Então, mas o puto da Carolina Michaelis não tinha ganho já este concurso?

Googladas

pessoas inflacionar o preço dos cereais e ganhar com isso
existe realidade paralela ?
autocarro carris destino junqueira
implante mamario quanto custa em portugal
mensagem de auto estima para ser campeão
grandes peidas
"assistentes do preço certo"
angelino do Big Brother
lei que vai prejudicar a decoração em portugal

Era uma questão de dias

até um dos vídeos da Lena d'Água que pus na net fossem postados no blogue da própria artista.

A parábola do "Macaco"

Tenho-me abstido de comentar a recente polémica em torno da cena de violência na Escola Carolina Michaelis. Como reconheço a minha falta de conhecimento em matéria de Educação e a ausência de ideias que pudessem ser benéficas para o sector, abstenho-me de tecer grandes considerações.

O meu contributo para esta matéria consiste apenas numa pequena história de vida que acompanhei há 15 anos atrás, andava eu no 8º ano, precisamente no ano lectivo 1992/93 - curiosamente, o espaço temporal que tem sido alvo de maior atenção no Nacional Maior, o que atesta que a minha produção bloguística é algo de extremanente previsível - e de um colega de turma, cuja alcunha era a de "Macaco", que eu arrisco dizer que pode ter sido atribuído em função da sua fisionomia, embora sem o assegurar a 100%.

Não é necessário ser um especialista em Psicologia de Desenvolvimento para explicar que aquela margem de idades entre os 12 e os 15 anos - onde se passa pela pré-adolescência e se entra naquela fase propriamente dita - é extremamente propícia ao disparate, juntando-se a falta de consciência da infância a um certo desejo de afirmação, associado à adolescência. Obviamente que o nosso protagonista também praticava alguns excessos típicos da idade, nomeadamente o uso de um certo vernáculo associado à sexualidade junto das colegas, a colocação de uma lapiseira no nariz propositadamente para espirrar numa sala de aula, o aproveitamento do tamanho anormal da sua língua para a colocar pela narina dentro ou, qual cereja em cima do bolo, o descobrir do mundo da electrónica enchendo o seu estojo e parte da secretária com pilhas, fios, emissores de sons, leds e outras maravilhas de aprendiz de electricista.

Não podendo eu assegurar se ele era o elemento que mais perturbava o normal funcionamento das aulas, era alguém que tinha o seu contributo nessa matéria. Nessa altura, alguns de nós tínhamos aquilo que hoje pode ser denominado de ATL ou actividades para ajudar a fazer os trabalhos de casa, contando para isso com uma professora da chamada "Velha Guarda", ainda do tempo em que os professores usavam réguas para afiambrar (adoro esta palavra) nos alunos. Certo dia, o nosso protagonista lá ia fazendo as suas diabruras, quando é chamado à atenção por essa professora. Após uma pequena troca de argumentos, eis que o Macaco leva uma chapada na cara, reagindo com um misto de indignação e de surpresa. Não querendo dar parte de fraco, lá nos disse mais tarde que esteve quase para se virar à professora e também lhe dar uma chapada. Posso dizer que esta situação acabou por se repetir uma ou duas vezes nesse ano lectivo, tendo ele posteriormente dito que o seu pai iria lá pessoalmente bater na própria professora.

Acabaríamos mais tarde por saber que o pai do nosso protagonista - que, tanto quanto me lembro, era um fulano de quase 1,90 m que, apesar de ter algumas semelhanças físicas com o Kenny Rogers, tinha uma figura indimidatória até para um adulto - não só não tinha qualquer intenção de fazer um ajuste de contas com a professora em causa, como havia dado ordens expressas aos responsáveis do colégio para que, quando o seu filho se portasse mal, lhe dessem umas "achegas" para o rapaz se endireitar. Cacetadas à parte, a moral da história remete para a necessidade de os pais serem mais interventivos no processo educativo dos filhos, em vez de acharem que a escola os substitui como educadores. É certo que o Macaco acabaria por ser o único a chumbar no final desse ano, abandonando posteriormente aquele estabelecimento de ensino, mas é menos mau chumbar por pouco afinco do que andar a bater e insultar professores e isso garanto que nunca o vi fazer.

