Nos jogos para a consola também se encontram outras coisas boas



E que nunca nos passariam à frente em circunstâncias normais. É o caso desta música "Muzika Dlya Fil'ma", do grupo Persephone's Bees que, tanto quanto sei, foi criado por uma russa e que consta na playlist do Fifa 2007. Gostaria de ter poderes para saber qual seria o destino desta canção nos mercados internacionais se fosse cantada em inglês, mas este negócio da música é sempre uma coisa complicada de explicar.

Coisas do Marketing: as cápsulas com hydrofilm


Percebe-se bem o que é o estilo de vida moderno, quando há empresas - neste caso específico, a Sun - que se dedicam à investigação e concebem produtos que dispensam coisas tão básicas como...abrir uma embalagem de uma cápsula para a máquina de lavar loiça.

Após o Caso Mateus

Na última temporada futebolística, após acérrima luta pela fuga à despromoção, o Gil Vicente manteve-se na primeira liga e o Belenenses estava condenado à descida. O clube lisboeta interpôs um recurso devido à inscrição ilegal de um jogador por parte do Gil Vicente - o chamado Caso Mateus - e mesmo após o início do campeonato não se sabia quem ficaria na primeira liga e quem iria parar à segunda.

Passados alguns meses e com as duas provas prestes a chegar ao fim, não deixa de ser irónico verificar os percursosdas duas equipas: o Gil Vicente dizia-se preparado para competir entre os grandes do nosso futebol e actualmente luta para não ir parar à Segunda divisão B, ao passo que o Belenenses vai à frente nesse campeonato à parte que é ficar em quarto lugar, pode ainda conquistar a Taça de Portugal e será um dos representantes do futebol português na UEFA. Perante este quadro um tanto ou quanto anormal face ao passado recentes destas equipas, questiono-me sobre o que teria sido esta temporada se o tão badalado Caso Mateus não tivesse acontecido. Teríamos um Belenenses a cilindrar os clubes da segunda liga e um Gil Vicente a servir de bombo da festa na primeira liga? Razão tem o outro, que diz que o futebol não é uma ciência exacta.

O túnel

Numa altura em que muitas cidades tentam resolver o problema do tráfego automóvel e da poluição colocando entraves à entrada de carros nos seus centros, em Lisboa é inaugurado um túnel onde circularão 50 mil viaturas por dia e que, por inerência, irá fomentar a entrada de mais carros na capital. A coisa facilita a circulação naqueles 2 km, mas os carros certamente não se evaporarão depois de saírem do dito túnel, pelo que os problemas de tráfego no resto da cidade continuarão.

As críticas ao túnel do Marquês de Pombal passam também pelas questões de segurança, como a excessiva inclinação, a proximidade excessiva em relação à linha do metropolitano ou a ausência de determinados equipamentos úteis aos bombeiros em caso de incêndio. Nunca esquecendo os balúrdios inerentes à sua construção e os sucessivos atrasos.

Tal como sucedeu no passado com a ponte sobre o Tejo que se chamou Ponte Salazar, também este túnel deveria ter o nome do artista que o engendrou, adoptando o nome de Pedro Santana Lopes ou de Carmona Rodrigues. É que o próprio Marquês de Pombal, que foi um dos nomes maiores do planeamento urbanístico em Portugal, certamente que andará a dar voltas na campa ao saber que foi usado o seu nome para baptizar mais um digno representante da balbúrdia urbanística que vai varrendo este país.

Revolução gráfica

No dia em que se assinala a Revolução dos Cravos, também por estes lados se faz uma mini-revolução, neste caso do foro gráfico. Há coisa de sete ou oito meses que o template não era alterado e nada como ir mudando de vez em quando.

Actualização de googladas

restaurante o brasileiro charneca
joao de deus pinheiro filho
lojas comerciais lloret de mar
excessos viagem de finalistas
GLUTÕES DETERGENTES
parabólica 150 canais

Ao cuidado daqueles que gostam de escrever sob o efeito do álcool

«Se um homem escreve bem só quando está bêbado dir-lhe-ei: embebede-se. E se ele me disser que o seu fígado sofre com isso, repondo: o que é o seu fígado? É uma coisa morta que vive enquanto você vive, e os poemas que escrever vivem sem enquanto.»

