Sábado, 4 de Julho de 2009
Coração amaciado
Regressar a um restaurante chinês em que a última presença foi recheada de episódios, no mínimo, caricatos - envolvendo material danificado por uns meliantes e discussões a entrar quase no campo do racismo - era algo obviamente com algum risco. Mas os aniversariantes são sempre os portadores da verdade quando se trata de escolher os locais dos seus aniversários. Os receios acabaram por não se confirmar e a noite correu de forma pacífica, tendo o chinês passado uma esponja sobre o assunto. O facto de numa noite ter facturado entre 500 e 600 euros num aniversário encomendado por alguém que semanas antes andava a insultar e a chamar de vândalo ajuda sempre a mudar a opinião. O dinheiro é sempre uma boa forma de amaciar o coração.
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
O Pinho

Manuel Pinho foi um dos ministros com vida mais difícil. Embora, em abono da verdade, deva reconhecer-se que ser Ministro da Economia em Portugal não é fácil. Num país de economia de mercado como o nosso, é certo e sabido que estamos sujeitos às regras naturais economia, em que empresas abrem e fecham, multinacionais chegam e partem, e onde a tutela pouco ou nada pode fazer, a não ser arranjar uns incentivos para alguns sectores, tentar promover a imagem do país para atrair investimento estrangeiro ou tentar dar um empurrão a certos sectores. Se é certo que o sector das renováveis teve um impulso positivo com o actual Governo, não deixa de ser verdade que se assistiu a uma espécie de continuação da agonia da economia portuguesa, com o desemprego a aumentar e as debilidades do nosso tecido produtivo a estarem cada vez mais à vista. Acrescente-se a isso uma propensão natural para as gaffes que teve o seu ponto alto com os cornos feitos a um deputado no Parlamento. Chega ao fim, da forma mais idiota possível, o ciclo de ministro de Manuel Pinho, alguém que esteve longe de ser o cirurgião que a economia portuguesa precisou ao longo dos últimos anos.
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
O baú das canções: "Onde estão os meus passos"
Barrerito não será certamente o nome mais conhecido - pelo menos por cá - da música popular brasileira, mas foi certamente um daqueles que carregou uma cruz mais pesada às costas. Membro do grupo Parada Dura, sofreu um acidente de avião em 1982, que o deixou paralítico e agarrado a uma cadeira de rodas até à sua morte, em 1998. A canção "Onde estão os meus passos" dá a conhecer um testemunho simultaneamente de sofrimento e esperança, pelo facto de nunca mais ter conseguido a caminhar, o que suscita obviamente a interrogação do autor sobre o paradeiro da sua capacidade de locomoção, entretanto perdida num fatídico acidente. Num universo musical em que o que de mau é relatado quase sempre tem a ver com desgostos de amor, houvesse então alguém que trouxesse para os tops uma música sobre a perda de capacidades motoras.
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Os "hard discounts"
Com a crise a apertar, há um sector que vai ganhando terreno: os "hard discounts". Se é certo que minipreços e quejandos sempre tiveram procura, é um facto que esta aumentou desde que o dinheiro começou a escassear. Se seria expectável que a um aumento da procura correspondesse um aumento da qualidade do serviço (estou a pensar em mais funcionários nas caixas), essa possibilidade torna-se obviamente numa falácia, dado que o segredo do negócio é precisamente a elasticidade na gestão dos poucos recursos humanos disponíveis. Mantém-se o número de funcionários, independente de estarmos em crescimento económico exponencial ou em recessão profunda. O resultado são as largas filas para ser atendido na caixa, provando que mesmo o barato tem sempre os seus custos, com o tempo a ser dispendido nestes espaços comerciais a ser cada vez maior. Por estes dias, ir a um "hard discount" deixou de ser uma necessidade para passar a ser uma espécie de ocupação de tempos livres.
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
PPA
Descobri via Facebook que está na forja a criação de um Partido pelos Animais, cujos propósitos serão relativamente perceptíveis, mas que ainda vai passando pela fase de recolha de assinaturas. Para já consegue a proeza de juntar mais de 1200 membros no seu grupo naquela rede social. Embora respeitando tal mobilização, ainda que no mundo virtual, em prol dos animais, suscita-me obviamente a curiosidade sobre o que é que aquelas 1200 pessoas comeram hoje ao almoço.
