eu era igual a alguém com quem esse sujeito tinha feito a tropa, bem como de informações dadas por diferentes pessoas de que existiria alguém igual a mim em Linda-a-Velha ou Miraflores, ao ponto de até ser questionado se essa pessoa seria eu.
Vivi um bom episódio quando tive de me deslocar, há uns dias, a aquele que é, tecnicamente, o meu balcão do banco do qual sou cliente. Já não ia lá há alguns meses e, por isso, desconhecia a renovação dos funcionários que aconteceu entretanto. Mas tudo parecia feito à minha medida: cheques solicitados ao balcão por um sósia do filho do Jorge Sampaio, que me foram entregues dois dias depois por um tipo muito parecido com o Nuno Costa Santos, ao longe uma nova funcionária que passaria facilmente por sósia do Petit (leram bem). Ao telefone, uma outra funcionária com semelhanças (até ao nível do tom de voz) com uma rapariga minha conhecida - que é dotada de recursos linguísticos aprimorados e bastante originais, nomeadamente ao nível do insulto, sendo tão capaz de proferir um lacónico "boi!" ou um mais rebuscado "boca de moelas!" - , e que, por isso mesmo, criou em mim a esperança de poder ouvir da boca daquela funcionária alguns impropérios de igual quilate. Infelizmente, daquela voz familiar e do diálogo telefónico que efectuava ouvi apenas referências a empréstimos, taxas de juro ou prazos de pagamento. Bolas!
Eu próprio já fui vítima de todas estas associações. Recordo-me de um tipo de um café onde ia regularmente me perguntar por quase todas as pessoas da minha família, para saber se havia alguém parecido comigo, já que eu era igual a alguém com quem esse sujeito tinha feito a tropa, bem como de informações dadas por diferentes pessoas de que existiria alguém igual a mim em Linda-a-Velha ou Miraflores, ao ponto de até ser questionado se essa pessoa seria eu.
Vivi um bom episódio quando tive de me deslocar, há uns dias, a aquele que é, tecnicamente, o meu balcão do banco do qual sou cliente. Já não ia lá há alguns meses e, por isso, desconhecia a renovação dos funcionários que aconteceu entretanto. Mas tudo parecia feito à minha medida: cheques solicitados ao balcão por um sósia do filho do Jorge Sampaio, que me foram entregues dois dias depois por um tipo muito parecido com o Nuno Costa Santos, ao longe uma nova funcionária que passaria facilmente por sósia do Petit (leram bem). Ao telefone, uma outra funcionária com semelhanças (até ao nível do tom de voz) com uma rapariga minha conhecida - que é dotada de recursos linguísticos aprimorados e bastante originais, nomeadamente ao nível do insulto, sendo tão capaz de proferir um lacónico "boi!" ou um mais rebuscado "boca de moelas!" - , e que, por isso mesmo, criou em mim a esperança de poder ouvir da boca daquela funcionária alguns impropérios de igual quilate. Infelizmente, daquela voz familiar e do diálogo telefónico que efectuava ouvi apenas referências a empréstimos, taxas de juro ou prazos de pagamento. Bolas!
Três dias de greve e já estamos nisto
Ainda só passaram três dias desde o início da greve dos camionistas e já vemos gasolineiras sem combustíveis para vender, alguns bens a faltar nas grandes superfícies, camiões da Jerónimo Martins serem escoltados pela GNR no trajecto entre o Carregado e Lisboa, as autoridades a serem substituídas por manifestantes nas suas funções de regular o trânsito, camiões apedrejados e incendiados, atropelamentos de piquetes de greve e até um manifestante morto.
Para quem nunca viveu os tempos do PREC, e passe o exagero, isto pode ajudar a dar uma ideia dos tempos conturbados em que o funcionamento do país vivia suspenso das reivindicações de centenas ou milhares de pessoas nas ruas. Os camionistas no terreno fazem lembrar os comunistas que controlavam as entradas e saídas das vias que davam acesso aos comícios do PS nos dias conturbados pós-Revolução. Independentemente das razões que assistam aos camionistas - que terão as suas razões, tal como têm os agricultores, os pescadores ou os taxistas nos protestos que fazem em relação aos aumentos dos combustíveis - há aqui elementos interessantes, com uma certa carga cómica devo confessar, que merecem ser sublinhados. Como o facto de não se saber quem manda nestas manifestações, já que não se conhece aqui o topo da pirâmide - como existiam os irmãos Pinto, nas manifestações da Ponte 25 de Abril em 1994 - o que leva a avanços e recuos dos tipos que supostamente estão na comissão organizadora do protesto e a algo tão bizarro como o Governo estar a negociar o fim do protesto com a ANTRAM, que é... contra estes protestos. Outro elemento interessante é a forma como estes protestos são originados, já que não vêm do seio da classe trabalhadora, mas antes dos patrões, o que leva a algo tão pouco marxista como assistir a patrões e trabalhadores lado a lado nos piquetes de greve. Do ponto de vista do posicionamento político e ideológico, é extremamente difícil seja a que a quem fôr saber situar-se, por isso é que os partidos ainda não se manifestaram sobre esta situação. A confusão é tal que a própria CGTP se diz contra estas manifestações. Entretanto, é melhor pensar em rechear a despensa de enlatados, que era o que faziam os cidadãos precavidos em pleno PREC, não vá a coisa durar mais uns dias do que o previsto...
