Coisas do Marketing: Phone-ix



Iniciam-se hoje as actividade do operador móvel virtual dos CTT, que irá usar a rede da TMN, dando início àquela que pode ser uma nova e interessante fase das comunicações móveis em Portugal. Se o facto em causa fosse somente esse, eu dificilmente viria aqui escrever uma prosa sobre o tema. O que realmente tem realce é o nome escolhido: Phone-Ix. Se pronunciarmos o nome como o fariam os ingleses, diríamos qualquer coisa como "founix", mas em Portugal é muito mais fácil caírmos no "fónix".

Do que li sobre o assunto, as altas esferas da empresa não terão achado muita piada ao facto de a sua companhia de telefones móveis ter como designação uma interjeição que faz parte do nosso vernáculo, mascarada de estrangeirismo. Sabe-se que determinadas marcas ou produtos, quando transpostas para outras línguas, por vezes acabam por ter um efeito um pouco pernicioso - como Super Bock significar um palavrão qualquer numa língua nórdica, de Fiat ser um palavrão no Turco e, para citar um exemplo dos anos 80 cá do burgo, o Opel Ascona - mas quando é uma empresa portuguesa a escolher um nome para o mercado interno, ninguém pode achar a escolha inocente.

Independentemente de se achar ou não esta opção uma provocação, com base num linguajar rasteiro, é um facto que esta marca terá certamente mais facilidade de ser reconhecida, não só pelo próprio nome, como pela polémica que se gera. E não é preciso ser um génio em Gestão que, em mercados concorrenciais, a diferenciação de uma marca relativamente à concorrência é um bom trunfo para o sucesso.

Googladas

GRUPO ABBA DESASTRE DE AVIAO
consertar as hastes óculos
facturação durante 10 anos
acidente de empilhador em março 2006
pontos fracos morangos com açucar
jogo online chulo traficante
lei de murphy é um mito
coisas sobre redundancia
quem e o medico que operou bill clinton
zeze sexx
clinicas privadas en bombinhas

Gostar disto e gostar daquilo



Também já me tinha interrogado, em algumas ocasiões, sobre as sugestões que nos são dadas quando andamos nos meandros das vendas on-line. Mas confesso que nunca tinha levado este raciocínio muito a fundo, ou, pelo menos, tão a fundo como neste vídeo do Nuno Costa Santos, que consta n'"Os Incorrigíveis". E também achei curioso encontrar num vídeo desta estirpe uma casa parecida com a minha, mas isso são contas de outro rosário.

Perceber o espírito do sonho

Na última noite, tive (como quase sempre tenho) uma panóplia de sonhos bastante sui generis, envolvendo um espírito. Digo no singular e não no plural, porque este circulava pelos diversos sonhos. Após adormecer, lá me aparecia o espírito, um espécie de frade vestido de branco com nuances azuis-claras, aparecendo do canto superior direito do meu sonho. Isto aconteceu por três vezes, ou seja, o mesmo espírito apareceu na praia, em minha casa e na minha televisão. Pelo meio, o normal acordar sobressaltado, devido à presença de tão bizarra figura. Parece que até nos sonhos temos que aturar, de vez em quando, os nossos "emplastros".

O verde que está cada vez mais na moda



Num país onde tanto se fala dos números do crescimento, do défice orçamental , da flexigurança, existe um mundo ou tanto quanto desconhecido e pouco mediático, que afecta cada vez mais gente: os recibos verdes. Como diz o jovem do vídeo de cima, tal como existe sempre alguém na nossa família ou no nosso círculo de relações que esteve na Guerra Colonial, também hoje existe sempre alguém próximo que trabalha a recibos verdes.

Isto a propósito de dois blogues que têm tido um impacto significativo na blogoesfera: o Fartos destes Recibos Verdes e o Precários Inflexíveis. Ao longo do meu percurso profissional, não só ao trabalhar neste ou naquele sítio mas também em algumas entrevistas onde estive presente, e também pelos relatos feitos por pessoas próximas, fiquei a conhecer um pouco do submundo pouco visível de marcas consideradas referências na Economia nacional, sem nunca esquecer aqueles que trabalham no Estado. No entanto, ao ler estes dois blogues, fico a perceber a real dimensão desta praga e os dramas que acarreta: licenciados a trabalhar a recibos verdes como recepcionistas de cabeleireiro, grávidas a poucas semanas do trabalho de parto a serem obrigadas a trabalhar ou pessoas com mais de 40 anos que nunca conheceram outra forma de trabalhar.

