"Isso é muito antigo..."

Gabo-me de encontrar com alguma facilidade figuras conhecidas do grande público. O facto de viver, trabalhar e fazer quase toda a minha vida em Lisboa dá uma boa ajuda, mas não é toda a gente que encontra uma figura conhecida, em média, por dia. Ontem, perto das cinco da manhã e depois de uma divertida e agitada noite, encontrei o Orlando Costa, actor do Zé Gato, numa estação de serviço. De imediato, dirigimo-nos ao senhor, dando-lhe o clássico "Parabéns pela carreira, sr. Zé Gato!" e dizendo que éramos fãs da série (às vezes as pessoas exageram). De imediato o nosso interlocutor, que atestava a sua lambreta, respondeu com um lacónico "Isso é muito antigo..." e, perante mais alguns disparates da nossa parte, ainda soltou um "Se houvessem outros meios...". Enquanto outros teriam talvez dito que cresceram a ver a série, num ataque de sinceridade disse que só vi a série quando esta passou na RTP Memória.

Esta madrugada fiquei a saber que os ícones da nossa televisão também se podem encontrar numa estação de serviço perto de si. E andam de lambreta às cinco da manhã.

Está encontrada a música de Verão



A canção chama-se "Love Today", do inglês Mika. Revivalismo dos anos 70 em grande nível, mostrando que a história da música está longe de ser uma espécie de linha recta, e um ritmo viciante, tal como em "Relax (Take it easy)". Ouve-se uma vez e custa a sair. Os grandes êxitos são assim mesmo.

Nova legislação para o tabaco

Não sou fumador nem nunca padeci do vício do tabaco, e confesso que até me dá algum gozo fazer escárnio de quem escolheu ir por tais caminhos e aprecia ser sodomizado por uma indústria que incute um vício e prende as pessoas a esse mesmo vício. No entanto, e ironias à parte, não me cabe a mim dizer a fulano A ou B se deve ou não fumar. Parte-se sempre do princípio que cada um pode gerir como quiser a sua liberdade desde que não interfira na liberdade de terceiros.

O problema do consumo do tabaco é que esse mesmo consumo não deixa de atingir outras pessoas. Ou seja, o direito de fumar sobrepõe-se a um outro direito um pouco mais razoável, que é o de não ser afectado pelo fumo dos outros. Como não-fumador, não escondo que fico um pouco incomodado quando chego a casa com a roupa infestada de cheiro a tabaco quando não peguei num único cigarro. O princípio do bom-senso de quem fuma em relação a terceiros nem sempre se encaixa quando se fala de algo que é um vício, e que por inerência se sobrepõe a uma certa racionalidade, por isso é comum ver gente a fumar no metropolitano, nos elevadores ou nas salas de trabalho.

Por isso acho que deve haver legislação que consiga, dentro do possível, conjugar as duas opções. A lei que será amanhã aprovada consagra multas que vão até aos 750 euros para quem fume em espaços proibidos (esqueçam esta parte, porque ninguém há-de ser multado num cêntimo que seja por isto), estabelece a liberdade de cada estabelecimento com menos de 100 m2 permitir ou não o consumo de tabaco e, mais importante que tudo, obriga a cada estabelecimento com mais de 100 m2 a ter uma zona específica para fumadores. Certamente que será um pequeno golpe no típico acto da cigarrada a seguir ao almoço ou no ambiente de espaços de diversão nocturna. Houve um recuo relativamente ao que estava inicialmente planeado, mas ainda assim acredito que é uma legislação que protege um pouco mais quem não tem culpa nenhuma no cartório.

A identidade que se perde

Tive agora um ligeiro sobressalto quando olhei para o contador do LdM e vi que, no dia que ontem passou, este espaço contou com 160 visitas. Tentei ver a razão de tal fenómeno e rapidamente aferi que no Arrastão houve um desabafo relativamente ao "Griechischer Wein" muito parecido com aquele que eu aqui deixei (ver link): uma música que faz parte da nossa identidade nacional não passa de uma adaptação de uma canção da música ligeira austríaca.