Para quem nunca viveu os tempos do PREC, e passe o exagero, isto pode ajudar a dar uma ideia dos tempos conturbados em que o funcionamento do país vivia suspenso das reivindicações de centenas ou milhares de pessoas nas ruas. Os camionistas no terreno fazem lembrar os comunistas que controlavam as entradas e saídas das vias que davam acesso aos comícios do PS nos dias conturbados pós-Revolução. Independentemente das razões que assistam aos camionistas - que terão as suas razões, tal como têm os agricultores, os pescadores ou os taxistas nos protestos que fazem em relação aos aumentos dos combustíveis - há aqui elementos interessantes, com uma certa carga cómica devo confessar, que merecem ser sublinhados. Como o facto de não se saber quem manda nestas manifestações, já que não se conhece aqui o topo da pirâmide - como existiam os irmãos Pinto, nas manifestações da Ponte 25 de Abril em 1994 - o que leva a avanços e recuos dos tipos que supostamente estão na comissão organizadora do protesto e a algo tão bizarro como o Governo estar a negociar o fim do protesto com a ANTRAM, que é... contra estes protestos. Outro elemento interessante é a forma como estes protestos são originados, já que não vêm do seio da classe trabalhadora, mas antes dos patrões, o que leva a algo tão pouco marxista como assistir a patrões e trabalhadores lado a lado nos piquetes de greve. Do ponto de vista do posicionamento político e ideológico, é extremamente difícil seja a que a quem fôr saber situar-se, por isso é que os partidos ainda não se manifestaram sobre esta situação. A confusão é tal que a própria CGTP se diz contra estas manifestações. Entretanto, é melhor pensar em rechear a despensa de enlatados, que era o que faziam os cidadãos precavidos em pleno PREC, não vá a coisa durar mais uns dias do que o previsto...
Quatro dias de Euro
Como o assunto Euro 2008 está a ser alvo de uma atenção exacerbada por parte das nossas televisões - em bom rigor, não é bem o Euro em si, mas antes as notícias sobre os portugueses em Neuchatel ou o mais ínfimo pormenor sem interesse de um qualquer atleta da nossa selecção - por aqui há necessidade de não cair em patriotismos bacocos e ter algum cuidado na abordagem ao assunto.
Por isso, sobre a primeira jornada digo apenas que houve algumas boas exibições de algumas equipas. Portugal não deu hipóteses à Turquia e só alguma falta de pontaria impediu resolver o jogo mais cedo. A Alemanha jogou um grande futebol, em toda a largura do terreno, todos correm muito e jogam como equipa, tal e qual uma máquina bem oleada. A Holanda ganhou 3-0 à Itália e isso já diz muito. A Espanha fez uma grande exibição contra a Rússia e a Suécia teve muita paciência para ganhar à Grécia. Posto isto, que conclusões se podem tirar? Ainda poucas, certamente. De todas estas equipas, aquelas que terão mais mérito são a Holanda e, vá lá, a Suécia. As restantes jogaram bem, sim senhor, mas contra adversários que não se pode considerar de primeira linha.
E quanto a um Portugal campeão? Se amanhã ganhar à República Checa - que protagonizaram uma exibição fraquinha, mas com alguma sorte, contra a Suiça - há boas probabilidades de defrontar a Alemanha apenas nas meias-finais, confirmando-se em campo os favoritismos teóricos de cada uma das equipas. Não quero desanimar e antecipar o fim da prova nas meias-finais - e, ao contrário do que ouço por aí, já seria um resultado - mas já se sabe, que o futebol são onze contra onze e, no fim, ganha a Alemanha. Mas, às vezes, estas verdades absolutas parece que falham.