Apesar de reconhecer que os recibos verdes podem ajudar no enquadramento jurídico de algumas situações - como pessoas que ainda estão a estudar ou com contrato, que fazem pequenos trabalhos aqui e ali, os chamados "biscates" - estes acabaram por se revelar um terreno fértil para a chico-espertice de alguns dos nossos empresários. E este é o mesmo país onde se critica o facto de haver cada vez menos bebés a nascer, gente na casa dos 30 a viver com os pais ou o facto de os portugueses não conseguirem poupar.

Googladas

trigêmeas na mata café
nova moradia de de filipa sabrosa e simao
pé amaury bischoff
"palavras com a letra s"
cruzadinha de completa nomes de artista ou luagar
hi5 valouro
fotos de acidentes com carpinteiros(construção civil)
sintomas de consumidores de charros
SMS MELHORAS
"musicas de natal" marco paulo

Coisas do Marketing: nova campanha da Tagus

Free Image Hosting

Sem querer entrar em raciocínios simplistas, parece-me mais ou menos consensual que o consumo de cerveja é algo mais associável ao universo masculino do que ao feminino, sem prejuízo de haver (cada vez mais) mulheres que não abdicam da sua cerveja. Não significa com isto qualquer tipo de superioridade do homem face à mulher, diria até que pode ser algo de que os homens nem deveriam orgulhar-se muito, já que possuem no seu código genético de consumo a bebida alcóolica que talvez seja a mais barrasca delas todas. Por seu turno, há bebidas que podem estar mais relacionadas com o universo feminino - como sucede com o Bailey's - e há o caso do vinho que, por estar associado a tantas situações diferentes - tipos que bebem o chamado "copo de três" em copos que nem sequer foram lavados ou o jantar de gala onde é servido o melhor vinho da colheita de um ano qualquer - não pode ter um género associado.

Tudo isto a propósito da nova campanha da Tagus - cerveja de que eu, indiscutivelmente, gosto bastante, mais até do que daquela que é vendida pelos dois "monstros" da indústria cervejeira nacional - em que se promove o orgulho hetero. Se acho que não é propriamente uma ideia feliz a realização das chamadas paradas gay - que têm sempre o efeito perverso de ajudar a fomentar o estereótipo em torno daquela orientação sexual - parece-me igualmente uma parolice de todo o tamanho uma cerveja querer fomentar o orgulho em torno da heterossexualidade. Diria mesmo que é a primeira vez que se utiliza de forma totalmente explícita a orientação sexual como bandeira para uma campanha publicitária. Tanta coisa divertida associada à cerveja e os os tipos tiveram uma ideias destas, cá para mim por andarem, eles próprios, com certas dúvidas sobre as suas próprias preferências. Tenho lido aí por outros blogues (o melhor post está em A Causa foi modificada ) que a campanha, de tão parva que é, acaba por fazer um favor à causa gay. Não vou tão longe, mas o resultado não foi, obviamente, dos mais felizes.

Amigos destes já não se fazem...

A Junqueira tem um site à maneira

Tanto quanto me lembro, nunca estive em Vila do Conde e na freguesia da Junqueira ainda menos. Aliás, o mais perto que estive deste concelho terá sido, muito provavelmente, em Paços de Ferreira, há muitos anos, cumprindo o desígnio português de estar, pelo menos uma vez, na tal capital do móvel.

Ainda assim, tal não me impede de assinalar o esforço do Nélson Silva, autor do Junqueira On-Line, que, apesar de actualmente residir longe da sua terra-natal, consegue manter o blogue diariamente activo, com notícias, memórias e reflexões sobre esta freguesia do concelho de Vila do Conde. E assinalo hoje esse esforço, pois a partir de hoje este espaço passa a ter um novo grafismo e com uma maior diversidade e arrumação de conteúdos.

