Aprendiz de cozinha: lasanha de espinafres



A coisa tem francamente mau aspecto, até porque a fotografia está extremamente mal tirada (ou não tivesse sido eu a tirá-la...), mas é uma delícia e uma simpática maneira de comer legumes, não sendo um prato caro nem difícil de fazer.

A receita está disponível aqui.

Músicas da semana: Beck


Para esta semana, apenas músicas do Beck:



"E-pro"



"New pollution"



"Mixed Bizness"



"Sexx laws"

Uma das melhores definições de blogues que li nos últimos tempos

...no blogue Soraya, ma cherie

Temos para nós que a Soraia é uma queriducha, a Matilde um amor e o Crómio boa gente. ...e você, o que pensa para a República?

Aglomeração de jogadores da bola

Quando falo com outras pessoas sobre aquelas figuras públicas ou, quanto muito conhecidas, que já vi ao vivo há sempre um sector que fica a faltar, que é o dos jogadores de futebol. Isto sem prejuízo de fazer o cheque-mate quando digo que vi uma vez os U2 a passar de carro em Santa Apolónia.

Ontem, quebrei esse estranho enguiço. Num jantar num restaurante brasileiro na Margem Sul, deparei-me com uma aglomeração de futebolistas do Benfica, num grande jantar de aniversário, no dia a seguir ao decepcionante torneio do Guadiana. Os jogadores, para não destoar, eram todos brasileiros: Beto, Anderson, Luisão, Manduca, Alcides, Marcel e o não menos importante Everson (e eu que julgava que este último já nem andava por cá...).

Murphyologia aplicada a canais de televisão

Definição de Turner:

"Uma antena parabólica significa ter mais 150 canais de coisa nenhuma para ver"

Vem isto a propósito de um pequeno episódio a que assisti nas minhas férias e que passo a explicar. O dono da casa onde estive, a quem simpaticamente chamamos de Fialho (apelido que, curiosamente, rima com muitas coisas, como genitália masculina), teve a brilhante ideia de instalar uma antena parabólica para as casas de férias dele. Este Fialho é alguém que personifica o verdadeiro espírito de pato bravo português e cujas tropelias mereciam, não meia dúzia de posts, mas sim um blogue inteiro. Sendo fiel a este espírito, decidiu gastar uns bons tostões, não em camas como deve ser, não nuns sofás mais confortáveis, não numas fechaduras mais seguras, mas antes numa antena parabólica.

Acontece que, hoje em dia, o que é bom já não passa em canal aberto, mas sim através do cabo ou em sinal codificado. A definição de Turner encaixa precisamente neste caso, já que a parabólica transmite essencialmente canais alemães e de Leste, muitos deles exclusivamente de vendas, sendo que os únicos canais conhecidos são a RTL, a Eurosport e o Euronews, dentro dum conjunto de 50 canais que a parabólica apanha. Mas isso tem pouca importância e o que é preciso é valorizar o produto (neste caso, a moradia de férias), nem que seja com uma parabólica, ainda que o respectivo interesse seja duvidoso e a única utilidade seja prolongar o zapping.

O que é ser um especialista em futebol?

Basicamente, a resposta é: ser como o Luís Freitas Lobo. Ao ser questionado pela RTP sobre o Austria de Viena, adversário do Benfica na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, explica por A mais B os pontos fracos e fortes da equipa, a forma de jogar ou quais os seus melhores jogadores, ainda que alguns desses jogadores tenham nomes quase impronunciáveis. Falar sobre os três grandes portugueses ou os grandes gigantes do futebol europeu qualquer um fala, mas falar do campeão austríaco como se de um Barcelona ou Chelsea se tratasse, só está ao alcance de alguns.

Notas do Hi5 - II

Nos meandros do Hi5, reencontro uma ex-colega de escola. Ao ver a transformação que operou no visual desde a última vez que a vi, concluo: esta está mesmo com ar de mulher de jogador de futebol.

Notas do Hi5 - I

Às vezes, quando há uns tempos mortos no trabalho, eu e uns colegas gostamos de andar a "navegar" no Hi5. Uma das sugestões de navegação é fazer pesquisa pelos perfis do sexo feminino de outros países. Uma das coisas mais fascinantes que descobrimos é o facto de, muitas vezes, a mulher ter como amigos uma série de homens portugueses, ainda que essa mulher seja proveniente de países tão longínquos como a Ucrânia, a Rússia ou o Líbano. Por isso, é comum chegar a uma qualquer Svetlana ou uma Natacha e ver na respectiva de amigos um qualquer Ricardo, Luís ou Frederico.

