Hoje o dia ficou marcado pela saída de Freitas do Amaral do Governo. Não saiu por divergências com o Primeiro Ministro ou outro membro do Governo ou por ter posto a pata na poça. Saiu por questões de saúde, mais propriamente por problemas na coluna.
Uma pessoa na minha família padece do mesmo problema de saúde que Freitas do Amaral, portanto tal não me é desconhecido. Não sendo um problema para meter uma pessoa constantemente na cama, torna-se bastante incomodativo e até incapacitante, sobretudo para quem desempenha um cargo tão exigente como Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Foram apresentadas as devidas justificações e Freitas do Amaral até terá a primeira operação na próxima segunda-feira. O que mais me espantou foram as reacções dos partidos da Oposição. O Bloco de Esquerda e o PCP lamentaram a saída de Freitas do Amaral, até porque o próximo MNE estará mais próximo dos americanos. Nada de especial a assinalar. Mas fiquei um pouco incomodado com o que foi dito pelos dirigentes do PSD e do CDS. O PSD, pela voz do Secretário-Geral, diz que Freitas do Amaral já deveria ter saído há mais tempo e o CDS, por intermédio do líder do grupo parlamentar, lamentou que não tivessem saído também outros ministros.
São afirmações que atestam o que a política pode ter de mais reles, ou seja, estes partidos estão puramente a marimbar-se para as justificações de carácter pessoal apresentada por um ministro, confundindo os problemas de saúde com questões de política, ou melhor, de politiquice. O PSD, ao dizer que Freitas já deveria ter saído do Governo, é como se dissesse que preferia que os seus problemas da coluna tivessem sido mais precoces e mais danosos. O CDS deixou a ideia de que outros ministros deveriam ser atingidos por problemas de saúde que os obrigassem a deixar o Governo.
E o melhor que se pode dizer a quem profere estas afirmações é que não passe pelo mesmo. É, que já que não há respeito pelo passado político de Freitas do Amaral, ao menos que se respeite a pessoa.
Começa hoje a Volta à França
Não sou um grande apreciador de ciclismo, mas qualquer motivo é bom para colocar videoclips de Kraftwerk neste blogue, como é o caso do "Tour de France", que marcou o seu regresso aos discos em 2003.
Conversas sobre autocarros
A zona de Lisboa onde moro tem duas características que não são incomuns na cidade. Tem percentagem bastante assinalável de idosos (talvez até sejam a maioria) e é uma zona onde passam muitos autocarros. Por inerência, tem sempre muitos idosos em paragens de autocarro.
Sabemos que a partir de determinada idade, as pessoas começam a perder os pudores de falar com desconhecidos e quem tem vizinhos de mais idade sabe do que falo. Acontece que as paragens de autocarro são um dos locais onde estamos menos a salvo destas tentativas de meter conversas com desconhecidos. O tema, invariavelmente, são as carreiras dos autocarros. Estou mais do que habituado, enquanto espero pelo autocarro, a ouvir coisas como (os números das carreiras são ficcionados): "Então o 70 nunca mais chega!", "Passou ainda há bocado o 10, mas vinha cheio" ou "O 16 ainda não chegou, o 3 é que já passou duas vezes". Ou seja, o simples facto de haverem autocarros a passar é motivo de conversas entre desconhecidos, quantos mais forem os autocarros mais possibilidades de conversa há.
E a minha pergunta é: então e naquelas zonas mais desabitadas de Lisboa, em que só há uma carreira de autocarro? Não tenho resposta para isto, mas fica a questão.
Sabemos que a partir de determinada idade, as pessoas começam a perder os pudores de falar com desconhecidos e quem tem vizinhos de mais idade sabe do que falo. Acontece que as paragens de autocarro são um dos locais onde estamos menos a salvo destas tentativas de meter conversas com desconhecidos. O tema, invariavelmente, são as carreiras dos autocarros. Estou mais do que habituado, enquanto espero pelo autocarro, a ouvir coisas como (os números das carreiras são ficcionados): "Então o 70 nunca mais chega!", "Passou ainda há bocado o 10, mas vinha cheio" ou "O 16 ainda não chegou, o 3 é que já passou duas vezes". Ou seja, o simples facto de haverem autocarros a passar é motivo de conversas entre desconhecidos, quantos mais forem os autocarros mais possibilidades de conversa há.
E a minha pergunta é: então e naquelas zonas mais desabitadas de Lisboa, em que só há uma carreira de autocarro? Não tenho resposta para isto, mas fica a questão.
Mudam-se os tempos, mudam-se os karaokes
Uma amiga, que já não vejo há uns sete ou oito meses, mandou-me hoje um SMS a dizer que pode vir a organizar um jantar para comemorar a sua ida para o estrangeiro durante um ano. Para tal, disse-me que eu tinha de ir, metendo obrigatoriamente o Vítor Espadinha pelo meio.
Aqui, sou forçado a fazer uma pausa e explicar (até porque já vi que há aqui leitores que não me conhecem pessoalmente) o porquê desta insistência no Vítor Espadinha: é que, desde que me dediquei às coisas do Karaoke, a música "Recordar é viver" foi aquela a que mais me dediquei e foi, durante muito tempo, a minha imagem de marca. Havia qualquer de profundamente intenso, mas ao mesmo tempo foleiro e propenso ao pagode, naquela música. Assim daquelas músicas com um glamour próprio, um pouco difícil de explicar. Por vezes, era até chamado de Vítor aquando das míticas noites no karaoke chinês e era aclamado, inclusivamente por desconhecidos, o que provava que conseguia encarnar bem a personagem, conseguindo compensar a minha péssima voz com uma boa performance em palco.