Uma pequena relíquia



Não sou propriamente um fã de Jorge Palma, ainda que lhe reconheça talento na escrita de canções, pelo que dificilmente lhe daria tempo de antena aqui no LdM. Ainda assim, o vídeo que pus há uns dias no Youtube e no Daily Motion justifica a excepção: "O Bairro do Amor", que interpreta com Lena d'Água no Deixem Passar a Música, num programa protagonizado pela cantora de (e do) Benfica. A gravação data de 1986, ano em que Palma tem 36 anos e Lena d'Água chega aos 30 . Uma pequena relíquia, portanto.

Mais vídeos desta histórica aparição televisiva de Lena d'Água, que estranhamente conta com poucos vídeos na Internet, podem ser encontrados no sítio do costume.

A saída de cena de Silva Lopes

Se é verdade que as notícias mais marcantes a propósito do mundo da banca remetem quase sempre para situações pouco claras - negócios em offshores, empréstimos perdoados ao filho do presidente, empresas-fantasma, transições de líderes de uns bancos para outros em moldes de mercado futebolístico, ordenados chorudos ou indemnizações milionários - é um facto que há bancos que vão escapando praticamente incólumes ao que se vai conhecendo do sector.

Um desses bancos é o outrora Montepio Geral, que recentemente adoptou apenas a designação de Montepio. O facto de ser um banco destinado a suportar tuma actividade mutualista - que já existia antes de chegar o próprio banco - deixa-o a salvo de fusões ou aquisições de bancos mais pequenos, de jogadas pouco claras de accionistas, de subidas e descidas de cotação na Bolsa ou de lutas fraticidas pelo poder. Pegando na imagem publicitária do dono do banco, o carácter um tanto ou quanto democrático dá uma imagem de credibilidade junto dos clientes e associados e até no público em geral.

Durante a presidência de Silva Lopes, o banco conseguiu grandes resultados, alargando a sua base de associados e melhorando resultados, o que também é benéfico para as suas centenas de milhares de associados. A sua larga experiência - no Banco de Portugal e no Ministério das Finanças, por exemplo - faz dele um homem respeitado e uma voz que vale a pena ser ouvida, fugindo por vezes aos lugares-comuns que ouvimos do pensamento económico mainstream. Sai de cena no final do próximo mês, aos 76 anos, ao fim de uma respeitável carreira.

Googladas

como consigo saber a password de alguem que esteve no hi5 no meu computador
como se inscrever na loja de roupa springfield
fotografo que leva para tiradas no restaurante
T2 + aluguer + Moscavide
regras de etiqueta para o servidor publico
madeirenses hi5 atrevidas
casas de madeira do parque de campismo da eriçeira
latinos em norrköping
banda internacional simplon plen
jogos arcade partir bola

O grande pagode dos vídeos de karaoke #2

Escrevi aqui no LdM, em tempos, que os vídeos de Karaoke conseguem muitas vezes assumir um carácter simultaneamente arrojado e com algum non-sense. Baseei-me num vídeo em que sósias dos Beatles interpretavam o "Yellow Submarine", mas uma pesquisa no Youtube fez-me recordar uma pequena pérola, cuja primeira reacção, há já alguns anos, me colocou algures entre o riso e a sensação de caos.



O vídeo em causa terá saído num daqueles VCD ou DVD de Karaoke e reporta-se à canção "New York, New York", de Frank Sinatra. Este vídeo seria quase objecto para uma dissertação de 10 páginas A4 arial 12, mas tentarei ser breve.

Todos nós nos habituámos a cantarolar canções olhando para vídeos com as letras brancas a serem gradualmente substituídas por outras de cor amarela, com um fundo azul. Não é um cenário bonito, mas que certamente nos pouparia a estas vergonhas, com um non-sense capaz de nos pensar no futuro da espécie humana. Pois bem, o que aqui aparece é um indivíduo que vai sozinho de férias e está extraordinariamente feliz e recorrendo muitas vezes a um agitar os braços, sendo que no início aparece do alto de uma varanda num 10º andar, parecendo que está a ser aclamado após ter ganho umas eleições ou a meio de um discurso. O homem faz as malas e coloca o seu chapéu, visivelmente satisfeito, mas vai depois apreciar as belezas de um lugar que parece uma mistura de praia de Sul de Espanha com Odivelas, com prédios por todo o lado, sendo que o elemento mais natural são umas palmeiras ou umas árvores à beira da estrada e uma praia distante que lá vai aparecendo uma vez por outra.

