Clientela da farmácia
Em pouco mais de cinco minutos na farmácia, ouço uma das jovens farmacêuticas que está ao balcão a aviar umas pílulas a umas adolescentes de suburbano rematando com um maroto "Vá, divirtam-se!", enquanto uma mulher lançava a hipótese de ter falta de força nos músculos vaginais pelo facto de andar a dar-lhes pouco uso ultimamente, perante uma plateia visivelmente interessada naquele caso clínico. Um tipo é presenteado com estes espetáculos e quase que fica com vontade de regressar aos anos 70, em que os clientes masculinos só compravam preservativos nas farmácias fazendo um pequeno sinal recorrendo à gola da camisa.
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Compadrios
Quem se recorda dos jogos do Euro 2004, certamente se lembrará de um Suécia-Dinamarca que, a poucos minutos do fim, registou um estranho golo em que a defesa não ficou isenta de culpas. Esse golo ditou o empate entre as duas selecções, que possibilitava a ambas a passagem aos quartos-de-final, em detrimento da Itália. No último apuramento para o Mundial, os portugueses suspiraram de alívio ao saber que essas mesmas selecções não poderiam acabar empatadas o último jogo do apuramento, estando os dinamarqueses obrigados a ganhar para garantir o acesso direto. Está visto que te tipo de compadrios entre selecções do norte da Europa pode ser uma pequena mina neste tipo de competições. Daí que me pareça um pouco redutor olhar para o nosso sorteio no apuramento para o Euro 2012 - com Dinamarca, Noruega e Islândia - alertando unicamente para eventuais perigos do ponto de vista técnico e tático.
O baú das canções "Palhaço pobre"
Tóquio via Pequim
Hoje vêm-se pelas ruas de Lisboa menos restaurantes chineses do que no passado. A coisa nada teria de anormal, não fossem terem surgido nesses mesmos espaços restaurantes... japoneses. Parece ter assumido contornos de mito urbano que os restaurantes outrora chineses são hoje propriedade dos mesmos donos. Este facto, tanto quanto parece, estará mais perto da verdade do que do mito.
Um cidadão português poderá então não dar muita importância ao facto de chineses se espalharem pela cidade com restaurantes de comida japonesa, partindo da tese tão comum de que os cidadãos orientais são todos iguais. Assim será, mas gostaria de saber qual seria a reacção do comum cidadão se soubesse que iguarias como o cozido à portuguesa ou o cabrito assado andassem a ser dadas a conhecer em todo o mundo, em restaurantes portugueses mas que fossem propriedade de espanhóis.
Um cidadão português poderá então não dar muita importância ao facto de chineses se espalharem pela cidade com restaurantes de comida japonesa, partindo da tese tão comum de que os cidadãos orientais são todos iguais. Assim será, mas gostaria de saber qual seria a reacção do comum cidadão se soubesse que iguarias como o cozido à portuguesa ou o cabrito assado andassem a ser dadas a conhecer em todo o mundo, em restaurantes portugueses mas que fossem propriedade de espanhóis.
Roupa suja no Facebook
Só hoje é que li os comentários no Facebook escritos por comandantes e pilotos da TAP e que suscitaram alguma polémica nos meios de comunicação social e levaram a companhia a enviá-los para um curso de ética. Para quem não está a par, os comentários envolviam a lavagem de roupa suja relativamente à forma como era gerido o sistema de borlas em viagens de avião entre comandantes daquela companhia.
Em boa verdade, há algo que tenho em comum com quem interveio na discussão. Também eu já tive ( e desconfio que ainda tenho) viagens de borla ou a preços mais reduzidos - uma por ano - na nossa transportadora aérea, um direito concedido a quem é parente direto de um funcionário da TAP e que faz parte de um pacote de benesses que a companhia dá (ou dava) aos trabalhadores. Ainda assim, recordo-me perfeitamente de que estes bilhetes pouco ou nenhuns direitos davam a quem os possuía, já que só teriam direito a embarcar se houvesse vaga no avião, dado que qualquer passageiro pagante teria naturalmente direito a preferência. Também era recomendado a quem viajasse de borla nos avião que fosse o mais discreto possível nessa matéria, de preferência que não o referisse no vôo ou no embarque ou desembarque. Regras que, parece-me, relevavam do mais elementar bom-senso.