O espírito marialva do português, misturado com a escola de Zezé Camarinha, manifesta-se de muitas maneiras e a Internet não é excepção.

Às vezes, as crianças conseguem ter opiniões mais sensatas que muitos adultos

O paradoxo de ser português e acreditar nas ideias de pureza racial

Folheava, há uns dias atrás, a obra "A identidade nacional" de José Matoso, onde o autor explica o que esteve na criação de uma identidade nacional, ou seja, o que é que funcionou como o elemento de ligação entre um conjunto de pessoas para que estas se sentissem portuguesas, a partir do momento em que o nosso território ficou geograficamente conhecido como hoje o conhecemos. A tese que o autor defende é a de que esse elemento de ligação foi precisamente o factor político, o que equivale a dizer que o que fazia com que todos fossem portugueses era o facto de viveram todos num território delimitado e com uma administração comum. No entanto, face aos elevados níveis de analfabetismo existentes até ao século passado, apenas as faixas mais letradas da população tinham consciência do que era, efectivamente, Portugal.

O autor dá menos crédito a outras possibilidades, como a questão da raça. Ou seja, os portugueses não tinham a raça como denominador comum. Não é difícil perceber porquê: afinal de contas, foram tantos os povos que passaram por Portugal ao ponto de ser difícil atribuir com rigor um povo do qual sejamos descendentes. Para além disso, entre o reconhecimento internacional da existência de Portugal e a formação do território de Portugal continental como hoje o conhecemos passaram 150 anos. Ou seja, havia os ditos portugueses no Norte e muitos árabes no Sul.

Foi aí que me apercebi do paradoxo que é ser-se português e acreditar nos ideais de raça pura, que foi um dos baluartes do pensamento nazi e que terá originado a morte de milhões de judeus e ciganos. É que, face à nossa história e que deveria ser melhor conhecido por quem se diz nacionalista, o argumento de que todos os portugueses descendem de um mesmo povo é um tanto ou quanto duvidoso.

A Miss Universo

Realizou-se por estes dias a eleição da Miss Universo. Considero esta designação um tanto ou quanto abusiva. Enquanto não descobrirmos que tipo de vida existe em todos os outros planetas, acho pouco sensato dizer que uma mulher terrestre seja mais bonita do que outras criaturas que possam existir nos restantes planetas.

A personagem gay dos Simpsons

Há um ou dois anos que saíam com alguma frequência notícias sobre alguma polémica causada por certos episódios dos Simpsons. Pelos vistos, a série que passava na altura nos Estados Unidos, estava recheada de momentos importantes na série.

Houve uma série de notícias relevantes. A começar no polémico episódio desenrolado no Rio de Janeiro, que dava uma imagem pouco simpática da cidade (retratada como um antro de banditagem, onde Homer Simpson chegou a ser vítima de rapto) e que obrigou a produção do programa a fazer um pedido de desculpas oficial às autoridades da cidade. Outros episódios foram falados, como aquele em que Homer Simpson se tornou pastor ou outro em que tomou conta da igreja local, entrando em conflito com Deus.

No entanto, a notícia que mais me intrigou foi quando se anunciou que, num determinado episódio, se iria saber que havia uma personagem gay na série. Pus-me logo a conjecturar quem seria a personagem em causa, já que haveria uma série de personagens cujo comportamento pudesse indiciar a homossexualidade, até porque não tinha sido explicitado se a a personagem era do sexo masculino ou feminino.



Neste domingo, pude assistir a esse episódio, tal como tive recentemente a oportunidade de ver os outros que causaram alguma celeuma. Homer e Marge tiveram um desentendimento e Homer vê-se obrigado a ir viver para o bairro gay da cidade, onde dá de caras com Smithers, o empenhado ajudante de Montgomery Burns. E ficou desvendado o segredo sobre a personagem-mistério, sem grande surpresa, já que a relação deste com o patrão fazia já parte de um certo anedotário da série. No entanto, quando li a notícia, pensei que haveria a hipótese de a personagem em causa ser uma das irmãs de Marge, aqueles dois colegas do Homer e que frequentam o bar do Moe ou até o próprio Montgomery Burns.