Não bastava toda esta parvoíce estética, quando somos obrigados a tentar estabelecer um paralelo com o aquilo que estamos a ouvir e é suposto cantar. Somos obrigados, mas não conseguimos. A música fala de Nova Iorque e do seu glamour, mas somos confrontados com um local de férias recheado de prédios. Ouvimos num "King of the Hill", mas o mais parecido um rei da montanha é o protagonista a esbracejar de forma tonta para o horizonte. Fala-se numa relação antiga com uma cidade, mas o máximo a que assistimos é um tipo a olhar para umas esplanadas e sentado num banco debaixo de uma palmeira. Aconselhava o bom-senso a que fossem colocados alguns limites para tudo, até para isto.

Acordo ortográfico

A escolha pela ratificação ou não do Acordo Ortográfico partia de um simples dilema: ou se mantinha e reforçava o traço de identidade da língua portuguesa em comparação aos restantes países onde a língua é falada ou se procurava uma aproximação com os outros países onde essa língua é falada. Pesando os prós e os contras, acho que a ratificação foi a opção mais acertada, precisamente porque se dá uma nova dimensão à língua portuguesa, que começava a afastar-se perigosamente da que era falada em África e no Brasil. Por exemplo, quantos de nós, ao instalarmos determinado software, não fomos já confrontados com a opção "Português (Brasil) ou Português (Portugal)"?

Uma das críticas que mais tenho ouvido ao Acordo Ortográfico prende-se com a alegada contaminação do português falado em Portugal, em comparação com o que se fala no Brasil. Esse receio não tem mais razão de existir hoje em comparação ao que sucedia no passado, já que qualquer língua está constantemente a incorporar termos vindos de fora e não somente do Brasil - casos do bué, que vem de África, dos termos vindos de França, como o clichê ou o dossiê, ou da língua inglesa, como o lóbi - e continuarão a existir diferenças nas designações para as mesmas coisas: o talho português e o açougue brasileiro irão continuar, bem como o luso autocarro e o ônibus do lado de lá do Atlântico.

As contas que foram feitas indicam que 1,6% das palavras portuguesas irão mudar, uma percentagem bem superior ao que sucede no Brasil , que terá uma mudança de 0,5%. Entre as principais mudanças para os portugueses contam-se, por exemplo, o fim dos "c" e dos "p" quando não pronunciados - ótimo, adoção, batismo -, o fim de alguns "h" - teremos a palavra úmido - e também o desaparecimento do hífen em alguns termos - como paraquedista e girassol. Por muito que pareça injusto que o país que espalhou a língua portuguesa pelo mundo tenha de estar a agora a fazer concessões em matéria de grafia, esse não deixa de ser um sinal da pujança da língua portuguesa, que ganhará um novo impulso com estas mudanças.

Coisas que me têm eSkapado

É costume dizer-se que um dos mais interessantes mercados da música é o mercado japonês, no qual se diz que qualquer género musical pega, com uma boa abertura ao que vem de fora. Quantas vezes, nas lojas de música, não somos confrontados com as chamadas "Japanese Edition" dos mais diversos álbuns? Prova de que há mercado para edições mais facilmente associadas a quem é fã desta ou daquela banda. Talvez todos já tenhamos ouvido falar dos Fonzie, mas é difícil perceber que a sua fama é bem maior no Japão do que em qualquer outro país, incluindo o nosso.

Se, no Japão, há sempre mercado para tudo, parece não existir exactamente o mesmo fenómeno em sentido oposto. Ou seja, o que é que conhecemos musicalmente do Japão (a não ser as músicas dos videojogos que vêm de lá) ? Pouca ou nenhuma coisa, sinal de que o resto do mundo não anda a agradecer a hospitalidade nipónica. Eu próprio faço um mea culpa e, tentando redimir-me, dou um pequeno contributo com uns vídeos dos Tokyo Ska Paradise Orchestra, banda de Ska, cuja carreira leva mais de 20 anos e que são considerados uns deuses por aquelas bandas, embora também tenham alargado a sua base de fãs a outros países fora da Ásia. Há uma ou duas semanas, ouvi as suas músicas pela primeira vez e, desde então, as suas músicas não descolam do meu mp3 e dos altifalantes do pc.


"Down beat stomp": verdadeiro ambiente festivo (até há balões), com japoneses a saltar no palco e fora dele.