Acontece que, nos últimos meses, passei a ter outros interesses em termos de músicas manhosas para cantar, passando a nutrir especial afeição pela canção brasileira. Assim, acabei por preterir um pouco o Vítor Espadinha por grandes artistas como o Reginaldo Rossi ou o Nelson Ned. E isso, essa minha amiga ainda não sabe e vou ter de lhe explicar. É que, com o tempo, tal como passamos a gostar de outro tipo de bebidas e a vestir outro tipo de roupas, também é natural que as personagens do Karaoke que mais gostamos de encarnar sejam outras.
Aqui, sou forçado a fazer uma pausa e explicar (até porque já vi que há aqui leitores que não me conhecem pessoalmente) o porquê desta insistência no Vítor Espadinha: é que, desde que me dediquei às coisas do Karaoke, a música "Recordar é viver" foi aquela a que mais me dediquei e foi, durante muito tempo, a minha imagem de marca. Havia qualquer de profundamente intenso, mas ao mesmo tempo foleiro e propenso ao pagode, naquela música. Assim daquelas músicas com um glamour próprio, um pouco difícil de explicar. Por vezes, era até chamado de Vítor aquando das míticas noites no karaoke chinês e era aclamado, inclusivamente por desconhecidos, o que provava que conseguia encarnar bem a personagem, conseguindo compensar a minha péssima voz com uma boa performance em palco.
Acontece que, nos últimos meses, passei a ter outros interesses em termos de músicas manhosas para cantar, passando a nutrir especial afeição pela canção brasileira. Assim, acabei por preterir um pouco o Vítor Espadinha por grandes artistas como o Reginaldo Rossi ou o Nelson Ned. E isso, essa minha amiga ainda não sabe e vou ter de lhe explicar. É que, com o tempo, tal como passamos a gostar de outro tipo de bebidas e a vestir outro tipo de roupas, também é natural que as personagens do Karaoke que mais gostamos de encarnar sejam outras.
Integração de imigrantes
Muitas pessoas indignam-se ao ouvir imigrantes a dizer mal de Portugal, ripostando com comentários do género "Vai mas é p'rá tua terra!". Eu não percebo o porquê de tanta indignação, já que, quando um estrangeiro diz mal de Portugal, isso comprova que está a assimilar características típicas do povo português. É que o passatempo de muitos portugueses é, precisamente, dizer mal de Portugal.
"You're beautiful"
Estava, um destes dias, a fazer um zapping quando me deparo com uma entrevista com o James Blunt, em que este explicava como nasceu a a música "You're beautiful". Pois bem, James Blunt escreveu esta música quando viu a ex-namorada no metropolitano. Depois desse dia, não voltou a vê-la.
Acredito que James Blunt não volte a ver a ex-namorada. Aliás, temo bem que ninguém volte a ver a ex-namorada de James Blunt. Acho que esta mulher, ao saber que lhe foi dedicada aquela música cantada por um tipo daqueles e com voz de quem tem o escroto sistematicamente apertado, nunca mais volte a sair à rua.
Acredito que James Blunt não volte a ver a ex-namorada. Aliás, temo bem que ninguém volte a ver a ex-namorada de James Blunt. Acho que esta mulher, ao saber que lhe foi dedicada aquela música cantada por um tipo daqueles e com voz de quem tem o escroto sistematicamente apertado, nunca mais volte a sair à rua.
Questão ocasional
Imaginem uma pessoa que trabalhe num restaurante e que pertença a uma daquelas seitas em que se tem de dar o dízimo. Quando se trata de dar o dízimo, essa pessoa deve dar exclusivamente o valor correspondente a 10% do ordenado ou deve também incluir 10% das gorjetas que recebe?
A coisa custou, mas lá foi...

A tradição de conseguirmos ganhar aos holandeses manteve-se. Desta vez, com uma vitória mais complicada do que aquela a que assistimos no Euro 2004, mas lá bastou um golo do Maniche para seguir rumo aos quartos-de-final.
O jogo não foi um espectáculo de encher o olho. Os jogadores perderam muitas vezes o controlo e a arbitragem não ajudou, acabando este jogo por ficar para a história como aquele onde foram mostrados mais cartões amarelos num Mundial de futebol. Conceda-se que a Holanda teve mais tempo a bola em seu poder e que foi superior no número de remates. Em contrapartida, Portugal foi mais inteligente na abordagem ao jogo, sobretudo a partir do momento em que uma infatilidade de Costinha deixou a equipa com menos um.
Depois de 90 minutos de sofrimento, o país tem cinco dias para recuperar das fortes emoções e pensar no jogo dos quartos-de-final com a Inglaterra, uma equipa que sempre me pareceu ter um futebol pouco vistoso, mas que lá foi ganhando os jogos. Seja como fôr, já estamos entre as oito melhores selecções do mundo e, por nunca termos sido dados como favoritos, nem temos nada a perder a partir de agora. Força nisso, rapazes!
Consideração sobre o Portugal - Holanda
Tive alguns convites para assistir ao Portugal - Holanda, mas acho que vou recusar todos esses convites e assistir em casa ao jogo pelo ESPN. Tudo é preferível a levar com as intervenções do Nuno Luz.
Observações depois de uma noite de arromba numa discoteca
- apesar de a discoteca em causa passar Bryan Adams e Rod Stewart, a rapaziada vibra é com Táxi e o "Perfume Patchouly"
- cada um dos meus amigos, e eu nisso não sou diferente deles, dança quase sempre da mesma maneira, independentemente da música
- beber muita cerveja e gritar refrões traz consigo a inevitável rouquidão
Bom fim da semana!