Nova secção: músicas da semana

Atenção, há novidades por estas bandas:

Aproveitando as potencialidades oferecidas pelo site Radio Blog Club, vou passar a fazer um post semanal com algumas músicas para audição on-line, de modo a tornar a visita à Lei de Murphy uma coisa, digamos, mais simpática. O critério para a escolha dessas músicas é meramente pessoal.

Para esta semana temos:




Blur "There's no other way". Brit pop de qualidade.



"Eye in the sky", de Alan Parson Project. Mais uma daquelas músicas míticas dos anos 80.



"Walk away", do último disco dos Franz Ferdinand.

E, assim de repente e como quem não quer a coisa, ficam os links para uma música dos anos 80, para uma dos anos 90 e ainda outra para a década que atravessamos. Como devem ter reparado, praticamente não pronuncio sobre as músicas em causa. De facto, para estar a dizer coisas como "Esta malha é bué de fixe" ou "Som altamente!", é preferível não ir por aí. Se elas cá estão é porque gosto delas e acho que isso chega. Gosto muitíssimo de música, mas falar tecnicamente sobre música é mais complicado.

Peço-vos que me digam se concedem aceder bem às músicas ou se têm alguma dificuldade. Podem utilizar a caixa de comentários para o fazer. Obrigado.

Googladas que vieram cá parar

"Jogos arcade para computador"
"Carlos Magno"
"Antena 1"
"Namorada do James Blunt"

Aldrabice nos Morangos com Açúcar

Quem der uma olhadela nos Morangos com Açúcar, não deixa de achar pouco verosímil o cenário da "Surf House", onde alguns 15 ou 20 putos passam as férias de Verão. Explico porquê: em qualquer ajuntamento de pessoal, as coisas descambam sempre para a desarrumação e para a bagunça, com garrafas e comida espalhadas pela casa, com sujidade no chão de fazer colar o calçado ao soalho. Naquela casa, as coisas estão sempre impecavelmente limpas e arrumadas, o que não deixa de causar alguma impressão, precisamente por ser pouco correspondente com a realidade. Mas, já se sabe, é preciso dar bons exemplos à juventude...

E pegando novamente em José Cid...


Você é Cai Neve Em Nova Iorque:

você é daquelas pessoas com uma sensação constante de que falta sempre alguma peça no puzzle…. Inconformado com a vida e com as voltas que ela dá, gosta do seu espaço e preza manter-se isolado.

Vamos lá reparar nos pormenores...

Ontem, saí de casa um pouco antes das 16 horas para ir trabalhar. Trazia vestida uma t-shirt com o desenho de uma anona, umas calças de ganga e uns chinelos de meter no dedo. Comigo trazia uma mala Eastpack, onde, entre outras coisas, trazia o meu leitor de mp3. Enquanto ia no metro, ouvia José Cid enquanto ia suavemente batendo o pé. Saí do trabalho pouco depois da meia-noite, mas regressei a casa de autocarro. Na viagem para casa, vim também a ouvir José Cid no mp3.

Parece um trajecto normal casa-trabalho-casa. Mas entretanto reparei na quantidade de absurdidades e pormenores um pouco decadentes, quando decidi desconstruir toda esta situação. Vamos por partes:

1. Há o ir para o trabalho às 16 horas e o regressar à meia-noite, o que é um horário pouco convencional para a generalidade da população. Já lá vai o tempo em que andei a trabalhar no sector público e tinha horários iguais aos de toda a gente.

2. O pormenor da indumentária: uma t-shirt com o desenho de uma anona e uns chinelos de meter no dedo. Até posso argumentar que a anona é um desenho feito pela Maluda e que a t-shirt foi comprada na Art Wear, mas o que dizer de ir trabalhar de chinelos de meter no dedo?

3. Levar um mp3 com músicas de José Cid para o caminho, enquanto vou ouvindo temas como "A minha música" ou "A Anita não é bonita".

4. Ir a bater ligeiramente o pé em pleno metro, ao som de José Cid.

5. Como se não bastasse, repetir a dose de José Cid no regresso para casa.

Falta de sensibilidade do Parlamento Regional da Madeira

Se um jornalista estiver de t-shirt e sapatilhas e quiser entrar no Parlamento da Madeira o melhor é dar meia volta e ir a casa mudar de roupa. O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma, Miguel Mendonça, elaborou um regulamento de indumentária para os profissionais da informação em que proíbe calças de ganga rotas, pólos, t-shirts e outros tipos de vestuário mais descontraídos.