Numa altura em que se discute um esboço de tratado para a União Europeia, esta má notícia atesta que a história do federalismo e de uma união política entre os países da União Europeia pode ter efeitos perversos. Sim, eu sei que esta canção foi feita antes da adesão à então CEE, mas está a trilhar-se caminho. Pensem nas músicas com sabor latino que os países de Leste levam ao Festival da Eurovisão e no caminho que ainda resta para, qualquer dia, vermos os nossos ranchos folclóricos a cantar canções tradicionais da Lapónia ou espanhóis a cantar fado.

O eterno José Cid


José Cid é hoje um estranho fenómeno de popularidade. Com uma carreira que já leva 40 anos, viu a sua popularidade nos píncaros e teve largos períodos (como a década de 90) em que andou na mó de baixo, apesar de continuar a lançar discos. Tal como no passado serviu um pouco como referência musical para uma geração, teve a sorte de, nos últimos anos, parte da geração que hoje tem entre 25 e 34 lhe ter dado o devido reconhecimento. Tornou-se assim um cantor de culto, uma espécie de ponte entre os dias de hoje e as referências dos tempos dos pais e não é por acaso que José Cid conta nos seus concertos com um público composto em grande parte por pessoas com idade para serem seus filhos. Músicas como "A minha música", "A pouco e pouco" e "Como o macaco gosta de banana" têm assim quem lhes dedique atenção.

O novo disco de José Cid "Pop Rock & Vice Versa" traz novas roupagens a velhos êxitos, tentando captar mais a atenção do seu público jovem e, quem sabe, alargar a sua falange de apoio. O disco está à venda a partir de hoje.

Googladas

moscavide tatuagens
descrição da carreira reginaldo rossi
empilhadores animados
"googladas que vieram cá dar"
Avenida D Duarte pio
hi5 rute do carregado
entrevista a júlio cesar de Portugal

Esta música diz-vos alguma coisa?

Tinha a música "Verde Vinho" de Paulo Alexandre como uma das melhores que se fizeram no campo da música popular portuguesa. Uma música que relata a vida de um emigrante que, algures na "estranja", pára numa taberna e bebe uns canecos de vinho verde para festejar o país que deixou para trás. Enfim, uma das poucas músicas dedicadas a emigrantes e à sua pátria que não cai na foleirice barata e no sentimentalismo. Os episódios que passei no Karaoke graças a esta música também ajudam a criar boas memórias.






Lustige Videos – Gratis Fun Video – Deine funny Videos bei Clipfish
Soube hoje que a música, não obstante essa marca portuguesa, é basicamente um clone de uma outra canção feita pelo artista austríaco Udo Jürgens intitulada Grichishcer Wein. Pensava que das mãos do artista Paulo Alexandre tinha saído uma melodia para a posteridade e agora concluo que não passe de um decalque óbvio de algo que tinha sido feito por um artista da canção austríaca. Depois de ter descoberto as óbvias semelhanças do "Recordar é viver" com "L'eté indien" de Joe Dassin, fico a saber isto. E vão sendo versões atrás de versões até concluir, quem sabe, que o nosso hino se baseia numa canção de um país árabe ou qualquer coisa do género.

Salão erótico?! Naaaah...

A visita que Cicciolina fez a Portugal - mais precisamente ao salão erótico de Lisboa - foi notícia, mas não teve o mesmo impacto que a sua passagem por terras lusas há 20 anos atrás. A minha teoria é a de que esta visita não conseguiu satisfazer os mais exigentes: quando uma actriz com este historial vem a Portugal, tudo quanto não seja a Feira do Cavalo na Golegã sabe sempre a pouco.