Lembrei-me dessas regalias de que no passado usufrui ao ver a conversa em causa, em que os comandantes e pilotos puxavam dos galões e do estatuto, ao criticarem o fato de serem colocados nos últimos lugares, de não lhes serem dados privilégios face a outros passageiros pagantes ou a acusarem colegas de trabalho e violando as mais elementares regras de sigilo profissional, mostrando estar mais preocupados com mordomias do que com a seriedade da própria classe.
Em boa verdade, há algo que tenho em comum com quem interveio na discussão. Também eu já tive ( e desconfio que ainda tenho) viagens de borla ou a preços mais reduzidos - uma por ano - na nossa transportadora aérea, um direito concedido a quem é parente direto de um funcionário da TAP e que faz parte de um pacote de benesses que a companhia dá (ou dava) aos trabalhadores. Ainda assim, recordo-me perfeitamente de que estes bilhetes pouco ou nenhuns direitos davam a quem os possuía, já que só teriam direito a embarcar se houvesse vaga no avião, dado que qualquer passageiro pagante teria naturalmente direito a preferência. Também era recomendado a quem viajasse de borla nos avião que fosse o mais discreto possível nessa matéria, de preferência que não o referisse no vôo ou no embarque ou desembarque. Regras que, parece-me, relevavam do mais elementar bom-senso.
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DOUTRINA MODERADA CATÓLICA SOBRE ABORTO
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Um misto
Duas pessoas que eu não imaginava sequer que se conheciam chegaram há uns dias à conclusão que me tinham como amigo em comum graças à evocação de um excesso alcóolico meu há alguns meses atrás no qual eu tive um "apagão" - leia-se, não ter grande memória - de algumas horas. Em tempos, um outro amigo meu tentava convencer outras pessoas de que conhecia uma pessoa - precisamente eu mesmo - que cometera um dia a proeza de beber uma garrafa de Martini sozinho em pouco mais de uma hora, mas tal façanha afigurava-se perante terceiros como uma aldrabice cuja probabilidade de ter acontecido era inexistente. Posto isto, é fácil concluir que a maneira mais bizarra de sermos conhecidos é através de um misto de decadência alcóolica e mito urbano.
Homenagem à memória benfiquista

No jogo contra a Pobreza, o universo benfiquista rejubilou com a presença em campo de um naipe de jogadores que apenas no universo Pro Evolution Soccer era possível: Néné, Valdo, Schwarz, Chalana ou Shéu lado a lado com as atuais estrelas da equipa. Um desfile de velhas glórias devidamente enquadrado jornalisticamente pelos comentários simultaneamente sóbrios e a transpirar nostalgia de Rui Tovar. Apraz dizer que não foram só as vítimas do sismo no Haiti a beneficiar do jogo de ontem, também a memória da Nação benfiquista teve o seu momento solidário e reduzir o jogo à barriga de um antigo goleador sueco talvez seja pegar demasiado em pequenas minudências.
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historia de amor entre vampiros e lobisomens
cafe salgado provoca o aborto
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Miguel Esteves Cardoso a causas das coisas o piropo
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jardim e o aborto do 1º ministro
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Falar mal
A vaga de rejeição aos anúncios do Pingo Doce - estou a recordar-me dos hate groups a estes anúncios no Facebook - deixava transparecer que estes estavam a entrar na cabeça das pessoas. Não se sabe se contribuíram ou não para aumentar vendas, mas cumpriram o seu papel de dar um maior reconhecimento à marca. Tantas pessoas a falar nos anúncios acabaria por aumentar a notoriedade da marca, como é demonstrado por um estudo que revela que esta cadeia de distribuição se intrometeu na luta dos pesos pesados em matéria de reconhecimento de anúncios - leia-se, as empresas de telecomunicações - ficado mesmo à frente da Vodafone.

