Ontem, saí de casa um pouco antes das 16 horas para ir trabalhar. Trazia vestida uma t-shirt com o desenho de uma anona, umas calças de ganga e uns chinelos de meter no dedo. Comigo trazia uma mala Eastpack, onde, entre outras coisas, trazia o meu leitor de mp3. Enquanto ia no metro, ouvia José Cid enquanto ia suavemente batendo o pé. Saí do trabalho pouco depois da meia-noite, mas regressei a casa de autocarro. Na viagem para casa, vim também a ouvir José Cid no mp3.
Parece um trajecto normal casa-trabalho-casa. Mas entretanto reparei na quantidade de absurdidades e pormenores um pouco decadentes, quando decidi desconstruir toda esta situação. Vamos por partes:
1. Há o ir para o trabalho às 16 horas e o regressar à meia-noite, o que é um horário pouco convencional para a generalidade da população. Já lá vai o tempo em que andei a trabalhar no sector público e tinha horários iguais aos de toda a gente.
2. O pormenor da indumentária: uma t-shirt com o desenho de uma anona e uns chinelos de meter no dedo. Até posso argumentar que a anona é um desenho feito pela Maluda e que a t-shirt foi comprada na Art Wear, mas o que dizer de ir trabalhar de chinelos de meter no dedo?
3. Levar um mp3 com músicas de José Cid para o caminho, enquanto vou ouvindo temas como "A minha música" ou "A Anita não é bonita".
4. Ir a bater ligeiramente o pé em pleno metro, ao som de José Cid.
5. Como se não bastasse, repetir a dose de José Cid no regresso para casa.