O musical


Fui um destes dias ver o "Música no Coração" ao Politeama. Devo dizer que tinha uma impressão pouco favorável sobre musicais, baseando-me em alguns filmes do género e naquela embirração que temos pelas coisas antes de as conhecermos. Ainda para mais, a figura de Filipe La Féria não é daquelas que me cause mais simpatia. No entanto, reconheço que estava enganado: o espectáculo está bem engendrado, com bons actores, boa encenação e bons meios técnicos, não defraudando quem conhece e gosta do filme, o que até nem é o meu caso. Acima de tudo, demonstra que quando as coisas são bem feitas, até quem não é apreciador do género reconhece o seu mérito e sai do teatro a trautear o "Sound of music" ou "Edelweiss". Às vezes, é a nossa própria ignorância que constrói o preconceito, como sucedeu comigo e este espectáculo em particular.

Eleições em Lisboa: acção contra a grafitagem



O candidato do CDS Telmo Correia quis passar à prática no que diz respeito ao combate que tem vindo a apregoar aos graffitis na cidade de Lisboa: recorrendo a uma pistola de alta pressão para o efeito, andou a apagar uns tags de uma qualquer parede. Percebo o intuito da iniciativa, mas esta peca por escassa: seria bem mais útil e pedagógico pegar nas pistolas de alta pressão e aplicá-las directamente nos "artistas" que fazem este tipo de coisas pela cidade.

Gelado de limão

O fenómeno Mahir


Se me pedissem, assim à primeira, para enumerar o nome de um turco conhecido eu certamente diria: o Mahir. Para quem não está a par da personagem, conto a história: há coisa de oito anos, um jovem turco de nome Mahir decidiu criar uma página onde constava a sua fotografia, tendo aumentado o conteúdo da página para aumentar o seu número de fotografias. As informações que lá constavam eram as típicas do que era possível ver nas chamadas páginas pessoais, uma espécie de versão beta do que são hoje muitos blogues: nome, onde nasceu, onde vive, profissão, gostos de músicas ou filmes, animais de estimação, a família e uma panóplia de informações mais comuns sobre a pessoa. Tudo num inglês um pouco macarrónico. A partir daí, começaram a chover e-mails de pessoas de todo o mundo fascinadas com a personagem e desde então passou a viajar pelo mundo, chegando a ser tema de artigos de imprensa e convidado de programas de televisão nos sítios onde passou, como atesta o seu site (ver link). No auge da sua popularidade, chegou a fazer uma música "I Kiss You", lançada pela EMI, que ajuda a perceber a personagem.




Pelo que me apercebi, o hype de popularidade desta personagem já terá passado há algum tempo, mas não deixa de ser fascinante a forma como um desconhecido jovem turco passa do anonimato e alcança um certo reconhecimento a partir de uma básica página de Internet. Não vou discernir sobre os motivos que levaram a esta popularidade, mas não deixo de reconhecer que foi dos primeiros a encarnar as virtudes do carácter democrático da Internet, onde, em teoria, qualquer pessoa com uma boa ideia tem boas hipóteses de se tornar conhecido. Foi dos primeiros a perceber essa possibilidade e, passe alguma foleirice que lhe está inerente, não deixa de ter algum mérito nisso.

Eleições em Lisboa: revitalização da Baixa

Há uns tempos, foi proposto um grande plano de reabilitação da Baixa de Lisboa. Um projecto em grande, que envolveria verbas na mesma ordem do que foi gasto aquando da Expo 98. Na sequência das confusões na autarquia, o processo ficou em águas de bacalhau. Em tempos, foi um grande ponto de atracção da cidade de Lisboa, graças ao comércio, aos serviços e a alguma oferta cultural, mas ao longo dos anos tem perdido a sua aura, já que os escritórios, os locais de comércio e as zonas de diversão dispersaram-se por outras zonas da cidade. O que fica é um comércio com pouca procura, prédios devolutos, casas vazias e sem condições, negociatas de trabalho ilegal de imigrantes ou prostitutas em fim de carreira posicionadas em pontos estratégicos, numa versão lisboeta do red light district sem um décimo do glamour. Aquela que poderia ser uma zona de referência em Lisboa, pela localização ou pelas qualidades da arquitectura pombalina, fica assim completamente desaproveitada.