Retirado d'"O livro do desassossego" de Fernando Pessoa

Mais gente que por cá passa

A inscrição em novos motores de busca, a referência no Público na passada segunda-feira e a ligação disponibilizada em mais dois ou três blogues fizeram subir o índice de visitas do LdM nos últimos dias, com uma média de 30 visitantes diários e page views quase sempre a rondar os 50. Coisa pouca, mas certamente encorajadora. Se os dois momentos de maior afluxo de visitas até agora não são exactamente motivo de regozijo da minha parte - leia-se os testes iniciais com o Blogger e a morte de uma pessoa minha conhecida num acidente de avioneta que teve visiblidade mediática - parece-me que estes dias recentes foram mais positivos desse ponto de vista. Para quem alimentou durante alguns anos um site que regularmente contabilizava um número de visitas que não chegava aos dois algarismos, não deixa de ser uma melhoria digna de ser registada.

O bizarro de uma folha de agrião

Na última noite, após ter passado por um cenário em que era lutador da WWE e competia com o incontornável Batista, desenvolvi no meu inconsciente uma belíssima estória que começava com uma pequena cápsula transparente do tamanho de um comprimido, que eu encontrei em minha casa. Ora, no contexto de um sonho, o que é que se faz a uma cápsula transparente? Exactamente, pega-se nessa cápsula e coloca-se essa cápsula no interior do corpo pela zona abdominal. A inconsciência foi um pouco longe, já que eu próprio não sabia o que é que essa cápsula continha. Não sabia, mas não tardou até que ficasse a saber: a dita cápsula continha sementes de agriões e apercebi-me disso porque me começaram a nascer folhas de agrião na barriga poucos minutos depois.

Como estas coisas de nascer agriões são sempre chatas, decidi ir a uma unidade de saúde ali para os lados da Avenida de Berna, mas asseguro que a unidade em causa não era o Hospital Curry Cabral, ou seja eu próprio ficcionei uma unidade de saúde naquela zona. Para meu espanto, os funcionários que estavam no local pouca ou nenhuma importância deram ao meu caso, pois decorria a hora de almoço naquele local.

É com estes sonhos macabros que chego à conclusão que muitos argumentos de filmes de terror ou do chamado cinema fantástico devem vir de processos criativos tão morosos como... dormir. Quando o nosso inconsciente ajuda desta maneira, boa parte do trabalho está feito.

Quando há músicas que custam a sair da cabeça...



...é sempre chato. É o caso da "Kingdom of doom", do grupo The Good, The Bad and the Queen, que junta o vocalista dos Blur Damon Albarn com outros músicos vindos dos Clash e The Verve. Uma canção sobre o estado de espírito de quem vive num cenário de guerra, acompanhada de um teledisco onde se prepara uma refeição muito britânica e cheia de ovos estrelados e bacon, mas com um índice de gorduras e colesterol pouco aconselháveis à saúde. Não deixa de ser estranho que, numa era de grande evolução tecnológica que se reflectem nos vídeos da indústria da música, aquele que mais me chama a atenção seja uns tipos fechados numa cozinha a preparar uma refeição. Enfim, gostos.

Massacre na Universidade da Virginia

Numa universidade norte-americana, um estudante coreano revolta-se contra os seus colegas e professores e provoca 32 mortos, num cenário digno de execução com as vítimas encostadas à parede, suicidando-se de seguida. O presidente Bush aproveita a desgraça e decide subir a cotação nas sondagens indo ao próprio lugar e mostrando a sua solidariedade para com as vítimas de tal acto.

Nestas coisas, os líderes dos países colocam-se sempre na linha da frente, seja porque os deveres de chefe de Estado assim o obrigam ou por oportunismo. Bush teria toda a razão para o fazer, mas há que enaltecer que chefia um país onde é mais fácil um cidadão comprar uma arma do que uma cerveja, onde a indústria do cinema não vive sem doses massivas de violência, que faz o papel de polícia do mundo respondendo à violência com mais violência (veja-se o caso do Iraque), onde o lóbi do armamento chega a mandar mais do que o poder político, que tem cidades onde há cidadãos que são proibidos de andar sem arma e onde a medieval pena de morte ainda se aplica. Num país destes não é surpreendente que alguém mal humorado deixe soltar o pior de si e ataque outros cidadãos com a ajuda de uma arma perfeitamente legal. O que é surpreendente é que quem teria a possibilidade de inverter a situação venha escandalizar-se com este tipo de fenómenos.

Referência no jornal Público

O post escrito há dois dias atrás sobre o carácter pouco sensato da campanha Novas Oportunidades é referido na edição de hoje do jornal Público (ver notícia).