Big Brother comercial

Numa altura em que se discutem os problemas decorrentes da perda de privacidade por parte dos cidadãos - seja a quebra do sigilo fiscal, as escutas telefónicas ou os problemas que decorrerão da implementação do cartão do cidadão - parece-me relevante salientar a existência de um outro "Big Brother" que paira pelos locais de comércio em muitos bairros deste país. Falo, como devem ter percebido, do controlo a que somos sujeitos por parte dos vendedores de peixe e legumes dos mercados municipais.

Explico melhor: há dois dias atrás, desloquei-me ao mercado municipal onde amiúde faço compras - sim, faço parte da minoria que ainda faz uma parte razoável das compras nos mercados - quando reparo que as senhoras que vendem o peixe estão a arrumar os ditos cujos. Nisto, dirijo-me imediatamente à respectiva banca para fazer a adquirir a minha dose semanal de salmão, quando ouço uma resposta do género "Sim, a gente tinha visto o senhor a entrar e deixámos ficar o salmão, porque já sabíamos que ia levar uma posta".

Ora bem, à primeira vista parece um normal acto de simpatia da parte de quem vende peixe, e que parece saber os hábitos de quem frequenta aquele balcão. Mas quem me garante a mim que não existirá um plano bem engendrado para conhecer ao detalhe os consumos de peixe dos habitantes do meu bairro? Já estou a imaginar uma informação do tipo Envelope 9, em que é referido que o Sr. Colaço é fã de pescada, que o Sr. Medeiros veste a camisola do robalo ou que a Sra. D. Graciete aprecia particularmente o choco.

Só por via das dúvidas, acho que da próxima vez, pedirei uma dourada. Este acto de rebeldia e subversão funcionará como um bug em todo aquele sistema bem engrendrado.

O fim do périplo de instalação de Internet

Quase dois meses depois de ter iniciado o périplo de instalação de um novo serviço de Internet, parece que a coisa teve hoje o seu fim, com a instalação do serviço da Vodafone. Não sem antes ficar a perceber que a rapaziada da PT andou a brincar em serviço - pelo que percebi, o que sucede com a generalidade das casas onde os seus técnicos se costumam deslocar - e que me deixou os fios do quadro do telefone do prédio... quase em curto-circuito. E pensar que terei de desembolsar 90€ por esta brincadeira...

Ainda assim, fico satisfeito por saber que terei direito a alguns mimos durante uns meses, nomeadamente Internet a 24 Mbps até Março, tarifário de 9,90 € por mês até Junho e tráfico praticamente ilimitado - digo "praticamente" porque está estabelecido um plafond de utilização razoável do serviço que estabelece um consumo mensal máximo de 250 GB - durante os próximos dois anos.

A aproximação ao Leonard Cohen

Tenho andando, por estes dias, com uma assinalável rouquidão. Como causa não atribuo qualquer consumo de bagaço ou aguardente, mas antes as vicissitudes das mudanças de tempo ou vírus que andem aí pelo ar. Julgo que as alterações ao nível das minhas cordas vocais, ainda que efémeras, podem ter um efeito interessante, pois é a única forma de conseguir ter uma voz um tanto ou quanto parecida com a do Leonard Cohen.

Então e ninguém se lembra do Queiroz?!...


Lá se consumou mais um apuramento para uma fase final de um Europeu de futebol, apesar de uma fase de qualificação sofrível, a fazer lembrar outros tempos. Face à normalidade que é a presença de Portugal nas fases finais das grandes competições de futebol, o desfecho parece ser normal e daí não haverem grandes festejos.

Apesar de nos irmos habituando a ver Portugal entre os grandes nomes do futebol, é imperioso frisar que este é um fenómeno relativamente recente. Se é certo que, nos últimos 11 anos, conseguimos marcar presença em seis das sete competições internacionais de selecções, é sempre interessante recordar o que sucedia antes disso. Com efeito, a selecção nacional era sistematicamente a selecção que andava perto da qualificação, mas sem o conseguir, e as últimas jornadas implicavam sempre contas complicadas de fazer, em que o que era necessário um feito teoricamente quase impossível - como ir ganhar à Itália - ou uma conjugação pouco provável de resultados, como esperar que Malta cilindrasse um qualquer gigante do futebol europeu.