Mais do que falar em soluções de futuro para o próximo aeroporto - até porque qualquer decisão para um novo aeroporto nunca passará pela cidade de Lisboa propriamente dita - os candidatos à Câmara de Lisboa deveriam falar da morte lenta de certas zonas antigas da cidade, essencialmente pela falta de condições nos prédios, numa altura em que os preços das casas em Lisboa atingem níveis exorbitantes e os subúrbios ganham cada vez maior dimensão. Até agora, só ouvi a Helena Roseta falar a sério no assunto, com as acções pontuais e centradas neste tipo de habitação. Um conjunto de acções que permitisse as obras nos prédios da Baixa, mantendo o comércio no rés-do-chão dos edifício, seria o ideal para captar habitantes naquela zona e acabar com a sua degradação. Mais do que grandes projectos de revitalização, seria importante encontrar um motor para que essa revitalização se fizesse.

Revivalismo da brincadeira

Reparei que se começa a ver, com maior frequência, rapaziada com os diablos - uma corda segurada pelas duas mãos e que permite atirar um objecto parecido com as garrafas de coca-cola, mas de formato simétrico. Se bem me lembro, a moda tinha despontado pela primeira vez há coisa de 10 anos, quando em qualquer escola e rua deste país se via alguém a atirar o dito objecto ao ar com o recurso a uma corda.

Recordo-me também do revivalismo dos iôiôs, que ocorreu por alturas de 1999 e teve alguma visibilidade, embora sem o impacto que teve nos petizes deste país na transição da década de 80 para a década de 90.

Feitas as contas a modas que aparecem e depois voltam, ficamos a perceber que as brincadeiras tolas são como as recessões económicas: de 10 em 10 anos, lá temos de levar com elas.

Googladas

luciana abreu penteados 31 dezembro 2006 sic
cheque mate pastor
tu bofia censurados letra
casa de banho em roulotes
bairros mais chiques de Lisboa
Gonçalo Gonçalves ERA imobiliária

O comendador Berardo

«Vê lá, tu é que sabes disso» referiu Vieira ao Comendador , capa do Record de hoje

Se, por um momento, pudéssemos adaptar para a realidade portuguesa o "sonho americano" - o tipo que vem do nada e que acaba por enriquecer ao longo dos anos - as nossas cabeças seriam povoadas por alguns nomes conhecidos, como Belmiro de Azevedo, Sousa Cintra ou Horácio Roque. No entanto, se há um verdadeiro "cromo" em matéria do que é o sonho português, esse alguém é Joe Berardo.

Nasceu na Madeira, foi novo para a África do Sul, onde enriqueceu no sector das minas. Mas foi essencialmente no sector das artes que enriqueceu, começando como coleccionador, mas sempre salvaguardando os seus interesses, pelo que o seu intuito não era o de um qualquer coleccionador, mas antes o de um mero negociante, qual feirante que vai ao MARL comprar legumes para os vender num mercado municipal.

Revi ontem na televisão, a propósito das suas recentes movimentações no mercado, umas afirmações proferidas na televisão, em que dizia que o que o fascinava no mundo da agricultura onde estava o seu avô, quando era mais novo, não era o próprio trabalho agrícola mas antes a respectiva esfera negocial. E é pela sua faceta de negociante que eu digo que incorpora o sonho português: quem não é o português que gostaria de ganhar a vida graças ao simples acto de comprar e de vender, sem outro trabalho associado? Ganhar a vida a trabalhar é coisa que dá poucos frutos ganhar dinheiro negócios é realmente uma arte ainda mais apreciável. Para além disso, tem aquele título que se confere aos portugueses com prestígio, o chamado título de Comendador, que é o que se usa quando a pessoa em causa não possui título académico.

Joe Berardo tornou-se no 10º homem mais rico de Portugal essencialmente graças às jogatanas negociais de arte ou acções, recorrendo a um expediente cada vez mais comum, a chamada fundação que tem o seu nome, que ainda tem benefícios fiscais. Há coisa de duas semanas, umas simples declarações à porta da Assembleia-Geral do BCP provocaram uma subida nas acções daquele banco que lhe aumentaram a fortuna em mais 10 milhões de euros no dia seguinte, em mais uma demonstração do chamado "Efeito Berardo". A chico-espertice e o clássico português que "se sabe orientar".