- cada um dos meus amigos, e eu nisso não sou diferente deles, dança quase sempre da mesma maneira, independentemente da música
- beber muita cerveja e gritar refrões traz consigo a inevitável rouquidão
Bom fim da semana!
Um post sobre segurança alimentar
Há uns dias escrevi um post a propósito de um restaurante chinês meu conhecido que fechou. Ponderei duas possibilidades: deixou de ter clientela ou foi alvo de uma inspecção. Na caixa de comentários desse post, o leitor David Lopes (como eu, um interessado nestas questões da segurança alimentar) deixou um link para uma notícia:
(Notícia no Diário Digital aqui)
Inevitavelmente,acabei por me esquecer de uma possibilidade, que foi a disseminação da ideia (as operações promovidas pela ASAE são sempre acções muito mediáticas) de que todos os restaurantes chineses são um antro de falta de higiene, com repercurssões na qualidade da comida servida.
Este tipo de acções, com consequente projecção mediática, pode ter dois efeitos perversos. Por um lado, dá a ideia de que todos os restaurantes chineses são uma javardeira pegada e ponto final, prejudicando todo este negócio, como atesta a notícia. Por outro lado, fica a ideia de que são só os chineses a deixar de lado as regras de higiene.
E é aqui que eu quero chegar: pensemos nas roulotes de fast food que funcionam à noite, nas tascas espalhadas por este país, em muitos restaurantes e espaços de diversão nocturna. Parece que neste país muita gente anda a molhar a sopa em matéria de segurança alimentar e ainda há uns iluminados que pensam que são os chineses os únicos culpados pela porcaria que andamos a comer, muitas vezes de forma inconsciente. Falando na minha experiência e na de pessoas mais próximas, posso dizer que já vi e ouvi autênticas pérolas como:
- tascas onde os copos onde era servido o vinho eram apenas passados por água e onde o vinho que não era bebido ia novamente para a pipa
- roulotes de fast food onde o funcionário vai urinar atrás da árvore, passa as mãos pela bata e depois vai servir cachorros
- vinho que sobra é usado para fazer sangria
- um bar em que não havia casa-de-banho
- restos de comida usados para croquetes
- azeite misturado com óleo alimentar servido em galheteiros, prontos a usar (antes de entrar a nova lei em vigor)
Nunca esquecendo, claro está, as notícias sobre matadouros ilegais cuja carne entrava sem entraves em talhos.
Por isso, sem querer branquear as muitas situações, no mínimo, pouco claras em termos de cuidados com a comida que se verificam nos restaurantes chineses, acho sensato termos a noção de que esse tipo de perigos há nos mais diversos sítios e que convém prevenirmo-nos para isso.
Restaurantes chineses em Portugal em graves dificuldades
O negócio dos restaurantes chineses em Portugal vive um período de «calamidade» após a «Operação Oriente», uma fiscalização a restaurantes chineses que resultou no encerramento de 14 estabelecimentos, noticia hoje o jornal oficial do Partido Comunista chinês.(Notícia no Diário Digital aqui)
Inevitavelmente,acabei por me esquecer de uma possibilidade, que foi a disseminação da ideia (as operações promovidas pela ASAE são sempre acções muito mediáticas) de que todos os restaurantes chineses são um antro de falta de higiene, com repercurssões na qualidade da comida servida.
Este tipo de acções, com consequente projecção mediática, pode ter dois efeitos perversos. Por um lado, dá a ideia de que todos os restaurantes chineses são uma javardeira pegada e ponto final, prejudicando todo este negócio, como atesta a notícia. Por outro lado, fica a ideia de que são só os chineses a deixar de lado as regras de higiene.
E é aqui que eu quero chegar: pensemos nas roulotes de fast food que funcionam à noite, nas tascas espalhadas por este país, em muitos restaurantes e espaços de diversão nocturna. Parece que neste país muita gente anda a molhar a sopa em matéria de segurança alimentar e ainda há uns iluminados que pensam que são os chineses os únicos culpados pela porcaria que andamos a comer, muitas vezes de forma inconsciente. Falando na minha experiência e na de pessoas mais próximas, posso dizer que já vi e ouvi autênticas pérolas como:
- tascas onde os copos onde era servido o vinho eram apenas passados por água e onde o vinho que não era bebido ia novamente para a pipa
- roulotes de fast food onde o funcionário vai urinar atrás da árvore, passa as mãos pela bata e depois vai servir cachorros
- vinho que sobra é usado para fazer sangria
- um bar em que não havia casa-de-banho
- restos de comida usados para croquetes
- azeite misturado com óleo alimentar servido em galheteiros, prontos a usar (antes de entrar a nova lei em vigor)
Nunca esquecendo, claro está, as notícias sobre matadouros ilegais cuja carne entrava sem entraves em talhos.
Por isso, sem querer branquear as muitas situações, no mínimo, pouco claras em termos de cuidados com a comida que se verificam nos restaurantes chineses, acho sensato termos a noção de que esse tipo de perigos há nos mais diversos sítios e que convém prevenirmo-nos para isso.
Serviço público: jogos Arcade no computador
Passavas horas em salões de jogos? Estoiravas a semanada a jogar máquinas? Entravas em competições com os teus amigos para saber quem ganhava nos jogos de Street Fighter? Se sim, podes recordar esses tempos gloriosos através do emulador Mame32, um software dedicado exclusivamente a jogos de máquinas.
Para tal, deves apenas:
1 - Fazer o download do emulador Mame32, através deste link.
2 - Após a instalação do software, deves ir à procura dos jogos que te interessam a partir da lista de jogos para o emulador.