Actualização semanal de googladas

simpatia para ganhar na justiça
fotos vestuário cigano
sérgio verónica imobiliária big brother
quem eram os Glutões?
Acidentes em Lloret del Mar
roubar os funcionarios na sonae

Coisas do Marketing: a campanha Novas Oportunidades


Uma das metas do actual Governo é aumentar o nível de formação dos portugueses, porque quando este melhora, o País ganha em competitividade e a coisa vai para a frente. O objectivo é nobre, embora com uma certa carga de paternalismo, esquecendo-se de existe muita gente que nem de carregar os livros gosta, quanto mais de estudar.

Vai daí, lançou o programa Novas Oportunidades, destinado a proporcionar a equivalência de competências e o fomento da formação de quem já largou há muito tempo a escola e também visando os jovens, para que estes tenham a noção de que é importante continuar a estudar para ser alguém na vida e concretizar os sonhos.


É nesta variante da campanha que gostaria de pegar. Os anúncios trazem figuras conhecidas que se distinguiram numa determinada área e faz um exercício típico do filme "Regresso ao futuro", mostrando a Maria Gambina a trabalhar numa lavandaria, a Judite de Sousa a trabalhar numa livraria, o Pedro Abrunhosa a fazer a manutenção de um espaço de espectáculos e o Carlos Queiroz a ajudar na limpeza do estádio do Manchester United, num cenário hipotético do que a sua vida seria se os estudos tivessem ficado a meio. Pelo meio, a carga moral: se não quiserem ter esta profissão, então estudem!

Ora bem, este anúncio parece-me pouco digno de figurar numa campanha promovida pelo Governo deste país - e, por inerência, com dinheiro do erário público - por duas grandes razões:

- em primeiro lugar, porque dá a entender, e de uma forma pouco subtil, que há profissões e actividades menores e sem qualquer relevância social, como a limpeza e a lavandaria, e que vão lá parar os restos da sociedade e quem não teve paciência para estudar na altura certa. Seria uma boa forma de chamar a atenção se não existissem pessoas que gostam de ser jardineiros ou carpinteiros. No fundo, é o retrato de um país que venera as suas Expos e os seus estádios de futebol e se esquece dos milhares de desgraçados que por lá andaram a acartar baldes de cimento.

- em segundo lugar, transmite uma relação de quase causa-efeito na relação entre o estudo e a obtenção de um emprego estável e próspero, quando sabemos que em Portugal isso é um autêntico mito. Basta recordar a percentagem de licenciados inscritos em centros de emprego e aqueles que, estando empregados, auferem ordenados próximos das profissões que são caricaturizadas nos anúncios, seja na própria área de actividade ou engrossando as fileiras dos funcionários de call centers. E a imagem de Judite de Sousa a trabalhar numa livraria porque não terminou os estudos só pode vir a da cabeça de alguém que desconhece as habilitações de muita gente que desempenha esses cargos. Vão ver qual o grau de instrução de muita da rapaziada que trabalha no atendimento nas FNAC's deste país e deslumbrem-se com a panóplia de cursos superiores.

Cantinho do sósia

Leon Trostky, político russo e ideólogo do Trostkismo / Afonso Costa, uma das figuras da Primeira República

Ufff...

Bem sei que é algo bastante corriqueiro para 99% da população, mas a entrega anual do IRS é daquelas coisas que mais me afronta a paciência - um pouco como todas as burocracias - tal a quantidade de parâmetros, variáveis, alíneas, anexos, números de controlo, isenções e outras coisas esquisitas. Em anos passados, cheguei ao ponto de levar as contas feitas e os impressos em branco e quase colocar tão dolorosa tarefa nas mãos dos funcionários das Finanças. Por três anos seguidos, tive diferentes modelos de IRS, o que motivava alguma desorientação. Este ano, consegui orientar-me sozinho e eis que, de madrugada e a poucos dias do prazo, lá enviei os dados on-line. E ainda tive algum discernimento para enviar os 0,5% do IRS - coisa pouca, mas bem intencionada - para a AMI.

Na Madeira não há incompatibilidades!...