Por isso, sobre a primeira jornada digo apenas que houve algumas boas exibições de algumas equipas. Portugal não deu hipóteses à Turquia e só alguma falta de pontaria impediu resolver o jogo mais cedo. A Alemanha jogou um grande futebol, em toda a largura do terreno, todos correm muito e jogam como equipa, tal e qual uma máquina bem oleada. A Holanda ganhou 3-0 à Itália e isso já diz muito. A Espanha fez uma grande exibição contra a Rússia e a Suécia teve muita paciência para ganhar à Grécia. Posto isto, que conclusões se podem tirar? Ainda poucas, certamente. De todas estas equipas, aquelas que terão mais mérito são a Holanda e, vá lá, a Suécia. As restantes jogaram bem, sim senhor, mas contra adversários que não se pode considerar de primeira linha.
E quanto a um Portugal campeão? Se amanhã ganhar à República Checa - que protagonizaram uma exibição fraquinha, mas com alguma sorte, contra a Suiça - há boas probabilidades de defrontar a Alemanha apenas nas meias-finais, confirmando-se em campo os favoritismos teóricos de cada uma das equipas. Não quero desanimar e antecipar o fim da prova nas meias-finais - e, ao contrário do que ouço por aí, já seria um resultado - mas já se sabe, que o futebol são onze contra onze e, no fim, ganha a Alemanha. Mas, às vezes, estas verdades absolutas parece que falham.
Este blogue faz dois anos
O LdM nasceu há dois anos. Desde então, foram escritos mais de 700 posts sobre os mais diversos temas, nem sempre abordados da forma mais objectiva, mas é um facto que um blogue acarreta sempre algo de bastante pessoal. Este último ano trouxe um aumento consolidado do número de visitantes, mais ligações de e para outros blogues e uma maior interacção com outras paragens. Resta-me agradecer humildemente a atenção dedicada por quem vai visitando este espaço e esperar que continuem a fazê-lo.
E, qual secção efemérides do Correio da Manhã, a referência no blogue que manda na matéria.
E, qual secção efemérides do Correio da Manhã, a referência no blogue que manda na matéria.
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zoo tycoon batotas
levar o bicho
"queen margot" lidl
fotos dos pés de leonor poeiras
qual a diferença entre ouvir um jogo de futebol na rádio ou vê-lo na televisão?
o profano nas mezinhas caseiras
roulote bar de carlos torres lda.
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exemplos de sinestesia em jornal
Celtics vs Lakers
Quando comecei a acompanhar a NBA, há uns quase 20 anos atrás, grandes equipas eram quatro: os Lakers de Magic Johnson e James Worthy (na "foto"), os Bulls do genial do Michael Jordan, os Detroit Pistons com a sua defesa de aço e Isaiah Thomas e os Celtics, que entravam já em declínio depois de uma grande década de 80, com Larry Bird ou Robert Parish. Não fui a tempo de acompanhar aquele que foi o rei dos duelos durante os anos 80, com os Lakers e os Celtics. O facto de um jogo de PC dedicado à NBA, lançado em 89, ter como mote os duelos entre estas duas equipas não acontece por acaso.
Durante estes 20 anos, muita coisa mudou. Os Lakers estiveram melhores que os Celtics, que foram penando durante muitos anos, apesar de serem a equipa com melhor palmarés. A forma como a competição está organizada ao nível de transferências e drafts pode colocar campeões nos últimos lugares cinco ou dez anos depois e vice-versa. Pelo meio, muitos campeões, muitos craques que entraram na competição, uma entrada cada vez maior de estrangeiros. Ainda assim, 20 anos depois, reedita-se o duelo histórico. Numa competição que dá tantas voltas, sabe sempre bem ouvir falar na reedição de clássicos. E este é talvez o maior de todos.
Confissões financeiras
Dediquei ontem alguns minutos a folhear a revista Carteira. Para os menos conhecedores do mercado redactorial, esclareço que se trata de uma revista ligada ao jornalismo económico, mas dedicada essencialmente ao mercado de investimentos. Não obstante reconhecer interesse para quem tem tempo e dinheiro para estes investimentos - a edição de Maio tem como tema principal os investimentos em África, mas aborda temas sensíveis como o potencial de valorização das empresas de recolha de lixo na Europa ou como ganhar dinheiro com a explosão demográfica nas cidades chinesas - , uma secção em especial chamou-me a atenção.