Pelo facto de, durante muitos anos, me recordar das desilusões que a selecção nacional dava ao público português, é forçoso recordar o trabalho de alguém que deu um grande contributo para a melhoria qualitativa dos nossos jogadores e, por inerência, da nossa selecção. Falo, portanto, de Carlos Queiroz, que pegou nas camadas jovens nacionais no final da década de 80 e ajudou a dar aos jogadores uma melhor mentalidade competitiva, o que, aliado ao trajecto internacional de muitos desses jogadores, ajudou a melhorar o nível da equipa de todos nós. A partir daí, a filosofia Queiroz ficou estabelecida, mesmo depois de ter sido posto de fora da Federação Portuguesa de Futebol, à qual deu muitas alegrias.

Se, antes de Queiroz, os nossos jogadores eram conhecidos como os que pediam as camisolas aos adversários no intervalo das partidas, nos anos que se seguiram passaram a ser nossas camisolas a ser requisitadas pelos jogadores adversários. Por isso mesmo, a qualificação de hoje também se deve um pouco a ele.

Gestão autárquica

Ontem, enquanto passava pela Praça de Espanha, reparei que o sistema de rega da relva continuava a funcionar de forma eficiente, com muitos regadores a lançarem água a rodos para a zona verde e para a estrada, apesar de ter chovido o dia inteiro e de estar previsto que continue a chover até ao fim da semana. Não deixa de ser sintomático que este desleixo seja protagonizado pela mesmíssima Câmara de Lisboa que é considerada a mais endividada do país.

Ajudinha à rapaziada da JS

Free Image Hosting

Os cartazes, postos há algumas semanas atrás, pela Juventude Socialista visam fazer um balanço do que tem sido feito pelo actual Executivo em matéria de políticas de juventude. No entanto, o que mais chama a atenção é a imagem de um jovem de ar malandro com duas raparigas de cada lado, o que nos permite conjecturar as mais diversas situações. E, aproveitando a deixa, digo que a mensagem seria bem mais eficaz se o slogan fosse este.

Googladas: o regresso

ciclismo roupa interior
problema do marketing verde
fio dental fatima lopes
tempo que leva para actuar um trabalho de feitiçaria
letra musica madeira de lei heleninha costa
manuel pinho e casado
polo lacosta
origem do nome pepolim
jornal de sexologia
lloret del mar ministro

10 anos de João Loureiro

Free Image Hosting

Do Boavista, devo dizê-lo, não sou simpatizante, e, à excepção de um primo boavisteiro, não tenho quaisquer ligações familiares ou pessoais com alguém que dele seja adepto. Apesar de não ter nutrir simpatia pelo clube, merece algum respeito da minha parte o trabalho que nele foi desenvolvido nos últimos 10 anos. Quando vem à baila a discussão sobre o quarto grande, parece-me que aqui se recolhem bons argumentos para achar que esse clube é o Boavista. É um facto que, com João Loureiro, o clube deu um salto qualitativo importante, em termos futebolísticos, comparativamente ao que havia sido conseguido pelo seu pai, Valentim Loureiro.

A nível internacional, deixou de ser o clube conhecido na Europa do futebol como aquele cujos jogadores envergavam umas camisolas esquisitas, para passar a disputar jogos com grandes nomes do futebol do Velho Continente, tendo este percurso europeu valido uma segunda fase de grupos da Liga dos Campeões e uma meia-final perdida em 2003 pela diferença de um golo, com o Celtic.