"Lupin the third '78": partindo da música de uns desenhos animados - curiosamente, como diz o próprio nome, os desenhos do Lupin na sua terceira série, em 1978 - uma fervorosa Skazada com um ritmo frenético.


"Theme from Godfather": na mesma saga das versões de temas de séries e filmes, a versão do tema d'"O Padrinho" (com uma ligeira provocação ao Colaço, fã incondicional da trilogia). Gravação caseira de um concerto em Barcelona.

Googladas - especial aborto

instrumento ultilizado no aborto antigo
como abortar ?
chá para abortar
formas caseiras de abortar
www abortar.com
mezinhas caseiras para aborto
simpatias caseiras para interromper a gravidez?
coisas caseiras para interromper uma gravidez
cachaça causa aborto
cachaça com aguardente provoca aborto

Olh'ó emprego!

Esta tarde, passei pela Feira do Emprego, em Alcântara. Devo dizer que já terei estado em quatro ou cinco eventos do género: estive em duas ou três, quando a moda começou, há coisa de cinco anos, e regressei as estas lides há seis meses, algum tempo depois de começar a tentar mudar de ares. Apesar da publicitação de milhares de empregos que sempre rodeia estes eventos, nunca percebi se há realmente esse número de empregos disponíveis por parte dos stands presentes ou se tais informações visam apenas ajudar a perpetuar mais um mito urbano. Quanto aos stands, apesar da visível maioria de empresas de recursos humanos e de trabalho temporário, lá vão surgindo umas excepções, como as sempre presentes Forças Armadas, as vendas - nesta edição, com um stand dedicado à angariação de vendedores de publicações e um outro de produtos de beleza- , as entidades dedicadas à formação e até um centro de formação em massagens. Face à confusão que sempre rodeia este tipo de eventos, o percurso vai-se fazendo um pouco a correr: entregar currículos, preencher formulários e tentar perceber quais são as reais necessidades do mercado. Se é certo que nunca tive qualquer tipo de feedback das minhas incursões por estes eventos, é sempre uma tentação pensar que, quando estes se realizam, vale a pena lá ir, porque «desta vez é que vai ser».

DINAmite ou um tiro de pólvora seca?

Ontem estive no Maxime, assistindo à actuação da Dina. Perguntar-me-ão a razão. E perguntam bem, embora eu não vos possa dar uma resposta, porque hoje também eu me interrogo sobre o motivo para tal escolha de serão, assim como naqueles dias em que acordamos de ressaca, com uma imediata noção de arrependimento.

Ainda assim, há uma explicação para tal escolha, que, embora não explique tudo, pode dar uma achega: sendo eu um estudioso da canção nacional, seria mais ou menos inevitável que, um dia, acabasse por ir assistir a um concerto desta senhora, um daqueles tópicos que faz parte da lista que nós fazemos para nós próprios com dezenas ou centenas de coisas que queremos fazer enquanto andarmos por este mundo, lado a lado com o objectivo de pagar uma multa com moedas de um cêntimo, integrar um filme de terror no papel de figurante ou entrar de fato-de-treino na Kapital. E todos nós sabemos que é melhor arrependermo-nos por aquilo que fazemos do que por aquilo que não fazemos. Sem querer desprimorar a carreira da Dina, os músicos que a acompanham ou a sua legião de fãs - e confesso que desconhecia o real impacto que as suas canções têm num público que com ela partilha semelhante orientação sexual - devo confessar que há, da minha parte, um certo sentido de não-pertença a todo o universo contemplado naquelas canções, o que provoca invariavelmente algum embaraço, mesmo para quem é tolerante face às opções dos outros, como julgo que acontece comigo. Ainda assim, é mais um concerto no currículo e uma artista nacional que posso dizer que já vi. E ainda há tanto património musical nacional por conhecer.

Em tempos, Nuno Markl terá garantido que Orlando Costa e a Dina eram a mesma pessoa. Coincidências ou não, o nosso Zé Gato não estava lá, ao contrário de alguns actores da nossa praça. Agora tirem as vossas conclusões.