3 - Após fazeres o download do ficheiro .zip do jogo, deverás ir à directoria onde tens instalado e emulador, entrar na directoria "Rom", para depois criar uma directoria para esse jogo. Peço desculpa por ter utilizado três vezes a palavra "directoria", com a qual não simpatizo muito, mas não me deparei com outra alternativa.
Eu próprio comecei ontem a usar o programa e já tive oportunidade de livrar uma cidade inteira de malfeitores e chegar ao fim no Final Fight. O que vale é que o emulador tem um comando igual ao "Insert coin", o que possibilita chegar ao fim deste tipo de jogos.
Para tal, deves apenas:
1 - Fazer o download do emulador Mame32, através deste link.
2 - Após a instalação do software, deves ir à procura dos jogos que te interessam a partir da lista de jogos para o emulador.
3 - Após fazeres o download do ficheiro .zip do jogo, deverás ir à directoria onde tens instalado e emulador, entrar na directoria "Rom", para depois criar uma directoria para esse jogo. Peço desculpa por ter utilizado três vezes a palavra "directoria", com a qual não simpatizo muito, mas não me deparei com outra alternativa.
Eu próprio comecei ontem a usar o programa e já tive oportunidade de livrar uma cidade inteira de malfeitores e chegar ao fim no Final Fight. O que vale é que o emulador tem um comando igual ao "Insert coin", o que possibilita chegar ao fim deste tipo de jogos.
"Li n'O Público esta semana..."
Quem, como eu, às vezes dispende um pouco do seu tempo a ver programas de debate na televisão (os programas dedicados ao futebol não contam, já que aquilo não passa de uma discussão de taberna feita por uns tipos engravatados...) certamente que se apercebe que há determinadas alturas em que alguém, sobre o assunto em causa, diz qualquer coisa como "Aliás, o Saramago abordou numa das obras a questão dos votos em branco" ou "Essa diferença entre a vida na cidade e a vida no campo foi um dos temas da obra do Eça de Queiroz, ou seja, já desde o Séc. XIX que se fala nisso".
No programa "Contraditório", que passa na Antena 1, o fenómeno é um pouco diferente. As frases começam muitas vezes por "Li qualquer coisa no jornal tal sobre este assunto". Ou seja, em vez de se falar em livros, fala-se mais em jornais. E chamo a atenção para o verdadeiro expert em lançar para cima da mesa artigos de jornais, sejam notícias, editoriais ou crónicas, sobretudo do jornal "Público". Daí, ser normal falar num qualquer assunto, começando por dizer "Li n'O Público esta semana...." (ou outra expressão qualquer que queira dizer o mesmo), independentemente de o tema ser política nacional, negócios ou futebol. O especialista em causa é o Carlos Magno, alguém com uma longa carreira em programas de discussão na rádio.
Não quero com isto dizer que há qualquer tipo de crítica nesta observação. Aliás, se há sentimento da minha parte face a este tema, esse sentimento é o de admiração, já que isto só prova haver trabalho de casa bem feito, uma sólida cultura geral, desejo de conhecimento e respeito pelas fontes. Eu próprio admito que sonho pelo dia em que, perante qualquer assunto, possa começar sempre por dizer "Li n'O Público desta semana...", independentemente de o assunto ser a política fiscal, o último livro da Agustina Bessa Luís ou rendas de bilros.
No programa "Contraditório", que passa na Antena 1, o fenómeno é um pouco diferente. As frases começam muitas vezes por "Li qualquer coisa no jornal tal sobre este assunto". Ou seja, em vez de se falar em livros, fala-se mais em jornais. E chamo a atenção para o verdadeiro expert em lançar para cima da mesa artigos de jornais, sejam notícias, editoriais ou crónicas, sobretudo do jornal "Público". Daí, ser normal falar num qualquer assunto, começando por dizer "Li n'O Público esta semana...." (ou outra expressão qualquer que queira dizer o mesmo), independentemente de o tema ser política nacional, negócios ou futebol. O especialista em causa é o Carlos Magno, alguém com uma longa carreira em programas de discussão na rádio.
Não quero com isto dizer que há qualquer tipo de crítica nesta observação. Aliás, se há sentimento da minha parte face a este tema, esse sentimento é o de admiração, já que isto só prova haver trabalho de casa bem feito, uma sólida cultura geral, desejo de conhecimento e respeito pelas fontes. Eu próprio admito que sonho pelo dia em que, perante qualquer assunto, possa começar sempre por dizer "Li n'O Público desta semana...", independentemente de o assunto ser a política fiscal, o último livro da Agustina Bessa Luís ou rendas de bilros.
Boa sorte
Conhecia um restaurante chinês, onde fui uma meia dúzia de vezes, chamado "Boa Sorte". Sempre achei que o título era adequado pois funcionava como um bom conselho a quem lá ia comer. Em duas das vezes que lá fui, de nada me valeram os conselhos e a sorte foi-me madrasta.
Soube um destes dias que o restaurante fechou, como acontece a tantos outros. Não sei se a causa do encerramento foi alguma inspecção das autoridades ou se, pura e simplesmente, deixou de ter clientela. Seja como fôr, nestas coisas da segurança alimentar, confiar na sorte nem sempre é a melhor solução.
Soube um destes dias que o restaurante fechou, como acontece a tantos outros. Não sei se a causa do encerramento foi alguma inspecção das autoridades ou se, pura e simplesmente, deixou de ter clientela. Seja como fôr, nestas coisas da segurança alimentar, confiar na sorte nem sempre é a melhor solução.