Numa altura em que o país discute em que moldes foram tiradas meia dúzia de cadeiras por José Sócrates, parece que o resto é paisagem. Hoje, vêm notícias que dão conta da rejeição de Alberto João Jardim em querer aplicar a lei das incompatibilidades na Madeira. Para quem não conhece esta lei, explico que esta é uma lei que se aplica aos titulares de cargos públicos (ministros, deputados, secretários de Estado e por aí fora) para evitar que surjam conflitos de interesses entre o sector público e privado. Ou seja, um ministro da Administração Interna não deve ter qualquer tipo de interesses em empresas de extintores ou de carros de bombeiros, ou um ministro da Saúde não deve ter quaisquer ligações ao sector privado. Isto serve para evitar confusões futuras em matéria de falta de transparência por parte de titulares de cargos públicos.
Parece um princípio elementar de justiça, mas para alguns parece não ser. É o caso de Alberto João Jardim, que rejeita a aplicação desta lei na Madeira e classifica-a a sua eventual aplicação naquela região Autónoma. Percebe-se porquê, já que quem o rodeia tem interesses em determinados sectores, como a construção, e uma lei deste tipo impede qualquer tipo de favorecimento aos mais próximos e à custa do dinheiro vindo do Continente. E é um tipo destes que governa há 30 anos aquele território e se prepara para uma nova eleição.

O vizinho de Portugal

Esta manhã, enquanto comia religiosamente os meus flocos com iogurte, dei de caras com um anúncio no programa do Goucha que visa eleger a vizinha de Portugal. O anúncio pede a cada pessoa que vê o programa para entrar em contacto com a produção e explicar os motivos pelos quais a vizinha do lado é uma boa pessoa e deve ser considerada a melhor vizinha neste país.

A minha escolha para este concurso seria óbvia, mas não se encaixa necessariamente nos moldes deste programa, e incidiria no meu vizinho sexagenário ou septuagenário de baixo. Esse é o verdadeiro vizinho de Portugal. A razão para esta escolha prende-se essencialmente pela sua preocupação com o meu bem-estar e o bem-estar da minha casa, já que demonstrou perante a minha pessoa a sua preocupação perante situações como: chegar amiúde de madrugada a casa, deixar cair coisas no chão, ter equipamentos domésticos que fazem algum barulho e me podem danificar os tímpanos, ter visitas que usam tacão alto que fazem barulho e podem causar estragos na madeira, a forma um pouco exaltada como vejo alguns jogos de futebol e, nomeadamente, festejei o título nacional do Benfica.

Contrapondo ao isolamento das grandes cidades, os verdadeiros vizinhos são aqueles que se preocupam connosco e as situações que nos podem ser danosas.

Mais uma actualização de googladas

o que vem a ser a expressão "vinho de mesa"
revestimento da pantera negra
erro do euromilhões de ontem
dizimo kids
nome do medico que operou rui costa
assiduidade e pontualidade

Ir à bola em Moscavide


A tarde soalheira de ontem levou-me ao estádio daquela que eu chamo a minha segunda equipa de futebol, já que a primeira é o Benfica, precisamente o Olivais e Moscavide, actual campeão da segunda divisão B e pela primeira vez na segunda Liga ou liga Vitalis. O jogo de ontem foi contra o Penafiel, equipa onde militam antigas figuras importantes do nosso campeonato, como Martelinho (ex-Boavista) e Clayton (antigo jogador do Porto e Sporting) e cujo treinador é o antigo internacional Rui Bento (que passou por Benfica, Boavista e Sporting)

Já não ia ao Estádio Alfredo Marques Augusto há dois ou três anos. O recinto está mais bonito, fruto das exigências de uma nova liga, e recebe mais gente do que quando estava na 2ª B. As gentes da zona parecem ter ganho nova empatia com o clube com a subida de divisão e até há uma claque, embora reduzida. A atmosfera é digna de ser vista, com o público a insultar mais os próprios jogadores do que os adversários (o facto de a equipa local ter sofrido dois golos nos primeiros 15 minutos terá ajudado), chamando "apito dourado" ao árbitro ou elementos em extremos opostos na bancada a apostarem bebidas caso este ou aquele jogador marcasse golo.

O jogo, como referi, começou mal para o Olivais e Moscavide. A equipa tentou recuperar da desvantagem, essencialmente por iniciativas daquele que se diz poder vir a ser o próximo Cristiano Ronaldo - o jovem Fábio Paim - que demonstra boa técnica, mas nem sempre a usa em prol da equipa e acusa uma certa falta de estofo físico. O golo que serviu de consolação e que fechou o resultado em 1-2 foi da sua autoria. O facto de o adversário jogar mais em contenção depois do segundo golo e o nervosismo e inexperiência de boa parte dos jogadores ajudaram a que o resultado fosse negativo, apesar de merecerem, pelo menos, um empate.