A secção em causa é uma espécie de correio do leitor, que a revista alberga nas suas primeiras páginas. A secção é usada para tirar as dúvidas que cada um tem em relação às suas finanças. O tom de algumas questões é quase confessional, e há casos em discurso directo que merecem resposta e uma análise - como o jovem estudante que pergunta onde pode investir 300 euros ou o leitor que confessa ter medo com o futuro dos mercados, pedindo quase uma voz amiga sobre o que fazer a alguns milhares de euros que reservou para vôos mais altos. É impossível não olhar para alguns dos pedidos e imediatamente estabelecer o paralelo com o espaço rei das cartas dos leitores, precisamente o correio sentimental da revista Maria, em que somos bombardeados com perguntas do foro íntimo e que ganharam fama face ao seu carácter bizarro, quer tenham sido realmente redigidas ou tenham sido congeminadas pela mente de algum escriba com imaginação fértil e algum conhecimento da matéria. As questões da revista Carteira inserem-se um pouco na mesma linha confessional, bastando trocar o dinheiro pelas questões da intimidade: «Investir em fundos de PME da Bulgária é fiável? / Tenho desejos com todo o staff do Minipreço da minha rua, o que fazer?», «As eléctricas da América Latina são melhores que as farmacêuticas da Suiça? / Devo fazer uma abordagem à minha professora de Trabalhos Manuais na sala de aula ou no recreio?» e até pode ser estabelecido um paralelismo geográfico: «Fundos de utilities da Ucrânia ou de reestruturações no Brasil?» / Terei eu um maior desejo sexual pela mulher-a-dias ucraniana ou pela brasileira do café em frente?».
A secção em causa é uma espécie de correio do leitor, que a revista alberga nas suas primeiras páginas. A secção é usada para tirar as dúvidas que cada um tem em relação às suas finanças. O tom de algumas questões é quase confessional, e há casos em discurso directo que merecem resposta e uma análise - como o jovem estudante que pergunta onde pode investir 300 euros ou o leitor que confessa ter medo com o futuro dos mercados, pedindo quase uma voz amiga sobre o que fazer a alguns milhares de euros que reservou para vôos mais altos. É impossível não olhar para alguns dos pedidos e imediatamente estabelecer o paralelo com o espaço rei das cartas dos leitores, precisamente o correio sentimental da revista Maria, em que somos bombardeados com perguntas do foro íntimo e que ganharam fama face ao seu carácter bizarro, quer tenham sido realmente redigidas ou tenham sido congeminadas pela mente de algum escriba com imaginação fértil e algum conhecimento da matéria. As questões da revista Carteira inserem-se um pouco na mesma linha confessional, bastando trocar o dinheiro pelas questões da intimidade: «Investir em fundos de PME da Bulgária é fiável? / Tenho desejos com todo o staff do Minipreço da minha rua, o que fazer?», «As eléctricas da América Latina são melhores que as farmacêuticas da Suiça? / Devo fazer uma abordagem à minha professora de Trabalhos Manuais na sala de aula ou no recreio?» e até pode ser estabelecido um paralelismo geográfico: «Fundos de utilities da Ucrânia ou de reestruturações no Brasil?» / Terei eu um maior desejo sexual pela mulher-a-dias ucraniana ou pela brasileira do café em frente?».
Férias da Lei de Murphy, mas da própria e não do blogue
Andei meses a adiar uma pequena mudança ao contrato do gás e, no dia em que decido fazê-lo, sou confrontado com um sistema informático em baixo nas duas lojas do Cidadão. Alma bondosa faz-me chegar um tentador anúncio de emprego por e-mail, ao qual concorro e para o qual me solicitam a célere elaboração de vários textos, prova que me fez deitar a horas impróprias na última noite, mas com algumas esperanças de novidades no dia de hoje. No entanto, mais não recebi do que um lacónico «obrigado, mas já preenchemos a vaga com outro candidato».
Há quatro anos, ainda este blogue não existia, tive uma prova óbvia da existência da Lei de Murphy, quando, em pleno Euro 2004, o meu televisor se avariou e passou alguns dias num estaleiro de electrónica em Moscavide, obrigando-me a apertadas operações de logística para ver os desafios da competição. Por estes dias, espero já ter tido a minha dose da Lei de Murphy, para que, ao menos, consiga assistir sossegadamente aos jogos nas próximas semanas.
Há quatro anos, ainda este blogue não existia, tive uma prova óbvia da existência da Lei de Murphy, quando, em pleno Euro 2004, o meu televisor se avariou e passou alguns dias num estaleiro de electrónica em Moscavide, obrigando-me a apertadas operações de logística para ver os desafios da competição. Por estes dias, espero já ter tido a minha dose da Lei de Murphy, para que, ao menos, consiga assistir sossegadamente aos jogos nas próximas semanas.