Serviço público: ver os jogos do Mundial via Net
Se não têm Sport TV e querem assistir aos jogos do Mundial em casa, podem experimentar fazê-lo via Internet através do programa TVU Player. Para tal, terão de:
1 - Fazer o download do programa através deste link
2 - Instalar o programa, o que não requer cuidados de maior.
3 - Ao abrir o programa, devem esperar que o programa faça a conexão ao respectivo servidor. À esquerda, está uma lista dos canais aos quais é possível aceder. Para assistir aos jogos do Mundial, terão de escolher o ABC e nalguns casos poderão seleccionar o ESPN 2.
Este é um programa que funciona pelo sistema peer-to-peer, o que significa que a velocidade de transmissão de dados não é muito linear, provocando alterações ao nível da emissão televisiva. Tenho estado a assistir ao França - Coreia do Sul e tenho acedido bem à emissão em 85% do tempo. No entanto, eu tenho uma ligação de 512K, sendo possível que uma ligação mais rápida consiga melhores resultados.
Este não é o único programa que possibilita assistir a canais de televisão via Internet. Há outros, como o TV Ants, no entanto o TVU Player dá melhor no meu computador.
1 - Fazer o download do programa através deste link
2 - Instalar o programa, o que não requer cuidados de maior.
3 - Ao abrir o programa, devem esperar que o programa faça a conexão ao respectivo servidor. À esquerda, está uma lista dos canais aos quais é possível aceder. Para assistir aos jogos do Mundial, terão de escolher o ABC e nalguns casos poderão seleccionar o ESPN 2.
Este é um programa que funciona pelo sistema peer-to-peer, o que significa que a velocidade de transmissão de dados não é muito linear, provocando alterações ao nível da emissão televisiva. Tenho estado a assistir ao França - Coreia do Sul e tenho acedido bem à emissão em 85% do tempo. No entanto, eu tenho uma ligação de 512K, sendo possível que uma ligação mais rápida consiga melhores resultados.
Este não é o único programa que possibilita assistir a canais de televisão via Internet. Há outros, como o TV Ants, no entanto o TVU Player dá melhor no meu computador.
Memórias do futebol

Em dia de mais um jogo decisivo para a Selecção Nacional, nada como voltar atrás e recordar António Borges, jogador que passeou classe nos relvados nacionais nos anos 80. Passou por clubes como o Chaves e o Braga, tendo também tido uma breve passagem pela equipa das quinas. Quem o viu jogar certamente que não se esquece. Percebe-se porquê.
Contraditório
Não querendo criar neste blogue qualquer tipo de polémica gratuita, devo avisar os mais incautos que há algumas ideias e frases feitas sobre o nosso país com poucas hipóteses de virem a ser publicadas neste espaço:
- Simpatizar com o Belenenses ou a Académica;
- Dizer que Carmona Rodrigues é um bom presidente da Câmara de Lisboa;
- Reconhecer Luís Figo como um bom exemplo para os portugueses;
- Eleger a Super Bock como a minha cerveja preferida;
- Gostar dos Xutos & Pontapés
- Simpatizar com o Belenenses ou a Académica;
- Dizer que Carmona Rodrigues é um bom presidente da Câmara de Lisboa;
- Reconhecer Luís Figo como um bom exemplo para os portugueses;
- Eleger a Super Bock como a minha cerveja preferida;
- Gostar dos Xutos & Pontapés
Ley de Murphy aplicada ao investimento estrangeiro em Portugal
Quanto mais importante é um dado investimento para um país, maior é probabilidade de esse investimento vir a ser abandonado.
Esta máxima aplica-se no caso de um dos investimentos mais importantes em Portugal, a fábrica da Opel da Azambuja, que hoje foi notícia pelas piores razões. Para quem não está por dentro do assunto, resumo:
A fábrica da Opel na Azambuja, propriedade da americana General Motors, é considerado um dos mais importantes investimentos em Portugal, contribuindo com cerca de 0,5% do PIB. Esta fábrica fundada em 1963 é considerada um dos melhores exemplos da capacidade produtiva nacional e da atracção de investimento estrangeiro. No entanto, um estudo da General Motors concluiu que que os custos de produção são mais caros em Portugal, comparativamente à unidade existente na Polónia. Acresce que os veículos Chevrolet, cuja produção em Portugal foi proposta pelos trabalhadores, serão fabricados dentro de pouco tempo na Rússia. A General Motors pondera fortemente o encerramento da fábrica portuguesa, transferindo a produção para estes dois países de Leste.
Este caso é especialmente grave, pois trata-se de um dos maiores investimentos por cá existentes, e porque esta empresa assinou um contrato que obrigava a uma produção pelo menos até 2008 e usufruiu de subsídios estatais para fazer essa produção em solo nacional.
Casos de saída de empresas estrangeiras que saíram de Portugal para passar a produzir na Ásia ou em países de Leste são tão comuns que quase deixaram de ser notícia. Não sendo um especialista nestas matérias, não sei a fórmula mágica para inverter o estado de coisas. Mas sempre ouvi dizer que países como a Polónia, a República Checa ou a Eslovénia têm vindo a crescer e a captar investimento graças a factores com a melhor formação dos seus trabalhadores, leis laborais mais flexíveis e melhores condições fiscais para as empresas. E é pegando nos melhores exemplos da produção feita em Portugal (que os há e, felizmente, bastantes) que se deveria criar um modelo para o Made in Portugal. Sob pena de, dentro de algum tempo, sermos um país só de serviços.