Freeware a pagar

Nas minhas edições vídeo destinadas à Internet, deixei recentemente de utilizar o Movie Maker do Windows, para passar a usar o VideoSpin, catalogado como programa freeware. Após 15 dias de utilização, vem o ultimato: ou se paga os codecs ou então metade dos formatos deixem de poder ser usados. Se é certo que o valor a pagar não é muito - e eu lá desembolsei 5 euros, para um pack mais básico de formatos, havendo outro mais abrangente que custa 15 euros - esta catalogação de determinado programa como sendo grátis faz lembrar aqueles telefonemas, feitos meio à socapa com intuito enganoso, a dizer que ganhámos este mundo e o outro em prémios ou aquela rapaziada que oferece alguma coisa e depois pede para dividir a conta.

Blogar em nome do país

Neste post, há um mês atrás, escrevi a propósito dos cães perigosos

Correndo o risco de ser demasiado radical e ressalvando que não é uma medida muito fácil de tomar - até porque há muita bicharada "arraçada" -, acho que o ideal seria simplesmente proibir os cidadãos terem cães perigosos. Isto pelo perigo social que estes representam. Uma legislação que remeta responsabilidades para os donos dos cães é bem intencionada, mas ingénua. Achar que qualquer pessoa está habilitada para treinar convenientemente os seus cães ao ponto de lhes controlar na totalidade os seus instintos mais básicos parte da premissa de que não há "donos maus" e de que um cão é um ser sem autonomia.

E eis que surge hoje uma notícia que dá conta da intenção do Ministro da Agricultura de avançar com a proibição de sete raças perigosas, acompanhada de uma esterilização.

O Governo prepara-se para proibir a importação, reprodução e criação de cães de sete raças consideradas perigosas, ou potencialmente perigosas. Além disso, o despacho que está em estudo prevê ainda a esterilização de todos estes cães potencialmente perigosos. SIC Online.

Folgo em saber que nos gabinetes do Ministério da Agricultura e Pescas se trabalha como deve ser, nomeadamente na visita a blogues com ideias úteis para o país. Sr. Ministro Jaime Silva, se quiser mais ideias para o futuro da agricultura portuguesa, é só pedir.

Imitação de Gabriel Alves por Bruno Ferreira



Mais uma brilhante imitação de Bruno Ferreira, no Edição Extra. Neste caso, a imitação a Gabriel Alves num particular Portugal -Brasil. Destaco particularmente «Scolari surpreendeu o estádio inteiro com um 442 que se desdobra num 3524783 atacante. Um número grátis, uma linha verde para gritar golo».

Murphys de quatro patas

Não sendo eu um simpatizante da espécie canina, não deixa de assumir um certo carácter murphyológico o facto de, quando regresso a casa do trabalho, quase sempre me confrontar com o momento em que os donos de cães da vizinhança organizam a típica romaria de virem todos em conjunto trazerem os animais de estimação à rua a passear.

A pré-pré-campanha

Às notícias de criminalidade violenta na Grande Lisboa, o Ministro da Administração Interna responde com um reforço da PSP com mais 1000 elementos e da GNR com outros tantos. As críticas que se fizeram ouvir ao Porta 65 fizeram os responsáveis do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território melhorar o quadro de ajudas aos jovens que arrendam casa. Em entrevista ao Finantial Times, o Ministro das Finanças lá deu o recado aqui ao burgo, de que está nos planos do Governo, a um maior ou menor prazo, reduzir os impostos. A Ministra da Saúde tenta demarcar-se do estilo do seu antecessor e tenta mostrar uma maior abertura no fecho de unidades de saúde, isto depois de ter mantido mais urgências do que aquelas que tinham sido recomendadas por um estudo previamente encomendado. Sabe-se agora que as manifestações de professores fizeram o Governo recuar na avaliação dos docentes, que já não deverá avançar este ano lectivo. Até ao final da legislatura, não serão expectáveis mais medidas de choque por parte do Governo, que, a pouco mais de um ano de um louco calendário de actos eleitorais - três eleições em seis meses - vai abrandando o ritmo e fazendo cálculos, quase em clima de pré-campanha.

4 anos depois (a consequência da aldrabice)

Há quatro anos, um atentado terrorista em Espanha vitimava quase 200 pessoas. Se é certo que, dois anos e meio antes, um atentado similar mas de proporções bem maiores tinha atingido Nova Iorque, em Portugal os atentados do 11 de Março de 2004 reforçaram o terror psicológico das pessoas, o que significava que os objectivos tinham sido atingidos.