Ontem, o país desportivo ficou sobressaltado com o anúncio da OPA que lançou sobre um determinado tipo de acções do Benfica. Pensava-se num golpe para tentar ganhar o controlo do clube, mas nem que tivesse 100% das acções o conseguiria. Por isso, os receios de um novo Roman Abramovich em terras lusas cedo se dissiparam. Assim sendo, as dúvidas sobre o que leva Berardo a fazer uma oferta sobre o Benfica são legítimas. A tese de um grande negócio talvez não seja muito credível - a verba colocada em cima da mesa corresponde a pouco mais de 0,5% de uma fortuna avaliada em 500 milhões de euros - bem como a de tentativa de controlar o clube, por questões estatutárias. Face à pouca relevância que este negócio tem para o grande império Berardo, sou tentado a reconhecer que o homem talvez esteja a falar verdade quando diz que deseja um melhor desempenho para o clube e quer contribuir para isso. E depois de cair nas graças dos trabalhadores da PT por não vender as suas acções aquando da OPA, cairá no goto dos benfiquistas por querer melhorar o desempenho do clube. Rico, negociante, com jeito para os negócios e bem-amado no mundo benfiquista. Querem coisa mais prestigiante neste país do que isto?

Uma questão de status

Ir fazer compras ao Minipreço, mas trazer a mercadoria num saco do El Corte Inglès.

Momento benfiquista à laia de Championship Manager

Vive-se o momento futebolístico que menos interesse tem do ponto de vista desportivo, mas o que mais interesse reúne para quem não passa sem futebol: o chamado defeso. Período em que, estando os futebolistas de férias, há que preparar os plantéis para a próxima época e onde se tenta comprar e vender jogadores. Este é também a altura do ano mais propícia para tudo quanto é especulação em matéria de transferências, e não exagerarei que disser que os três grandes já teriam contratado ao todo alguns 30 jogadores se todas as notícias sobre entradas de jogadores fossem verdadeiras.

E é face ao período do ano mais propenso à especulação jornalística, que dedico umas linhas sobre quem seriam os nomes que mais gostaria de ver com a camisola do Benfica na época 2007/08 e aqueles que seriam dispensáveis. Pensando de forma realista, claro está.

Sendo assim, sempre ouvi dizer que qualquer plantel consiste nisto: três guarda-redes e dois jogadores para cada posição. E é nessa base que apresento as mudanças que mais gostaria de ver no plantel.

Guarda-redes: manter dois dos três actuais guarda-redes, preferencialmente saindo Moretto. O actual quadro de jogadores naquela posição é excessivo e para terceiro guarda-redes contratar um jogador experiente, que dê garantias na eventualidade de ser chamado. Costinha (Belenenses) ou Pedro Roma (Académica) seriam opções razoáveis.

Defesas: aos três defesas centrais (Luisão, Anderson, David Luiz) fazer regressar José Fonte. Manter os defesas-esquerdos e os defesas-direitos, partindo do princípio que Zoro é uma opção para o lugar.

Médios: transferir Beto, que é um jogador esforçado e com lugar na maioria das equipas nacionais mas não num grande. Manter Petit, Katsouranis, Karagounis, Nuno Assis, Rui Costa. Tentar a contratação de Ruben Amorim (Belenenses) e aproveitar a fase má de Hugo Viana no Valência e tentar relançar-lhe a carreira no Benfica. Fala-se em Kazmierckzak do Boavista. A concretizar-se, não seria uma má contratação.

Alas: para a esquerda há Simão e o jovem Fábio Coentrão. Na direita, é provável que, entre Manu, Paulo Jorge e Marco Ferreira, dois deles saiam do clube, com os dois últimos a serem os mais sérios candidatos. Nesse caso, o regresso de Carlitos, que actualmente está no Sion, seria uma boa forma de saber qual o real valor deste jogador.