Porém, no campo interno, houve um impacto ainda mais profundo: de equipa que lutava pelos lugares uefeiros, o Boavista passou a intrometer-se no feudo habitualmente ocupado pelos três grandes. E durante os últimos anos da década de 90 e nos primeiros do novo milénio, o público de futebol lá se foi habituando a ver o Boavista a bater o pé aos três grandes e a fazer campeonatos regulares. Até que, após muito "cheirar" os primeiros lugares, o clube lá se conseguiu sagrar campeão. Na época 2000/01, aproveitando a instabilidade que se vivia nos três crónicos candidatos - o Benfica pelas ruas da amargura, a acabar em sexto lugar, o Sporting a viver os dramas que habitualmente se registam após vencer o campeonato e o Porto com problemas internos de gestão e com Fernando Santos ao leme da equipa -, mas, acima de tudo, graças a uma equipa competitiva e bem orientada por Jaime Pacheco, o Boavista entra para a História do futebol português a ser a segunda equipa, que não uma dos "grandes" a sagrar-se campeã nacional.

Nos últimos 10 anos, o Boavista furou também a lógica de que, em Portugal, apenas os jogadores dos três grandes podiam levar nomes de relevo à Selecção Nacional. Com efeito, de equipa onde marcavam presença os idiossincráticos Mamadu Bóbó, Nelson Bertolazzi ou Marlon Brandão, o clube do Bessa passou a contribuir regularmente com jogadores para a equipa de todos nós. São os casos de Petit, Frechaut e Ricardo, tendo estes marcado presença no Mundial de 2002, no qual, de resto, o Boavista contribuiu com mais jogadores do que o Benfica. Por lá, vimos também jogar de axadrezado nomes importantes do futebol luso, como Bosingwa, Raúl Meireles, Litos, Delfim, Pedro Emanuel ou Rui Bento. A determinada altura, o modelo de gestão parecia bem delineado: anualmente saía um jogador da equipa principal, como forma de garantir verbas que não entravam nos cofres do clube pela forma tradicional, sem que isso afectasse o modelo desportivo.

A opção do clube em entrar na rota do Euro 2004 acabou por não ser bem sucedida, já que começaram a surgir problemas financeiros decorrentes de obras no estádio, uma factura que tem sido paga nos últimos anos, que, de resto, têm sido marcados por uma perda de relevo do clube no futebol português. O saldo de entrada e saída de jogadores acabou por se revelar negativo, pelo que as presenças nas competições europeias deixaram de constar no calendário do Boavista. E já sabe que, no futebol moderno, problemas desportivos e financeiros acabam quase sempre por andar de mãos dadas, o que se reflectiu no Boavista.

A nova gestão, que se inicia na terça-feira, tem certamente a obrigação de afugentar os fantasmas que pairam nas cabeças dos adeptos boavisteiros, que temem que o clube possa ter o mesmo destino que o Salgueiros, clube com o qual disputou durante muitos anos o título de segundo maior clube do Porto, mas que teve um final pouco feliz. E segurar o clube na primeira Liga e repôr alguma saúde financeiras nas suas contas será, para já, um passo muito importante.

Onde é que anda o ICEP quando precisamos dele ?!

Ontem, na minha incursão semanal ao Bairro Alto (BA), deparei-me com um elevado índice de estrangeiros por aquelas bandas. Se eu dissesse que um terço dos transeuntes vinham de outros países - essencialmente juventude que veio para Lisboa, no âmbito do Erasmus, para se enfrascar... perdão para estudar - talvez não esteja muito longe da verdade.

Apesar do elevado índice de estrangeiros no BA, o local onde passo amiúde para bebericar uns copos de vinho adamado tinha quase todas as suas mesas vazias. Este portuguesíssimo produto da indústria vitivinícola nacional, com o seu carácter um tanto ou quanto barrasca, certamente que ainda não é conhecido por todos quantos visitam o nosso país por uns meses. Urge, portanto, fazer uma grande acção de propaganda junto do público estrangeiro, no sentido de divulgar o nosso vinho adamado, sob pena de perdermos de vista um dos nossos grandes vectores da identidade nacional.

Lisboa em alerta

Só ontem soube (via Spectrum) que foi feito recentemente um blogue, destinado a dar a conhecer as recentes polémicas na Câmara de Lisboa, nomeadamente as saídas dos funcionários avençados. No entanto, o blogue acabou por denunciar situações que não se conheciam em relação aos chamados avençados, que seriam supostamente pessoas contratadas para os diversos serviços da Câmaras.