Apesar de ter ocorrido num país que há décadas vive com o terrorismo praticado pela ETA, que possui um maior destaque no plano internacional do que Portugal e que terá tido um papel mais visível no desencadear da Guerra do Iraque, por cá surgiram os inevitáveis sinais de preocupação. Não só por ter acontecido poucos meses antes de uma grande competição desportiva internacional - o que nos tornaria um alvo apetecível - mas também porque aconteceu no país mais próximo de nós e porque, ao contrário do que aconteceu no 11 de Setembro, foi feito com uma simplicidade desarmante, bastando explosivos e uns telemóveis. Face à proximidade e ao modus operandi, era bastante fácil imaginar que tal como foram alvos as estações de Atocha, Santa Eugénia e El Pozo, tal poderia perfeitamente acontecer em Entre Campos, Santa Apolónia ou Benfica. E, tendo em conta a instabilidade internacional e notícias sobre a actuação de células terroristas em Espanha, este tipo de receio não é totalmente descabido.

Até os próprios serviços secretos dos Estados Unidos terão descoberto que Saddam Hussein não tinha ligações à Al-Qaeda, o que, a par das armas de destruição maciça, constituiu o móbil da invasão ao Iraque em 2003. Mesmo sem se ser um Nuno Rogeiro, não parecia difícil, naquela altura pensar, que a probabilidade de um ditador se aliar a um banco de loucos terroristas seria pouco plausível (leiam "O Príncipe" do Maquiavel e aprendam, pá! ). Se já constitui motivo de indignação a quebra de promessas de políticos em coisas como os aumentos de impostos, o que dizer de quem promoveu esta guerra como base em pressupostos mentirosos e que não tornou o mundo num sítio mais seguro, o que infelizmente foi provado com o derramamento de muito sangue inocente, inclusivamente em solo europeu.

O baú das canções: "Telepatia"



Não é injusto dizer que esta é uma das canções mais emblemáticas da música portuguesa e deveria ter constituído uma alavanca para um melhor conhecimento da discografia de Lara Li. Infelizmente, para o comum de nós, falar em músicas de Lara Li e na canção "Telepatia" - com uma belíssima letra de Ana Zanatti e Nuno Rodrigues - vai invariavelmente dar ao mesmo. Ao rever a sua actuação em 1988 no programa "Deixem passar a Música" - e sabe Deus a quantidade de coisas boas que tenho visto quando este programa passa semanalmente na RTP Memória - dei conta de que é difícil, muitas vezes, um artista descolar de uma boa canção e correspondente sucesso, já que não conhecia mais nenhum tema. Mas, nestas coisas, mais vale ser conhecido por uma música do que por nenhuma. Em baixo, segue a interpretação de mais uma wannabe da canção, que utiliza o Youtube para mostrar os seus dotes.

Googladas

como meter conversa num autocarro
hi5 Luciana azevedo professora
LETRA DE MUsica de aconselhamento para uma mulher em português
quando se escreve sob e sobre
uma tombola virtual do euromilhoes
fotos caseriras de prostitutas da boca do lixo
preço de um implante mamário em portugal
namoro na internet como a lei actua
nadir cabeleireiro quarta divisão

50 aventuras


Por estes dias (julgo que hoje) sai o 50º livro da colecção "Uma Aventura", mais precisamente o livro "Uma aventura em alto-mar", 26 anos depois da primeira obra "Uma Aventura na cidade". Não me parece injusto dizer que o impacto que estas obras de literatura infanto-juvenil ultrapassou aquilo que é relatado nas suas páginas, com as mais diversas aventuras com as gémeas, o "atinado" Pedro, o "miúdo" João, o "atleta" Chico mais o cão Faial. Ao constituir uma das primeiras experiências literárias (que ultrapassasse os manuais escolares e os livros de BD) de muitas pessoas com uma idade hoje inferior aos 35 anos, estes livros tornaram-se, para essas mesmas pessoas, um primeiro passo e uma base sólida que iria desencadear, mais tarde, hábitos de leitura mais ou menos regulares.

Se é certo que, hoje em dia, estes livros têm uma concorrência mais apertada junto do público a que se destinam - a Internet ou as consolas são adversários de peso - continuam a cativar esse mesmo público, ajudando-o a incutir hábitos e gostos de leitura. E esse é um mérito que ninguém pode tirar às autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. E, numa altura em que decorre o Plano Nacional de Leitura, não me parece descabido dizer que estas obras deram um bom contributo para a promoção da leitura, mesmo quando não existiam estes grandes desígnios nacionais. Ironia das ironias, Isabel Alçada é a Comissária deste plano.