Avançados: neste momento, apenas se conta com Nuno Gomes e Mantorras. Duas vagas deverão ser criadas para o lugar, essencialmente para homens de área, coisa que tem escasseado no Benfica nas últimas épocas, com a excepção de Van Hoijdonk e Jankauskas. Seria importante ter um jogador experiente já com créditos firmados e um outro mais jovem, pelo que nomes como o falado Lucarelli ou, porque não, Pauleta poderiam garantir a dose de experiência no sector, tentando colocar no plantel um jogador jovem, como Roland Linz ou ir dando uns minutos ao chinês Yu Dabao.

Em suma, ao contrário do irrealismo que às vezes povoa a mente dos adeptos durante estas alturas, parece-me uma política razoável de contratações, aumentando o leque de opções no plantel, misturando a experiência com a juventude. Pode ser que algum responsável benfiquista passe por aqui e recolha uns conselhos.

Santos populares lisboetas

Há precisamente um ano atrás, falei aqui no LdM sobre a minha primeira ida aos Santos Populares de Lisboa. Tinha dito que não deveria voltar a tais festejos, mas acabei por me enganar, já que ontem voltei aos ditos cujos. No ano passado estive pela Bica, ontem fui para a zona onde estes são considerados mais genuínos, precisamente a zona da Graça, Alfama e eventualmente outros que me possam estar a falhar.

Se há palavra que me vem imediatamente à cabeça nestas situações, essa palavra é confusão. Assim sendo, não espanta andar quase uma hora às voltas para arranjar lugar para estacionar, ver centenas de pessoas em espaços como o Miradouro de Santa Luzia ou o cenário em Lisboa por volta das cinco da manhã, quando, finda a festa, as pessoas se acumulam nas praças de táxi ou nas paragens de autocarro para se irem embora. Ainda assim, não deixa de ser uma festa interessante de ver, com gente a cada esquina de bairros típicos, desde a septuagenária a vender os doces caseiros à porta de casa até ao bailarico montado nas sociedades recreativos, passando pelos vendedores ocasionais de bifanas e de sardinhas assadas. Os pequenos espaços de festa era bem mais acessíveis do que os locais considerados obrigatórios nestas alturas, como a peregrinação ao Castelo de São Jorge que, tanto quanto sei, está sempre fechado nestas festividades.

Cinco blogues com tomates

Agradeço o prémio que me foi atribuído pelo blogue o Profano e passo a nomear os cinco blogues para esta categoria que escolhi. Os meus nomeados são:

O Profano

Rock em Portugal

A Causa foi modificada

Máfia da Cova

Spectrum

Eternas googladas

luciana abreu mostra grelo
o ze do pau "de quim barreiros"
porque algumas musica na educação infantil foram mudadas
lei da familiaridade
"fazer trabalhos de grupo" lisboa
teste sou parecido com alguma celebridade
a nova canção dos super dragões

Primeiro aniversário


Assinala-se este fim-de-semana o primeiro ano de vida d'A Lei de Murphy, o blogue que decidi criar alguns meses depois de ter colocado fim ao Links de Luxo, que durou quase quatro anos. Há coisa de um ano, o país começava uma pequena letargia chamada campeonato do mundo de futebol - um tema a que, na altura, nem dei muita importância - e eu passava pela normal dificuldade de pôr um projecto deste tipo a dar os primeiros passos.

Há coisa de dez anos, fiz um site de Literatura com mais uns tipos que escreviam umas coisas ( o que me provocou alguns sobressaltos como ler poemas e citações da minha autoria nos jornais sem ser previamente avisado), há coisa de cinco anos lancei o Links de Luxo, um mini-portal que teve o mérito de mostrar o que de melhor e pior há na Internet. O projecto blogue é um conceito diferente para mim, que me "obriga" a vir cá quase diariamente para deixar uma mão cheia de googladas, um bitaite sobre a situação política, um relato de um qualquer episódio que presenciei ou filosofia barata sobre qualquer assunto.

Ainda assim, julgo que me tenho esforçado por fazer deste blogue um espaço relativamente interessante para quem o visita, esperando que a sua longevidade se mantenha por muitos e bons anos.