No entanto, o que seria um blogue de protesto sobre a situação de grande instabilidade na maior autarquia portuguesa, acabou por ser um imenso local de lavagem de roupa suja e de denúncia de supostas irregularidades, o que passa pela denúncia de compadrios partidários e de quem por lá foi ficando na sequência das mudanças na tutela. Fazendo fé nas denúncias - quase sempre anónimas - fica-se a saber, por exemplo, que os avençados que auferem mais do que 2500€ mensais não terão o mesmo destino que muitos dos que têm despedimento anunciado.

O que sei é que o movimento em torno do blogue tem sido muito e vale a pena ser seguido. O Blogue em causa é o Lisboa em alerta.

Lei de Murphy é...

...ir a uma loja de informática para comprar um rato óptico - este blogue está a ser tomado de assalto por questões tecnológicas, ao que me parece - e , entre 10 modelos à escolha, acabar logo por comprar o único que não devia, precisamente um rato para portáteis e com cabo reduzido, o que provoca uma utilização muito pouco ergonómica.

O baú das canções: "Chama o António"



A música data de 1996, pouco tempo depois de António Guterres chegar ao Governo. A relação entre uma coisa e outra foi precisamente revelada pelo autor desta canção. Dizia então o Toy que havia um cunho de crítica social e política nesta música, já que o António mencionado na letra era precisamente o Primeiro-Ministro da época, o que pode ser comprovado, por exemplo, com "Só os antónios conhecem o que é a palavra amor, mas se fôr para trabalhar escolhe outro por favor!". No entanto, devo reconhecer a minha incapacidade para perceber este complexo jogo semiótico, pois parece-me uma canção sobre os poderes de sedução masculina, cristalizados na figura um tanto ou quanto marialva do António.

Ainda assim, independentemente de ser uma canção com um intuito um pouco interventivo ou de ser uma mera cançoneta de Verão com alusões às técnicas de engate, é um facto que a música teve um sucesso bastante apreciável quando foi lançada, a que não será alheio um refrão que se cola facilmente ao ouvido.

Novos óculos

Hoje, comprei uns óculos novos. Dirão que esse não é um motivo relevante para um post, mas há duas ressalvas fundamentais que atestam a importância deste facto: em primeiro lugar, deixei de usar os mesmos óculos de há oito ou nove anos e que já estavam visivelmente desgastados, ao ponto de, nos últimos dias, eu ter andado a consertar um problema numa haste com um canivete-suiço; em segundo lugar, quem necessita de usar óculos durante todo o dia (e não apenas para ler, conduzir ou ver televisão) passa a vê-los quase como uma parte do seu próprio corpo, pelo que uma mudança de óculos está quase ao mesmo nível que pintar o cabelo ou fazer uma plástica ao nariz.

Este novo adorno é diferente do anterior. O técnico de optometria que mos vendeu definiu-os como um modelo desportivo, aconselhado a tipos jovens como eu - ou, parafraseando o própio técnico, 18 anos mais jovem do que ele próprio - mas que tanto encaixa num traje formal, como no dia-a-dia e, quem sabe, até para praticar desporto. O paradoxal é que o único desporto que pratico (correr atrás dos autocarros não conta) é totalmente incompatível com o uso de óculos, precisamente porque já uso outros para ver debaixo de água. Ainda assim, não é totalmente de desprezar esta nova possibilidade que me pode ser oferecida e, assim de repente, abre-se um novo mundo de actividades para fazer em espaço urbano, e vêm logo à cabeça uma panóplia de desportos, de preferência radicais, como percorrer a Avenida da Liberdade a saltar ao pé-coxinho, fugir de gangues de adolescentes mal vestidos ou gastar 10 euros no bingo do Jardim Zoológico.

Correio do leitor: ajuda técnica

O devido agradecimento ao Zé Rui Timbeiro, pela ajuda na resolução dos problemas de configuração do teclado.

Apenas umas arestazinhas por limar...

Está resolvido o problema que tem motivado a paragem aqui no LdM. Depois de paragens sucessivas no funcionamento do computador e da respectiva entrega na loja da especialidade, fiquei a saber que o problema residia na memória RAM, que foi substituída por uma nova. Era, afinal de contas, uma coisa relativamente simples, mas obviamente que se torna mais fácil falar quando já se sabe o problema - o chamado Totobola de segunda-feira.