Um pouco de realidade paralela


Uns oitavos-de-final da Taça UEFA. Ver o Benfica a jogar contra uma equipa do meio da tabela do campeonato espanhol, com um estádio com metade da lotação de um Estádio do Bessa. O jogo começa com uma expulsão do Cardozo, que manda uma cotovelada no adversário. Depois, é ver o adversário a jogar e o jogo a acabar com uma derrota caseira por 2-1, com um golo marcado por um jogador que se diz acabado para o futebol.

Nestas alturas, nada como fazer a comparação com aquilo que realidades marginais nos proporcionam. No caso do futebol, os videojogos dedicados à modalidade, e, no meu caso específico, ao meu "Modo Treinador" no Fifa 2008, precisamente ao serviço do Benfica. Apesar de não me ter dado muito bem com a mudança da versão 2007 para a actual, ainda vai dando para construir uma equipa que consegue bons resultados. E à segunda temporada, há um trabalho digno de um profissional ao nível da construção da equipa: Diego Souza regressa à casa-mãe e Carlos Martins volta para o rival do clube que o formou, Adu e Nuno Gomes fazem uma dupla que alia juventude e experiência, Vieirinha e Christian Rodriguez são implacáveis a abrir o jogo pelas alas, Quim parece bem protegido por David Luiz e por Thiago Heleno, substituto de Luisão. Pelo meio, a aposta noutros valores emergentes do futebol português, como Antunes, Varela ou Rabiola. Nos videojogos de futebol as coisas são bem mais simples. Deve ser por isso que são tão populares.

O meu contributo para a manifestação dos professores

Uma amiga professora disse-me que vai participar na manifestação de professores no Sábado. Dei-lhe de imediato a dica para um cartaz ou um dito: "A Educação em Portugal / Só lá vai com Melhoral". Mas certamente haveria lugar para outros: "Isto está a ficar / Como no tempo do Salazar", "Professores estão à rasca / Esta ministra é barrasca!", "Sócrates, escuta / Esta ministra é fajuta!", "Ministra da Educação / afogada no Trancão!".

Eventuais interessados em slogans de protesto desta índole, é só pedir. Mas só com a garantia de que serão berrados pela senhora da CGTP de voz estridente que costuma animar as manifestações em Lisboa.

E o Mike Oldfield sabe disto?




"Moonlight Shadow" adaptada para cântico dos Super Dragões.

Eleições nos EUA #2 - Barack Obama

Dizem os especialistas que hoje é o dia decisivo nas eleições primárias norte-americanas, já que, graças aos votos no Texas e Ohio, algum dos candidatos democratas tomará a dianteira. Tal como escrevi neste post, de entre os três candidatos em jogo, Barack Obama é aquele com quem mais simpatizo. Apesar de eu não acreditar que, se vier a ser presidente, os Estados Unidos e a sua política internacional levem uma volta de 360º, parece-me ser o candidato que melhor cristaliza alguns dos aspectos positivos dos EUA enquanto país e também algumas das mudanças que o resto do mundo gostaria de ver naquele país.

Em primeiro lugar, o facto de ver um filho de imigrantes quenianos chegar a senador e, quatro anos depois, estar bem colocado para disputar uma eleição prova a tese de uma real mobilidade vertical naquele país, onde, apesar de um gestor bancário ou consultor poder acabar a dormir nas ruas e a comer na sopa dos pobres, um imigrante ou os seus filhos podem aspirar a uma boa vida. Tirando a França, são conhecidos casos destes na Europa? Sem citar o exemplo português, onde o máximo a que alguém nestas condições pode aspirar é a jogar na selecção nacional de futebol, sendo pouco verosímil ver algum filho de imigrante chegar a presidente de Câmara, quanto mais a ministro ou a Primeiro-Ministro. Se Obama fosse eleito presidente, os EUA dariam uma mensagem extraordinária ao resto do mundo no que respeita ao tão chamado "sonho americano".

Para quem não é americano, talvez Obama possa ser uma pequena réstia de esperança face à políca externa daquele país. Dos candidatos que se apresentaram a votos, foi o único que se opôs ao avanço da guerra no Iraque. Uma posição que acabaria por se revelar a mais acertada. A esta posição, acrescente-se o facto de a sua candidatura ter tido apoios absolutamente ridículos dos sectores interessados na guerra, em comparação à campanha de Hillary Clinton. Esta situação certamente que o colocará numa situação mais privilegiada face ao lóbi do armamento, que é aquele que está interessado na guerra em terra alheia.