Se a memória não me atraiçoa, foi o primeiro jogo da segunda liga a que assisti ao vivo. Como o Benfica nunca foi despromovido para esta competição, apenas o Olivais e Moscavide seria motivo para o fazer. Mas tendo em conta o péssimo momento de forma da equipa - apenas um ponto nos últimos sete jogos - receio que os jogos na próxima temporada venham a ser disputados na segunda B, passe a falta de confiança.

Incidentes do Benfica - Porto

Não vi o jogo de domingo entre o Benfica e o Porto. Soube o que aconteceu em matéria de mau comportamento dos elementos dos Super Dragões mais tarde, com o arremesso de cadeiras e petardos para as bancadas. O espectáculo proporcionado por esta rapaziada sempre que vêm a Lisboa repete-se anualmente, com os impropérios do costume, a versão adulterada de um dos cânticos dos adeptos benfiquistas e as provocações aos adeptos e à polícia. Desta vez, a coisa atingiu proporções um pouco mais acentuadas face ao que é habitual.

Parece óbvio que o sítio onde estes adeptos foram colocados não terá sido o melhor, já que lhes proporcionava campo aberto para arremessarem o que quer que seja para parte do estádio. No entanto, é ainda mais óbvio que o comportamento da PSP e da segurança não terá sido o mais correcto, já que foi permitida a entrada de objectos perigosos e muitos membros da claque entraram sem qualquer controlo, como comprovam imagens televisivas. Para além disso, há relatos de que a PSP foi demasiado permissiva perante o que se desenrolou durante o jogo.

Embora não seja um grande simpatizante das claques organizadas, reconheço que sem elas os jogos não teriam muita da emoção que têm hoje. Admito também que, fora do campo, os comportamentos de muitos dos seus elementos deixam muito a desejar em matéria de civismo e de respeito. Sem querer ser faccioso, reconheço que a maioria dos episódios mais extraordinários de que tenho conhecimento a propósito de claques vêm dos Super Dragões. Um grupo organizado que conta agressões a jogadores adversários e até do próprio clube, que contabiliza proezas pelos sítios onde passa, cujo líder está indiciado por agressões ao vereador Ricardo Bexiga e que funcionou até há pouco tempo como braço-armado do Presidente do Futebol Clube do Porto.

A rivalidade é um elemento natural do futebol. Qualquer clube que se preze tem alguns clubes rivais, seja pela localização geográfica, pela igualdade de dimensão ou por razões históricas. A rivalidade Benfica - Porto é a que dimensões mais preocupantes, é uma espécie de luta entre Norte e Sul, entre um clube que tem o maior palmarés futebolístico e o maior número de adeptos e um outro que anda há algumas décadas a tentar ganhar uma dimensão que supere a esfera regional. Uma rivalidade que começa a sair da esfera futebolística e que passa para o campo social (quantas vezes não ouvimos já pessoas de Lisboa a dizer que não vão ao Norte?). E, se há responsáveis por esse clima com contornos de guerra civil, um desses responsáveis é Pinto da Costa.

Nova playlist

A playlist, acessível na barra lateral, foi alterada. Nela constam agora músicas de Leonard Cohen, Feist, Tindersticks, Nick Cave, Pogues e outros artistas da canção internacional.

Choque fiscal já chega às lojas chinesas

Desloquei-me há uns dias atrás a uma loja chinesa, a fim de comprar bens de enorme utilidade que se vendem nesses antros de sonho consumista. Depois de encher as mãos com embalagens de gel de banho (sem ironia, porque é bem mais barato nestas lojas) e de embalagens de incensos da Nossa Senhora de Fátima e do Dr. Sousa Martins, dirijo-me à caixa para pagar. Estava à espera de pagar e receber o troco, como de costume. Mas eis que vejo uma caixa registadora a funcionar, com uns talões a sair indicando a soma e o IVA correspondente. Fiquei um pouco estupefacto por ver uma loja destas a funcionar na absoluta legalidade fiscal, ao ponto de estender o olhar por uns segundos para o rolo de papel que saía da máquina. Ou há coisas que começam a mudar neste ramos ou então eram já os incensos a fazer efeito.