Sendo assim, parecem estar reunidas as condições para que o blogue continue a laboral de uma forma menos sobressaltada. No entanto, uma dúvida informática continua por resolver e consiste nisto: neste momento, o teclado está mal configurado, dado que, sempre que carrego no c com cedilha, aparece um : , ou, quando teclo no acento, surge um ] . Enfim, dá para ter uma ideia do problema que ainda urge resolver. Uma pequena falha que ocorreu aquando da instalação do Windows. Alguma alma caridosa me dá uma ajudinha?

Pérolas que me chegam ao ouvido (5)

Aguardava hoje por um autocarro da Carris, quando sou abordado por uma jovem, talvez dois ou três anos mais velha do que eu, que me pergunta se o autocarro pelo qual eu também esperava já tinha passado. Nisto, desenrola-se o normal diálogo relativo ao universo dos autocarros, nomeadamente às horas a que passam, os trajectos alterados ao fim-de-semana ou o local de paragem antes do início do curso. Enfim, é um exercício fantástico perceber como é que em torno dos autocarros se podem fazer tantas e boas conversas.

O aspecto um tanto ou quanto desleixado da jovem, a que se junta uns dentes um pouco mal tratados, aliados a uma pequena dose de preconceito e ideias feitas de que é difícil a pessoa fugir, dava-me a entender que esta não andaria a fazer coisa boa na vida. Cheguei inclusivamente a pensar que estaria a ser alvo de uma acção de Marketing personalizado, vinda de alguém que talvez trabalhasse no ramo da prestação de serviços de cariz sexual.

Fiquei, no entanto, com todas as minhas dúvidas dissipadas e os meus estereótipos deitados por terra, quando a minha interlocutora, do alto dos seus dentes carregados de cárie, aproveita para interromper um ligeiro momento de silêncio com um esclarecedor:

"Por acaso não sabe a quanto está o dólar?"

A "máquina" continua avariada...

Há uma semana atrás, havia dado conta do ponto de situação em que se encontra o blogue, devido ao problema no meu PC. Com efeito, nesta última semana, não houve qualquer actualização, porque os problemas se mantiveram, ou seja, o computador continua a não funcionar. Os problemas são provavelmente de Hardware, já que o disco rígido foi formatado e foi instalado um novo Windows, mas o computador vai abaixo ao fim de poucos minutos, pelo que poderá ser alguma coisa ao nível de aquecimento. Entretanto, o PC foi para arranjar na última quinta-feira e ainda não fui contactado no sentido de ser informado sobre qual a causa do problema. Por isso, o mais provável é que durante os próximos dias se mantenha a falta de actividade. Pelo facto de não ter computador e de não poder aceder ao Blogger no trabalho, só quando estou perante o PC de outras pessoas é que posso vir cá rabiscar.

"Então mas o fulano não escreve!?"

Isto de fazer blogues tem sempre o inconveniente de necessitar dos respectivos meios técnicos. Neste caso, um computador e um acesso à Internet. Se, em termos de acesso à net, a coisa não apresenta problemas, as coisas ficam mais complicadas porque tenho estado com o meu computador - vulgo "máquina", na linguagem dos técnicos de informática, nomeadamente aqueles das lojas da especialidade - avariado. No trabalho, não posso aceder ao Blogger, graças a uma eficiente firewall. Por isso, o blogue esteve parado na última semana e ainda não sei quando estará a funcionar em pleno. Para um regresso em pleno, aposto as minhas fichas no David, técnico de informática que se deslocará ao domicílio e, que para além de ter conhecimentos de informática, também é meu amigo.

Achei por bem informá-los deste pequeno problema técnico. O mundo da informática reveste-se sempre de mistérios insondáveis, que, no meu caso, passam por ecrãs de cor azul vindos do nada. Para vos informar, caros leitores, do que se passa, tive de me socorrer das instalações do responsável pelo blogue 100 cedilhas, que, lá está, também é meu amigo e tem um blogue novo. Por isso, é mais um local de passagem por quem visita aqui o LdM.

Até ao meu regresso!