Cinco minutos de Bairro Alto

Três e tal da manhã, regresso a casa. Desço a Rua da Misericórdia, à porta de um estabelecimento está um saco com uns 30 ou 40 pães. Um grupo de malta com aspecto nórdico diverte-se com o pão alheio: um começa por tirar um pão e passados 30 segundos, outro mais espevitado decide fugir com o saco de pão pela rua abaixo. Quem comigo seguia ainda lhes mandou uns berros, eles bem que marimbaram na situação e deixaram o saco do outro lado da rua num local mais distante.

100 metros mais abaixo, a Rua das Flores, à pinha com carros estacionados dos dois lados. Um grupo de patifes decidiu divertir-se mandando cacetada em tudo o que é espelho exterior dos carros estacionados, contabilizando umas duas dezenas de viaturas. O dono do carro onde segui também não foi poupado. Uma medida que seria justa era fazer ao membro viril dos envolvidos a mesma coisa que fizeram com os espelhos alheios, multiplicado pelo número de carros atingidos.

Uma fartura de feira

Passei hoje, como faço todos os anos, pela Feira do Livro. O que não faltava eram bancas das mais diversas editores, com os mais variados tipos de livros e autores para todos os gostos. E também muito escritor conhecido para dar autógrafos (também não foi hoje que tive um livro autografado, pela primeira vez na vida). Muita literatura para oferecer, é certo. Mas os locais com maior afluência e filas nada tinham a ver com o alimentar do espírito, mas antes com a simples gula: nem mais nem menos do que as roulotes de farturas.

Verdade e ficção

Desde que se generalizou o uso da Internet, que o fenómeno dos mitos urbanos ganhou novo impulso, devido à parafernália de e-mails que recebemos de alertas e de relatos das mais diversas situações, como a do tipo que acorda sem um rim numa banheira cheia de gelo. Mesmo sem ser pela Internet, outras estórias circulam de pessoa para pessoa, uma espécie de nova versão das lendas seculares que os nossos avós e bisavós contavam. É o caso do funcionário dos CTT que ficou com um ninho de baratas dentro da língua depois de estar ter ficado cortada enquanto lambusava um envelope ou das explicações referentes ao algarismo ao lado do nosso número de BI, sendo que a mais comum (embora errada) fosse a de que esse algarismo indicava quantas pessoas têm um nome igual ao nosso.

Seria um tema interessante para alguém pegar e fazer uma página ou um blogue. Não os conhecendo em número suficiente e não tendo conhecimentos para classificar um determinado dado como verdade ou ficção, também não me aventuraria a fazê-lo. No entanto, há uns tempos, falaram-me numa página norte-americana - o Truth or fiction - que aborda toda uma série de mitos urbanos, incluindo muitos que ganham forma por via de correio electrónico. Mais do que pensar no carácter científico desta ou daquela estória, é pensar efectivamente no seu conteúdo e na mente prodigiosa de quem a criou. Assim sendo, ficamos a saber que se falou em fenómenos como as vozes que se ouviam de pessoas a pedir socorro aquando dumas escavações na Sibéria, que o consumo de doces antes de adormecer pode atrair formigas que entram no cérebro pelos ouvidos ou a encarnação do anti-cristo na figura de Bill Gates. Mitos urbanos e rumores que vêm à baila, com as mais diversas intenções, mas que vale a pena ficar a conhecer.

Novo aeroporto

Vi ontem partes do debate a propósito da localização do futuro aeroporto no "Prós e Contras". De um lado, os defensores da localização desse aeroporto na Ota e, do outro, defensores da respectiva localização no Poceirão. Devo dizer que, ao contrário de muitos opinadores de mesa de café, não tenho uma opinião formada sobre o assunto, reconhecendo aspectos positivos e negativos em qualquer solução que possa ser tomada.

A Ota tem o factor positivo de poder livrar Lisboa de algum tráfego automóvel (pessoas de fora de Lisboa que passam pela capital só para ir ou regressar do aeroporto) e de poder ser um pólo de desenvolvimento naquela zona. Por outro lado, fica a 50 km de Lisboa e não é permitida a sua expansão (tempo de vida limitado).