Googladas
maluda fialho
recado para a pessoa que gosta
Spectrum comida peixe
eurovisao dos pequeninos portugal anos 80
qual jogo educativo posso usar para passar o conteudo da materia literatura infanto-juvenil
toto cutugno in russia
recibos de parto pode ser declado pelo pai
povos que passarão e viverão em portugal
como fazer coisas com pólvora
vacondeus blogspot
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Nem um cêntimo para essa gatunagem!
Começou hoje o boicote às gasolineiras, iniciando-se este périplo com a Galp. Circulou na Internet o apelo a um boicote generalizado e concertado a determinadas marcas, como forma de protesto pela subida vertiginosa dos preços. Aderi ao boicote, tal como aderirei a iniciativas idênticas que sejam tomadas em relação à Repsol e à BP. Mas não me ficarei por aí. Nem um cêntimo para a gatunagem da Cepsa! Total? Boicote total! Gasolina do Jumbo? A hipótese de lá atestar é a mesma de ver um elefante com um trevo na tromba a passar em frente à minha casa. Nem um litro na Esso, Esso é que essa!
Face ao facto de não possuir carro, acabo por aderir a qualquer boicote aos combustíveis, pelo que o parágrafo anterior visava apenas o trocadilho fácil. Mas agora falo a sério. Sem querer moralizar e dizer aos outros para fazer A ou B, acho apenas que todos nós enquanto consumidores, bem como os poderes públicos, teremos de nos adaptar às novas regras e tentar dar uma resposta: um uso mais racional do carro, uma condução mais eficiente, a partilha do veículo, a adaptação dos carros ao GPL, a aposta nos biocombustíveis (desde que seja para aproveitar óleos de fritar usados...), um recurso um pouco maior aos transportes públicos e, acima de tudo, a assunção de que os combustíveis baratos permitiam coisas que já não serão tão acessíveis, como viagens de avião baratas e ir a todo o lado sempre de carro. Tudo isto contribuirá para uma redução do consumo dos combustíveis. Essa é a melhor forma de diminuir a dependência nacional face aos combustíveis e também a resposta mais eficaz à ganância de quem se dá ao luxo de aumentar preços de formas nem sempre justas.
Face ao facto de não possuir carro, acabo por aderir a qualquer boicote aos combustíveis, pelo que o parágrafo anterior visava apenas o trocadilho fácil. Mas agora falo a sério. Sem querer moralizar e dizer aos outros para fazer A ou B, acho apenas que todos nós enquanto consumidores, bem como os poderes públicos, teremos de nos adaptar às novas regras e tentar dar uma resposta: um uso mais racional do carro, uma condução mais eficiente, a partilha do veículo, a adaptação dos carros ao GPL, a aposta nos biocombustíveis (desde que seja para aproveitar óleos de fritar usados...), um recurso um pouco maior aos transportes públicos e, acima de tudo, a assunção de que os combustíveis baratos permitiam coisas que já não serão tão acessíveis, como viagens de avião baratas e ir a todo o lado sempre de carro. Tudo isto contribuirá para uma redução do consumo dos combustíveis. Essa é a melhor forma de diminuir a dependência nacional face aos combustíveis e também a resposta mais eficaz à ganância de quem se dá ao luxo de aumentar preços de formas nem sempre justas.
Não será entusiasmo a mais?
As televisões dedicaram hoje o seu tempo de emissão à despedida da selecção nacional de futebol de solo luso rumo à Suiça. Horas e horas de emissão, com directos dos mais diversos pontos, desde Oeiras a Belém e daí à Portela. Pelo meio, um interregno para regressarem os directos, desta vez em Neuchatel. Real motivo de interesse, vistas bem as coisas, havia pouco, pois estava prevista apenas um mera deslocação de um espaço para outro e uma recepção oficial em Belém. Sem motivos de interesse, foram-se enchendo chouriços: entrevistas a anónimos que aproveitaram o domingo para ver passar um autocarro de vidros fumados ou para observar os craques por breves segundos, helicópteros que seguiam o percurso da comitiva, repórteres a relatar a simples entrada ou saída dos jogadores do autocarro cor-de-laranja ou testemunhos da comunidade lusa na Suiça, com uma oportunidade de ter um contacto com Portugal diferente dos concertos do Tony Carreira ou Quim Barreiros. O entusiasmo é bom, mas deve ressalvar-se que ainda não foi jogada qualquer partida e, olhando para estas recepções, começo a achar que em caso de insucesso, quem eleva os nossos jogadores a heróis antes do tempo poderá muito bem transformá-los em vilões num ápice. A começar pelas próprias televisões, que ajudam a gerar todo este entusiasmo um pouco extemporâneo.