Actualização de googladas

Clínicas Privadas de Dermoestética
fotos de acidentes esquisitos
minas e armadilhas julio cesar
casal de abelhinhas
tatuagem jogador maldini
viagem finalistas artur gonçalves

Eleição de grandes figuras noutros países

Há uma semana atrás, dei conta do meu estarrecimento pela forma como Salazar foi consagrado no programa Grandes Portugueses, à frente de grandes nomes da nossa História. Os dias que se seguiram fizeram correr tinta nos jornais, sendo que as posições se extremavam entre aqueles que antecipavam o surgimento dos neo-salazaristas e os que desvalorizavam o resultado, dado que este foi obtido através de televoto num concurso de televisão.

Uma das teses para a desvalorização do resultado prende-se com situações igualmente estranhas que sucederam noutros países. Apesar de já ter feito uma primeira pesquisa sobre aqueles que foram consagrados nos programas que se fizeram lá fora, decidi levar a pesquisa um pouco mais a sério, incidindo nos 100 mais votados. E, apesar de um certo embaraço que este resultado acarreta para a imagem de Portugal no estrangeiro, nos outros países também houve situações um pouco fora do que seria expectável. Ou seja, apesar de nos nossos 100 mais votados (ver lista) constarem nomes como os da Irmã Lúcia, Hélio Pestana, Maria do Carmo Seabra ou uma figura mitológica - Padeira de Aljubarrota, os outros países também têm algumas gaffes nas suas votações.

Nos Estados Unidos, Ronald Reagan foi eleito o maior norte-americano de sempre. No Top 10, constam George W. Bush e Bill Clinton. Nos 100 mais, podemos ver nomes como Barbara Bush, Hugh Hefner, Condoleezza Rice e uns 10 ou 15 actores de Hollywood.

No Reino Unido, a Princesa Diana conseguiu ficar em terceiro lugar, à frente de Darwin, Shakespeare, dos Beatles ou inventores importantes.

No Canadá, a lista dos 100 grandes canadianos tem nomes como Céline Dion, Avril Lavigne e Pamela Anderson.

Na Holanda, a votação consagrou o líder da extrema-direita Pim Fortuyn, que havia sido recentemente assassinado.

A Finlândia esteve prestes a ter, entre os 10 mais votados, o vocalista dos Him e o homem mais alto daquele país (248 cm).

O concurso na República Checa teve de fazer uma ligeira reformulação após a primeira fase da votação, já que quem teve mais votos foi uma personagem literária que satiriza com os próprios checos, uma espécie de Zé Povinho naquelas bandas. Como este tipo de personagem não pode ir a votos, foi retirado da lista dos 10 finalistas.

Também a Roménia contou na sua lista de 100 grandes figuras com uma personagem que costuma constar no anedotário nacional, neste caso uma criança que parecer funcionar um pouco como o nosso menino Joãozinho, e esteve prestes a ter o Conde Drácula na lista dos 10 finalistas.

Rapaziada descontrolada

Por estes dias, a notícias têm dado conta de alegados excessos nas viagens de finalistas de rapaziada portuguesa até Lloret del Mar. Ficamos com duas ideias: a juventude de portuguesa perde o pouco tino que tem quando vai para estas viagens e os espanhóis são gente pouco acolhedora e tolerante em relação aos jovens que lhes fomentam o negócio.

As duas ideias até têm cabimento. Em primeiro lugar, estas viagens de finalistas conjugam uma série de factores que não podem propiciar coisa boa: a idade de quem vai, a frequente ausência de professores ou de outros adultos na comitiva, o facto de se estar num local onde dificilmente se regressará, os preços baixos do álcool e dos locais de diversão nocturna. Enfim, junte-se isto tudo e não é difícil antecipar as muitas estórias que se ouvem dessas viagens, de que o episódio com ovos cozidos colocados no corredor de um hotel por parte de alunos da Covilhã não passa de uma mera caricatura. Também lá estive em viagem de finalistas há uns largos anos e coleccionei e conheci episódios de outros que por lá passaram (como o relatado pelo meu amigo pex_boy neste post) e afianço que não há que dramatizar em excesso: aquilo é um fenómeno à parte.

Em segundo lugar, parece-me que há aqui pouco bom-senso por parte dos hotéis que acolhem estas viagens. Ou seja, quando todo um destino turístico se prepara durante algumas semanas por ano para acolher viagens de finalistas do ensino secundário tem que estar precavido para o que pode acontecer, não se pode limitar a engrossar as receitas sem ter a noção de que este nicho de mercado é bastante diferente dos outros.