Esta máxima aplica-se no caso de um dos investimentos mais importantes em Portugal, a fábrica da Opel da Azambuja, que hoje foi notícia pelas piores razões. Para quem não está por dentro do assunto, resumo:
A fábrica da Opel na Azambuja, propriedade da americana General Motors, é considerado um dos mais importantes investimentos em Portugal, contribuindo com cerca de 0,5% do PIB. Esta fábrica fundada em 1963 é considerada um dos melhores exemplos da capacidade produtiva nacional e da atracção de investimento estrangeiro. No entanto, um estudo da General Motors concluiu que que os custos de produção são mais caros em Portugal, comparativamente à unidade existente na Polónia. Acresce que os veículos Chevrolet, cuja produção em Portugal foi proposta pelos trabalhadores, serão fabricados dentro de pouco tempo na Rússia. A General Motors pondera fortemente o encerramento da fábrica portuguesa, transferindo a produção para estes dois países de Leste.
Este caso é especialmente grave, pois trata-se de um dos maiores investimentos por cá existentes, e porque esta empresa assinou um contrato que obrigava a uma produção pelo menos até 2008 e usufruiu de subsídios estatais para fazer essa produção em solo nacional.
Casos de saída de empresas estrangeiras que saíram de Portugal para passar a produzir na Ásia ou em países de Leste são tão comuns que quase deixaram de ser notícia. Não sendo um especialista nestas matérias, não sei a fórmula mágica para inverter o estado de coisas. Mas sempre ouvi dizer que países como a Polónia, a República Checa ou a Eslovénia têm vindo a crescer e a captar investimento graças a factores com a melhor formação dos seus trabalhadores, leis laborais mais flexíveis e melhores condições fiscais para as empresas. E é pegando nos melhores exemplos da produção feita em Portugal (que os há e, felizmente, bastantes) que se deveria criar um modelo para o Made in Portugal. Sob pena de, dentro de algum tempo, sermos um país só de serviços.
A Murphyologia falhou por 24 horas
Por uma diferença de 24 horas, perdeu-se a oportunidade de asssitir a uma manifestação da Lei de Murphy em estado puro. Precisamente no dia a seguir aos Santos Populares, ocorreu uma das mais violentas trovoadas dos últimos anos em Lisboa. Caso a coisa tivesse degenerado na noite dos Santos, teria sido uma situação embaraçosa para quem lá estava e seria uma boa oportunidade para atestar uma variante da Lei de Murphy, do género:
O dia do ano em que a Natureza se vai manifestar de forma mais violenta é precisamente aquela em que mais pessoas estão fora de casa.
O dia do ano em que a Natureza se vai manifestar de forma mais violenta é precisamente aquela em que mais pessoas estão fora de casa.
A descrição não está totalmente errada, mas... o Togo !?
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Você nem sabe bem por onde anda, a maior parte do tempo só quer é aproveitar o bom da vida, sem se preocupar demasiado. Não é ambicioso, por isso, para si, tudo o que vier á rede é peixe, valoriza o bom que lhe acontece e se por acaso as coisas lhe correm mal você encolhe os ombros e diz: Siga! Olhado com simpatia e curiosidade por quem o rodeia, você não tem mau perder e para si ganhar é quase um milagre.
Santos Populares
Ontem, pela primeira vez na minha existência, fui aos Santos Populares lisboetas. No meu imaginário, estes festejos correspondiam a grandes aglomerados de gente, os espertalhões de ocasião a venderem bebidas, sardinhas e bifanas assadas em cada esquina. Na prática, a coisa não era muito diferente daquilo que eu imaginava, pelo menos no bairro onde estive, a Bica.
Como sou um pouco avesso a grandes concentrações de gente em espaços reduzidos (convenhamos que os bairros históricos, na sua construção, são tudo menos amplos...), ainda passei um mau bocado, sobretudo a subir do Cais do Sodré para a Bica. Mas, diga-se em abono da verdade, que a noite do 12 para 13 de Junho deve ser das poucoas noites em que os lisboetas se reencontram com os seus bairros históricos, mesmo que daí resultando um cenário pouco recomendável a adeptos de ambientes sofisticados. Falo dos aglomerados de sardinhas no chão, dos desfiles de bêbados, do cheiro incessante a assados ou da dificuldade em fazer com algum isolamento as necessidades a que o corpo obriga.
Se lá volto em futuras edições, não sei antecipar. Mas mantenho uma ideia que já tinha antes de lá ir: é que a noite dos Santos, tal como a noite de Carnaval, não deixa de ser uma boa noite para estar sossegadamente em casa. Vá lá, podem acusar-me de ter tiques de anti-social, que desta vez passa...
Como sou um pouco avesso a grandes concentrações de gente em espaços reduzidos (convenhamos que os bairros históricos, na sua construção, são tudo menos amplos...), ainda passei um mau bocado, sobretudo a subir do Cais do Sodré para a Bica. Mas, diga-se em abono da verdade, que a noite do 12 para 13 de Junho deve ser das poucoas noites em que os lisboetas se reencontram com os seus bairros históricos, mesmo que daí resultando um cenário pouco recomendável a adeptos de ambientes sofisticados. Falo dos aglomerados de sardinhas no chão, dos desfiles de bêbados, do cheiro incessante a assados ou da dificuldade em fazer com algum isolamento as necessidades a que o corpo obriga.
Se lá volto em futuras edições, não sei antecipar. Mas mantenho uma ideia que já tinha antes de lá ir: é que a noite dos Santos, tal como a noite de Carnaval, não deixa de ser uma boa noite para estar sossegadamente em casa. Vá lá, podem acusar-me de ter tiques de anti-social, que desta vez passa...
Questão ocasional
Se os noivos de Santo António se divorciarem, a Câmara de Lisboa tem direito a alguma indemnização?