O Poceirão permitirá uma expansão da sua capacidade, se tal fôr necessário, e é uma solução um pouco mais barata. Em contrapartida, irá obrigar à construção de mais pontes sobre o rio Tejo e fica numa zona por onde passam aves migratórias. Dizem os entendidos que este pormenor é importante, já que existe o risco de uma ave entrar num reactor e até poder provocar um acidente aéreo.

A opção Portela + 1, com uma nova unidade a servir para companhias low cost (eventualmente, adaptando uma base aérea como Rio Frio para o efeito) seria a solução mais barata e mais pragmática. No entanto, há problemas com a excessiva proximidade das rotas dos aviões e continuam os perigos inerentes à presença de um aeroporto dentro da cidade.

Por isso, acho que esta decisão deveria ser essencialmente técnica, pesando em primeiro lugar os factores de ordem técnica e de segurança e a seguir os factores ambientais e económicos. Esta será, muito provavelmente, a obra mais cara em Portugal, seria bom ponderar todos os factores e pensar no bem do país e não usar um tema destes como tema de luta eleitoral, com argumentos um pouco descabidos como aquele do perigo de atentado na ponte 25 de Abril.

Googladas

POSSIVEL FUTURA CHAVE EUROMILHOES
campanha publicitaria ma chérie
pontos de vista sobre o documentário de António Barreto comunista
baleias karaoke
EM SÃO GONÇALO TEMOS QUAL TV A CABO QUE NÃ É LEGALIZADA
hi5 jorge ferreira
nomes de roulotes

Eleições em Lisboa

As eleições autárquicas intercalares que se realizarão em Lisboa dentro de mês e meio assumem um certo carácter histórico para a vida da cidade e até da vida autárquica do país.

Em primeiro lugar, por serem eleições com carácter intercalar motivadas por suspeitas de aldrabice na sua gestão, face às suspeitas de relações pouco claras entre autarquias e o sector da construção e imobiliário, que acontecem um pouco por todo o país.

Em segundo lugar, por terem um naipe vasto de candidatos, onde alguns partidos lançam as suas principais figuras havendo também lugar a duas candidaturas independentes de figuras de relevo (Carmona Rodrigues e Helena Roseta), o que implicará forçosamente deslocação de votos da parte daqueles que habitualmente votam num determinado partido.

Em terceiro lugar, pelo carácter excepcional destas eleições, será possível haver um debate centrado essencialmente nos problemas da cidade e naquilo que será o seu futuro, que será interessante não só para aqueles que vivem na cidade, mas também para quem se deslocam dos arredores diariamente para trabalhar. Para a discussão sobre o futuro de Lisboa contam-se temas tão díspares como o futuro aeroporto internacional, o Parque Mayer, a expansão do metropolitano, a hipotética cobrança de portagens para passar em determinadas zonas ou a opção por reabilitar edifícios antigos em vez de fomentar a construção de novos prédios.

E havendo uma maior identificação dos lisboetas com a sua cidade do que sucede, por exemplo, com quem vive nas tais zonas-dormitório nos arredores, os resultados devem (ou deveriam) ter uma leitura exclusivamente local. Face à importância do assunto, dedicarei alguns posts ao tema.

Passe o paradoxo

No dia do não-fumador sai um interessante estudo feito junto dos fumadores por parte do Hospital de Santa Maria. O estudo incidiu em pessoas que desejavam abandonar o vício e revela um resultado que tem mais de cómico do que de trágico, já que o que impede essas pessoas de deixar de fumar não é o gostar realmente de fumar ou o não conseguir deixar de viver sem o tabaco, mas antes o preço dos medicamentos de substituição, coisa que custa uns 70 ou 80 euros. Convém enaltecer que , com os maços de tabaco a 3 euros e pouco, corresponde mais ou menos ao consumo de um mês. Quando se diz que um dos defeitos dos portugueses é a falta de raciocínio lógico, um estudo deste tipo reforça ainda mais essa tese.