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Googladas
foguetes e bombinhas
o que é um pidófilo
cançoes do animismo
redundancia em anuncios
seit depescada record
Pesquisar Youporn.com
escolas onde se pode tirar carta de conduzir empilhador
pps musicados em frances
JOGOS ARANJAR DENTES
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Domingo, 28 de Junho de 2009
Tudo como dantes
Ir a discotecas não será o que mais gosto de fazer na vida, pelo que o meu conhecimento nesta matéria será um pouco escasso, em particular em Lisboa, onde a percentagem de espaços onde estive é certamente reduzida. No entanto, das discotecas que conheço e onde vou uma vez por outra, o Plateau é provavelmente a que mais gosto. Não por haver ali qualquer extra que faça daquilo "o" local, mas precisamente pela previsibilidade do espaço. Uma pessoa estar no Plateau é como estar em casa, não na nossa, mas de uns tios que moram lá longe, mas que quando lá vamos sentimos que está tudo mais ou menos na mesma como da última vez: os mesmos sofás onde jogávamos aos legos com os primos hoje já adultos como nós, a mesma vizinha quase surda que mora no andar de baixo ou a velhinha televisão que embora trocada pelo LCD na sala mora agora na cozinha, o que confere um ar meio enternecedor ao cenário. No Plateau, não há novas tendências da música, DJ's extraordinários, bailarinas em cima de colunas ou mulheres que façam um tipo beliscar-se para saber se aquilo é verdade ou se já bebemos demais. Ali, tudo acaba por funcionar sob o signo de uma certa previsibilidade: uma percentagem de músicas familiares já acima dos 90%, a certeza de que ouviremos Bryan Adams ou Rod Stewart, o ir convicto de que alguém se lembra de passar Michael Jackson dois dias depois do seu desaparecimento, os seios salientes das bartenders certamente para que um tipo se esqueça que tem de pagar quatro euros por uma imperial, esta ou aquela personagem mais freak mas que acaba por se diluir no meio de uma certa normalidade ou saber que os últimos 10 anos da história da música ficam de lado. Em suma, não há noites más no Plateau, até porque - para não destoar - quando lá vamos já sabemos isso de antemão.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
E um tipo que achava que estas estrelas não morriam
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
"Olh'á concorrência!"
O meu regresso pós-laboral a casa , com o habitual percurso pela Internet - o e-mail, o Facebook, a meia dúzia de blogues que vou seguindo assiduamente - foi hoje um pouco mais agitado com as reacções a uma pequena pérola que decidi postar no Facebook - uma fotografia de um amigo que ontem completou 30 anos, mas tirada há 15 anos atrás e que obviamente suscitou um rol de reacções - e o anúncio de criação de um novo blogue por João Seixas. Alguém que chegou ao mundo dos blogues mais cedo do que eu, mas que tem andado a abrir e fechar os blogues que vai criando sempre à procura da "next big thing", precisamente a antítese da minha pessoa, um conservador e um defensor da estabilidade em matéria da produção bloguística. Em jeito de provocação, alguém lança o repto: "olha que vem aí a concorrência ao teu blogue". Pese embora ter a consciência que estou longe de escrever num fenómeno da blogosfera, talvez tenha a legitimidade de, certamente com algum paternalismo pelo meio, responder com um "daqui a 75 mil visitas, 3 anos de actividade e 1000 posts conversamos". O Ódios e Amores pode ser seguido aqui.
Só por má vontade o "Bem, bom" passa à frente do "Dr. Optimista" na ordem dos singles do Rui Reininho
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
D. Afonso Henriques

Aquele que se pode considerar o primeiro português e, por inerência, o percursor de toda uma série de traços fundamentais culturais que ditaram a História do país, seja a porrada em espanhóis e nos mouros, a violência doméstica, os pedidos de auxílio ao exterior quando a coisa aperta, a associação Estado - Igreja, o bigode ou as claques de desordeiros do Vitória de Guimarães. Embora sabendo que pensar em "ses" é um dos mais perniciosos exercícios associados à História, é legítimo pensar o que seria destes 90 e poucos mil km2 de terra no canto da Europa se não fosse este cavalheiro, que, segundo algumas crónicas, nasceu há 900 anos.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Dignidade humana
Sem querer vir proclamar qualquer supremacia moral do chamado mundo Ocidental, é inquestionável que este tem uma capacidade de assimilação de outras culturas que não encontramos noutros sectores do globo. Dito por outras palavras, é bem mais fácil encontrar uma diversidade de culturas, em maior ou menor harmonia, num país da União Europeia do que, por exemplo, na Nigéria ou no Irão.
Isto a propósito da discussão que vai em França sobre o alegado uso da burca naquele país. Se é certo que a Europa é um espaço multi-cultural - e a França, nesse particular, é um país onde a diversidade é bem visível - não é menos verdade que a tolerância para com outras culturas possa ir abertamente contra uma matriz cultural. A mesma Europa que deve servir de bandeira para valores que visem a certa dignificação do ser humano não pode obviamente ser conivente para com práticas atentatórias da condição humana, neste caso em particular da mulher, onde se incluem outros fenómenos como a mutilação genital feminina. O respeito por outras culturas deve obviamente ser cultivado, mas este é um daqueles casos em que é imperioso escolher entre um valor mais elevado do que a tolerância, que é o da dignidade humana, pelo menos em espaço europeu.
Isto a propósito da discussão que vai em França sobre o alegado uso da burca naquele país. Se é certo que a Europa é um espaço multi-cultural - e a França, nesse particular, é um país onde a diversidade é bem visível - não é menos verdade que a tolerância para com outras culturas possa ir abertamente contra uma matriz cultural. A mesma Europa que deve servir de bandeira para valores que visem a certa dignificação do ser humano não pode obviamente ser conivente para com práticas atentatórias da condição humana, neste caso em particular da mulher, onde se incluem outros fenómenos como a mutilação genital feminina. O respeito por outras culturas deve obviamente ser cultivado, mas este é um daqueles casos em que é imperioso escolher entre um valor mais elevado do que a tolerância, que é o da dignidade humana, pelo menos em espaço europeu.
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Os nossos adeptos
Googladas
comoabortar.com
como se apresenta a peça publicitaria coca cola gta em redundancia
musica clemente vais partir letra
acidentes com carpinteiros
musica a bicharada, cantor netinho
processos perdidos pela midas prestige
hi5 personalizado submundos
cantores ingleses amigos da leide daiana
lacoste itaipava falsificação
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