Se o futebol fosse uma ciência exacta...
nem precisaríamos de estar, a esta hora, a falar do Portugal-Angola pois todos adivinharíamos uma expressiva vitória de Portugal. A equipa com craques vindos do Barcelona, Inter de Milão, Chelsea ou Manchester United quase mal precisaria de entrar em campo para ganhar a um adversário cujos jogadores militam em clubes mais modestos como o Paços de Ferreira, Varzim ou Moreirense.E foi essa dose de imprevisibilidade sempre presente nestas coisas do futebol que fez com que qualquer português tivesse tido a sua boa dose de sofrimento para ver o jogo chegar ao fim com uma vitória da selecção nacional. Ainda assim, o jogo de hoje teve o mérito de chamar a atenção de qualquer português para os clichês futebolísticos como "As camisolas não ganham jogos", "Prognósticos só no fim do jogo" ou a frase típica de qualquer conferência de imprensa antes de um jogo de futebol "Vamos jogar contra uma equipa bastante difícil". Nada como uma boa dose de realismo num evento como este.
A música que ganhou a Eurovisão mas parece ter passado ao lado
Tenho falado com um número considerável de pessoas, para quem a vitória da Finlândia no Festival da Eurovisão parece ter passado completamente ao lado. 2006 foi o ano em que a canção vencedora não foi ganha por nenhuns artistas saídos de uma agência de modelos ou por uma música pop vinda um país de Leste mas cantada em inglês. Este ano, a canção vencedora foi acompanhada de toda uma encenação, com uns tipos vestidos de monstros. Se esta vitória irá marcar o festival para os próximos anos, é esperar para ver. E, caso o festival de 2007 seja recheado de monstros e canções hard-rock, é torçer para que o Eládio Clímaco não corte os pulsos durante a emissão.
Para que "Hard Rock Hallelujah" dos Lordi não seja esquecido, brindo-vos com o videoclip
Para que "Hard Rock Hallelujah" dos Lordi não seja esquecido, brindo-vos com o videoclip
A cachupa servida em casa
Ontem, já a noite ia alta e aconselhava ao recolhimento caseiro, somos desafiados a ir comer cachupa a casa dum cabo-verdiano. Apesar de cachupa não ser a melhor iguaria para se comer às 4 da manhã, mergulhada numa dose considerável de imperiais, acabamos por ir. O sítio parecia retirado de um daqueles documentários sobre imigrantes: um prédio com bastantes décadas, lá dentro uma casa que alguém aproveitou para fazer um restaurante artesanal a funcionar à margem da lei, condições duvidosas de salubridade, clientela constituída essencialmente por africanos e latino-americanos constantemente a cantar o "Guantanamera".
É nestas preciosidades que, muitas vezes, as cidades são pródigas sem que disso nos consigamos aperceber. Isto de ir comer pratos típicos de outras paragens, em restaurantes a funcionar completamente à socapa, é mais uma dessas preciosidades. Só o meu sistema digestivo é que não foi o muito na conversa do encontro de culturas, mas isso já á outra história.
É nestas preciosidades que, muitas vezes, as cidades são pródigas sem que disso nos consigamos aperceber. Isto de ir comer pratos típicos de outras paragens, em restaurantes a funcionar completamente à socapa, é mais uma dessas preciosidades. Só o meu sistema digestivo é que não foi o muito na conversa do encontro de culturas, mas isso já á outra história.
A Selecção Nacional
No dia de Portugal, Camões e das Comunidades e em vésperas da estreia no Mundial de Futebol faz todo o sentido falar da Selecção Nacional.Nestas coisas das preferências futebolísticas, há os que se dividem entre a maior devoção ao clube ou à selecção. Por mim, apesar de as duas coisas não serem incompatíveis, considero que sofro mais pela selecção nacional, sobretudo nestas fases finais de provas internacionais. E porquê? Por achar que a selecção nacional é das poucas coisas que ainda vai funcionando como um denominador comum entre os portugueses e que consegue ir além dos contrastes em que o nosso país é pródigo. Pela selecção nacional torçe o rico e o pobre, o benfiquista e o sportinguista, o lisboeta e o portuense, o residente em Portugal e o emigrante, o católico e o ateu. Um jogo da selecção num Mundial consegue ser mais catalizador de patriotismos do que 10 discursos do Presidente da República, com tudo o que isso tem de bom e de mau.
Gente mal intencionada gosta de criticar forte e feio o seleccionador, por este não ter convocado aqueles que estão em melhor forma, em detrimento de pôr a jogar sempre os mesmos. Nisso, estou de acordo com o homem, já que qualquer equipa de futebol precisa de tempo para criar um espírito de grupo e as rotinas de jogo, o que seria difícil se o grupo fosse sempre alvo de grandes mudanças. E, salvo dois ou três casos mais discutíveis, aqueles que foram convocados não são os melhores jogadores nas suas posições? Justificava-se, por exemplo, a ida de Quaresma, Moutinho ou Manuel Fernandes? As fracas prestações no Europeu sub-21 deram razão a Scolari por não os ter convocado. Para além disso, estamos a falar daquele que ainda é o seleccionador campeão do mundo e que conseguiu levar pela primeira vez Portugal à final de um campeonato da Europa.
Por isso, o meu conselho para amanhã é: umas cervejas, uns tremoços e uns amendoins e algo dose de paciência e saber sofrer. E, já agora, pedir uma vitória da selecção contra Angola. É que a tal questão de a nossa ser pátria ser a língua portuguesa aplica-se a muita coisa, mas no futebol nem por isso...
O que é a Lei de Murphy?