Acho esta medida de uma grande insensibilidade social. É sabido que os profissionais da comunicação social não auferem propriamente grandes rendimentos e, se vão assim vestidos, é porque o salário mal dá para a bucha, quanto mais para comprar roupa como deve ser.

Os projectos

Quando vejo ou leio notícias de músicos portugueses, fico sempre a pensar que há um alto índice de licenciados em Arquitectura dentro daquele meio. É que, volta que não volta, a conversa descamba sempre para os projectos em que cada um está envolvido...

As coisas pelo lado incoerente

O nosso lado incoerente das coisas revela-se, muitas vezes, em coisas mais ou menos insignificantes, como os gostos musicais ou culinários. Não sou excepção e dou por essas incoerências quando digo que gosto de Radiohead mas estou farto do "Creep", quando abomino o "Dunas" apesar de gostar muito dos GNR ou nas vezes em que digo que não gosto dos Pearl Jam e afirmo que os Blind Zero até são uns tipos à maneira. Culinariamente falando, não morro de amores por esparguete apesar de ser um apreciador de tudo quanto sejam massas e outras iguarias italianas. Nunca esquecendo a minha predilecção por feijoada de búzios, ainda que não goste sequer do cheiro de lulas, polvo ou chocos.

Porque é que não me chamo Artur?

Gosto do meu nome e não desgosto do meu apelido, apesar de a conjugação dos dois ser uma espécie da redundância. No entanto, fui assolado por um sentimento de nostalgia do que poderia ter acontecido ao saber que podia chamar-me de Artur e ser associado ao grande fadista Artur Gonçalves e a capas de discos como estas:




O site de Artur Gonçalves, feito por um jornalista do JN, é http://www.artur-goncalves.blogspot.com

Diferença entre o Natal e um dia como hoje

No Natal, sou sempre assaltado por uma enorme vontade de comer, independentemente de ter fome ou não. Aliás, normalmente mando a fome às urtigas é quero é alarvar nos doces. Num dia quente como o de hoje, acontece exactamente o oposto: a fome pode ser muita, mas a vontade de comer deve ter-se evaporado com as altas temperaturas.

Cantinho do sósia

Bob Geldof, músico e mentor do Live Aid / Nuno Assis, jogador do Benfica.

Consumido pelo calor

Seja em casa ou na rua, o calor persegue-me. Isto não vai lá só com banhos de água fria e com bebidas frescas a toda a hora. Os melhores sítios onde tenho estado são, precisamente, autocarros com ar condicionado. A roupa cola-se ao corpo e teima em não descolar, a dificuldade em respirar aumenta, o suor escorre em bica pela testa abaixo e a sensação de desconforto vai aumentando. E o pior é que aquilo que melhor sabe, como um refrigerante, um gelado ou uma cerveja fresquinha, acaba por aumentar essa sensação de sede e de calor. Decididamente, eu e o tempo quente não fomos feitos um para o outro.

Regresso de férias

Depois de uma semana de merecido descanso, eis que regresso às lides bloguísticas neste espaço. Foram dias em que deu para apanhar sol, ir à praia, à piscina, ler, beber copos, alarvar na comida, fumar cigarros para rir, desfrutar de salutares momentos de convívio. A todas as pessoas que passaram pela "Fialho's House", um grande obrigado!

Deixo uma fotografia que atesta o bom gosto em piscinas da casa onde estive, acreditando que haverá situações de gosto bem mais duvidoso. Ao mesmo tempo, pode efectivamente ser usada para matar saudades.

Fazer as malas

Estarei fora na próxima semana para uns dias de relax com doses consideráveis de rambóia à mistura. Como tal, tenho dispensado parte do dia para fazer as minhas malas. Conheço poucas pessoas tão complicadas como eu a fazer malas, porque povoa-me sempre aquela necessidade de levar comigo o indispensável e o supérfluo.