Para além disso, é importante realçar que Obama está em melhores condições para derrotar o provável candidato dos Republicanos John McCain, de acordo com as sondagens. Isto porque cria menos anti-corpos junto de um eleitorado que tradicionalmente não vota nos Democratas, em comparação com Hillary Clinton. A candidata terá julgado que o apelido seria suficiente para vencer a um jovem e relativamente desconhecido senador negro, mas a sua campanha não terá corrido da melhor forma, com choros encanados, caricaturas pouco verosímeis do adversário e pequenas gafes. Em contraponto à campanha de Obama, que gerou claramente um hype, como comprovam as sucessivas vitórias nas primárias mais recentes.

Dois novos blogues no bairro

Aproveitando tecnologias de hoje para dar a conhecer o passado, decidi criar dois blogues de uma assentada, ambos sob o signo da memória:

Nacional Maior - recordações do futebol nacional nos anos 90, lembrando as equipas e os jogadores dessa década, recorrendo a gravações antigas dos jogos. Memórias de quando a principal liga não era patrocinada por casas de apostas sediadas em Gibraltar.

Velhos Anúncios - Publicidade televisiva, desde os tempos em que a televisão era a preto e branco, tentando ir buscar as velhas glórias publicitárias até a anúncios sem grande interesse na época, mas que merecem ser vistos hoje.

Sobre estes dois novos projectos, devo dar dois pequenos esclarecimentos: em primeiro lugar, não irão afectar a normal actividade do LdM, visto serem blogues cuja temática não cruza com aquilo que aqui faço; em segundo lugar, estes blogues que serão bastante mais actualizados que o Restos de Camarão, pelo simples facto de este último servir basicamente para meu uso e não estar obrigado a qualquer tipo de actualizações periódicas.

Googladas

musica do anuncio santander na na na na elevador
blogues equipamentos domesticos no contexto privado
catitas e simpatias
como fazer uma denuncia anonima sobre máquinas de video bingo
tudo sobre filipa sabrosa
jogar jogo de ladrão QUE RROBA CARRO
feijoada enlatada legislação
solteiras atum jamie oliver
fazer as malas o que levar
pagodes karaokê

Como conseguir canalizar mais dinheiro para imperiais e adamados

Há uns minutos atrás, enquanto regressava do Bairro Alto com a roupa a cheirar a vinho adamado que deixei cair enquanto discutia as casas dos patos-bravos na região Oeste, surgiu-me a (brilhante, passe alguma imodéstia) a ideia de um transporte público que seria concorrencial aos táxis: em detrimento dos Mercedes em que nos fazemos transportar e que nos custam os olhos da cara, seria efectivamente inovador uma espécie de táxis "low cost", a funcionar em modelos de carros bem mais baratos (assim tipo um Citroën C1 ou um Chevrolet Matiz), com publicidade móvel igual à que se vê em alguns Smart e em que os passageiros ouvissem anúncios sonoros durante a viagem, tudo para que os custos fossem reduzidos e as tarifas fossem mais acessíveis para quem já ganha pouco e não pode regressar a casa sem ser de táxi. E com isto acho que posso ganhar o prémio dos jovens empreendedores que está a concurso num programa da RTP2.

A voz do cidadão

A petição que maior número de subscritores reuniu em Portugal está há quatro anos esquecida no Parlamento.

Entregue em 2004, com duzentas mil assinaturas a petição "Mais vida Mais família" tem permanecido na gaveta.

Cansados de esperar, os responsáveis enviaram esta semana inúmeras cartas a lembrar o caso ao presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares.


(via Renascença on-line)

É difícil não ficar perplexo com o facto de uma petição com 200 mil assinaturas (independentemente do seu conteúdo) estar há quatro anos à espera de ser discutida.
Quando se fala em crise de Democracia, a classe política vem dizer que é fundamental aumentar os mecanismos de Democracia participativa e aproximar os que elegem daqueles que são eleitos . O paradoxal é que essas vozes de indignação venham das mesmas pessoas que deixam que um importante mecanismo de participação cívica, como é o caso das petições, seja praticamente condenado ao esquecimento.