A Lei de Murphy, para quem não sabe, é um velho princípio segundo o qual
Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal
e que, de uma forma absolutamente pessimista mas não tanto irreal como parece, mostra que em qualquer situação da vida há sempre o risco de as coisas falharem. A Lei de Murphy remete também para uma série de outras leis, axiomas ou falácios que vão dar sempre ao mesmo. Entre as muitíssimas leis derivadas da Lei de Murphy encontram-se verdaderias pérolas como:
As dores de dentes tendem a aparecer à Sexta-feira à noite;
O único bolo que tinha na ideia quando entrou na pastelaria será pedido pela pessoa que entrou antes;
A outra fila avança sempre mais depressa;
Já que foi a designação escolhida para este blogue (foi aquando da escolha para um endereço para este blogue que me apercebi do número gigantesco de blogues existentes, o que me limitou a escolha de nomes), o mais normal é usar este tema para, de vez em quando, fazer uns posts. Se o fizesse sistematicamente, corria o sério risco de ser acusado de incentivar uns vôos do cimo de prédios ou de uns cortes de pulsos...
Para ser um pouco mais preciso sobre o tema de posts para este blogue, posso afiançar que a Lei de Murphy e derivados será um tema da panóplia de assuntos a abordar (e que não enumerei há 15 minutos atrás), como música, actualidade política e social, livros, informações úteis sobre Internet, futebol, o Benfica (falar de futebol e falar do Benfica pode não ser necessariamente a mesma coisa), sósias, índice PSI-20, conselhos práticos para o dia-a-dia, episódios em paragens de autocarros, relatos de noites conturbadas no Bairro Alto ou outros locais em Lisboa, recordações de um passado glorioso na televisão portuguesa, Karaoke, filmes, gastronomia ou bitaites ao bom estilo de qualquer café de bairro.
Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal
e que, de uma forma absolutamente pessimista mas não tanto irreal como parece, mostra que em qualquer situação da vida há sempre o risco de as coisas falharem. A Lei de Murphy remete também para uma série de outras leis, axiomas ou falácios que vão dar sempre ao mesmo. Entre as muitíssimas leis derivadas da Lei de Murphy encontram-se verdaderias pérolas como:
As dores de dentes tendem a aparecer à Sexta-feira à noite;
O único bolo que tinha na ideia quando entrou na pastelaria será pedido pela pessoa que entrou antes;
A outra fila avança sempre mais depressa;
Já que foi a designação escolhida para este blogue (foi aquando da escolha para um endereço para este blogue que me apercebi do número gigantesco de blogues existentes, o que me limitou a escolha de nomes), o mais normal é usar este tema para, de vez em quando, fazer uns posts. Se o fizesse sistematicamente, corria o sério risco de ser acusado de incentivar uns vôos do cimo de prédios ou de uns cortes de pulsos...
Para ser um pouco mais preciso sobre o tema de posts para este blogue, posso afiançar que a Lei de Murphy e derivados será um tema da panóplia de assuntos a abordar (e que não enumerei há 15 minutos atrás), como música, actualidade política e social, livros, informações úteis sobre Internet, futebol, o Benfica (falar de futebol e falar do Benfica pode não ser necessariamente a mesma coisa), sósias, índice PSI-20, conselhos práticos para o dia-a-dia, episódios em paragens de autocarros, relatos de noites conturbadas no Bairro Alto ou outros locais em Lisboa, recordações de um passado glorioso na televisão portuguesa, Karaoke, filmes, gastronomia ou bitaites ao bom estilo de qualquer café de bairro.
A Lei de Murphy - Declaração de Intenções
Et voilá! Eis que tenho um blogue a funcionar. Depois de abandonar um site que durou mais de três anos, enveredo por novos caminhos, esperando que daqui saia algo com valor
O Blogue A Lei de Murphy é um blogue pessoal, estando o conteúdo ligado unicamente aos interesses e humores do artista que o faz. Sendo pessoal, não tem que ter um tema específico ou seguir um fio condutor, mas espero que consiga ir um pouco além do que aquilo que vejo na maioria dos blogues, virados para o umbigo dos seus autores.
Assim sendo, espero não cair em lugares-comuns, infelizmente bastante frequentes em blogues, do género "Ontem fui jantar com A, B e C" ou "Hoje fui à praia com este, aquele e o outro". Por estas bandas, espero registar ideias, pensamentos e episódios, num registo pessoal que possa ser também atractivo.
Se os objectivos não forem cumpridos, a responsabilidade é exclusivamente do escriva, não seguindo a tradição portuguesa de remeter as culpas do fracasso para o árbitro, para a bola que bateu no poste, para a Liga de Clubes ou para os astros.
Gonçalo
O Blogue A Lei de Murphy é um blogue pessoal, estando o conteúdo ligado unicamente aos interesses e humores do artista que o faz. Sendo pessoal, não tem que ter um tema específico ou seguir um fio condutor, mas espero que consiga ir um pouco além do que aquilo que vejo na maioria dos blogues, virados para o umbigo dos seus autores.
Assim sendo, espero não cair em lugares-comuns, infelizmente bastante frequentes em blogues, do género "Ontem fui jantar com A, B e C" ou "Hoje fui à praia com este, aquele e o outro". Por estas bandas, espero registar ideias, pensamentos e episódios, num registo pessoal que possa ser também atractivo.
Se os objectivos não forem cumpridos, a responsabilidade é exclusivamente do escriva, não seguindo a tradição portuguesa de remeter as culpas do fracasso para o árbitro, para a bola que bateu no poste, para a Liga de Clubes ou para os astros.
Gonçalo
Teste
Primeiro post, a título experimental, d'A Lei de Murphy. Os posts a sério seguem dentro de momentos.