Quanto ao indispensável, não é difícil de imaginar: roupa para a ocasião, o essencial em termos de higiene pessoal, toalha de praia e protector solar. O problema é aquela vontade inabalável de levar toda uma série de coisas que eu, embora não as considere essenciais, acho que faz todo o sentido levar: fármacos para dor de cabeça, ressaca, gripe, dor de barriga e dor de garganta, pomada para as picadas de melgas, colecção de cd's que dava para um mês, telemóvel de outra rede ou o dobro da roupa e calçado efectivamente necessários.

Depois pergunto-me o porquê de tanta tralha. A resposta só pode ser: pode vir a ser necessário, caso haja algum imprevisto. Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Ou então é a Lei de Murphy a funcionar, já que vai mesmo acontecer alguma coisa mal e é preciso ir prevenido. Estou cá para isso.

Até daqui a uma semana (a não ser que eu faça uma pausa nas férias e passe por algum poiso com Internet e decida vir cá postar qualquer coisa...)!

Às vezes ganha-se, outras vezes perde-se...

... o futebol é isto mesmo.

E, para além desta frase feita, pouco mais me apraz dizer sobre o jogo de ontem com a França. Ainda assim, a selecção nacional está de parabéns, por ter conseguido ficar entre as quatro melhores selecções do mundo.

Serviço público: 120 canais de televisão no computador

Julgo que nem todos os canais dão para ver, mas, ainda assim, há muita oferta:

http://www.live-online-tv.com/

Nel Monteiro parte a loiça


Depois de nos ter habituado a músicas mais atrevidas, Nel Monteiro faz uso do seu estatuto no meio musical português e lança uma canção cujo nome dispensa comentários. Uma verdadeira pedrada no charco no universo pimba nacional.

A música pode ser ouvida aqui

No dia em que você nasceu

Através deste link, podem saber qual era o disco e o single que estavam nos tops do Reino Unido no dia em que nasceram. Também permite saber que figuras do meio musical fazem anos no mesmo dia que nós.

A mim calhou, surpresa das surpresas, um dos meus músicos preferidos, precisamente o Noel Gallagher (guitarrista e vocalista nalgumas músicas dos Oasis) a fazer anos no mesmo dia que eu. Também uma das Spice Girls faz parte da lista. Quanto aos tops no dia em que eu nasci, o disco número 1 era "Voulez-Vous" dos ABBA e "Sunday girl" dos Blondie era o single que estava no topo da lista.

A jogar assim... só vamos parar em Berlim

Parece que a tradição associada aos confrontos entre portugueses e ingleses nos últimos anos se tem vindo a manter. Parecia que não eram suficientes as eliminações de clubes ingleses por clubes cá do burgo em competições europeias, a fantástica reviravolta no europeu de 2000 quando perdíamos por dois golos de diferença e a dramática eliminatória em 2004 resolvida nos penálties.

Ontem, num jogo a roçar o desinteressante e que até poderia ter sido resolvido mais cedo pela nossa selecção, parecia que o destino tinha reservada mais uma decisão pelas grandes penalidades. E parecia que estava destinado que Ricardo iria ser o salvador da pátria.

Não me pronuncio com análises do foro táctico. Sei apenas que 2006 fica para a história como o ano em que Portugal regressou às meias-finais de um Mundial e que, pelo menos em teoria, tem algumas hipóteses de chegar à final da prova. Procurem na vossa cabeça uma exibição da selecção nacional de encher do olho ou um jogador que tenha estado particularmente brilhante durante a prova e verão que a tarefa é difícil, porque o que se tem em campo é uma equipa e um grupo dignos desse nome. E isso, em futebol, não deixa de ser o mais importante.

As apostas iniciais para semi-finalistas do Mundial dificilmente iriam recair nos quatro que ainda restam: a Alemanha não tinha os jogadores ao nível dos que teve no passado, a França não passava de uma equipa de velhas memórias, Portugal seria um outsider. Talvez a Itália fosse a única equipa em que se apostasse para chegar às meias-finais. Pelo caminho ficaram selecções com maior favoritismo, como o Brasil, a Argentina ou a Inglaterra.

E, a jogar assim, se calhar só vamos mesmo acabar em Berlim.

Fair play

Quando eu achava que era o maior por ter andado a comer cachupa às 5 da manhã em casa do cabo-verdiano, eis que dou o braço a torcer quando passo pelas tascas junto ao Mercado da Ribeira e numa delas vejo uns tipos a comer bacalhau com grão às 6 da manhã. Nestas coisas há que ter fair play e reconhecer que há pessoas com mais coragem do que nós.